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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Daniel 3.1-30

Leitura do dia 12/09.

Na postagem anterior vimos o sonho de Nabucodonosor e sua interpretação.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-21-49.html

Agora, caminharemos pelo capítulo três do livro de Daniel.

Apesar de Nabucodonosor ter reconhecido que o Senhor é maior que todos os deuses, não O serviu.

Fez uma estátua de ouro enorme. Media vinte e sete metros de altura e 2,7 metros de largura. Ele a colocou na planície de Dura, na província de Babilônia.

Assim que ficou pronta, ordenou que mensageiros fossem a todos os altos funcionários, governadores, conselhos, tesoureiros, juízes, magistrados e todas as autoridades das províncias para que fossem à dedicação da estátua. Todas essas autoridades foram. Era uma ordem real. Ficaram diante da estátua que Nabucodonosor fizera.

O arauto deu um aviso em alta voz. Todos os povos deveriam ouvir a ordem do rei. Quando ouvissem o som de diversos instrumentos musicais, todos se prostrariam diante da estátua. Quem se negasse, seria imediatamente lançado na fornalha ardente. Com certeza, ninguém queria um fim desses! Alguém teria coragem de desobedecer?

Assim que os instrumentos musicais tocaram, todos, não importando sua cor, nação ou língua, prostraram-se diante da estátua e a adoraram. Todos?

Alguns astrólogos, porém, de olho em Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego), viram que eles não se prostraram, nem adoraram a estátua. Como criancinhas, foram correndo informar ao rei.

Nabucodonosor, esquecido de que o Deus de Daniel e seus amigos é maior que todos os outros deuses, ficou cheio de fúria. Ordenou, na mesma hora, que trouxessem aqueles três homens até ele. Deu-lhes uma segunda chance. Mandou que os instrumentos fossem novamente tocados para que tivessem a oportunidade de se prostrar e adorar a estátua. Caso recusassem, seriam imediatamente lançados na fornalha ardente. Queria ver se algum deus seria capaz de livrá-los.

Ah, a resposta desses três homens me faz desejar pular e aplaudir. Com toda coragem disseram ao rei que não precisavam se defender diante dele. Se fossem lançados na fornalha ardente, estavam certos de que o Senhor podia livrá-los. E Ele os livraria. Mas, ainda que Ele não os livrasse, deixaram uma coisa muito clara: Jamais serviriam outros deuses ou adorariam a estátua de ouro que o rei levantara.

Se o rei já estava enfurecido, ficou completamente transtornado. Seu rosto ficou desfigurado de tanta raiva.

Mandou que a fornalha, que já era “ardente”, fosse aquecida sete vezes mais. Ordenou que alguns dos homens mais fortes de seu exército amarrassem os três e os lançassem na fornalha ardente, agora ainda mais ardente.

Os três foram amarrados e lançados na fornalha. Estavam com suas túnicas, turbantes, mantos e outras roupas. As chamas eram tão ardentes que queimaram os soldados que os jogaram lá dentro.
Hananias, Misael e Azarias (Sadraque, Mesaque e Abede-Nego) caíram nessas intensas chamas. Completamente amarrados. Morte certa!

De repente, o rei levantou-se, espantado. Perguntou a seus conselheiros se não eram três os homens que foram lançados amarrados na fornalha. Eles responderam que sim.

O rei ordenou que olhassem. Via quatro homens desamarrados, andando tranquilamente no meio do fogo, sem se queimar. E o quarto homem se parecia com um “filho de deuses”. Aleluias!

Nabucodonosor aproximou-se o máximo que podia da porta da fornalha e gritou o nome dos três, reconhecendo-os como “servos do Deus Altíssimo”. Ordenou que saíssem da fornalha e fossem até ele.

Eles saíram. Os altos funcionários, oficiais, governadores e conselheiros do rei se juntaram ao redor dos três. Viram que o fogo não os tocara. Nem um fio na cabeça deles estava sequer chamuscado. Suas roupas não estavam queimadas. Nem tinham cheiro de fumaça!

Nabucodonosor louvou o Deus dos três. Reconheceu que o Senhor enviara Seu anjo para livrar Seus servos que nEle confiaram. Lembrou que desafiaram sua ordem. Estavam dispostos a morrer ao invés de servir ou adorar qualquer outro deus que não o Senhor.

O rei decretou que se qualquer pessoa, independente da cor, nação ou língua, dissesse uma palavra contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, seria despedaçada. Sua casa seria transformada em escombros.

O rei ainda afirmou que não há outro deus capaz de livrar da forma que o Senhor os livrara. Reconheceu, mais uma vez, que o Senhor é maior que todos os deuses. Será que agora temerá o Senhor?

Nabucodonosor promoveu Hananias, Misael e Azarias a cargos ainda mais elevados na província de Babilônia.

Que possamos aprender com esses homens a permanecermos fiéis sob qualquer circunstância. Se nos livrar ou não. Se nos agradar ou não. Se fizer nossa vontade ou não. Se nos responder ou não.

Não importam as circunstâncias. Ele continua sendo Deus.
https://www.youtube.com/watch?v=aPiDm2eS_p4
https://www.youtube.com/watch?v=c5U6FDoaCvQ

Prosseguimos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

Daniel 2.1-49

Leitura do dia 12/09.

Na postagem anterior, vimos a decisão de Daniel e seus três amigos em não se contaminar com o banquete do rei da Babilônia. E a recompensa do Senhor por tal renúncia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-11-21.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do capítulo dois de Daniel.

Nabucodonosor teve um sonho.

Sentiu-se tão perturbado que não conseguiu mais dormir. Chamou seus magos, encantadores, feiticeiros e astrólogos.

Esqueceu-se de chamar os sábios e entendidos.

Exigiu que esses homens lhe contassem o sonho e sua interpretação. Todos ficaram apavorados. Precisavam saber o sonho para contar a interpretação.

Nabucodonosor disse que não contaria. Se contasse, inventariam uma interpretação. Queria a verdade, não invenções. Não se deixaria enganar dessa vez.

Se alguém contasse o sonho e sua interpretação, o rei cobriria essa pessoa de honras, presentes e recompensas. Se ninguém soubesse, ele despedaçaria suas casas e os mataria. Simples assim (para o rei).

Os astrólogos responderam-lhe que ninguém podia contar o sonho que tivera. Somente os deuses detinham tal poder. E os deuses não moravam com os mortais.

O rei ficou furioso. Embora não houvesse chamado os sábios, mandou matar a todos.

Quando Arioque, comandante da guarda do rei foi matá-los, Daniel foi até ele. Com sabedoria e prudência. Perguntou-lhe o que estava acontecendo. Qual o motivo daquele decreto tão severo. Arioque lhe contou.

Daniel imediatamente foi até o rei. Pediu mais tempo para comunicar o sonho e seu significado. O rei concedeu. Ele voltou correndo para casa. Contou a seus amigos o que acontecera. Pediu que orassem ao Senhor clamando por misericórdia. Que lhes revelasse o segredo daquele sonho. Para que não morressem junto com os outros sábios.

Naquela mesma noite, o Senhor revelou o segredo através de uma visão a Daniel. Ele ficou grato. Louvou ao Senhor, a quem pertencem a sabedoria e o poder. Ele é aquele muda o curso dos acontecimentos. Remove reis e coloca outros no lugar. Ele é o que dá sabedoria e conhecimento. O que revela coisas profundas e misteriosas. Sabe o que está escondido.

Daniel foi ao encontro do comandante da guarda. Pediu que não os sábios não fossem executados. Que o levasse ao rei. Ele interpretaria o sonho. Arioque correu até o rei e disse que “um dos exilados de Judá” diria ao rei o significado do sonho.

O rei perguntou a Daniel se ele poderia mesmo dizer o que sonhara e seu significado. Daniel respondeu que ninguém poderia fazer tal coisa, mas existe um Senhor nos céus, que revela segredos. Ele mostrou ao rei o que aconteceria no futuro. E Daniel lhe diria qual foi o sonho e as visões que o rei tivera.

Deixou bem claro ao rei que sabia o segredo de seu sonho, não porque era mais sábio que os outros, melhor, superior. Não. Sabia, porque o Senhor desejava que Nabucodonosor entendesse o que aconteceria no futuro.

No sonho, o rei viu uma estátua enorme, brilhante e assustadora. Sua cabeça era de ouro puro. Seu peito e braços, de prata. A barriga e os quadris de bronze. As pernas de ferro e barro cozido. Enquanto olhava, uma pedra foi cortada de uma montanha. Ela atingiu os pés da estátua. E os despedaçou. Toda a estátua se desmanchou em minúsculos pedaços. Pedaços que o vento levou como se fossem palha na eira. Mas, a pedra que derrubara a estátua, tornou-se uma grande montanha e cobriu toda a terra.

Após contar o sonho, Daniel passou a explicar seu significado. A cabeça de ouro era Nabucodonosor. O Senhor lhe concedera soberania, poder, força e honra. Quando seu reino chegasse ao fim, outro reino se levantaria em seu lugar. Era o peito e braços de prata, que a maioria dos estudiosos consideram ser o Império Persa, ou o Império Medo-Persa. Depois, um terceiro, representado pelo bronze, o Império de Alexandre, o Grande. Por fim, um quarto reino, forte como o ferro, o Império Romano. Esse reino esmagaria todos os anteriores. A mistura de ferro e barro nos pés mostra que esse reino seria dividido. Algumas partes seriam fortes como o ferro. Outras partes seriam fracas como o barro. Essa mistura também mostra que esses reinos tentariam se fortalecer formando uma aliança por meio de casamentos. Mas não permaneceriam unidos. Como o ferro não se liga ao barro.

Alguns estudiosos consideram que os dedos dos pés representam as nações e hoje. Umas fortes. Outras fracas. É nesse tempo que a “pedra” será lançada e acabará com todos os reinos, tornando-se o Reino que cobrirá toda a terra. O Reino do Senhor Jesus (Lucas 1.33, Apocalipse 11.15), um Reino de paz e justiça.

Daniel disse a Nabucodonosor que o sonho era verdadeiro e seu significado era certo. Sabemos que sim. Se olharmos para trás, veremos que aconteceu dessa maneira. Agora, estamos aguardando “a pedra” quebrar todos os reinos. É a única parte do sonho que falta ser cumprida.

Quando Daniel terminou de falar, o rei se curvou à sua frente. Ordenou que o povo oferecesse sacrifícios e queimasse incendo diante de Daniel e falou que verdadeiramente o Deus de Daniel é o maior de todos os deuses.

O rei babilônico testemunhou que o Deus de Daniel é o Senhor dos reis, revelador de mistérios.

Nabucodonosor colocou Daniel em um cargo elevado no reino. Foi nomeado governador de toda a província da Babilônia e chefe de todos os sábios. Deu-lhe muitos presentes valiosos. A seu pedido, nomeou Hananias, Misael e Azarias para cuidarem de todos os negócios da província da Babilônia.

Como governador de toda a província, Daniel permaneceu na corte do rei.

Aqui terminamos o capítulo dois de Daniel.

Que aprendamos a confiar no Senhor e no poder da oração, como Daniel e seus amigos confiaram.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo três.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Daniel 1.1-21

Leitura do dia 12/09.

Continuamos nossa caminhada através das Escrituras.

Ontem lemos mais uma parte da visão que o Senhor deu a Ezequiel. Sobre o templo perfeito. As águas curadoras. As árvores com colheitas mensais, cujos frutos servirão de alimento e, as folhas de remédio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-461-4835.html

Hoje iniciamos um novo livro. Daniel. Leremos os três primeiros capítulos. Na primeira postagem, apenas o capítulo um.

Gostaria de lembra-los que nossa caminhada visa despertar um desejo para ler e conhecer as Sagradas Escrituras. Não é uma caminhada teológica. Queremos garimpar ensinos que nos ajudarão no dia a dia e que nos levarão para mais perto do Senhor, o Todo-Poderoso.

Daniel foi um dos jovens levados cativos para a Babilônia, junto com os primeiros exilados. Era nobre. Da tribo de Judá.

Era o ano 605 a. C. O terceiro ano do reinado de Jeoaquim, em Judá. Nabucodonosor, rei da Babilônia cercou Jerusalém. Ninguém menos que o Senhor lhe deu vitória e permitiu que levasse alguns dos utensílios sagrados do templo. Esses utensílios foram levados para a Babilônia e colocados na casa do tesouro do deus de Nabucodonosor. Tudo porque Judá virou as costas para o Senhor.

O rei ordenou que o chefe de seus oficiais, Aspenaz, levasse ao palácio alguns dos jovens da família real e de outras famílias da nobreza. Exigiu que Aspenaz escolhesse somente rapazes saudáveis e de boa aparência. Deveriam ser instruídos em diversas áreas de conhecimento. Precisavam ter entendimento e bom senso. E, que fossem capacitados para servir no palácio do rei.

Esses jovens, escolhidos a dedo, seriam ensinados na língua e na literatura babilônica, Receberiam uma porção diária de alimento e vinho. Seriam treinados durante três anos. Depois desse tempo, estariam prontos a servir ao rei.

Ninguém serve a um rei sem antes passar por um tempo de treinamento. Quer servir ao rei? Precisa, antes, aprender a língua e a literatura de seu reino. Precisa aprender a servir.

Qual a língua e literatura do Reino dos céus? A língua é diferente de qualquer outra. É uma nova língua. Ele nos deu um novo mandamento. Amar como nos amou (João 13.34). A literatura é a Palavra de Deus, que é viva e poderosa. Mais cortante que qualquer espada de dois gumes, que penetra entre a alma e o espírito, entre a junta e a medula, trazendo à luz até nossos pensamentos e desejos mais íntimos (Hebreu 4.12). http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/que-mandamento-e-este.html

Entre os escolhidos estavam quatro rapazes que se destacarão nas próximas páginas. Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Todos da tribo de Judá.

Para que absorvessem a cultura daquela terra, Aspenaz lhes deu novos nomes. Daniel, “Deus é meu Juiz”, passou a ser chamado Beltessazar, “Bel (deus de Nabucodonosor) protege a vida do rei”. Hananias, “Yahweh é misericordioso” foi chamado de "Sadraque", “Ordem de Aku (um deus sumeriano)“. Misael, “Quem é como Deus?”, passou a chamar "Mesaque", “Quem é como Aku?” e Azarias, “Deus é minha força”, foi chamado de "Abede-Nego", “Servo de Nego (deus Nebo)”.

É muito importante sabermos nossa identidade em Deus para não sermos enganados por qualquer cultura! http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-batista-sabia-quem-era-nos-sabemos.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/03/qual-identidade-que-carrego.html

Quando Daniel ficou sabendo sobre a porção diária de alimento e vinho que receberiam do rei, tomou uma decisão. Decidiu que não se contaminaria com a comida e o vinho do rei. Observe, ele “tomou a decisão”. Após ter tomado a decisão, pediu permissão ao chefe dos oficiais para não comer aqueles alimentos. E explicou que não queria se contaminar.

O Senhor colocara no coração do chefe dos oficiais, compaixão e simpatia por Daniel. Ainda assim, Aspenaz disse que tinha medo de dar outro tipo de alimentação, e ele ficar abatido. Caso acontecesse, Aspenaz teria sua cabeça cortada.

Daniel não bateu o pé dizendo que não comeria, que não se contaminaria. Era sábio. Pediu ao assistente de Aspenaz, que cuidava dele, de Hananias, Misael e Azarias, que fizesse uma experiência. Durante dez dias se alimentariam apenas de legumes e água. Ao final dos dez dias compararia os quatro com os outros rapazes que estariam comendo a comida do rei. Então decidiria, de acordo com o que visse.

O assistente concordou. Durante dez dias comeram apenas legumes e água. Ao final da experiência, Daniel e seus três amigos pareciam mais saudáveis e bem nutridos que os outros rapazes. O assistente decidiu continuar com a dieta pedida por Daniel. E eles não se contaminaram.

Não sabemos quantos rapazes vindos de Judá estavam ali. Sabemos que apenas quatro resolveram não se contaminar com a comida e o vinho da Babilônia. Sabe o que aconteceu com eles?

Toda vez que renunciamos em favor da vontade do Senhor em nossas vidas, Ele nos presenteia de alguma maneira.

O Senhor concedeu aos quatro, aptidão incomum. Entendiam todos os aspectos da literatura e da sabedoria. E, Daniel, o que “tomou a decisão” e fez o pedido, ainda foi presenteado com a capacidade especial de interpretar sonhos e visões. Uau! O Senhor é generoso. Magnânimo.

Quando os três anos de treinamento terminaram, Aspenaz levou todos os rapazes a Nabucodonosor. O rei conversou com todos. Nenhum o deixou mais impressionado que Daniel, Hananias, Misael e Asarias.

Eles passaram a servir o rei. Sempre que eram consultados sobre qualquer questão que exigisse sabedoria e discernimento, o rei observava que eram dez vezes mais capazes que todos os magos e encantadores de seu reino. Acredite, sabedoria e discernimento são muito mais valiosos que magia e encantamento.

Daniel ficou no palácio, servindo o rei, até o primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia. Ciro começou a reinar sobre a Babilônia em 539 a.C.

Que aproveitemos nosso tempo de treinamento para aprender a servir o Rei. De maneira excelente e não apenas medíocre.

Que aprendamos com esses quatro jovens a não nos contaminarmos com os manjares da Babilônia.

Que aprendamos a falar com sabedoria.

Que aprendamos a ter, não apenas entendimento, mas também, bom senso.

Que aprendamos a renunciar em favor do Reino do Senhor.

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo dois de Daniel.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Jeremias 28.1-30.24

Leitura do dia 15/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Jeremias.

Ontem vimos o Senhor falar que o cativeiro duraria setenta anos. Também vimos o Senhor enviar Jeremias para falar novamente ao povo. Que se arrependessem. Que voltassem a Ele.

Não quiseram ouvir. Jeremias usa um jugo de boi para entregar a palavra do Senhor às nações vizinhas e ao rei Zedequias. A ordem era submeter-se ao rei de Babilônia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-251-2722.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo vinte e oito. Até o capítulo trinta.

Era o quinto mês. Jeremias continua usando o jugo de boi.

Estava no templo. Hananias se dirigiu a ele publicamente. Diante de todos os sacerdotes e do povo. Disse que o Senhor tinha uma palavra. Ele removeria o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos. Todos os exilados e todos os objetos que foram levados seriam trazidos de volta. Era uma palavra do Senhor.

Quando terminou de falar, Jeremias, que já havia dito, por ordem do Senhor, que o cativeiro duraria setenta anos, respondeu diante dos sacerdotes e do povo que estava no templo. Falou para Hananias que sua profecia se cumprisse. Que o Senhor trouxesse de volta os objetos e os exilados. Mas, que ele ouvisse o que tinha a dizer.

Os antigos profetas, que vieram antes dos dois, falaram contra muitas nações e reinos. Sempre advertiram a respeito de guerra, calamidade e doença. Esse era seu papel. Advertir. Que o povo voltasse para o Senhor, caso contrário seria atingido por guerra, calamidade e doença. Agora, se um profeta anunciasse paz, era preciso esperar que suas previsões se cumprissem. Somente após o cumprimento de suas previsões, era reconhecido como enviado pelo Senhor.

Sabe o que Hananias fez? Tirou o jugo do pescoço de Jeremias e o quebrou em pedaços. Disse que o Senhor, dentro de dois anos, estaria quebrando o jugo de opressão de todas as nações que estavam sujeitas a Babilônia.

É, não tinha jeito. Era uma ideia fixa. Ele queria profetizar aquilo, embora o Senhor não lhe houvesse dito nada. Jeremias saiu dali. Mas, logo em seguida o Senhor ordenou que voltasse e dissesse a Hananias que agora o jugo não seria mais de madeira, seria de ferro. Ele havia colocado todas as nações sob o controle de Nabucodonosor. Até os animais selvagens. O Senhor não o enviara, embora o povo acreditasse em suas mentiras. Ele morreria. Ainda naquele ano. Pois havia se rebelado contra o Senhor.

Ah, que terrível é falar algo em nome do Senhor quando Ele não deu tal ordem.

Naquele mesmo ano, Hananias morreu. Dois meses depois de ter entregue essa mensagem falsa.

Então Jeremias escreveu uma carta aos líderes, sacerdotes, profetas e ao povo que havia sido levado para a Babilônia. Ordenava que construíssem casas. Que se casassem. Que procurassem esposas para seus filhos e maridos para suas filhas. Que se multiplicassem. Que trabalhassem pela paz e prosperidade da cidade onde estavam. Que orassem por ela. Afinal, a prosperidade deles ia depender da prosperidade dela.

Que não se deixassem enganar pelos profetas que diziam que logo voltariam para casa. Não voltariam. Somente após setenta anos de exílio, é que voltariam para sua terra. Então, o Senhor cumpriria as boas promessas que fizera. Ele sabia os planos que tinha para o povo. Planos de bem. Para lhes dar o futuro que eles ansiavam. Eles orariam. O Senhor ouviria. Se O buscassem de todo o coração, O encontrariam.

O mesmo não aconteceria aos que desobedeceram e ficaram em Jerusalém. Seriam perseguidos. E espalhados.

Quanto aos profetas Acabe e Zedequias, filho de Maaseias, seriam queimados vivos por Nabucodonosor. Contavam mentiras ao povo em nome do Senhor. Além disso, fizeram coisas horríveis entre Seu povo. Cometeram adultério com a esposa de seu próximo e mentiram em Seu nome.

“Que coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivo”. – Hebreus 10.31

Semaías escreveu uma carta, em seu próprio nome, ao sacerdote Sofonias. Nela perguntou por que  Sofonias não havia colocado Jeremias, o louco, no tronco, preso a uma corrente de ferro no pescoço. Ele havia escrito cartas à Babilônia dizendo que o exílio deles seria longo. Sofonias devia tomar uma providência!

Quando Sofonias recebeu a carta, leu para Jeremias. O Senhor ordenou que ele enviasse outra carta. Agora, uma carta aberta, para todos os exilados na Babilônia lerem. Nela o Senhor disse que Semaías profetizou sem ter sido enviado pelo Senhor. Fez com que acreditassem em mentiras. Incitou o povo a se rebelar contra Ele. Seria castigado. Nenhum de seus descendentes veria as coisas boas que o Senhor faria ao Seu povo.

O Senhor ordenou que Jeremias registrasse em um livro tudo que havia lhe dito.

Ele via a aflição de Seu povo. Era um tempo de angústia para Israel. No tempo certo, Ele quebraria o jugo. Seu povo O serviria. E ao Rei, descendente de Davi, que Ele estabeleceria. Que não tivessem medo. Nem desânimo. Ele os resgataria. Precisaram de disciplina porque seus pecados eram muitos. Mas seriam restaurados. No futuro, entenderiam.

É verdade. Ninguém gosta de ser disciplinado. Mas, se estamos errados, precisamos ser. É para o nosso bem. Todo pai e mãe que ama seu filho, o disciplina, para que aprenda o caminho certo. O antigo caminho, pelo qual devemos andar. O caminho proposto pelo Senhor.

A disciplina nos alinha, ainda que seja dolorosa.

“Se Deus não os disciplina como faz com todos os Seus filhos, significa que vocês não são filhos de verdade, mas ilegítimos”. – Hebreus 12.8

“Nenhuma disciplina é agradável no momento em que é praticada; ao contrário, é dolorosa. Mais tarde, porém, produz uma colheita de vida justa e de paz para os que assim são corrigidos. Portanto, revigorem suas mãos cansadas e seus joelhos enfraquecidos. Façam caminhos retos para seus pés a fim de que os mancos não caiam, mas sejam fortalecidos”. – Hebreus 12.11-13

Sejamos obedientes como Jeremias. Mas, se estamos em desobediência ou afastados do Senhor, deixemos que nos discipline. E aprendamos. Ele tem o melhor para nós, Seus filhos.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo trinta e um. Até o capítulo trinta e três.

Espero você. Até lá.