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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Daniel 10.1-12.13

Leitura do dia 15/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem acompanhamos sua visão das quatro bestas. Sua explicação. A visão de um carneiro e um bode. A explicação de Gabriel. A oração de Daniel por seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-91-27.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze. Os três últimos capítulos desse livro grandioso.

Era o terceiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. 536 a.C..

Depois de três semanas de luto, quando não comeu nada saboroso, nem se perfumou, apenas orando, Daniel teve uma visão. Entendeu que a visão que tivera era verdadeira e referia-se a acontecimentos futuros. Tempos de guerra e de grande dificuldade.

Estava em pé junto ao rio Tigre. Quando levantou os olhos viu um homem vestido com roupas de linho. Usava um cinto de ouro puro. Seu corpo era semelhante a uma pedra preciosa. Seu rosto faiscava como relâmpago. Seus olhos eram como tochas acesas. Seus braços e pés brilhavam como bronze polido. Sua voz era como o som de uma grande multidão.

Sabemos quem Daniel viu. Teve o grande privilégio de ver o Senhor Jesus em Sua glória e formosura, como João.

“Quando me voltei para ver quem falava comigo, vi sete candelabros de ouro e, em pé entre eles, havia alguém semelhante ao Filho do Homem. Vestia um manto comprido, com uma faixa de ouro sobre o peito. A cabeça e os cabelos eram brancos como lã e a neve, e os olhos, como chamas de fogo. Os pés eram como bronze polido, refinado numa fornalha, e a voz ressoava como fortes ondas do mar. Na mão direita tinha sete estrelas, e de Sua boca saía uma espada afiada dos dois lados. A face brilhava como o sol em todo o seu esplendor”. – Apocalipse 1.12-16

Somente Daniel teve essa maravilhosa visão. Os que estavam com ele se encheram de temor, sem saber o que era e correram para se esconder. Ele ficou sozinho. Perdeu suas forças. Ficou muito pálido. Quase desfaleceu. Sua presença era (é) gloriosa. Quando o Senhor falou, perdeu os sentidos. Ficou ali estendido, com o rosto no chão.

Percebeu a mão de alguém a tocá-lo e colocá-lo sobre suas mãos e joelhos. Ainda estava muito trêmulo. O Senhor lhe disse que era muito precioso para Deus. Por isso deveria ouvir com atenção o que tinha a lhe dizer. Ordenou que ficasse em pé.

Ainda trêmulo Daniel levantou-se. O Senhor lhe disse para não ter medo. Seu pedido fora atendido assim que começou a orar. Ele veio em resposta à sua oração. Lutou por vinte e um dias com o príncipe do reino da Pérsia. Miguel, um dos príncipes mais importantes, o ajudou. Estava ali para explicar o que aconteceria no futuro, com seu povo. A visão referia-se a um tempo que ainda viria. O Senhor estava lhe explicando acontecimentos do mundo espiritual.

Quando falava, Daniel olhava para o chão. Não conseguia falar uma única palavra. Ele tocou seus lábios. Daniel abriu a boca e conseguiu falar. Disse que estava muito angustiado por causa da visão que tivera. Sentia-se muito fraco. Suas forças tinham acabado. Mal conseguia respirar. Não entendia como era possível alguém como ele falar com o Senhor.

Então, o Senhor o tocou novamente. Daniel sentiu suas forças voltarem. Ele disse novamente para Daniel não temer. Era muito precioso para Deus. Saudou-o dizendo que a paz estivesse com ele. Que tivesse ânimo e fosse forte.

Enquanto falava, Daniel sentiu-se mais forte. Pediu que o Senhor lhe falasse, pois havia sido fortalecido, por Ele. O Senhor perguntou se Daniel sabia porque viera. Em breve voltaria para lutar com o príncipe do reino da Pérsia. Depois, viria o príncipe do reino da Grécia. Agora, porém, diria o que estava escrito no Livro da Verdade.

Também disse que ninguém O ajudava, exceto Miguel, o príncipe deles (que era um dos mais importantes). Estava acompanhando Miguel para apoiá-lo e fortalece-lo desde o primeiro ano do reinado de Dario, o medo. Acontecimentos no mundo espiritual, mundo que não vemos, mas é real.

Contou que outros três reis persas reinariam. Seriam sucedidos por um quarto rei. Muito mais rico que os primeiros. Este usaria sua riqueza para instigar todos a lutarem contra o reino da Grécia. Então surgiria um rei poderoso. Que governaria com grande autoridade. Realizaria o que desejasse. Mas, no auge de seu poder, seu reino seria quebrado e dividido em quatro partes. Não seria governado por seus descendentes. Nem teria a mesma autoridade. Seu império seria arrancado e entregue a outros. E continua contando tudo que aconteceria. Leia o texto todo de Daniel e confira.

A Bíblia King James Atualizada (KJA), nos conta que os três reis são Cambises (530-522 a.C.), Pseudo-Smerdias, ou Gaumtata (522) e Dario (522 a 486). O quarto rei é Xerxes I (486-465), que empreendeu todo seu esforço militar para conquistar a Grécia em 480 a.C.. O rei poderoso é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Hoje temos esses acontecimentos documentados nas páginas da História, não apenas nas páginas da Bíblia.

Para mim, o auge do texto é o que aconteceria (aconteceu e acontecerá) a líderes sábios que instruiriam a muitos. Morreriam pela espada e pelo fogo. Ou seriam capturados e saqueados. Durante essas perseguições receberiam pouca ajuda. Muitos se ajuntariam a eles, mas não seriam sinceros.

Alguns sábios seriam vítimas de perseguição. Assim, seriam refinados, purificados e limpos. Isso continuaria até o tempo do fim. O tempo que ainda estava por vir.

Quando fala da perseguição e da suspensão do sacrifício diário, refere-se imediatamente a Antíoco Epifânio, que prefigura um evento apocalíptico ainda maior no final dos tempos, como vimos nos capítulos anteriores.

O capítulo doze de Daniel é a única referência à vida eterna em todo o Antigo Testamento. Também é a primeira referência clara à ressurreição, dos justos e ímpios.

No tempo do fim, Miguel, o grande príncipe que guarda o povo do Senhor se levantará. Haverá um tempo de angústia qual nunca houve desde que nações vieram a existir. Todos que estiverem com o nome escrito “no livro” serão salvos.

Alguns ressuscitarão para a vida eterna. Outros para a vergonha e desonra eterna. Os sábios brilharão como o esplendor do céu. Os que conduzem muitos à justiça resplandecerão como estrelas. Eternamente.

Daniel recebeu ordem de selar o livro. Até o tempo do fim. Neste tempo, muitos correrão de um lado para o outro. O conhecimento (ciência) se multiplicará. O Senhor jurou que passaria um tempo, tempos e meio tempo. Quando o povo santo finalmente for quebrado, todas essas coisas se cumprirão.

Daniel perguntou como tudo aquilo acabaria. Era o principal a saber. O Senhor respondeu que aquelas palavras seriam mantidas em segredo. Seladas para o tempo do fim. Nesse tempo, muitos seriam purificados, limpos e refinados por essas provações. Os perversos continuariam em sua perversidade. Não entenderiam. Somente os sábios compreenderiam.

Feliz o que esperar e permanecer até o fim dos 1335 dias após a terrível profanação, pouco mais de três anos e meio.

Quanto a Daniel, que seguisse seu caminho até o fim, até completar sua carreira. Descansaria. No final dos dias, ressuscitará para receber sua herança.

Que permaneçamos fieis ao Senhor, apesar de perseguições, de pouca ajuda, de saques e mortes que possam nos sobrevir. Que aproveitemos todas as oportunidades para sermos purificados, limpos e refinados. Pelas provações. Esse é o papel delas.

Que sejamos sábios para compreender o que o Senhor fará. Que sejamos os que conduzem muitos à justiça. Que esperemos! Que permaneçamos fieis até o fim. Que sejamos vitoriosos, como Daniel. Para recebermos nossa herança.

Que tenhamos ouvidos para ouvir!

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei o fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus”. – Apocalipse 2.7

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Quem for vitorioso não sofrerá o dano da segunda morte”. – Apocalipse 2.11

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vitorioso, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca, e nela estará gravado um nome novo, que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”. – Apocalipse 2.17

“Ao vitorioso que me obedecer até o fim, Eu darei autoridade sobre as nações. Ele as governará com cetro de ferro e as despedaçará como vasos de barro. Ele terá a mesma autoridade que recebi de meu Pai, e também lhe darei a estrela da manhã”. – Apocalipse 2.26,27

“O vitorioso será vestido de branco. Jamais apagarei seu nome do Livro da Vida e confirmarei, diante de Meu Pai e de Seus anjos, que ele Me pertence”. – Apocalipse 3.5

“O vitorioso se tornará coluna do templo de Meu Deus, de onde jamais sairá. Escreverei nele o nome de Meu Deus, e ele será cidadão da cidade de Meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, da parte de Meu Deus. E também escreverei nele o Meu novo nome”. – Apocalipse 3.12

“O vitorioso se sentará comigo em Meu trono, assim como Eu fui vitorioso e me sentei com Meu Pai em Seu trono”. – Apocalipse 3.21

Quero permanecer até o fim. Ser vitoriosa. E você?

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros livros de Oseias, um dos mais lindos romances já escrito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Daniel 9.1-27

Leitura do dia 14/09.

Na postagem anterior acompanhamos a visão de Daniel com o carneiro e o bode. Com muita revelação. Que ele não entendeu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-81-27.html

Agora, caminharemos através do capítulo nove de Daniel.

Era o primeiro ano de Dario, o medo, filho de Assuero (Xerxes), que se tornou rei dos babilônios.

Daniel era um estudioso da palavra do Senhor. Como devemos ser.

Estava estudando a palavra revelada ao profeta Jeremias e compreendeu que Jerusalém devia permanecer desolada por um período de setenta anos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-251-2722.html

A partir dessa compreensão, voltou-se para o Senhor. Suplicou-Lhe com oração e jejum. Vestiu panos de saco e colocou cinzas sobre sua cabeça.

Orou ao Senhor e confessou Sua grandeza e Seu amor leal. Confessou os pecados de seu povo, identificando-se como um dos pecadores. Como também devemos orar.

Estavam em vergonha com tudo que acontecera. Porque pecaram contra o Senhor. Não ouviram os profetas que o Senhor enviara. Não foram fiéis. Não se arrependeram. Não se voltaram para Ele.

O Senhor cumprira tudo que prometera, por causa da apostasia. Agora estavam desolados.

Nunca aconteceu uma calamidade tão terrível como a que aconteceu em Jerusalém. Todas as maldições escritas na Lei de Moisés se cumpriram. Nem assim, se arrependeram. Nem quiseram buscar Sua misericórdia. Ao contrário, afastaram-se dEle.

Daniel clamou que o Senhor desviasse Sua furiosa ira de Jerusalém. Como resultado do pecado (deles e de seus antepassados), todas as nações vizinhas zombavam de Jerusalém e de Seu povo. Não eram benção para essas nações, como a ordem do Senhor dada a Abraão (Gênesis 12.1-3).

Que o Senhor ouvisse sua súplica, por causa dEle mesmo. Por causa de Sua misericórdia, ainda que não merecessem ser ouvidos.

Que o senhor ouvisse. Perdoasse. Atendesse. E Agisse. Tudo por causa dEle mesmo. Que não demorasse. Seu povo e Sua cidade carregavam Seu nome. E estavam desolados.

Daniel continuou a orar e confessar seu pecado e o pecado de seu povo, Israel. Suplicando ao Senhor por Jerusalém, Seu santo monte.

Sua oração é maravilhosa. Carregada de humildade, adoração e confissão. Somente após, veio o pedido. Para toda uma nação.

Enquanto orava, Gabriel foi depressa até ele. Disse que veio dar-lhe percepção e entendimento. Assim que Daniel começou a orar, foi dada uma ordem e agora estava ali para lhe explicar que ordem era essa.

Daniel foi ouvido por ser muito precioso para o Senhor. Deveria ouvir com muita atenção o que Gabriel tinha a dizer. Para entender o significado da visão.

Foi dado um período de quatrocentos e noventa anos (2 Crônicas 36.19-21) para trazer justiça eterna. Depois de um tempo, o governante, o Ungido chegaria. Apesar de serem tempos difíceis, Jerusalém seria reconstruída com ruas e fortes defesas. Depois, o Ungido seria morto.

Passado um tempo, surgiria um governante cujos exércitos destruiriam Jerusalém e o templo. Até aqui fala sobre a primeira vinda do Senhor Jesus. E Sua morte.

Depois, algo que ainda não aconteceu. Um governante fará um tratado com muitos por um período de uma semana, representando sete anos. Um acordo de paz. Este governante profanará o templo do Senhor. Até que o destino para esse profanador seja finalmente derramado sobre ele. Quando o Ungido voltará para reinar eternamente.

Não sabemos exatamente como serão os próximos acontecimentos. Nem quando acontecerão. O Senhor disse para estarmos vigilantes. Prontos para esses acontecimentos.

Se tantas profecias ditas na Palavra foram cumpridas, acredite, as que ainda não se cumpriram, também serão cumpridas.

Que permaneçamos fiéis. Até àquele dia.

“Eu virei inesperadamente, como ladrão! Feliz é aquele que me espera alerta e mantém puras suas vestes, para que não precise andar nu e envergonhado”. – Apocalipse 16.15

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez de Daniel. Até o fim.

Espero você. Até lá.

Daniel 8.1-27

Leitura do dia 14/09.

Na postagem anterior vimos o sonho de Daniel com as quatro bestas. E seu significado. A maior parte já se cumpriu. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-71-28.html

Agora, caminharemos através do capítulo oito.

Era o terceiro ano do reinado de Belsazar. Daniel teve uma visão.

Na visão, estava na fortaleza de Susã, que veio a ser a capital do Império Persa. Estava em pé junto ao rio Ulai.

Viu um carneiro com dois chifres compridos. O carneiro estava em pé. Junto ao rio. Daniel viu esses dois chifres crescerem. Primeiro um. Menor. Depois outro. Maior. O carneiro dava chifradas em tudo. Para oeste, norte e sul. Ninguém conseguia detê-lo. Nem ajudar suas vítimas. Fazia o que bem entendia. Tornou-se muito poderoso.

Então, um bode surgiu do oeste. De repente. Atravessou a terra com tanta rapidez que não tocou o chão. Tinha um chifre enorme entre os olhos. Foi em direção ao carneiro. Avançou sobre ele com muita fúria. Com um golpe quebrou seus dois chifres. Ninguém pôde livrar o carneiro. Tornou-se muito poderoso. Então, no auge de seu poder, seu grande chifre foi quebrado.

No lugar do chifre quebrado, nasceram quatro chifres. Cada um apontava para as quatro direções da terra (norte, sul, leste, oeste). De um dos chifres saiu outro chifre. Pequeno. Seu poder, no entanto, tornou-se muito grande. Estendeu-se para o sul e o leste, em direção a Israel. Cresceu tanto que seu poder chegou ao céu. Atacou o exército celestial. Chegou a ponto de desafiar o Comandante do exército celestial. Suspendeu o sacrifício diário e destruiu o templo do Senhor.

O exército celestial foi proibido de reagir. A verdade foi derrotada. O chifre teve êxito em tudo.

Daniel viu dois anjos conversando. Um perguntou “até quando”? Até quando o templo e o exército celestial seriam pisoteados. O outro respondeu que duraria 2300 trezentos dias. Então o templo seria restaurado.

Enquanto Daniel tentava entender o que vira, alguém parecido com um homem parou diante dele. Era Gabriel. A ele foi ordenado explicar o significado da visão a Daniel.

Gabriel era tão poderoso que Daniel ficou aterrorizado. Prostrou-se e desmaiou. Gabriel o despertou e o ajudou a ficar em pé. Disse-lhe que precisava entender. Esses acontecimentos referiam-se ao tempo do fim. Aconteceria no “tempo da ira”.

O carneiro representava os reis da Média e da Pérsia. O bode, a Grécia. O chifre entre os olhos representava Alexandre. Os quatro chifres a mesma divisão que vimos no capítulo anterior. Eram menores porque nenhum deles seria tão grande quanto o primeiro.

No final de seu reinado o pecado estaria no auge. Então subiria ao poder um rei feroz, mestre de intrigas (o chifre pequeno). Ele se tornaria muito forte, mas não por seu próprio poder. Causaria terrível destruição. Teria êxito em tudo que fizesse. Destruiria líderes poderosos. Devastaria o povo santo. Seria mestre do engano e se tornaria muito arrogante. Destruiria muitos sem sequer avisar. Chegaria a enfrentar o Príncipe dos príncipes. Mas seria quebrado. Não por força humana.

Era uma visão que ocorreria dali a muito tempo. Daniel deveria guardá-la.

Ele ficou abatido e doente. Por vários dias. Não era para menos. Ter uma visão de que a verdade seria derrotada é terrível! Depois de um tempo, conseguiu levantar-se e cuidar dos negócios do rei. Ainda assim, continuou muito perturbado sem conseguir entender a visão.

Vamos tentar entender.

O pequeno chifre que surgiu é Antioco IV Epifânio. Nos últimos anos de seu reinado (168-164 a.C.) empenhou-se para exterminar a fé judaica. É um sinal, uma prefiguração de um besta ainda mais impiedosa que surgirá no final escatológico da nossa história. Em seguida, Antioco, insano, prepotente e arrogante promove a si mesmo como “igual a Deus”. Ergueu, no templo, um altar a Zeus. Mais tarde, o exército de Judas Macabeu retornou a Jerusalém e conseguiu dedicar novamente o templo ao Senhor. Isso foi em dezembro de 165 a.C.. Assim surgiu a celebração de “Chanucá”, "dedicação" em hebraico. Festa hoje conhecida como “Festa de Hanuka” ou “Festival das Luzes”. (Extraído da Bíblia King James Atualizada – KJA).

Lembremos que muitas profecias têm um significado e cumprimento imediato e um futuro, como esta. Antíoco IV Epifânio foi uma prefiguração de um líder que ainda surgirá. E perseguirá o povo santo do Senhor.

Que permaneçamos fiéis até o fim.

“O pecado aumentará e o amor de muitos esfriará, mas quem se mantiver firme até o fim será salvo”. – Mateus 24.12,13

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo nove.

Espero você. Até já.

Daniel 7.1-28

Leitura do dia 14/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Ontem vimos o sonho de Nabucodonosor em que ele é a árvore que seria cortada. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-41-37.html

Também vimos a inscrição com a sentença do Senhor, na parede do palácio de Belsazar. E Daniel na cova dos leões.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-51-31.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-61-28.html

Hoje caminharemos através dos capítulos sete a nove de Daniel. Na primeira postagem, o capítulo sete.

Voltemos no tempo. Ainda é o primeiro ano do reinado de Belsazar. Daniel teve um sonho. E visões.

Fortes ventos sopravam de todas as direções. Quatro bestas saíram do mar. Todas diferentes.

A primeira parecia um leão com asas de águia. Suas asas foram arrancadas. Ficou em pé como um homem. Foi lhe dada a mente de um homem. Simboliza o Império Neobabilônico. O fato de suas asas terem sido arrancadas, fala da humilhação que Nabucodonosor sofreu quando da realização de seu sonho com a árvore que foi cortada.

A segunda parecia um urso. Ele ergueu-se em um de seus lados. Tinha três costelas em sua boca. Recebeu a ordem de levantar-se e devorar a carne de muitos. Simboliza o Império Medo-Persa. O lado erguido, o poderio superior dos persas. As três costelas remetem às suas três grandes conquistas: Lídia (546 a.C.), Babilônia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

A terceira parecia um leopardo. Com quatro asas. E quatro cabeças. Recebeu grande autoridade. Simboliza Alexandre, o Grande. As asas remetem à rapidez de suas conquistas (334-330). As quatro cabeças, as principais divisões de seu império após sua morte. A Macedônia e a Grécia foram governadas por Antípater e Cassandro. A Trácia e a Ásia Menor, por Seleuco I. A região chamada hoje de Palestina e o Egito, foram governados por Ptolomeu I.

A quarta besta era terrível, assustadora. Muito forte. Devorava e despedaçava suas vítimas com grandes dentes de ferro. Esmagava os restos debaixo de seus pés. Tinha dez chifres. De repente, os três chifres maiores foram arrancados para dar lugar a um outro, menor. Cheio de olhos como de homem e uma boca muito arrogante. Esse chifre menor guerreava contra o povo santo do Senhor. E os devorava por um determinado tempo.

Essa quarta besta simboliza o Império Romano. Seus dez chifres correspondem aos dez artelhos da estátua que Nabucodonosor sonhou. Revelam a abrangência desse império. O chifre pequeno simboliza o anticristo, uma potência cruel e mundial com as características do inimigo (João 10.10).
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.html

Ele viu alguns tronos serem dispostos. O Senhor Todo-Poderoso sentou-se para julgar. Suas roupas eram brancas como a neve. Seu cabelo, como a mais pura lã. Seu trono era de fogo. Com rodas de chamas ardentes. Um rio de fogo brotava de Sua presença.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Havia milhares de anjos servindo-O. E muitos milhões diante dEle.

O tribunal iniciou o julgamento. Livros foram abertos. A quarta besta, que continuava falando através do chifre pequeno, foi morta. Seu corpo destruído. Lançado no fogo. As outras três ficaram sem autoridade. Mas tiveram permissão para viver por mais um tempo.

Depois, viu alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens do céu. Ele se aproximou do Ancião, o Senhor Todo-Poderoso. Conduziram-No à Sua presença. Recebeu autoridade, honra e soberania com o propósito de todas as raças, nações e línguas Lhe obedecerem. Seu domínio é eterno. Nunca acabará. Seu reino jamais será destruído. Era o Senhor Jesus (Apocalipse 11.15).

Daniel ficou muito perturbado com tudo aquilo. Aproximou-se de um dos que estavam em pé junto ao trono e perguntou o significado de tudo. Foi corajoso. Recebeu a explicação.

As quatro grandes bestas representavam quatro reinos que surgiriam na terra. No final, porém, o reino seria entregue ao povo santo do Altíssimo. Eles dominarão para sempre.

Daniel quis saber o verdadeiro significado da quarta besta. Era muito diferente das outras e muito aterrorizante. Guerreara com o povo santo, derrotando-o. Até que o Altíssimo pronunciou a sentença em favor de seu povo santo.

Foi explicado a ele que a quarta besta era um quarto reino que dominaria a terra e seria diferente de todos os outros. Devoraria o mundo inteiro. Pisoteando e esmagando tudo que estivesse em seu caminho. Os dez chifres seriam dez governantes desse império. O chifre menor, um rei que subjugará outros três. Esse desafiaria o Altíssimo. Oprimiria o povo santo do Altíssimo, procurando mudar festas e leis. O povo santo do Senhor seria colocado sob seu controle por um tempo, tempos e meio tempo.

Depois de terminado o tempo, seria julgado. E completamente destruído. O povo santo do Altíssimo receberia então, a soberania, o poder e a grandeza de todos os reinos debaixo dos céus. O reino do Altíssimo permanecerá eternamente. Todos os governantes O servirão e obedecerão.

A visão foi tão perturbadora que Daniel ficou aterrorizado. Sua mente a mil. Seu rosto pálido de medo. Não teve coragem de contar essas coisas a ninguém.

Quase toda a visão foi cumprida. Falta ainda esse pequeno chifre se levantar e perseguir o povo santo do Altíssimo por um período que os estudiosos consideram ser de três anos e meio (um tempo, tempos e meio tempo). A Grande Tribulação.

O importante é estarmos certos de que a parte que ainda não aconteceu, acontecerá. O Senhor julgará a todos. Dará sentença a favor de Seu povo. Seu povo santo.

Quando refere-se a "povo santo" está dizendo que não é o povo que diz que Lhe pertence. É o povo que realmente Lhe pertence. Que vive uma vida separada, santa, para Ele. Virão dias ruins, mas a vitória pertence a esse povo santo do Altíssimo, que reinará com o Senhor Jesus, por toda a eternidade.

Que permaneçamos separados. Até o fim. Para reinarmos com Ele, eternamente.

“Pois foste sacrificado e com Teu sangue compraste para Deus pessoas de toda tribo, língua, povo e nação. Tu fizeste delas um reino de sacerdotes para nosso Deus, e elas reinarão sobre a terra”. – Apocalipse 5.9b-10

"Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir Minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, faremos uma refeição, como amigos. O vitorioso se sentará comigo em meu trono, assim como Eu fui vitoriosos e me sentei com Meu Pai em Seu trono". - Apocalipse 3.20,21

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo oito.

O significado das bestas foi retirado das observações contidas na Bíblia King James Atualizada (KJA).

Espero você. Ate já.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Daniel 6.1-28

Leitura do dia 13/09.

Na postagem anterior vimos o banquete dado pelo rei Belsazar e a inscrição do Senhor com Seu decreto.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-51-31.html

Agora, caminharemos através do capítulo seis de Daniel.

Dario, o medo, era o rei. Ele resolveu dividir o reino em cento e vinte províncias. Nomeou um alto funcionário para cada uma delas. Escolheu três administradores para supervisionar esses altos funcionários e proteger os interesses do rei. Daniel estava entre esses três.

Em pouco tempo, Daniel se mostrou muito mais capaz que todos os outros. Por isso, o rei planejava colocá-lo à frente de todos. Então, os outros administradores e os altos funcionários começaram a procurar falhas na maneira como Daniel conduzia as questões governamentais. Não conseguiram encontrar nada de errado. Não conseguiram sequer encontrar algo para ser criticado. Ele era leal. Sempre responsável. Digno de confiança. Como todo servo do Senhor deve ser. Irrepreensível.

Concluíram que a única chance de encontrar algum motivo para acusá-lo seria em relação às leis de seu Deus. Foi o que fizeram.

Foram até o rei e propuseram uma lei ridícula, alegando que todos os administradores, oficiais, altos funcionários, conselheiros e governadores estavam de acordo. Mentira. Daniel não tinha sequer conhecimento. A lei deveria ser cumprida rigorosamente.

Sabe qual era a lei? Durante trinta dias, qualquer pessoa que fizesse um pedido a alguém (divino ou humano), exceto ao rei, seria lançado na cova dos leões. Sabe aquelas leis que são decretadas e não tem qualquer sentido? Pois é. O rei, ou ficou orgulhoso com a posição em que ficaria durante os próximos trinta dias ou nem prestou atenção e assinou a lei.

Quando Daniel soube que esta lei tinha sido assinada, continuou sua rotina. Foi para casa como costumava fazer. Ajoelhou-se no quarto, no andar de cima, com as janelas abertas na direção de Jerusalém (na direção de onde ficava o templo). E orou. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/a-oracao-de-salomao.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/07/que-tipo-de-roupas-temos-vestido.html

Ele orava três vezes por dia e dava graças ao Senhor. Os oficiais foram juntos à casa de Daniel. Queriam pegá-lo em flagrante. Foram diretamente ao rei e o lembraram da lei.

Perguntaram-lhe se lembrava que assinara a tal lei que se alguém pedisse qualquer coisa que não ao rei, num prazo de trinta dias, seria imediatamente lançado na cova dos leões. O rei confirmou.

Eles disseram ao rei que Daniel não lhe dava importância, nem à sua lei. Continuava a orar ao seu Deus três vezes por dia, como antes da lei.

Quando Dario ouviu, ficou muito angustiado. Lembre-se, Daniel estava prestes a ser nomeado à frente de todos no reino. Ele procurou uma forma de salvá-lo. Passou o restante do dia pensando num modo de livrá-lo. Não encontrou.

À noite os homens foram ao rei pressioná-lo. Sua lei não poderia voltar atrás. Por fim, sem ter encontrado um escape, o rei ordenou que Daniel fosse lançado na cova. Antes, expressou seu desejo a Daniel. Que o seu Deus, a quem ele servia fielmente, o livrasse.

Daniel foi lançado na cova dos leões. Colocaram uma pedra sobre a abertura da cova. Selaram com o anel do rei e de seus nobres. Assim, a pedra não poderia ser removida. A não ser pelo próprio rei. Ninguém poderia resgatar Daniel.

O rei voltou a seu palácio. Passou a noite em jejum. Não quis nenhum divertimento. Ficou acordado a noite inteira.

Assim que amanheceu, foi correndo à cova dos leões. Lá, gritou angustiado, chamando por Daniel, “servo do Deus vivo”. Perguntou se o Deus a quem ele servia tal fielmente pôde livrá-lo dos leões.
Daniel respondeu. Sim. Estava vivo! O seu Deus enviara Seu anjo para fechar a boca dos leões. Ele foi considerado inocente aos olhos de Deus. Lembra o significado de seu nome? Daniel, “Deus é meu juiz”. O Senhor o julgou. E foi considerado inocente. Daniel também disse que não fizera nada contra o rei.

O rei ficou muito feliz! Ordenou que Daniel fosse retirado da cova. Não havia sequer um arranhão nele. Sabe por quê? Porque confiara no Senhor.

O rei ordenou que prendessem os acusadores de Daniel e os lançassem na cova dos leões. Junto com suas esposas e filhos. Os leões os atacaram e os despedaçaram. Antes que chegassem ao fundo da cova. Tal qual Daniel, foram julgados. Não foram considerados inocentes. Que tristeza.

Quando viram como Daniel era leal, responsável e digno de confiança, por que não seguiram seu exemplo? Por que não se entregaram ao Deus de Daniel?

O rei Dario enviou uma mensagem aos povos de todas as cores, nações e línguas em todo o mundo dominado pelo Império Medo. Era um decreto. Neste decreto o rei ordenava que todos em seu reino deveriam tremer de medo diante do Deus de Daniel. Ele é o Deus vivo. Que permanece para sempre. Seu reino jamais será destruído. Seu domínio nunca terá fim. Ele livra e salva Seu povo. Realiza sinais e maravilhas. Nos céus e na terra. Foi Ele que livrou Daniel do poder dos leões.

Daniel prosperou também durante o reinado de Dario. E durante o reinado de Ciro, o persa.

Que aprendamos a sermos como Daniel. Leais. Sempre responsáveis. Dignos de confiança. Fieis. Constantes em oração.

“Portanto, meus amados irmãos, sejam fortes e firmes. Trabalhem sempre para o Senhor com entusiasmo, pois vocês sabem que nada do que fazem para o Senhor é inútil”. – 1 Coríntios 11.58

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

Daniel 5.1-31


Leitura do dia 13/09.

Na postagem anterior vimos a carta de Nabucodonosor a todos os povos por ele dominados. Para contar as maravilhas que o Senhor lhe fizera. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-41-37.html

Agora, caminharemos através do capítulo cinco de Daniel.

Passaram-se muitos anos. Nabucodonosor não é mais o rei. Já morreu. Quem reina agora é Belsazar, um de seus sucessores.

Ele deu um enorme banquete. Para mil de seus nobres. Enquanto estavam bebendo, Belsazar ordenou que trouxessem as taças de ouro e prata que Nabucodonosor tirara do templo do Senhor em Jerusalém. Queria beber nessas taças, com seus nobres, suas esposas e suas concubinas.

Enquanto bebiam, louvavam seus ídolos de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra. Ídolos inúteis.
De repente, viram dedos de mão humana escreverem na parede do palácio real, próximo ao candelabro (para todos verem). Enquanto a mão escrevia, Belsazar ficou pálido de medo. Seus joelhos batiam um contra o outro e suas pernas vacilaram, tamanho seu pavor.

Aos gritos, ordenou que fossem chamar os encantadores, astrólogos e adivinhos. Disse que se alguém conseguisse ler e interpretar o que estava escrito, seria vestido com um manto vermelho e receberia uma corrente de ouro para seu pescoço. Além disso, seria considerado o terceiro maior em todo seu reino. Nenhum deles conseguiu.

O rei ficou ainda mais assustado. Seus nobres também estavam abalados. Também pudera. Imagine uma mão, do nada, começar a escrever na parede. Ainda por cima, quatro palavras que não entendemos. É de deixar qualquer um apavorado.

Quando a rainha-mãe soube do acontecido, foi depressa à sala do banquete. Tentou acalmar seu filho. Disse que no reino havia um homem que tinha “o espírito dos santos deuses”. Esse homem, durante o reinado de Nabucodonosor, demonstrou ter percepção, entendimento e sabedoria, como “os deuses”. Foi nomeado, naquela época, chefe de todos os magos, encantadores, astrólogos e adivinhos. Chamava-se Daniel e Nabucodonosor o chamara de Beltessazar. Era extraordinariamente inteligente. Cheio de conhecimento e entendimento. Capaz de interpretar sonhos. Explicar enigmas e resolver problemas difíceis. Que o rei o chamasse. Ele diria o que significava aquela amedrontadora inscrição.

Daniel foi levado ao rei, que explicou toda a situação. Ele respondeu que o rei poderia ficar com seus presentes e dá-los a outros. Mas, diria o significado da inscrição.

Falou ao rei que o Senhor Altíssimo dera a Nabucodonosor soberania, majestade, glória e honra. Povos de todas as cores, nações e línguas estremeciam diante dele. Quando, porém, seu coração se encheu de arrogância, foi tirado de seu trono e deposto de sua glória. Viveu entre os animais, como um louco. Até entender que o Senhor domina sobre todos os reinos do mundo e nomeia quem quer para governar sobre eles. O rei sabia disso. Ainda assim não se humilhou. Desafiou o Senhor dos céus. Mandou trazer as taças de Seu templo, que eram consagradas. Beberam nelas enquanto louvavam seus deuses feitos por mãos de homem. Deuses que não conseguem ver, nem ouvir, nem saber de coisa alguma. O rei não honrou o Senhor, o único que lhe dava fôlego de vida e controlava seu destino. Por isso, o Senhor enviou aquela mão que escreveu na parede.

A mensagem, escrita em quatro palavras, significava que o Senhor contara os dias de seu reinado e determinara seu fim. O rei havia sido pesado em uma balança e não alcançou o peso necessário. Seu reino seria dividido e entregue aos medos e persas.

Belsazar ordenou que vestissem Daniel com um manto vermelho e colocassem em seu pescoço uma corrente de ouro, declarando-o terceiro em importância no reino.

Não se fala em arrependimento. Soube o que significava a inscrição. Cumpriu sua promessa para com Daniel. Apenas isso.

Naquela mesma noite, Belsazar foi morto. Dario, o medo, apoderou-se do reino.

Que sejamos diferentes de Belsazar. Conhecemos a história. Sabemos o final. Sabemos as consequências de nossas escolhas. Temos muitos exemplos bons e maus. Nos voltemos para o Senhor. Nos rendamos a Ele. Sirvamos e amemos apenas o Senhor, aquele que nos dá fôlego de vida. E nos ama.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo seis.

Espero você. Até já.

Daniel 4.1-37

Leitura do dia 13/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Daniel.

Nas postagens anteriores vimos sua decisão de não se contaminar com os manjares da Babilônia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-11-21.html

Também o vimos interpretar o sonho de Nabucodonosor. Além de vermos a atitude de completa fidelidade de Hananias, Misael e Azarias, seus amigos, que estavam na província de Babilônia cuidando dos negócios do rei, enquanto Daniel permanecia em sua corte, na capital. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-31-30.html

Hoje caminharemos através dos capítulos quatro a seis. Na primeira postagem, o capítulo quatro.

O rei Nabucodonosor enviou uma mensagem aos povos de todas as cores, nações e línguas onde dominava. O propósito desta mensagem era que todos soubessem dos sinais e maravilhas que o Senhor Altíssimo realizara em seu favor.

O rei testemunhou que Seus sinais são grandes. Suas maravilhas poderosas. Seu reino eterno. Seu domínio, por todas as gerações.

Ele teve um sonho (mais um), que o assustou. Não aprendendo a lição, mandou que fossem chamados à sua presença, todos os magos, encantadores, astrólogos e adivinhos. Dessa vez contou o sonho. Ninguém foi capaz de lhe dizer seu significado.

Finalmente Daniel se apresentou diante dele. Nabucodonosor explica a seus leitores de todo o mundo, que seu nome era Beltessazar. Em homenagem ao seu deus (do rei). E “o espírito dos santos deuses” estava nele. Nabucodonosor lhe contou o sonho.

Ele viu uma grande árvore no meio da terra. Ela cresceu e ficou muito alta e forte. Chegava até o céu. Podia ser vista por todo o mundo. As folhas eram verdes e novas. Era cheia de frutos. Todos podiam comer. Animais selvagens viviam à sua sombra. Aves faziam ninhos em seus ramos. O mundo todo se alimentava dessa árvore.

Então, viu um mensageiro. Era um “ser santo”, que vinha do céu. Ele gritou para que derrubassem a árvore e cortassem seus ramos. Que suas folhas fossem arrancadas e seus frutos espalhados. Que os animais selvagens e as aves fossem espantados. Apenas o toco, com suas raízes, seria poupado. Ficaria preso com um anel de ferro e bronze. Cercado de relva verde. Seria molhado pelo orvalho e viveria com os animais selvagens, em meio às plantas do campo. Durante sete períodos teria mente de animal selvagem em vez de mente humana. O mensageiro disse que era um decreto dos mensageiros. Ordenado pelos seres santos. Com um propósito: Que todos soubessem que o Altíssimo domina sobre os reinos do mundo. E os dá a quem deseja.

Nabucodonosor contou o sonho e disse que Daniel era o único que poderia interpretá-lo. Daniel ficou atônito por algum tempo. Atemorizado. O rei o incentivou a contar o significado do sonho. Sem temer.

Daniel respondeu que gostaria que os acontecimentos revelados no sonho acontecessem com os inimigos do rei. Não a ele. E explicou o significado.

A árvore era o rei. Que cresceu e tornou-se forte. Sua grandeza até o céu. Seu domínio até os confins da terra (conhecida naquela época). O mensageiro foi enviado pelo Altíssimo. O rei seria expulso do convívio humano. Viveria no campo. Com os animais selvagens. Comeria capim, como um boi. Seria molhado pelo orvalho. Durante sete períodos. Até que entendesse que o Altíssimo domina sobre os reinos do mundo. E os dá a quem desejar. As raízes e o toco foram deixados na terra significando que seu reino seria devolvido a ele. Quando aprendesse que o céu domina. Uau! Que lição preciosa para o homem mais poderoso da terra aprender. Para todos nós aprendermos!

Daniel aconselhou o rei a parar de pecar, fazer o certo e ter compaixão dos pobres. Podia ser que, assim, o rei continuasse a prosperar, sem que tal fato precisasse acontecer.

O rei não atendeu o conselho de Daniel. Um ano após o sonho (o Senhor lhe deu muito tempo para pensar e se arrepender), o rei caminhava no terraço de seu palácio. Admirou-se da grande cidade da Babilônia, que construíra com seu próprio poder, para ser o centro de seu reino e mostrar o esplendor de sua majestade.

Quando ainda estava falando, veio uma voz do céu. O decreto foi dado. Nabucodonosor não governava mais sobre aquele reino. Seria expulso do convívio humano. Viveria nos campos com os animais selvagens. Comendo capim, como os bois. Por sete períodos, até que entendesse que o Altíssimo domina sobre os reinos do mundo e os dá a quem deseja.

"O orgulho precede a destruição; a arrogância precede a queda". - Provérbios 16.18

Como avisado no sonho, aconteceu. Foi expulso do convívio humano. Passou a comer capim. Foi molhado pelo orvalho. Viveu assim até que seu cabelo cresceu e suas unhas ficaram enormes, como garras de pássaros.

Passado estes sete períodos, Nabucodonosor conta, olhou para o céu. Sua sanidade voltou. Ele louvou e adorou o Altíssimo. Honrou Aquele que vive para sempre.

Mais uma vez reconheceu que Seu domínio é eterno. Seu reino, por todas as gerações. Comparados a Ele, somos nada. Faz o que deseja entre os anjos dos céus e entre os habitantes da terra. Ninguém pode detê-Lo. Ninguém pode Lhe perguntar porque faz determinadas coisas. Ele é soberano.

Nabucodonosor ainda nos conta, em sua carta que, quando sua sanidade voltou, recuperou sua honra e a majestade de seu reino. Seus conselheiros e nobres o procuraram. Foi restaurado ao seu reino. Com muito mais honra que antes (claro, reconheceu e honrou ao Rei dos reis).

Agora, escreveu, ele louvava, glorificava e honrava o Rei dos céus, reconhecendo que todos os Seus atos são justos e verdadeiros. Ele tem poder para humilhar os orgulhosos.

Que aprendamos a sermos gratos. E humildes. Tudo que temos foi Ele quem nos deu. E é para Sua glória. Toda honra seja dada a Ele. https://www.youtube.com/watch?v=939LH4tzOv8;
https://www.youtube.com/watch?v=7tVqatYLhFY

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo cinco.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Daniel 3.1-30

Leitura do dia 12/09.

Na postagem anterior vimos o sonho de Nabucodonosor e sua interpretação.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.html

Agora, caminharemos pelo capítulo três do livro de Daniel.

Apesar de Nabucodonosor ter reconhecido que o Senhor é maior que todos os deuses, não O serviu.

Fez uma estátua de ouro enorme. Media vinte e sete metros de altura e 2,7 metros de largura. Ele a colocou na planície de Dura, na província de Babilônia.

Assim que ficou pronta, ordenou que mensageiros fossem a todos os altos funcionários, governadores, conselhos, tesoureiros, juízes, magistrados e todas as autoridades das províncias para que fossem à dedicação da estátua. Todas essas autoridades foram. Era uma ordem real. Ficaram diante da estátua que Nabucodonosor fizera.

O arauto deu um aviso em alta voz. Todos os povos deveriam ouvir a ordem do rei. Quando ouvissem o som de diversos instrumentos musicais, todos se prostrariam diante da estátua. Quem se negasse, seria imediatamente lançado na fornalha ardente. Com certeza, ninguém queria um fim desses! Alguém teria coragem de desobedecer?

Assim que os instrumentos musicais tocaram, todos, não importando sua cor, nação ou língua, prostraram-se diante da estátua e a adoraram. Todos?

Alguns astrólogos, porém, de olho em Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego), viram que eles não se prostraram, nem adoraram a estátua. Como criancinhas, foram correndo informar ao rei.

Nabucodonosor, esquecido de que o Deus de Daniel e seus amigos é maior que todos os outros deuses, ficou cheio de fúria. Ordenou, na mesma hora, que trouxessem aqueles três homens até ele. Deu-lhes uma segunda chance. Mandou que os instrumentos fossem novamente tocados para que tivessem a oportunidade de se prostrar e adorar a estátua. Caso recusassem, seriam imediatamente lançados na fornalha ardente. Queria ver se algum deus seria capaz de livrá-los.

Ah, a resposta desses três homens me faz desejar pular e aplaudir. Com toda coragem disseram ao rei que não precisavam se defender diante dele. Se fossem lançados na fornalha ardente, estavam certos de que o Senhor podia livrá-los. E Ele os livraria. Mas, ainda que Ele não os livrasse, deixaram uma coisa muito clara: Jamais serviriam outros deuses ou adorariam a estátua de ouro que o rei levantara.

Se o rei já estava enfurecido, ficou completamente transtornado. Seu rosto ficou desfigurado de tanta raiva.

Mandou que a fornalha, que já era “ardente”, fosse aquecida sete vezes mais. Ordenou que alguns dos homens mais fortes de seu exército amarrassem os três e os lançassem na fornalha ardente, agora ainda mais ardente.

Os três foram amarrados e lançados na fornalha. Estavam com suas túnicas, turbantes, mantos e outras roupas. As chamas eram tão ardentes que queimaram os soldados que os jogaram lá dentro.
Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) caíram nessas intensas chamas. Completamente amarrados. Morte certa!

De repente, o rei levantou-se, espantado. Perguntou a seus conselheiros se não eram três os homens que foram lançados amarrados na fornalha. Eles responderam que sim.

O rei ordenou que olhassem. Via quatro homens desamarrados, andando tranquilamente no meio do fogo, sem se queimar. E o quarto homem se parecia com um “filho de deuses”. Aleluias!

Nabucodonosor aproximou-se o máximo que podia da porta da fornalha e gritou o nome dos três, reconhecendo-os como “servos do Deus Altíssimo”. Ordenou que saíssem da fornalha e fossem até ele.

Eles saíram. Os altos funcionários, oficiais, governadores e conselheiros do rei se juntaram ao redor dos três. Viram que o fogo não os tocara. Nem um fio na cabeça deles estava sequer chamuscado. Suas roupas não estavam queimadas. Nem tinham cheiro de fumaça!

Nabucodonosor louvou o Deus dos três. Reconheceu que o Senhor enviara Seu anjo para livrar Seus servos que nEle confiaram. Lembrou que desafiaram sua ordem. Estavam dispostos a morrer ao invés de servir ou adorar qualquer outro deus que não o Senhor.

O rei decretou que se qualquer pessoa, independente da cor, nação ou língua, dissesse uma palavra contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, seria despedaçada. Sua casa seria transformada em escombros.

O rei ainda afirmou que não há outro deus capaz de livrar da forma que o Senhor os livrara. Reconheceu, mais uma vez, que o Senhor é maior que todos os deuses. Será que agora temerá o Senhor?

Nabucodonosor promoveu Hananias, Misael e Azarias a cargos ainda mais elevados na província de Babilônia.

Que possamos aprender com esses homens a permanecermos fiéis sob qualquer circunstância. Se nos livrar ou não. Se nos agradar ou não. Se fizer nossa vontade ou não. Se nos responder ou não.

Não importam as circunstâncias. Ele continua sendo Deus.
https://www.youtube.com/watch?v=aPiDm2eS_p4
https://www.youtube.com/watch?v=c5U6FDoaCvQ

Prosseguimos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Daniel 2.1-49

Leitura do dia 12/09.

Na postagem anterior, vimos a decisão de Daniel e seus três amigos em não se contaminar com o banquete do rei da Babilônia. E a recompensa do Senhor por tal renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-11-21.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do capítulo dois de Daniel.

Nabucodonosor teve um sonho.

Sentiu-se tão perturbado que não conseguiu mais dormir. Chamou seus magos, encantadores, feiticeiros e astrólogos.

Esqueceu-se de chamar os sábios e entendidos.

Exigiu que esses homens lhe contassem o sonho e sua interpretação. Todos ficaram apavorados. Precisavam saber o sonho para contar a interpretação.

Nabucodonosor disse que não contaria. Se contasse, inventariam uma interpretação. Queria a verdade, não invenções. Não se deixaria enganar dessa vez.

Se alguém contasse o sonho e sua interpretação, o rei cobriria essa pessoa de honras, presentes e recompensas. Se ninguém soubesse, ele despedaçaria suas casas e os mataria. Simples assim (para o rei).

Os astrólogos responderam-lhe que ninguém podia contar o sonho que tivera. Somente os deuses detinham tal poder. E os deuses não moravam com os mortais.

O rei ficou furioso. Embora não houvesse chamado os sábios, mandou matar a todos.

Quando Arioque, comandante da guarda do rei foi matá-los, Daniel foi até ele. Com sabedoria e prudência. Perguntou-lhe o que estava acontecendo. Qual o motivo daquele decreto tão severo. Arioque lhe contou.

Daniel imediatamente foi até o rei. Pediu mais tempo para comunicar o sonho e seu significado. O rei concedeu. Ele voltou correndo para casa. Contou a seus amigos o que acontecera. Pediu que orassem ao Senhor clamando por misericórdia. Que lhes revelasse o segredo daquele sonho. Para que não morressem junto com os outros sábios.

Naquela mesma noite, o Senhor revelou o segredo através de uma visão a Daniel. Ele ficou grato. Louvou ao Senhor, a quem pertencem a sabedoria e o poder. Ele é aquele muda o curso dos acontecimentos. Remove reis e coloca outros no lugar. Ele é o que dá sabedoria e conhecimento. O que revela coisas profundas e misteriosas. Sabe o que está escondido.

Daniel foi ao encontro do comandante da guarda. Pediu que não os sábios não fossem executados. Que o levasse ao rei. Ele interpretaria o sonho. Arioque correu até o rei e disse que “um dos exilados de Judá” diria ao rei o significado do sonho.

O rei perguntou a Daniel se ele poderia mesmo dizer o que sonhara e seu significado. Daniel respondeu que ninguém poderia fazer tal coisa, mas existe um Senhor nos céus, que revela segredos. Ele mostrou ao rei o que aconteceria no futuro. E Daniel lhe diria qual foi o sonho e as visões que o rei tivera.

Deixou bem claro ao rei que sabia o segredo de seu sonho, não porque era mais sábio que os outros, melhor, superior. Não. Sabia, porque o Senhor desejava que Nabucodonosor entendesse o que aconteceria no futuro.

No sonho, o rei viu uma estátua enorme, brilhante e assustadora. Sua cabeça era de ouro puro. Seu peito e braços, de prata. A barriga e os quadris de bronze. As pernas de ferro e barro cozido. Enquanto olhava, uma pedra foi cortada de uma montanha. Ela atingiu os pés da estátua. E os despedaçou. Toda a estátua se desmanchou em minúsculos pedaços. Pedaços que o vento levou como se fossem palha na eira. Mas, a pedra que derrubara a estátua, tornou-se uma grande montanha e cobriu toda a terra.

Após contar o sonho, Daniel passou a explicar seu significado. A cabeça de ouro era Nabucodonosor. O Senhor lhe concedera soberania, poder, força e honra. Quando seu reino chegasse ao fim, outro reino se levantaria em seu lugar. Era o peito e braços de prata, que a maioria dos estudiosos consideram ser o Império Persa, ou o Império Medo-Persa. Depois, um terceiro, representado pelo bronze, o Império de Alexandre, o Grande. Por fim, um quarto reino, forte como o ferro, o Império Romano. Esse reino esmagaria todos os anteriores. A mistura de ferro e barro nos pés mostra que esse reino seria dividido. Algumas partes seriam fortes como o ferro. Outras partes seriam fracas como o barro. Essa mistura também mostra que esses reinos tentariam se fortalecer formando uma aliança por meio de casamentos. Mas não permaneceriam unidos. Como o ferro não se liga ao barro.

Alguns estudiosos consideram que os dedos dos pés representam as nações e hoje. Umas fortes. Outras fracas. É nesse tempo que a “pedra” será lançada e acabará com todos os reinos, tornando-se o Reino que cobrirá toda a terra. O Reino do Senhor Jesus (Lucas 1.33, Apocalipse 11.15), um Reino de paz e justiça.

Daniel disse a Nabucodonosor que o sonho era verdadeiro e seu significado era certo. Sabemos que sim. Se olharmos para trás, veremos que aconteceu dessa maneira. Agora, estamos aguardando “a pedra” quebrar todos os reinos. É a única parte do sonho que falta ser cumprida.

Quando Daniel terminou de falar, o rei se curvou à sua frente. Ordenou que o povo oferecesse sacrifícios e queimasse incendo diante de Daniel e falou que verdadeiramente o Deus de Daniel é o maior de todos os deuses.

O rei babilônico testemunhou que o Deus de Daniel é o Senhor dos reis, revelador de mistérios.

Nabucodonosor colocou Daniel em um cargo elevado no reino. Foi nomeado governador de toda a província da Babilônia e chefe de todos os sábios. Deu-lhe muitos presentes valiosos. A seu pedido, nomeou Hananias, Misael e Azarias para cuidarem de todos os negócios da província da Babilônia.

Como governador de toda a província, Daniel permaneceu na corte do rei.

Aqui terminamos o capítulo dois de Daniel.

Que aprendamos a confiar no Senhor e no poder da oração, como Daniel e seus amigos confiaram.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo três.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Daniel 1.1-21

Leitura do dia 12/09.

Continuamos nossa caminhada através das Escrituras.

Ontem lemos mais uma parte da visão que o Senhor deu a Ezequiel. Sobre o templo perfeito. As águas curadoras. As árvores com colheitas mensais, cujos frutos servirão de alimento e, as folhas de remédio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-461-4835.html

Hoje iniciamos um novo livro. Daniel. Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Gostaria de lembra-los que nossa caminhada visa despertar um desejo para ler e conhecer as Sagradas Escrituras. Não é uma caminhada teológica. Queremos garimpar ensinos que nos ajudarão no dia a dia e que nos levarão para mais perto do Senhor, o Todo-Poderoso.

Daniel foi um dos jovens levados cativos para a Babilônia, junto com os primeiros exilados. Era nobre. Da tribo de Judá.

Era o ano 605 a. C. O terceiro ano do reinado de Jeoaquim, em Judá. Nabucodonosor, rei da Babilônia cercou Jerusalém. Ninguém menos que o Senhor lhe deu vitória e permitiu que levasse alguns dos utensílios sagrados do templo. Esses utensílios foram levados para a Babilônia e colocados na casa do tesouro do deus de Nabucodonosor. Tudo porque Judá virou as costas para o Senhor.

O rei ordenou que o chefe de seus oficiais, Aspenaz, levasse ao palácio alguns dos jovens da família real e de outras famílias da nobreza. Exigiu que Aspenaz escolhesse somente rapazes saudáveis e de boa aparência. Deveriam ser instruídos em diversas áreas de conhecimento. Precisavam ter entendimento e bom senso. E, que fossem capacitados para servir no palácio do rei.

Esses jovens, escolhidos a dedo, seriam ensinados na língua e na literatura babilônica, Receberiam uma porção diária de alimento e vinho. Seriam treinados durante três anos. Depois desse tempo, estariam prontos a servir ao rei.

Ninguém serve a um rei sem antes passar por um tempo de treinamento. Quer servir ao rei? Precisa, antes, aprender a língua e a literatura de seu reino. Precisa aprender a servir.

Qual a língua e literatura do Reino dos céus? A língua é diferente de qualquer outra. É uma nova língua. Ele nos deu um novo mandamento. Amar como nos amou (João 13.34). A literatura é a Palavra de Deus, que é viva e poderosa. Mais cortante que qualquer espada de dois gumes, que penetra entre a alma e o espírito, entre a junta e a medula, trazendo à luz até nossos pensamentos e desejos mais íntimos (Hebreu 4.12). http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/que-mandamento-e-este.html

Entre os escolhidos estavam quatro rapazes que se destacarão nas próximas páginas. Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Todos da tribo de Judá.

Para que absorvessem a cultura daquela terra, Aspenaz lhes deu novos nomes. Daniel, “Deus é meu Juiz”, passou a ser chamado Beltessazar, “Bel (deus de Nabucodonosor) protege a vida do rei”. Hananias, “Yahweh é misericordioso” foi chamado de "Sadraque", “Ordem de Aku (um deus sumeriano)“. Misael, “Quem é como Deus?”, passou a chamar "Mesaque", “Quem é como Aku?” e Azarias, “Deus é minha força”, foi chamado de "Abede-Nego", “Servo de Nego (deus Nebo)”.

É muito importante sabermos nossa identidade em Deus para não sermos enganados por qualquer cultura! http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-batista-sabia-quem-era-nos-sabemos.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Quando Daniel ficou sabendo sobre a porção diária de alimento e vinho que receberiam do rei, tomou uma decisão. Decidiu que não se contaminaria com a comida e o vinho do rei. Observe, ele “tomou a decisão”. Após ter tomado a decisão, pediu permissão ao chefe dos oficiais para não comer aqueles alimentos. E explicou que não queria se contaminar.

O Senhor colocara no coração do chefe dos oficiais, compaixão e simpatia por Daniel. Ainda assim, Aspenaz disse que tinha medo de dar outro tipo de alimentação, e ele ficar abatido. Caso acontecesse, Aspenaz teria sua cabeça cortada.

Daniel não bateu o pé dizendo que não comeria, que não se contaminaria. Era sábio. Pediu ao assistente de Aspenaz, que cuidava dele, de Hananias, Misael e Azarias, que fizesse uma experiência. Durante dez dias se alimentariam apenas de legumes e água. Ao final dos dez dias compararia os quatro com os outros rapazes que estariam comendo a comida do rei. Então decidiria, de acordo com o que visse.

O assistente concordou. Durante dez dias comeram apenas legumes e água. Ao final da experiência, Daniel e seus três amigos pareciam mais saudáveis e bem nutridos que os outros rapazes. O assistente decidiu continuar com a dieta pedida por Daniel. E eles não se contaminaram.

Não sabemos quantos rapazes vindos de Judá estavam ali. Sabemos que apenas quatro resolveram não se contaminar com a comida e o vinho da Babilônia. Sabe o que aconteceu com eles?

Toda vez que renunciamos em favor da vontade do Senhor em nossas vidas, Ele nos presenteia de alguma maneira.

O Senhor concedeu aos quatro, aptidão incomum. Entendiam todos os aspectos da literatura e da sabedoria. E, Daniel, o que “tomou a decisão” e fez o pedido, ainda foi presenteado com a capacidade especial de interpretar sonhos e visões. Uau! O Senhor é generoso. Magnânimo.

Quando os três anos de treinamento terminaram, Aspenaz levou todos os rapazes a Nabucodonosor. O rei conversou com todos. Nenhum o deixou mais impressionado que Daniel, Hananias, Misael e Asarias.

Eles passaram a servir o rei. Sempre que eram consultados sobre qualquer questão que exigisse sabedoria e discernimento, o rei observava que eram dez vezes mais capazes que todos os magos e encantadores de seu reino. Acredite, sabedoria e discernimento são muito mais valiosos que magia e encantamento.

Daniel ficou no palácio, servindo o rei, até o primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. Ciro começou a reinar sobre a Babilônia em 539 a.C.

Que aproveitemos nosso tempo de treinamento para aprender a servir o Rei. De maneira excelente e não apenas medíocre.

Que aprendamos com esses quatro jovens a não nos contaminarmos com os manjares da Babilônia.

Que aprendamos a falar com sabedoria.

Que aprendamos a ter, não apenas entendimento, mas também, bom senso.

Que aprendamos a renunciar em favor do Reino do Senhor.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo dois de Daniel.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Querendo ser um e sendo outro


Não que não faltem histórias para contar ou livros para ler. Mas, assim como você, estou "em construção". É verdade que existem áreas em que posso já estar "construída", mas nessas áreas serei testada, para ver se o alicerce é bom e se o acabamento "presta".

Mas quantas vezes queremos ser um e somos outro...

Quantas vezes quero ser o Adão que aguarda ansiosamente pela virada do dia para encontrar-se com o Senhor e acabo sendo o que vê Eva com o fruto proibido na mão e não faço nada. Fico passivamente observando. Sem tomar uma atitude correta.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta de madrugada para obedecer a Deus, sacrificando seu filho amado, sem procrastinar, mas sou como o povo de Israel que precisa ouvir dezenas, centenas de vezes a mesma ordem, para só então obedecer.

Quantas vezes quero ser o Abraão que se levanta para combater os reis que levaram Ló cativo, mas sou o Abraão covarde que tem medo de ser morto por causa da beleza de Sara e me escondo atrás de uma meia verdade!

Quantas vezes quero ser o Jacó que luta com Deus, mas sou o Jacó que se agarra a uma túnica velha suja de sangue de algum animal qualquer, acreditando que José está morto.

Quantas vezes quero ser o Davi que se desvia das lanças de Saul, mas sou o Davi que corta o manto desse mesmo Saul.

E quantas vezes quero ser o Calebe que anima o povo à conquista da terra, mas sou um dos outros dez e ao invés de olhar para o Senhor, olho para o meu tamanho e o tamanho do gigante e balanço a cabeça, já me sentindo derrotada.

Quantas vezes quero ser o Josué que pergunta a Deus, e espera Sua resposta, mas sou o Josué que não discerne que Acã pecou ou que aquele povo com aparência de cansado na verdade é um povo vizinho com quem não posso me aliançar.

Quantas vezes quero ser o Davi que diz “o Senhor é o meu Pastor, nada me faltará”, mas sou o Davi que diz “o ímpio prospera” e grito: “até quando Senhor”?

Quantas vezes quero ser o Elias que enfrenta os profetas de Baal mas sou o Elias que foge de Jezabel, se esconde na caverna e anseia pela morte, sem querer sair do lugar.

Quantas vezes quero ser Ana que se prostra na casa do Senhor, clamando por um filho, ano após ano, mas na minha ansiedade me torno Tamar, procuro Judá e resolvo a situação, eu mesma!

E quantas vezes quero ser Jeremias que fala o que Deus quer, mesmo sendo lançado na prisão, mas sou Jonas e pego um navio para o lado oposto ao que Deus mandou, tentando me esconder no porão de um navio qualquer.

Quantas vezes quero ser Jairo, olhar para minha filha sem cor, estendida naquela cama, morta, e não temer, mas continuar crendo e sou aquele homem que berra angustiado: “eu creio, ajuda a minha incredulidade”.

E quantas vezes quero me tornar rei sem ter que enfrentar Golias, sem ter que fugir de Saul, sem ter que morar anos em cavernas. Mas não é possível. E quero um milagre antes de ser lançada na fornalha. Mas sou lançada assim mesmo. Quero que os leões morram todos antes de ser jogada na cova com eles. Mas eles estão bem vivos. E famintos. E tenho que enfrentá-los!

Só há um jeito de ser quem Ele quer que eu seja: meus olhos fixos nEle. Mas às vezes uma simples borboleta passa e me distraio. E depois, como é difícil voltar meu foco. E só olhar para Ele. Porque a borboleta me fez olhar para um vulcão. E tenho certeza que entrará em erupção a qualquer momento e o medo quer me paralisar! Ou olho para o mar e as ondas vão me alcançar onde estou. E isso me enche de pavor! Com certeza, vou morrer, NÃO SEI NADAR. Tudo por causa daquela minúscula borboleta. E grito e forço minhas pernas a correrem.

Então, volto meus olhos para Ele. Tudo muda, dentro de mim. O vulcão pode entrar em erupção. A onda vai me alcançar. Continuo não sabendo nadar, mas estou nos braços dEle! Daquele que faz os montes fumegarem. Daquele que sabe andar sobre as águas. E é nEle, só nEle que venço. Que sou alguém. Que tenho identidade. Que saio do esconderijo e enfrento as batalhas. E luto. E aquela mulher de 1,51 m vai para o front e faz um estrago! Por Ele. Para Ele.

O meu consolo e a minha alegria é que Deus não me ama menos nesses momentos. Ele não nos ama mais quando cremos e menos quando não conseguimos crer. Sua medida de amor se esgotou quando Ele deixou Sua glória e Se entregou por nós. Naquela cruz.

Quando acerto, é Deus em mim. É Ele que amorosamente inclina o meu coração para dar a resposta certa àquilo que se apresenta diante de mim. Sim, é verdade, eu sou a Guerreira, mas é por Ele. E vou e luto pela minha terra e pela de outros também.

Só pela minha força, estaria escondida numa caverna bem funda e secreta, esperando a guerra acabar para sair. Depois que a poeira acabasse. Não somos super-homens. Ou super-mulheres. Somos apenas pessoas que querem ouvir e obedecer a Ele. E Ele conhece nossas limitações. E nos abençoa. Ele é o Cordeiro que venceu. E tem paciência conosco. Por nos amar! Por isso, por Ele, vamos prosseguir. E continuar com nossas escolhas. E escolher ser a melhor versão de nós mesmos. E construir o nosso futuro! Um bom futuro! A cada dia. Prosseguindo. Sempre.