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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lucas 13.1-35

Leitura do dia 29/10.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Lucas.

Ontem vimos Jesus enviar Seus discípulos e agradecer ao Pai pela salvação dos homens. Contou a parábola do samaritano. Visitou Marta e Maria. Ensinou sobre oração. Foi acusado de agir na força de Belzebu. Afirmou (com razão) ser maior que Salomão e Jonas, ainda assim não quiseram ouvi-Lo. Criticou os líderes religiosos. Advertiu acerca da hipocrisia. Contou a parábola do rico insensato. Ensinou sobre dinheiro e bens. Alertou a estarmos preparados para Sua vinda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-101-42.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-111-54.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-121.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Na primeira postagem, o capítulo quinze.

Continuamos atentos aos profundos ensinamentos de Jesus.

Contaram a Ele que Pilatos misturou o sangue de alguns galileus com os sacrifícios que fez. Jesus pergunta se pensavam que aqueles galileus eram mais pecadores que os outros, por terem sofrido daquela maneira. Ele mesmo responde, dizendo que não. E dá um alerta: “Se não se arrependerem, todos vocês também perecerão”.

Aproveita e pergunta se pensavam que os dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém. Novamente Ele mesmo responde que não. E repete que se não se arrependerem, todos também perecerão.

Então conta a parábola de um homem que tinha uma figueira plantada em sua vinha. Ele procurou fruto nela. Não encontrou nenhum. Por esse motivo, falou ao que cuidava da vinha que já fazia três anos que procurava fruto naquela figueira e não achava. Mandou que a figueira fosse cortada. Afinal, estava inutilizando a terra que ocupava. O jardineiro pediu mais um ano. Disse que cavaria ao redor da figueira e a adubaria. Se não desse fruto no próximo ano, cortaria.

Vamos parar aqui e pensar.

Por que Jesus respondeu daquela maneira quando vieram lhe contar sobre os galileus que foram mortos por Pilatos?

Ele conhece o coração do homem.

Quantas vezes temos ouvido pessoas dizerem que alguém está com determinada doença porque “está vivendo em pecado”! Ou, pior, quando falam que determinada pessoa está passando por algum tipo de dificuldade financeira ou no emprego, ou até sentimental, por “estar em pecado”.

Pessoas que pensam assim, claramente não conhecem as Escrituras. Primeiro, estão julgando quando o Senhor não nos colocou como Juiz sobre ninguém. Não agora. Segundo, não conhecemos o coração das pessoas. Terceiro, vivendo aqui e estamos sujeitos às mesmas dificuldades que qualquer um.

Claro, o Senhor pode nos curar e nos livrar. Mas, será que se “escaparmos” de tudo, teremos sido trabalhados como deveríamos ser?

Será que José seria o Primeiro Ministro do Egito se não tivesse sido vendido como escravo?

Será que Moisés seria o líder que foi se não tivesse passado pelo deserto?

Será que Paulo seria quem foi se não tivesse sofrido tudo que sofreu, por amor ao Senhor e ao Evangelho?

Será que Estevão, que morreu apedrejado testemunhando sobre Jesus, estava em pecado?

Precisamos aprender a ler as Escrituras ao invés de olharmos e julgarmos os outros.

Precisamos saber que, como Jesus disse, é pelos frutos que as pessoas serão reconhecidas por Ele. Não pelas situações em suas vidas.

Paulo disse “Sei viver na necessidade e também na fartura. Aprendi o segredo de viver em qualquer situação, de estômago cheio ou vazio, com pouco ou muito. Posso todas as coisas por meio de Cristo, que me dá forças”. – Filipenses 4.12,13

Ora, se Paulo não tivesse passado por necessidades e dificuldades, jamais aprenderia a viver feliz em todo lugar e em qualquer situação. Mas, porque aprendeu, pôde dizer “Posso todas as coisas por meio de Cristo, que me dá forças”. – Filipenses 4.13

Se estamos julgando as pessoas pelo que acontece com elas, que nos arrependamos. Se estamos sendo julgados pelo que acontece conosco, que encontremos consolo no Senhor e em Sua Palavra.

E que aprendamos a olhar para os frutos, como o Senhor bem nos ensinou.

Agora, vamos acompanhar Jesus.

É um sábado. Como era Seu costume, ensina em uma das sinagogas.

Está ali uma mulher que tinha um espírito que a mantinha doente havia dezoito anos. Dezoito anos! Andava encurvada e de forma alguma podia endireitar-se. O Senhor a chamou. Ela foi à frente. Ele disse que ela estava livre da sua doença. Colocou Suas mãos sobre ela. Imediatamente se endireitou e começou a louvar a Deus.

Claro, estou pulando. Como não me alegrar diante de uma cena dessas? Minha plaquinha de “aplausos” está levantada. Balançando de um lado para o outro. Louvo ao Senhor pelo que fez!

Mas pasmem! O dirigente da sinagoga disse ao povo que há seis dias em que se deve trabalhar. Que fossem na sinagoga para ser curados nesses dias, e não no sábado. Está indignado porque Jesus a curou num dia de sábado. Não consigo entender. Como pode não alegrar-se com aquela mulher?

Tenho vontade de bater com minha plaquinha na cabeça dele. Mas lembro que sou apenas uma observadora da cena, que já aconteceu há muito tempo. Espero a resposta de Jesus. E não me decepciono.

Ele os chama de hipócritas! E pergunta se não desamarram no sábado o seu boi ou jumento do estábulo e o levam dali para dar-lhe água. Claro que fazem isso. Pergunta, então, se aquela mulher, uma filha de Abraão a quem Satanás mantinha presa por dezoito longos anos, não deveria no dia de sábado ser libertada daquilo que a prendia?

Mais uma vez tenho vontade de acertar a cabeça daquele homem. Todos os oponentes do Senhor ficam envergonhados. Entenderam perfeitamente o que falou.

Mas o povo, ah, o povo se alegrava com todas as maravilhas que Jesus estava fazendo. Como não alegrar-se?

Os animais deviam ser cuidados. E nós? Somos mais valiosos que os bois, os jumentos ou qualquer outro animal.

Quando o sábado foi criado, a intenção do Senhor era oferecer descanso a todos. Sabe das nossas limitações. Sabe que precisamos de um descanso para um equilíbrio saudável em nossas vidas.

É impressionante como o ser humano tem a forte tendência de trocar as ordens e interpretar de maneira equivocada o que o Senhor nos ordena. Todas as suas leis, ordenanças e estatutos existem para nos proteger e nos conceder uma vida com amor, saúde, equilíbrio e respeito.

Como pode alguém não se compadecer de uma mulher que por dezoito longos anos estava encurvada, sem poder levantar-se? Será que somos assim? Será que nos importamos mais com as tradições do que com as pessoas? Mais com os preconceitos que com as pessoas?

Jesus disse que o reino de Deus se parece com uma semente de mostarda. Já viu uma? É minúscula! Parece com aqueles confeitos de bolo que são umas bolinhas. Muito pequena.

Jesus fala que o Reino dos céus começa assim, como um grão de mostarda que se planta na terra. Muitos nem dão valor. Pensam: não vai dar em nada! E desistem. Deixam a jornada, o ministério, o chamado, o sonho, a vida.

Mas a semente está ali, debaixo da terra, crescendo, passando por todos os processos necessários. Sozinha. Em secreto. Aprendendo tudo o que precisa, sendo transformada. Mesmo quando, na nossa ânsia por crescimento, olhamos e olhamos, sem nada enxergar.

De repente, começa a aparecer. Mas ainda é tão pequenininha! Quantas vezes olhamos e pensamos que o esforço empreendido foi muito grande e parece que não vai dar em nada. Pensamos em desistir. Até achamos que erramos de semente. Que plantamos errado.

Mas ela continua crescendo e crescendo. Até transformar-se na maior das hortaliças. A mostarda palestina pode chegar até quatro metros de altura. Uma sementinha de nada!

Nunca, jamais, despreze os pequenos começos. Quanto menor, maior a possibilidade de crescimento.
Jesus falou que seus ramos se tornam tão grandes que as aves podem se abrigar à sua sombra.

Se eu fosse uma árvore, ia amar isso! Depois de tanto sofrimento. Sufocada debaixo da terra e ainda assim, tendo que crescer. Na solidão. Na escuridão. No frio. Estendendo as raízes. Procurando água. De repente, finalmente, o sol! Ar fresco! Brisa refrescante! Cuidados! Crescimento! Ramos! E lá vem um pássaro. Abriga-se sob os ramos e, em gratidão ao Criador,  entoa um cântico. E vem outro. E logo a mostarda está abrigando um coral. Até escuto, bom demais! Ah, se eu fosse árvore, ia amar isso! Ia ter certeza que aquele processo todo, no oculto frio da terra, valeu a pena.

Somos árvores, que devem produzir bons frutos. Ser abrigo. Proteção. Refrigério. Crescendo, como um grão de mostarda. Como o Reino dos céus, que cresce no íntimo, no profundo e depois se expande.

Precisamos desse crescimento em secreto. Das raízes expandindo para dentro, para só depois tornar-se visível e útil.

Ele também fala que o Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha e toda a massa ficou fermentada.

Praticamente todos já fizemos um bolo, ou pão, ou alguma massa que precisasse de uma quantidade de fermento para levedar a massa.

Não é incrível que apenas uma ou duas colheres de fermento, ou um tablete pequeno, possam fazer com que a massa toda fique fermentada? E quando nos esquecemos de colocar o fermento, fica tudo horrível e feio?

Assim é o Reino dos céus. Precisamos que cresça em nós, se não, apesar de todos os outros ingredientes, não teremos o crescimento, nem a aparência e nem o gosto que deveríamos ter.

Isso me fez lembrar algo que aconteceu comigo, muitos anos atrás.

Queria fazer um calzone, olha a pretensão! Vi a receita. Comprei os ingredientes. Nunca havia feito nenhum tipo de massa que levasse fermento em tablete. Quando fui comprar, só vi um tablete grande, devia ser de 150g. O que eu devia ter usado era 15g.

Juntei todos os ingredientes. Por último o fermento. Achei que a receita devia estar errada. Era fermento demais! Coloquei só a metade. Ainda bem. Não sei o que teria acontecido se tivesse colocado todo aquele fermento. Só de lembrar já tenho um acesso de riso.

Deixei a massa para descansar. Esperei. Fui fazer outras coisas. Quando voltei à cozinha, tudo fedia. Um cheiro insuportável de fermento. E a massa tinha transbordado pela vasilha. Logo vi que realmente a receita estava errada (na verdade, quem tinha errado era eu). Tive que jogar tudo fora.

Coloquei num saco de lixo enorme. Na frente da minha casa tinha uma lixeira daquelas de pé. Coloquei o saco lá. E da sala (tinha um quintal na frente), sentada no sofá, conseguia escutar os estouros que a massa dava dentro do saco e só ia crescendo e crescendo. Sei que você está rindo. Pode rir à vontade. Gargalho toda vez que lembro.

Mas isso me faz pensar. Tudo em nossas vidas tem que ser com equilíbrio. Quando Jesus contou essa parábola, disse que um pouco de fermento leveda toda a massa. Um pouco. É necessário utilizar a medida certa. O exagero leva a algum tipo de erro.

Ao esquecermos o fermento, estragamos a massa. Se colocarmos menos que o necessário, não terá o crescimento esperado. Se colocarmos em excesso, teremos que jogar todos os ingredientes fora. Fede.

Fermento em excesso fede. Não que o Reino dos céus vai feder. A massa é que fede. Como a religiosidade fede. Assim como aquele fermento deixou minha cozinha fedendo.

Precisamos ter atenção. O Reino dos céus é relacionamento. Não adianta querer colocar mais que o necessário para ver a massa crescer. Isso não vai acontecer. Bem, na verdade, a massa vai crescer. Mas não vai prestar. Terá que ser jogada no lixo. Prejuízo. Tempo e ingredientes jogados fora. Como aconteceu comigo. Sem contar a frustração. Eu, com o recheio pronto e sem ter onde colocar.

Religiosidade não nos leva a nada. Não é o que o Senhor deseja para nós. Regras e mais regras era o que os fariseus viviam. Fediam com excesso de fermento. Suas vidas não alimentavam ninguém. Não eram exemplos a serem seguidos. Não edificavam. Apenas iam crescendo. De vez em quando um barulho de um estouro aqui e ali. E mais fedor espalhado.

Que enxerguemos o Reino dos céus como de fato é. Que não inventemos regras. Que não sejamos religiosos. Que vivamos. Que sejamos como a mostarda e sirvamos de refúgio e abrigo. Que sejamos como um bolo lindo, saboroso, cheiroso e nutritivo. Que atraiamos as pessoas pelo nosso aroma.

"Mas graças a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz triunfantemente. Agora, por nosso intermédio, ele espalha o conhecimento de Cristo por toda parte, como um doce bom perfume. Somos o aroma de Cristo que se eleva até Deus. Mas esse aroma é percebido de forma diferente por aqueles que estão sendo salvos e por aqueles que estão perecendo." - 2 Coríntios 2.14,15

Jesus está se aproximando cada vez mais de Jerusalém. É o Seu destino. Enquanto vai, Ele ensina em todos os povoados e cidades. http://www.espalhandoasemente.com/2018/03/somos-ou-nao-peregrinos.html

Em Sua jornada, alguém lhe pergunta se são poucos os que são salvos. Responde que é necessário um esforço para entrar pela porta estreita. Muitos tentarão e não conseguirão. É necessário esforço para conservar a fé e a obediência. Muitos não querem se esforçar, preferem os caminhos mais fáceis, os atalhos da vida.

Disse que quando o dono da casa se levantar e fechar a porta, eles ficariam do lado de fora batendo e pedindo para que fosse aberta. Mas o Senhor responderá que não os conhece, nem sabe de onde são. Diriam que comeram e beberam com Ele. Que ensinou em nossas ruas. Mas Ele responderá que não os conhece, nem sabe de onde são. Ordenará que afastem-se dEle todos  que praticam o mal.

Continua dizendo que quem ficar de fora chorará e sofrerá, quando virem Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e eles excluídos.

Pessoas virão de todas as partes do mundo e ocuparão os lugares que poderiam ser deles, à mesa no Reino de Deus. Lembre que está falando para judeus.

Enquanto a porta está aberta, ainda temos condições de entrar por ela. Mas chegará um dia em que o Senhor se levantará e fechará a porta, como fez nos dias de Noé (Gênesis 7.16).

Temos a oportunidade de segui-Lo hoje, de sermos conhecidos por Ele.

Há lugar para todos que quiserem entrar. Por que então, ficarmos de fora?

Que o Senhor nos conceda Sua graça. O preço já foi pago. Preço de sangue. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-crucificacao-de-jesus.html

Que nos esforcemos para entrar pela porta estreita, mesmo que seja difícil. Mesmo que muitas vezes doa. Mesmo que muitas vezes tenhamos vontade de “chutar o balde”.

Não podemos desistir. Não somos dos que desistem.

A porta ainda está aberta.

Depois de responder à pergunta se são poucos os que serão salvos, alguns fariseus aproximam-se dEle. Falam para sair dali e ir embora. Herodes quer matá-Lo.

Ele ordena que digam "àquela raposa" que expulsará demônios e curará o povo hoje e amanhã e no terceiro dia estará pronto.

Pronto para quê, você me pergunta. Pronto para morrer. Continua caminhando para Jerusalém, sem medo.

Explica que precisa prosseguir hoje, amanhã e depois porque nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalém.

E clama: “Jerusalém, Jerusalém, cidade que mata profetas e apedreja os mensageiros de Deus! Quantas vezes eu quis juntar seus filhos como a galinha protege os pintinhos sob as asas, mas você não deixou!”.

O clamor de um Deus cheio de amor, que se compara a uma galinha que cuida de todos os seus pintinhos. Cuidado, proteção, carinho e garra.

Jesus diz que Jerusalém ficará deserta e que não O verá mais, até o dia em que dirá: “Bendito o que vem em nome do Senhor”.

Seu dia está chegando. Meu coração se enche de expectativa. E dor. Logo estará em Jerusalém. Enquanto isso, continua Sua pregação, seguida de sinais e maravilhas. Não se abala por estar chegando Sua hora. Sabe Sua identidade. Sabe Sua missão. Caminha sem medo.

É o exemplo que devemos seguir, a cada dia. Enquanto prossegue para seu derradeiro destino, trabalha no caminho, o tempo todo. Fazendo o bem por onde quer que vá. Pregando a verdade. Com ousadia e coragem.

Prostremo-nos aos Seus pés. Ele é merecedor.

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Gênesis 19.30-36

Leitura do dia 06/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos a intercessão de Abraão. O pai de nações intercede para que o Senhor não destrua Sodoma e as cidades ao redor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Agora, veremos do versículo trinta ao versículo trinta e seis do capítulo dezenove. Lembre-se que vamos percorrer o capítulo vinte para completarmos nossa leitura diária de hoje.

Ló fugiu para Zoar. Algum tempo depois saiu de lá. Tinha medo dos habitantes daquele vilarejo. Ló deixou o medo assumir o controle de sua vida. Foi morar em uma caverna nas montanhas com suas duas filhas. Agora, eram apenas os três.

Quando o Senhor nos livra de algo tão terrível como aconteceu com Ló, precisamos nos apegar a Ele. Não podemos deixar que o medo tome conta de nós. Não podemos pensar que algo pior vai acontecer. Não podemos fugir para a caverna. Nunca. Lembra-se de Elias? Ele também fugiu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/exaustao.html

E foi o que Ló fez. Um dia, sua filha mais velha teve uma ideia. Acredite, nem um pouco boa. Falou para sua irmã mais nova que deveriam embebedar o pai. Ela teria relações sexuais com ele, para que a descendência deles não acabasse. Depois, a irmã mais nova deveria fazer a mesma coisa. Assim fizeram. Ambas engravidaram. Tiveram filhos de seu próprio pai. A mais velha deu à luz a Moabe, de onde vieram os amonitas e a mais nova deu à luz a Ben-Ami, pai dos amonitas. Esses dois povos foram “pedra no sapato” de Israel.

É triste ver pessoas tomando decisões sem a orientação do Senhor, como elas fizeram. Ló já não era mais o mesmo homem que andava com Abraão. Havia escapado duas vezes da morte e destruição, mas deixou-se levar pelo medo e se escondeu. Se acovardou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-131-1424.html

Que aprendamos a enfrentar nossos medos. Que não fujamos para lugar algum. Ainda que seja uma caverna nas montanhas. E que tomemos decisões com a orientação do Senhor.

Na próxima postagem leremos o capítulo vinte de Gênesis. Até já.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Gênesis 17.1-27

Leitura do dia 05/01 (Leitura Bíblica Anual).

Em nossa leitura de hoje, já percorremos o capítulo quinze e o dezesseis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-151-20.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-161-16.html

Agora, percorreremos o capítulo dezessete. Do versículo um ao versículo vinte e sete.

Abrão está com noventa e nove anos. Ismael, treze. Nesta época, o Senhor apareceu a Abrão. Disse-lhe que era (e é) o Senhor Todo Poderoso. Ordenou que Abrão fosse fiel a Ele e tivesse uma vida íntegra. Íntegro significa “inteiro", "reto”. Abrão deveria ser completo em Deus. O Senhor também lhe disse que faria uma aliança com ele. Mais uma vez disse que sua descendência seria incontável. Quando Abrão ouviu, prostrou-se com o rosto no chão. O Senhor continuou falando. Disse que Sua aliança com ele seria fazê-lo pai de muitas nações. Além disso, o Senhor mudaria seu nome! Ao longo de nossa leitura, veremos o quão importante é a mudança de nome. 

Abrão, “pai das alturas”, passou a ser chamado, a partir daquele momento, de Abraão, “pai de multidão”, ou “pai de muitos”. O Senhor disse que o tornaria extremamente fértil. Seus descendentes formariam muitas nações e haveria reis entre eles. Sua aliança seria confirmada com ele e seus descendentes, de geração em geração. Uma aliança sem fim. O Senhor sempre seria o Senhor de Abraão e seus descendentes. Novamente o Senhor fala sobre a terra de Canaã. Seria de Abrão e seus descendentes, para sempre. A responsabilidade permanente de Abraão e seus filhos seria obedecer aos termos da aliança. O Senhor quis um sinal no corpo de todos os homens, descendentes e escravos de Abraão. Deveriam ser circuncidados ao oitavo dia, a partir daquele dia, de geração em geração. Todos os homens seriam circuncidados.

O Senhor também falou a Abraão que estava mudando o nome de Sarai. Agora, ela se chamaria Sara. Aparentemente os dois nomes significam a mesma coisa, "princesa". Cada um em uma língua. Mas Sara perceberia que foi atingida pela mudança. Fazia parte dela. Era alguém diferente a partir daquele dia. Seria mãe de muitas nações. Reis de nações seriam seus descendentes.

O Senhor estava mudando seus nomes porque, dentro de um ano, ambos teriam um filho. Abraão riu consigo mesmo. Como um homem com cem anos seria pai? Como uma mulher com noventa anos teria um filho?

Abraão disse ao Senhor que Ismael vivesse sob sua benção. Estava satisfeito com o filho que havia tido da escrava. O Senhor não. Sua promessa abrangia Abraão e Sara. Eles teriam um menino. Deveria chamar-se Isaque, “ele ri”. Seria com Isaque e seus descendentes que o Senhor confirmaria Sua aliança, para sempre. Ismael também seria abençoado. Também seria extremamente fértil. Seria pai de doze príncipes. Uma grande nação. Mas Sua aliança seria com Isaque, filho de Sara.

Se há algo que admiro em Abraão é sua disposição. Ele não procrastina. Naquele mesmo dia, tomou Ismael e todos os homens de sua casa e os circuncidou, como o Senhor havia ordenado. Ele também foi circuncidado naquele dia. Agora, todos os homens de sua casa traziam em seus corpos a marca da aliança com o Senhor.

Hoje terminamos aqui. Amanhã continuamos. Do capítulo dezoito de Gênesis até o capítulo vinte.

Espero você. Até lá.

Gênesis 16.1-16

Leitura do dia 05/01 (Leitura Bíblica Anual).

Em nossa leitura de hoje, já percorremos o capítulo quinze.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-151-20.html

Agora, percorremos o capítulo dezesseis. Do versículo um ao versículo dezesseis.

Sarai não podia ter filhos. Ela reconheceu que o Senhor não lhe dera a benção de ser mãe. Ofereceu sua serva, egípcia, chamada Hagar, para se relacionar com Abrão. Assim, se ela engravidasse, Sarai teria a chance de ter uma família através de sua serva. O filho seria considerado seu.

Provavelmente Hagar veio com os presentes que Faraó dera a Abrão quando esteve lá e mentira sobre Sarai ao invés de protegê-la. 

Abrão não pediu orientação ao Senhor. Simplesmente ouviu Sarai e fez conforme ela havia dito. Hagar engravidou. Quando descobriu sua gravidez, passou a tratar sua senhora mal, com desprezo. Sarai reclamou com Abrão. Disse que era sua culpa. Que o Senhor ia julgar entre ela e ele. Em resposta, Abrão disse que Sarai podia fazer com Hagar o que desejasse. A amargura de Sarai era tão grande que passou a perseguir Hagar. Até que um dia, ela fugiu.

O Senhor a encontrou junto a uma fonte. Perguntou-lhe o que fazia ali e para onde ia. Hagar respondeu apenas à primeira pergunta. Estava fugindo de sua senhora. Não sabia para onde ia, por isso não respondeu. O Senhor ordenou que Hagar voltasse para Sarai e a obedecesse. Prometeu que ela teria muitos descendentes. Também seria impossível contá-los. Afinal, seu filho era descendente de Abrão. O Senhor lhe contou um pouco do futuro daquele menino. Seria solitário e indomável.

Não sabemos como Hagar se referia ao Senhor antes desse encontro. Após o encontro, passou a chamá-Lo por “Tu és o Deus que me vê”. Antes deveria ser um nome impessoal. Agora ela O viu. Ela viu Aquele que a via. Isso mudou sua perspectiva diante do Senhor. Como sempre acontece quando temos um encontro com Ele.

Hagar voltou, em obediência ao Senhor, com quem havia se encontrado. O Senhor ordenou que o menino chamasse Ismael que significa “Deus ouve”. Ele não era apenas o "Deus que vê". Também é o "Deus que ouve". Abrão estava com oitenta e seis anos quando Ismael nasceu.

Continuamos na próxima postagem, ainda hoje. Até breve.

Gênesis 15.1-20

Leitura do dia 05/01 (Leitura Bíblica Anual).

Ontem vimos os capítulos de onze a quatorze de Gênesis.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-111-9.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-121-20.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-131-1424.html

Hoje compartilharemos a partir do capítulo quinze. Até o dezessete. Nesta primeira postagem, veremos apenas o capítulo quinze.

Algum tempo após o resgate de Ló, o Senhor falou com Abrão através de uma visão. Disse-lhe para não ter medo. O Senhor seria Seu escudo. Sua recompensa seria muito grande. Que maravilha ouvir algo assim do Senhor. Mas Abrão queria mais. Queria o filho prometido. Questionou ao Senhor, audaciosamente: “De que me adiantam todas as tuas bênçãos se eu nem mesmo tenho um filho”?

Penso em pessoas como Atalia, que por amor ao poder, matou seus netos. E Absalão, que embora tivesse filhos, disse que não os tinha e ergueu uma estátua em homenagem a si.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/12/escolhas-erradas-geram-morte.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/absalao-e-sua-destrutiva-amargura.html

Abrão não. Ele desejava expandir. Perpetuar-se. Através de sua descendência. Queria que as bênçãos do Senhor não fossem apenas para ele. Que fossem para sua descendência. Mas, disse ao Senhor que seu herdeiro seria seu servo de confiança. Não seu filho. O Senhor lhe respondeu que seu servo não seria seu herdeiro. Seu herdeiro seria seu filho, um filho que ele teria. E não ficou apenas nisso. O Senhor o levou para fora da tenda. Ordenou que olhasse para o céu. Que contasse as estrelas, caso conseguisse. Esse era o número dos descendentes que teria. Incontável.

Sabe o que aconteceu? Abrão, que não possuía sequer um filho, creu no Senhor. Por isso foi considerado justo aos Seus olhos. Não por alguma obra que realizou, mas por ter crido na palavra do Senhor. 

O Senhor continuou sua conversa com Abrão. Disse-lhe que o tirou da terra de Ur dos Caldeus, onde morava com seu pai, para lhe dar a terra onde agora estava. Abrão perguntou como poderia ter certeza de que aquela terra seria dele. Não pediu nenhum sinal ao Senhor com relação à sua descendência. Simplesmente creu. Quanto à terra, pediu um sinal.

O Senhor ordenou que Abrão lhe trouxesse alguns animais para sacrifício. Ele o fez. As aves de rapina mergulhavam para comer as carcaças. Abrão as afugentava. Quando oferecemos algo ao Senhor, as aves de rapina também tentam “comer” nosso sacrifício. Precisamos ficar atentos. Afugentá-las, mesmo que o medo queira nos atingir. O Senhor é nosso escudo.

O sol se pôs. Abrão caiu em sono profundo. Uma escuridão apavorante desceu sobre ele. Ainda assim, conseguiu ouvir a voz do Senhor, apesar do sono e do pavor. Se não tivesse prestando atenção, perderia uma grande revelação. O Senhor lhe contou sobre o futuro. Sua descendência seria forasteira em terra estranha e depois, escrava durante quatrocentos anos. Só então, voltariam para aquela terra e a possuiriam. E voltariam com grande riqueza. Mais tarde, veremos o que aconteceu.

Quando a total escuridão veio, o Senhor enviou um fogo que consumiu seu holocausto. Abrão viu. Ele confirmou Sua aliança de que daria aquela terra à sua descendência, desde a fronteira com o Egito, até o rio Eufrates. No momento a terra estava ocupada por outros povos, que ainda estavam tendo chance de voltar-se para o Senhor, embora Ele soubesse que tal não aconteceria.

O Senhor conhece o passado, o presente e o futuro. Conhece todas as nossas escolhas. Ainda assim nos ama. Incondicionalmente. E permite que as tomemos por nossa própria vontade.

Na próxima postagem continuaremos, a partir do versículo um do capítulo 16. Hoje mesmo. Até já.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Gênesis 13.1-14.24

Leitura do dia 04/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Gênesis 12.1-20.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-121-20.html

Agora, continuaremos a partir do versículo um do capítulo treze. Até o final do capítulo quatorze.

Depois que Abrão foi escoltado para fora do Egito, prosseguiu para Betel. Acampou entre Betel e Ai. Ali ele construiu um novo altar e invocou o nome do Senhor.

Abrão tornou-se muito rico. Jó, também. Chegou um ponto em que o gado de ambos não conseguia mais ficar próximo. Era demais. A terra não possuía recursos suficientes. Os pastores de ambos começaram a brigar. Abrão chamou Ló. Disse que não deveriam brigar. Eram parentes próximos. Que olhasse a terra e escolhesse para onde queria ir. O lado que escolhesse, Abrão ficaria com o outro.

Novamente fico admirada com a postura de Abrão. O Senhor havia prometido a terra a seus descendentes, mas ele não foi mesquinho e escolheu o melhor. Deu a Ló a oportunidade de escolher o melhor. Sabia que o Senhor o abençoaria de qualquer maneira. Sua promessa seria cumprida.

Ló olhou demoradamente a terra. Viu a melhor região. E a escolheu. Foi para lá. Essa região ficava próxima a Sodoma. Os homens de Sodoma eram perversos. Viviam pecando contra o Senhor. Mas Ló ficou ali mesmo.

Depois que Ló partiu o Senhor falou com Abrão. Foi necessário que Ló partisse para o Senhor lhe mostrar a terra que havia prometido. Toda a terra. O Senhor ordenou que Abrão olhasse em todas as direções. Até onde sua vista alcançasse. Disse-lhe que aquela terra era sua e de seus descendentes. Para sempre. Abrão ainda não tinha nenhum descendente. Sua mulher, Sarai, continuava estéril. Mas o Senhor disse que sua descendência seria tão numerosa como o pó da terra. Se pudessem contar o pó da terra, contariam a descendência dele.

Abrão deveria percorrer a terra que um dia seria sua, em todas as direções. E foi o que fez. Mudou seu acampamento e mais uma vez construiu um altar ao Senhor. Aonde Abrão ia, construía um altar ao Senhor.

Então, houve uma rebelião entre alguns povos. Quatro reis contra cinco. De um lado estavam os reis de Sodoma e Gomorra. Eles lutavam com Quedorlaomer, rei de Elão e outros. Os que estavam com Quedorlaomer venceram. Entraram em Sodoma, onde Ló morava. Levaram de lá os despojos de guerra. Ló foi junto, com tudo que possuía.

Um dos servos de Ló conseguiu fugir. Foi até Abrão e lhe contou. Nesta época ele morava junto ao bosque de carvalho pertencente a Manre. Esse Manre, amorreu, Escol e Aner, eram aliados de Abrão.  Assim que Abrão soube da notícia, tomou seus trezentos e dezoito homens, nascidos em sua casa e treinados. Perseguiu o exército de Quedorlaomer até conseguir recuperar todos os bens saqueados, Ló e os outros prisioneiros.

O rei de Sodoma ficou tão satisfeito que disse a Abrão para ficar com todos os bens. Devolvesse apenas as pessoas. Mas Abrão disse que não ficaria com nada. Apenas com o que seus jovens guerreiros se alimentaram e que ele, o rei de Sodoma, desse algo para seus aliados. Não queria que o rei de Sodoma dissesse que havia enriquecido Abrão.

Vejo uma grande evolução aqui. Abrão não se importou com os presentes que ganhou de Faraó, mas agora não quer que digam que outro o enriqueceu.

Depois que Abrão voltou vitorioso, Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Senhor trouxe pão e vinho, e abençoou Abrão. Não sabemos muito sobre Melquisedeque. Ele não era descendente de Abrão, mas era sacerdote do Senhor, o Deus de Abrão. O livro de Hebreus nos diz que o Senhor Jesus é da mesma ordem de sacerdotes que Melquisedeque (Hebreus 7). 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-1101-7.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/12/hebreus-71-928.html
Abrão deu a ele a décima parte de todos os bens que havia recuperado.

Amanhã continuamos. Nossa leitura será do capítulo quinze ao capítulo dezessete. Até lá.

Gênesis 12.1-20

Leitura do dia 04/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Gênesis 11.1-9, a Torre de Babel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-111-9.html

Agora, continuaremos até o final do capítulo doze.

O texto nos fala sobre a descendência de Sem, o primogênito de Noé. Dele nasceu Terá. Terá gerou três filhos homens, Abrão, Naor e Harã.

Harã morreu na cidade de Ur dos Caldeus. Os arqueólogos encontraram as ruínas dessa cidade. Era uma cidade grande em sua época. Com construções bem delineadas.

Terá tomou seu filho Abrão, sua nora Sarai que, para sua total desgraça, era estéril, e seu neto Ló, filho de Harã. Eles partiram em direção à terra de Canaã, mas pararam em Harã, cidade do mesmo nome do pai de Ló. Estabeleceram-se ali. Ali também Terá, pai de Abrão faleceu.

O Senhor havia dito a Abrão que deixasse sua terra, seus parentes e a família de seu pai. Ele deveria ir a uma terra que o Senhor lhe mostraria. Não sei você. Eu gosto de sair sabendo exatamente para onde estou indo. Mas Abrão precisou obedecer e sair, sem saber para onde ia. O Senhor lhe mostraria a terra no caminho. Ou quando chegasse lá. Para mim, uma total agonia.

Mas não ficou só nisso. Ele deveria ir a uma terra que não sabia qual era e o Senhor lhe disse que faria dele uma grande nação. Que o abençoaria e o tornaria famoso. Abençoaria os que o abençoassem e amaldiçoaria os que o amaldiçoassem. Que grande promessa, mas como ele seria uma grande nação? Sua mulher era estéril. E mais. Através de Abrão, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Foi o que o Senhor lhe disse. Eu teria lembrado ao Senhor que era impossível. Tudo bem até ir para uma terra que não sabia onde era, mas daí tornar-se uma grande nação? Como?

Sabe o que Abrão fez? Partiu. Como o Senhor o havia instruído. Sem discussão. Simplesmente obedeceu. Que coragem!

Só que ele levou seu sobrinho, Ló, seu parente. Tomou sua mulher e seu sobrinho, todos seus bens, rebanhos e servos e seguiu para a terra de Canaã. A mesma terra para onde seu pai havia partido e ficou pelo meio do caminho. Foi até Siquém. Ali acampou junto ao carvalho de Moré.

Você já viu um carvalho? É uma árvore realmente enorme. Difícil ficar despercebida. Essa até tinha um nome, uma sinalização, “carvalho de Moré”. Naquela época, os cananeus habitavam aquela região.

O Senhor apareceu a Abrão e disse que daria aquela terra a seus descendentes. Abrão não se queixou que a terra não seria dele. Construiu um altar e o dedicou ao Senhor, grato porque a terra um dia seria de seus descendentes. Ops, Abrão não tem descendentes. Sua mulher é estéril. O que passa na cabeça dele? Acredita realmente que terá descendentes? Que homem é esse?

Depois foi para o sul. Acampou em uma região montanhosa. Entre Betel e Ai. Construiu mais um altar ao Senhor e invocou Seu nome. Em seguida, prosseguiu sua jornada. Naquele tempo, uma fome terrível atingiu a terra de Canaã. Abrão foi obrigado a ir até o Egito. Ali viveu como estrangeiro. Quando estava chegando lá, pediu que Sarai dissesse que era sua irmã. Ela era muito bonita. Ele teve medo de ser morto para que ficassem com ela.

Realmente, quando chegou ao Egito, sua extrema beleza foi notada. Os oficiais de Faraó até falaram com ele sobre ela. Eles a levaram ao palácio. Faraó deu muitos presentes a Abrão. Ovelhas, bois, jumentos, servos e camelos.

Fico realmente espantada! Como um homem tão corajoso como Abrão faz algo assim? Meu coração se revolta! Mas então, o Senhor me lembra que escolhe homens como eu, como você. Com medos, traumas e imperfeições. E vai trabalhando em nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html
http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/querendo-ser-um-e-sendo-outro.html

Sabe o que aconteceu? Por causa de Sarai, o Senhor enviou pragas terríveis sobre Faraó e sua casa. Faraó mandou chamar Abrão e lhe passou uma tremenda descompostura. Como teve coragem de fazer aquilo? Ele devolveu Sarai e ordenou que Abrão fosse embora. 

O Senhor cuidou de Sarai.

Abrão saiu do Egito escoltado pelos homens de Faraó. Não é triste? O homem que deveria abençoar todas as nações, começa “dando um furo” destes, sendo expulso da nação. Graças ao Senhor por Sua imensa misericórdia sobre nós. Graças por não chamar homens perfeitos e sim, aperfeiçoá-los ao longo do caminho. Como Paulo disse: "Não estou dizendo que já obtive tudo isso, que já alcancei a perfeição. Mas prossigo a fim de conquistar essa perfeição para a qual Cristo Jesus me conquistou. Não, irmãos, não a alcancei, mas concentro todos os meus esforços nisto: esquecendo-me do passado e olhando para o que está adiante, prossigo para o final da corrida, a fim de receber o prêmio celestial para o qual Deus nos chama em Cristo Jesus" (Filipenses 3.12, 13). Foi o que Abrão fez.

Talvez você já tenha passado por uma situação semelhante em que, alguém que não conhece o Senhor, precisa lhe mostrar seu erro, quando era você quem deveria mostrar a ele quem é Seu Senhor. Faça como Abraão, como Paulo. Aceite a correção, Arrependa-se e siga adiante.

Na próxima postagem continuamos, a partir do capítulo treze. Até já.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nós, cavadores de poços

Vamos comigo lá em II Reis capítulo 3?

Moabe se rebela contra Israel. Israel, Judá e Edom se reúnem para a guerra. Caminham sete dias. Ficam sem água. Temem a morte. Josafá, rei de Judá, pergunta se há algum profeta por ali. Alguém fala de Eliseu, que quando discípulo, derramava água sobre as mãos de Elias. O rei Josafá afirma que Eliseu tinha a Palavra de Yahweh! 

Somos aqueles que têm as respostas. Os que aram os homens. Curam as águas. Saram a terra. Cavam os poços. Abençoam nações. 

Eliseu orou. A poderosa mão do Senhor veio sobre ele. E o Senhor ordenou que se cavassem muitos poços naquele vale. Não haveria vento, nem chuva, mas o Senhor saciaria a sede de todos. E ainda entregaria o rei de Moabe nas mãos deles. Não sei apenas ler. Imagino o que estou lendo. Toda a cena. As fisionomias. O cenário. Os sentimentos. E, depois de ter ido a Israel, aí mesmo é que visualizo tudo. Quando estávamos descendo ao Mar Morto, vimos alguns vales. O guia nos falou que chovia nos lugares altos e as águas iam escorrendo até os vales. Consigo ver as águas escorrendo por aquelas montanhas. Percorrendo os vales. Enchendo os poços que foram cavados.

O texto fala que muita água desceu e alagou aquele vale. Lembro do Salmos 84.5-7. Amo! Vale representa um lugar de dor, tristeza, depressão. Mas os que encontram forças no Senhor, transformam o vale de lágrimas num lugar de fontes. É no vale que devemos cavar nossos poços. Não ouviremos o som da chuva abundante, sequer ouviremos o vento. Vale. Tudo seco. Deserto. Mas, se cavarmos os poços enquanto estivermos no vale, chorando, sofrendo, no lugar de dor, a chuva de outono virá e o cobrirá de bênçãos. Podemos transformar nossa dor em aprendizado e vida. Em bençãos para nós e outros.

Nossa responsabilidade é cavar os poços, enquanto estivermos no vale. A chuva vem do Senhor! Refrigério e vida.

Foi o que aconteceu naquele dia. É o que acontece conosco hoje, cada vez que estamos passando por um vale e, ao invés de murmurarmos, cavarmos poços!

Veremos as bençãos do Senhor. Ele nos quer! Somos dEle. Quando nos dispomos a Ele, em adoração, intimidade e simplicidade, isso cativa Seu coração. E Ele é nosso! Não é mais o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e Elias, é o Deus da Symone. É o seu Deus. Em qualquer lugar. Em qualquer situação. O Deus sempre presente.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Que identidade carrego?

I Reis 13 é um capítulo que sempre me intriga. A primeira vez que li fiquei quase doida, sem entender nada.

Jeroboão, indo de mal a pior, transformou-se em uma árvore com frutos envenenados. Fez todo Israel pecar. Escolheu arbitrariamente uma data, segundo as intenções do seu coração, e sacrificou no altar. 

No exato momento em que estava em pé diante do altar para queimar incenso, um "homem de Deus", vindo de Judá, chegou a Betel, por ordem do Senhor.

Deus sempre tem os Seus "exatos momentos".

Esse homem de Deus, curiosamente não tem seu nome citado. A Bíblia sempre cita o nome das pessoas, mas desse homem não. E claro, fico intrigada. Como assim? Qual o nome desse bendito? Mas ele carregava uma identidade poderosa, "homem de Deus". O capítulo todo repete "e o homem de Deus isso", "o homem de Deus aquilo".

E aí, claro, volto a pensar em nomes. E a repetir que nossa identidade está intrinsecamente ligada aos nossos nomes. E não tem como não pensar em Abrão, o "Pai das alturas" e Jacó, o "Suplantador". E Deus mudando os nomes para poder mudar a identidade. Alguns, como eu, tiveram o privilégio de ter nomes que carregam suas identidades. Seus chamados. Abrão e Jacó, não. Imagino que o mesmo aconteceu com esse homem, por isso é conhecido apenas como o "homem de Deus".

Yahweh determinou que esse "homem de Deus" profetizasse contra o altar. Lindo que junto com a profecia sobre a morte dos idólatras, há uma promessa. De um descendente de Davi, chamado Josias. Levou alguns anos para nascer. Mas nasceu e realmente fez o que o "homem de Deus", por ordem de Deus, profetizou naquele dia. O Senhor sempre cumpre o que promete.

Quando em Israel,  vi muitos altares. Aquele "homem de Deus" profetizou que o altar iria partir, como sinal do que aconteceria no futuro. Quando Jeroboão ouviu aquilo, estendeu sua mão contra o "homem de Deus", ordenando que o prendessem. Na mesma hora, sua mão ficou paralisada, como se estivesse seca. Uma árvore seca. E o altar partiu. E toda a cinza se derramou. Jeroboão rogou ao "homem de Deus" que aplacasse a ira de Deus; Que autoridade um homem de Deus tem! De aplacar a ira de Deus! O "homem de Deus" orou e o braço do rei voltou ao normal.

Jeroboão convidou o "homem de Deus" para ir à sua casa e ali se alimentar. Esse "homem de Deus" tinha uma palavra clara do Senhor de não comer ali e de voltar por um caminho diferente. Então, não aceitou e tomou o seu caminho.

Em Betel, "casa de Deus", havia um profeta já idoso que ouviu de seus filhos a história do "homem de Deus". Imediatamente, tomou um jumento e foi atrás dele. Encontrou o "homem de Deus" sentado debaixo de um grande carvalho. Imagino a cena. Vejo o carvalho. Sinto o cheiro da terra. E meu coração se enche de saudades de Israel. 

O profeta perguntou: "És tu o "homem de Deus"?" Ele respondeu: "Sim." Sabia quem era. Aquele era o seu nome. "Homem de Deus" era a sua identidade.

O "profeta velho" então convida-o para ir à sua casa, comer alguma coisa. Ele se recusa. Tinha uma palavra de Deus específica para não comer. Lembrei de algo que sempre acontece comigo. Se estou em jejum de carne vermelha, invariavelmente tenho que ir a vários churrascos. Se de chocolate (que eu amo), pode estar certo de que ganho caixas de chocolate belga ou suíço. Já ganhei chocolate até no meio da rua! Surge chocolate de todos os lados, como se fosse uma chuva. Uma enxurrada. Uma avalanche. Se for de café da manhã, inventam todos os dias fazer café da manhã, de tudo o que mais gosto, aonde quer que eu vá. Se de jantar, invariavelmente terei que participar de alguns e pode acreditar, nos meus restaurantes preferidos. E beber água enquanto os outros jantam. Pois bem, aquele "homem de Deus", recebe convites para comer, quando tinha uma palavra específica de Deus para não comer. E, assim como havia explicado ao rei, explica ao profeta. Mas o profeta lhe diz que um anjo havia dado uma ordem para chamá-lo de volta, para comer e beber. Aqui, recordo-me de Paulo, enfatizando sobre o Evangelho e dizendo que mesmo que um anjo dê outra mensagem, não devemos crer. Como isso é sério!

O "homem de Deus" tinha uma palavra específica de Deus. O profeta lhe deu outra orientação. Era mentira. Ele, mesmo sendo um "homem de Deus" não consultou ao Senhor. Não provou aquela palavra. Por que ou para que, o Senhor mudaria de ideia? Ele foi. Comeu e saciou sua sede.

Nessa parte da narrativa, fico muito mais intrigada. Por que o profeta mentir para o "homem de Deus"? Será que um dia foi também um homem de Deus e agora era apenas um "profeta velho", que não produzia mais frutos? E seu coração se encheu de inveja daquele homem? Por que induzir o homem ao pecado? Árvore velha. Com frutos envenenados. Seu nome também não é citado. Apenas sua identidade, "profeta velho".

E fico triste porque, só depois que o "homem de Deus" comeu e bebeu, a Palavra do Senhor veio àquele "profeta velho" e o Senhor fala que ele desobedeceu. E que não seria sepultado no túmulo dos seus antepassados. Como é sério não obedecer! Sério demais. E aquele "homem de Deus" foi atacado por um leão e morreu no caminho. Fico "passada". Perplexa!

Aquele "profeta velho" ainda tem a coragem de dizer, quando contaram a ele sobre o ataque do leão, que o "homem de Deus" desafiou a palavra do Senhor. Tenho vontade de esganar esse profeta! Que homem nojento! E penso na seriedade de tudo isso.

Graças a Deus por Jesus! Pelo Seu sangue. Por Sua graça. Olho para o Senhor e lembro que nosso relacionamento é baseado no amor. Ele se entregou por mim. Deu-me Seu coração. E eu me entreguei a Ele. Pedi que furasse minhas orelhas para ser dEle, para sempre (Salmos 40.6 e Exodo 21.1-6). E é assim. Somos dEle e Ele é nosso! Obedecemos por causa desse amor.

Que aprendamos a ouvir e obedecer Sua voz! Que sejamos livres dos enganos! Que sejamos renovados. Sempre voltando ao primeiro amor. Que nunca sejamos "profetas velhos". Que nunca levemos outros ao pecado. Que ministremos vida uns aos outros. A cada dia. Sabendo a identidade que carregamos. Sabendo exatamente quem somos.