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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Salmos 90.1-91.16

Leitura do dia 16/06.

Continuamos nossa caminhada por Salmos.

Terminamos o “Livro três”.

Vimos a oração de Davi, clamando por misericórdia. Pedindo que seja ensinado a seguir os caminhos do Senhor, para viver segundo Sua verdade. Que tenha um coração puro, para honrar Seu nome. Os filhos de Coré falam de Jerusalém e seus cidadãos, aqueles que conhecem o Senhor. Hemã canta com a melodia “O sofrimento da aflição”. Sua dor é enorme, mas não deixará de clamar ao Senhor, até ser respondido. Etã, o cantará para sempre. Fala de Davi e do Senhor Jesus.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-861-8952.html

Hoje, iniciamos o “Livro quatro”, os “Salmos Pré-Exílicos”. Leremos do capítulo noventa ao capítulo noventa e quatro.

Na primeira postagem, apenas os Salmos noventa e noventa e um.

No Salmo noventa, Moisés, homem de Deus, canta que o Senhor é o nosso refúgio. Através de todas as gerações. Antes que existisse qualquer coisa, já que tudo foi feito por Ele, já era Deus. É Deus. O Eterno. Sua oração é que entendamos como a vida é breve. Como acaba rapidamente. Aprendendo, viveremos com sabedoria.

Moisés pede que o Senhor nos satisfaça a cada manhã. Com o quê? Com Seu amor. Ah, acredite, Seu amor nos satisfaz, mais que qualquer outra coisa. Precisamos estar satisfeitos nEle, em Seu amor, para cantarmos de alegria sempre, até o final de nossas vidas. Que são curtas.

Em sua oração, pede o que nossos corações desejam. Que tenhamos alegria proporcional aos dias em que fomos afligidos. Que os anos em que sofremos sejam compensados. Que vejamos novamente Seus feitos. E que nossos filhos vejam Sua glória. Ah, que maravilha! Que Sua bondade seja sobre nós e Ele faça nossos esforços prosperar. Moisés entendia que é o Senhor que prospera nossos esforços. Um dos homens mais poderosos sabia o segredo de ter os esforços recompensados. É o Senhor quem faz, trabalhando conosco.

O Salmo noventa e um é um clássico. Há pessoas que deixam suas Bíblias abertas neste capítulo. Mas, querido, a Bíblia não é um amuleto. Ela é viva. É a verdade. Existe para nos alimentarmos dela. É através dela que aprendemos e conhecemos quem o Senhor é. Ela deve estar aberta, sim, cada dia em um capítulo, para ser lida, esmiuçada, entendida.

Lembre-se, estamos aqui apenas para levá-lo a garimpar os textos. Um versículo pode falar para mim de uma maneira, para você de outra. Não bastar ler o que escrevo. Todos precisamos garimpá-la. Sermos os donos dos tesouros que o Senhor nos revelar. Precisamos nos alimentar individualmente. Atenciosamente. Diariamente.

Voltemos ao Salmo noventa e um. Onde temos habitado? Em Seu abrigo? Se estivermos habitando nEle, encontraremos descanso à Sua sombra. Ele é completamente capaz de nos dar descanso. Sua sombra é um refrigério.

Como o salmista, precisamos declarar, de todo coração, com toda a verdade que Ele é nosso refúgio, não o cigarro, a droga, a pornografia, o poder, a bebida, a solidão. Ele é nosso refúgio. O único lugar em que estamos seguros. Ele precisa ser o nosso Deus. Individual. Pessoal. É nEle que devemos confiar.

Ele nos livrará das armadilhas que a vida nos prepara. Nos protegerá de doenças mortais. Nos cobrirá com Suas penas. Nos abrigará sob Sus asas. Sua fidelidade é como uma armadura. Proteção.

Não precisamos temer os terrores da noite. Nem as flechas que voam de dia, zunindo em nossos ouvidos. Não precisamos temer qualquer praga. Nem as calamidades que devastam. Ele está conosco. Se nos refugiarmos nEle, se fizermos dEle nosso abrigo, nenhum mal nos atingirá. Nenhuma praga se aproximará de nossas casas. Ele ordenará que Seus anjos nos protejam. Em todos os lugares onde formos. Eles nos susterão em suas mãos, assim, não machucaremos os pés nas pedras pelo caminho.
Ele protegerá os que O amam. Os que confiam em Seu nome. Quando clamarmos, nos responderá. Estará conosco no meio das dificuldades que tivermos que enfrentar. Nos resgatará. Nos dará honra. Nos recompensará com vida longa e com Sua salvação.

E, sabe, ainda que tenhamos que enfrentar doenças mortais ou qualquer outra situação terrível, Ele nos susterá em Suas mãos. Não pode deixar de ser fiel.

Que confiemos nEle, ainda que andemos pelo vale da sombra da morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Números 25.1-18

Leitura do dia 12/02.

Continuamos nossa caminhada pelo maravilhoso livro de Números.

Nas postagens anteriores vimos que Balaque, rei de Moabe, mandou buscar o profeta Balaão para amaldiçoar o povo de Israel. Não foi possível. Tentou por três vezes. Por três vezes abençoou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-221-41.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html

Agora, continuamos através dos capítulos vinte e cinco a vinte e sete.

Infelizmente, muitas vezes, nós mesmos nos amaldiçoamos através de nossas atitudes. Foi o que aconteceu com o povo de Israel.

Enquanto estavam acampados em Sitim, começaram a se prostituir com as mulheres moabitas da região. Elas os convidaram a participar dos sacrifícios a seus deuses. E eles, acredite, aceitaram. Prestaram culto a Baal em Peor.

E a ira do Senhor se acendeu.

O Senhor ordenou que todos os chefes do povo fossem presos e executados diante do Senhor, em plena luz do dia, à vista de todos. Deviam servir de exemplo.

Moisés ordenou que os juízes de Israel executassem aqueles que estavam sob sua autoridade e participaram do culto a Baal em Peor.

O povo todo estava chorando à entrada da tenda do encontro, quando um israelita levou uma mulher, midianita, para dentro de sua tenda, diante dos olhos apavorados de toda a comunidade.

Pessoas morrendo por causa de seus pecados e esse homem conseguia continuar alheio. Fazendo o que o Senhor havia reprovado com tanta firmeza.

Fineias, filho de Eleazar e neto de Arão, levantou-se do meio do povo. Pegou uma lança. Entrou na tenda atrás do homem e atravessou o homem e a mulher na altura do estômago com um só golpe. Um sacerdote guerreiro.

Quando Fineias agiu assim, a praga cessou. Mas já haviam morrido vinte e quatro mil pessoas.

O Senhor se agradou da atitude de Fineias. Disse a Moisés que Fineias havia afastado Sua ira do povo quando demonstrou tão grande zelo por Ele. Fineias evitou que o Senhor destruísse os israelitas.

O Senhor ordenou que Moisés lhe dissesse que, por isso, fazia com ele uma aliança especial de paz. Uau! Um sacerdote precisou agir como um guerreiro e matar, e o Senhor faz com ele uma aliança especial de paz. Que lindo.

Ele e seus descendentes teriam direito permanente ao serviço sacerdotal pois em seu zelo pelo Senhor, fez expiação pelo povo.

O Senhor ordenou que Moisés destruísse os midianitas por terem atacado o povo com engano no incidente em Peor, e também por causa de Cosbi, filha do chefe midianita, que foi morta durante a praga.

Parece que os midianitas se uniram aos moabitas especificamente para desviarem os israelitas do Senhor.

Muito triste ver o povo se afastando dessa maneira. Muito triste ver o povo morrendo de praga. Tudo por causa de escolhas equivocadas.

Que tenhamos mais homens como Fineias, cheios de zelo pelo Senhor e Sua palavra.

Continuamos na próxima postagem. Até já.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Números 16.1-50

Leitura do dia 09/02.

Na postagem anterior vimos mais leis sobre as ofertas. O castigo por não guardar o sábado. E as franjas nas roupas para ajudar os israelitas a recordarem e obedecerem às Leis do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-151-41.html

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo dezesseis de Números.

Coré, descendente de Coate, filho de Levi, armou uma conspiração. Sim, é isso mesmo. Um coatita, que havia sido separado pelo Senhor para carregar os objetos mais sagrados do tabernáculo. Que tinha o grande privilégio de estar mais perto do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-41-49.html

Ele uniu-se com Datã e Abirão, filhos de Eliabe e Om, da tribo de Rúben. Juntou duzentos e cinquenta líderes, todos membros importantes da comunidade. Os três, Coré, Datá e Abirão, incitaram uma rebelião contra Moisés. Disseram que Moisés havia ido longe demais. Que eles eram a comunidade sagrada do Senhor.

A atitude de Moisés diante dessas situações sempre me admira. Não ficou pegando fogo de raiva, como provavelmente eu ficaria. Simplesmente se curvou com o rosto em terra. Estava naquela posição porque o Senhor o chamara. Não foi ele quem pediu.

Disse a Coré e seus seguidores que no dia seguinte, cedo, iriam se apresentar ao Senhor. Que todos fossem com incensários. Eles veriam quem o Senhor escolheria. O Senhor. Não Moisés. Nem Arão. Nem a comunidade. Mas o Senhor.

Moisés disse que os levitas foram longe demais! Ele os questiona se achavam pouco terem sido separados pelo Senhor para estar perto dEle. trabalharem no tabernáculo e servirem Sua comunidade. Eles tinham uma função. Específica. Importante. Perigosa. Agora queriam também o serviço sacerdotal?

O Senhor havia dito que somente os descendentes de Arão seriam sacerdotes.

Moisés deixou claro que a rebelião não era contra homem algum. Era contra o Senhor.

Quis conversar com Datã e Abirão também. Eles se recusaram a ir até ele. Disseram que bastava tê-los tirado do Egito e tê-los enganado, já que não receberiam nenhuma terra e morreriam no deserto. Agora, Moisés também queria tratá-los como se tivesse autoridade sobre eles.

Sinceramente fico boquiaberta com essa mentalidade. Não foi Moisés que os tirara do Egito. Foi o Senhor. Não foi Moisés que os fizera perder a terra. Foram suas atitudes impensadas de rebeldia e descrença. Por isso não receberiam herança e morreriam no deserto. Não por culpa de Moisés. A culpa era toda deles. E, claro, Moisés tinha autoridade sobre eles. Autoridade dada pelo Senhor.

Enfim, não foram.

Agora Moisés ficou furioso. Pediu que o Senhor não aceitasse suas ofertas. Afinal, nunca pegara nada deles. Nunca lhes havia feito mal.

Na manhã seguinte, os duzentos e cinquenta líderes foram com seus incensários preparados. Corá havia instigado a comunidade contra Moisés e Arão. Estavam todos reunidos à entrada da tenda do encontro. Esperando o que aconteceria.

A presença gloriosa do Senhor apareceu a toda a comunidade. O Senhor ordenou que Moisés e Arão se afastassem. Ele mataria a todos. Naquela hora.

Mais uma oportunidade de se ver livre daquele povo de coração obstinado. Mas, Moisés e Arão prostraram-se diante do Senhor. Rosto em terra. Suplicaram que o Senhor tivesse misericórdia. Um homem havia pecado. Não havia necessidade de matar todos.

Então o Senhor deu o veredito final. Que se afastassem das tendas de Corá, Datã e Abirão.

Moisés se levantou do chão e foi até às tendas. Chamou o povo para se afastar para que não fossem destruídos juntamente com eles. O povo se afastou. Ufa! Pelo menos em alguns momentos, obedeciam.

Datá e Abirão ficaram à entrada de suas tendas, junto com suas famílias. Corá aparentemente ficou só.

Moisés disse que saberiam se foi o Senhor quem havia lhe enviado a fazer o que tinha feito. Ele não tinha condições de fazer nada daquilo sozinho. Não era um super-homem, nem um deus. Era um homem usado pelo Senhor.

Se aqueles homens morressem de forma natural, então não foi o Senhor quem enviara Moisés. Mas, se morressem de uma maneira diferente. Se o Senhor fizesse algo novo. Se a terra abrisse e engolisse aqueles homens, e descessem vivos à sepultura, saberiam que aqueles homens mostraram desprezo para com o Senhor.

Mal Moisés acabara de falar, a terra abriu e engoliu os homens e suas famílias. Foram engolidos vivos!

Todo o povo saiu correndo e gritando que a terra também os engoliria. Mas não aconteceu.

O que aconteceu foi que um fogo ardente saiu do Senhor e queimou os duzentos e cinquenta homens que ofereciam incenso.

Que servisse de advertência a todo o povo de Israel que somente os descendentes de Arão podiam oferecer incenso na presença do Senhor. Essa era a tarefa que lhes cabia.

Quão terrível é querermos o lugar de outra pessoa. Somos um corpo. Cada um de nós tem sua função. E é simplesmente maravilhoso quando estamos no nosso lugar, cumprindo-a.

Não sei você, mas eu penso que agora o povo vai temer Moisés. Mas não. Na manhã seguinte lá estavam falando que Moisés e Arão haviam matado o povo do Senhor.

Dessa vez o Senhor agiu com muita rapidez. Quando olharam para a tenda do encontro, a gloriosa presença do Senhor estava lá. Moisés e Arão foram para lá.

Mais uma vez o Senhor ordena que se afastassem da comunidade. Ele os destruiria naquele instante.

Mais uma vez Moisés e Arão prostraram com o rosto em terra.

Moisés ordenou que Arão corresse, acendesse seu incensário com brasas do altar e incenso e ficasse no meio da comunidade, para fazer expiação por eles.

A ira do Senhor estava acesa. A praga já havia começado. Pessoas estavam morrendo.

Arão correu para o meio da comunidade. Colocou-se entre os mortos e os vivos. E a praga cessou.

Ainda assim, morreram quatorze mil e setecentas pessoas.

Que reconheçamos que sem o Senhor não somos nada, assim como Moisés.

Que possamos ser intercessores como Moisés e Arão. Que possamos nos colocar entre os vivos e os mortos. E clamar ao Senhor. Clamar por cura. Libertação. Vida.

Continuamos na próxima postagem. Até já.