Leitura do dia 06/10.
Continuamos nossa caminhada através do livro de Zacarias.
Ontem vimos o chamado para voltar ao Senhor. A visão do profeta sobre o homem entre as murtas. A profecia da futura prosperidade de Jerusalém. Os exilados chamados de volta. A purificação de Josué, o sumo sacerdote. A visão de um candelabro e duas oliveiras. E o conselho maravilhoso de não desprezar os começos humildes, pequenos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/zacarias-41-615.html
Hoje caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.
O povo de Betel (Casa do Senhor) enviou alguns homens em busca do favor do Senhor e para perguntar aos profetas e sacerdotes se continuariam a lamentar e jejuar no quinto mês, como faziam no exílio.
O Senhor respondeu. Não era a Ele que jejuavam. E se agora comessem e bebessem não seria para agradá-Lo. Ordenou que mudassem suas atitudes, a partir do coração. Que julgassem com justiça. Mostrassem compaixão e bondade uns para com os outros. Não oprimissem a viúva, os órfãos, os estrangeiros e os pobres. Nem tratassem mal uns aos outros (Colossenses 3.17, 1 Coríntios 10.31, 1 Pedro 2.9).
Lembrou-lhes que seus antepassados não quiseram ouvi-Lo. Foram rebeldes. Deram-Lhe as costas. Taparam seus ouvidos para não escutá-Lo. Tornaram seus corações duros como pedras. Para não ouvir as instruções e as mensagens que enviara por Seu Espírito aos profetas. Por isso, Sua ira.
Transformaram sua terra agradável num deserto.
Depois o Senhor lhe falou que voltaria a Sião. Habitaria em Jerusalém. Trocaria o nome da cidade para Cidade Fiel. Seu monte se chamaria Monte Santo. Voltaria a ter idosos andando tranquilamente por suas ruas. Sentados em suas praças. E crianças brincando. No momento parecia impossível. Mas não existe nada impossível para Ele. Ele os traria de volta para sua terra. Como fez.
O Senhor ordena que os construtores do templo sejam fortes. Completem a tarefa. Está com eles. Abençoará suas colheitas. Transformará Judá e Israel em bênçãos. Não devem temer. Devem ser fortes e continuar a reconstruir o templo.
Está decidido a abençoar Jerusalém e o povo de Judá. Sua ordem é que não temam. Que digam a verdade uns aos outros. Que pronunciem sentenças justas em seus tribunais. Sentenças justas que conduzam à paz. Não devem tramar mal uns contra os outros. Nem se agradar de fazer juramentos falsos. O Senhor odeia esse tipo de coisa.
Os jejuns chegaram ao fim. É tempo de festa. Que amem a verdade e a paz.
Pessoas de todas as nações iriam a Jerusalém. Não iriam sozinhos. Chamariam outros a ir e adorar o Senhor dos Exércitos. Estariam decididas a buscar o Senhor e pedir Sua benção. Querem o Senhor porque ouviram que Ele está no meio de Seu povo.
O Senhor pronuncia julgamento contra Seus inimigos. Todos os olhos da humanidade estão voltados para Ele. Agirá com justiça. Destruirá Damasco, Tiro, Sidom, Ascalom e Gaza. Julgará os filisteus. Morrerão com suas bocas cheias de carne dos sacrifícios a seus ídolos. Mas, os que sobreviverem também adorarão o Senhor. Serão uma nova família em Judá. O Senhor ama a todos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Sião deve alegrar-se. Seu Rei virá. Ele é justo e vitorioso. Apesar disso, também é humilde. Vem montado num jumentinho novo. Trará paz às nações. Seu reino se estenderá de um mar a outro. Desde o rio até os confins da terra. Quem tem esperança deve voltar para a fortaleza. E aguardar.
O Senhor aparecerá sobre Seu povo. Suas flechas sairão como relâmpagos. Naquele dia, salvará Seu povo como um pastor salva suas ovelhas. Então, Seu povo brilhará em sua terra, como joias em uma coroa. Serão belos. Maravilhosos. Haverá fartura de trigo. Que dará vigor aos rapazes. E o vinho novo fará as moças florescerem.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/jesus-entra-em-jerusalem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-os-detalhes-que-me-capturam.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-bom-pastor-da-sua-vida.html
Zacarias começa a ter a visão de Seu povo voltando do exílio a Jerusalém. Mas, ao fim de sua visão, o Senhor lhe mostra “aquele dia”. O dia que tão ansiosamente esperamos. O dia em que o Senhor Jesus reinará sobre toda a terra.
"O sétimo anjo tocou sua trombeta, e fortes vozes gritaram no céu: 'O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre'". - Apocalipse 11.15
Que nossas atitudes sejam agradáveis a Ele. A cada dia.
Que amemos a verdade e a paz.
Que não transformemos nossa herança em deserto. Que a multipliquemos.
Que nos alegremos ao esperar “aquele dia”.
Que estejamos na fortaleza. Somos os que tem esperança.
"Nós, porém, aguardamos com grande expectativa os novos céus e a nova terra que Ele prometeu, um mundo pleno de justiça. Portanto, amados, enquanto esperam que essas coisas aconteçam, esforcem-se para levar uma vida pacífica, pura e sem culpa aos olhos de Deus". - 2 Pedro 3.13,14
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.
Espero você. Até lá.
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sábado, 5 de outubro de 2019
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Isaías 10.1-12.6
Leitura do dia 18/07.
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.
Ontem vimos o Senhor falando a Acaz que não precisava temer. Jerusalém não seria invadida pela Síria e Israel. Também vimos o Senhor falar sobre uma futura invasão pela Assíria. Essa, ocorreria. De forma rápida e cruel. Mas, esse tempo de escuridão não duraria para sempre. A luz voltaria a brilhar. Isaías foi chamado a confiar no Senhor, apesar de todas as circunstancias à sua volta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-81-921.html
Hoje caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.
Isaías volta a falar da aflição que espera os juízes injustos, os que decretam leis opressoras, não fazem justiça aos pobres, negam os direitos dos necessitados, exploram as viúvas e tiram proveito dos órfãos. Não terão ajuda. Serão levados como prisioneiros ou estarão entre os mortos.
Uma grande aflição também espera o rei da Assíria. O Senhor o usará como vara de castigo a Israel. Mas ele não entenderá. Não consegue enxergar que é apenas um instrumento do Senhor. Seu desejo é somente destruir. Uma nação após outra. Acredita que o Senhor é como os demais deuses. Que destruiu as nações por causa de seu poder. Não do Senhor. Será castigado. Por causa de sua arrogância e orgulho.
Todos os orgulhosos serão derrubados, como árvores cortadas com um machado.
O Senhor fala que apenas sobrará um remanescente de Israel. Esse remanescente voltará para o Senhor e confiará fielmente nEle.
Mas haverá um dia glorioso. Em que um pequeno tronco da linhagem de Jessé, pai de Davi, brotará. Será um renovo. Um novo ramo que dará frutos. Está falando do Senhor Jesus e Seu reino milenar. O Espírito do Senhor está sobre Ele. Sabedoria. Discernimento. Conselho. Poder. Conhecimento e temor.
Ele não julgará pela aparência. Não acusará com base em fofocas. Fará justiça aos pobres. Suas decisões serão imparciais. Em favor dos oprimidos. O sopro de Sua boca destruirá os perversos. (“... mas o Senhor Jesus o matará com o sopro de Sua boca e o destruirá com o esplendor de Sua vinda”. – 2 Tessalonicenses 2.8b). A justiça será para Ele como um cinto. A verdade como uma cinta nos quadris. Ele se vestirá de justiça e verdade. Que lindo!
Nesse tempo haverá paz. E tranquilidade. Até o lobo viverá com o cordeiro. O leão comerá capim como a vaca. Nada mais de morte. Nem para a sobrevivência. A terra estará cheia de gente que conhece o Senhor. Ele será uma bandeira de salvação para todos. Do mundo inteiro. As nações virão para Ele. Reunir-se-ão a Seus pés. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Naquele dia Seu povo cantará. Louvará o Senhor que o resgatou. Ele será a força e o cântico de Seu povo. Todos os povos ouvirão que Seu nome é magnífico. Seu louvor será conhecido em toda a terra.
Que todos celebrem em alta voz. Com alegria. Bebendo das fontes da salvação.
Isaías fala de algo que está para acontecer em sua época. A destruição de Israel pela Assíria. Depois a destruição da Assíria. E a volta do povo a Jerusalém. Com a liderança de um descendente de Davi. Tudo aconteceu. Tal qual profetizado. Está escrito em Crônicas. Em Esdras e Neemias.
Mas, quando fala do tronco da linhagem de Jessé, também está profetizando sobre um futuro que não aconteceu. Um futuro profetizado em Apocalipse (19 e 20).
Tal qual Isaías, vivemos num tempo em que o Senhor operará Seu juízo. Seu justo juízo. E tal qual Isaías, podemos olhar com duas perspectivas. O juízo vem. Rápido e certeiro. Mas haverá um remanescente. Como seus dois filhos, Sear-Jasube, “Um remanescente voltará” e Maher-Shalai-Hash-Baz, “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.
Que nossa confiança esteja no Senhor. E apenas nEle. Que sejamos parte do Seu remanescente.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.
Espero você. Até lá.
Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.
Ontem vimos o Senhor falando a Acaz que não precisava temer. Jerusalém não seria invadida pela Síria e Israel. Também vimos o Senhor falar sobre uma futura invasão pela Assíria. Essa, ocorreria. De forma rápida e cruel. Mas, esse tempo de escuridão não duraria para sempre. A luz voltaria a brilhar. Isaías foi chamado a confiar no Senhor, apesar de todas as circunstancias à sua volta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-81-921.html
Hoje caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.
Isaías volta a falar da aflição que espera os juízes injustos, os que decretam leis opressoras, não fazem justiça aos pobres, negam os direitos dos necessitados, exploram as viúvas e tiram proveito dos órfãos. Não terão ajuda. Serão levados como prisioneiros ou estarão entre os mortos.
Uma grande aflição também espera o rei da Assíria. O Senhor o usará como vara de castigo a Israel. Mas ele não entenderá. Não consegue enxergar que é apenas um instrumento do Senhor. Seu desejo é somente destruir. Uma nação após outra. Acredita que o Senhor é como os demais deuses. Que destruiu as nações por causa de seu poder. Não do Senhor. Será castigado. Por causa de sua arrogância e orgulho.
Todos os orgulhosos serão derrubados, como árvores cortadas com um machado.
O Senhor fala que apenas sobrará um remanescente de Israel. Esse remanescente voltará para o Senhor e confiará fielmente nEle.
Mas haverá um dia glorioso. Em que um pequeno tronco da linhagem de Jessé, pai de Davi, brotará. Será um renovo. Um novo ramo que dará frutos. Está falando do Senhor Jesus e Seu reino milenar. O Espírito do Senhor está sobre Ele. Sabedoria. Discernimento. Conselho. Poder. Conhecimento e temor.
Ele não julgará pela aparência. Não acusará com base em fofocas. Fará justiça aos pobres. Suas decisões serão imparciais. Em favor dos oprimidos. O sopro de Sua boca destruirá os perversos. (“... mas o Senhor Jesus o matará com o sopro de Sua boca e o destruirá com o esplendor de Sua vinda”. – 2 Tessalonicenses 2.8b). A justiça será para Ele como um cinto. A verdade como uma cinta nos quadris. Ele se vestirá de justiça e verdade. Que lindo!
Nesse tempo haverá paz. E tranquilidade. Até o lobo viverá com o cordeiro. O leão comerá capim como a vaca. Nada mais de morte. Nem para a sobrevivência. A terra estará cheia de gente que conhece o Senhor. Ele será uma bandeira de salvação para todos. Do mundo inteiro. As nações virão para Ele. Reunir-se-ão a Seus pés. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html
Naquele dia Seu povo cantará. Louvará o Senhor que o resgatou. Ele será a força e o cântico de Seu povo. Todos os povos ouvirão que Seu nome é magnífico. Seu louvor será conhecido em toda a terra.
Que todos celebrem em alta voz. Com alegria. Bebendo das fontes da salvação.
Isaías fala de algo que está para acontecer em sua época. A destruição de Israel pela Assíria. Depois a destruição da Assíria. E a volta do povo a Jerusalém. Com a liderança de um descendente de Davi. Tudo aconteceu. Tal qual profetizado. Está escrito em Crônicas. Em Esdras e Neemias.
Mas, quando fala do tronco da linhagem de Jessé, também está profetizando sobre um futuro que não aconteceu. Um futuro profetizado em Apocalipse (19 e 20).
Tal qual Isaías, vivemos num tempo em que o Senhor operará Seu juízo. Seu justo juízo. E tal qual Isaías, podemos olhar com duas perspectivas. O juízo vem. Rápido e certeiro. Mas haverá um remanescente. Como seus dois filhos, Sear-Jasube, “Um remanescente voltará” e Maher-Shalai-Hash-Baz, “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.
Que nossa confiança esteja no Senhor. E apenas nEle. Que sejamos parte do Seu remanescente.
Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.
Espero você. Até lá.
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segunda-feira, 24 de junho de 2019
Salmo 119.81-88
Leitura do dia 23/06.
Prossigamos nossa caminhada através dos versículos do Salmo cento e dezenove.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-11973-80.html
Agora, do versículo oitenta e um ao versículo oitenta e oito.
Kaf
O salmista está cansado. Como muitas vezes ficamos. Sente-se exausto de tanto esperar pelo livramento do Senhor, que a seu ver está demorando. Ah, como nos sentimos assim também. Esperamos e esperamos, achando que nunca virá. Ainda assim precisamos colocar nossa esperança em Sua palavra.
Seus olhos estão se esforçando para ver Sua promessa cumprir. Ele grita: quando o Senhor me consolará? Sente que, de tanto esperar, está enrugado, como uma vasilha de couro exposta por muito tempo à fumaça. Ainda assim, não se esquece de Seus decretos. Não pode. Como também não podemos. Mesmo quando estamos cansados. Exaustos. Com o rosto enrugado. E os olhos lacrimejados.
Está em perigo. Os arrogantes que não seguem a lei do Senhor (se seguissem, não seriam arrogantes). Abriram uma cova funda para pegá-lo. Quase acabaram com ele. Por isso está angustiado. Cansado de esperar. Ainda assim, cansado, confia que todos os mandamentos do Senhor são confiáveis. Não abandonou Suas ordens. Continuará obedecendo Seus preceitos. Pede que o Senhor o proteja daqueles que o perseguem sem motivo. Que, por Seu amor, preserve sua vida.
Está difícil? Vamos continuar. Só mais um pouco. Ele, com certeza, não nos abençoará. Suas promessas são fiéis. http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html
Que clamemos por Seu renovo. Que confiemos nEle. Em Sua palavra.
“Mas os que confiam no Senhor renovam suas forças; voam alto, como águias. Correm e não se cansam, caminham e não desfalecem”. – Isaías 40.31
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
Prossigamos nossa caminhada através dos versículos do Salmo cento e dezenove.
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Agora, do versículo oitenta e um ao versículo oitenta e oito.
Kaf
O salmista está cansado. Como muitas vezes ficamos. Sente-se exausto de tanto esperar pelo livramento do Senhor, que a seu ver está demorando. Ah, como nos sentimos assim também. Esperamos e esperamos, achando que nunca virá. Ainda assim precisamos colocar nossa esperança em Sua palavra.
Seus olhos estão se esforçando para ver Sua promessa cumprir. Ele grita: quando o Senhor me consolará? Sente que, de tanto esperar, está enrugado, como uma vasilha de couro exposta por muito tempo à fumaça. Ainda assim, não se esquece de Seus decretos. Não pode. Como também não podemos. Mesmo quando estamos cansados. Exaustos. Com o rosto enrugado. E os olhos lacrimejados.
Está em perigo. Os arrogantes que não seguem a lei do Senhor (se seguissem, não seriam arrogantes). Abriram uma cova funda para pegá-lo. Quase acabaram com ele. Por isso está angustiado. Cansado de esperar. Ainda assim, cansado, confia que todos os mandamentos do Senhor são confiáveis. Não abandonou Suas ordens. Continuará obedecendo Seus preceitos. Pede que o Senhor o proteja daqueles que o perseguem sem motivo. Que, por Seu amor, preserve sua vida.
Está difícil? Vamos continuar. Só mais um pouco. Ele, com certeza, não nos abençoará. Suas promessas são fiéis. http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html
Que clamemos por Seu renovo. Que confiemos nEle. Em Sua palavra.
“Mas os que confiam no Senhor renovam suas forças; voam alto, como águias. Correm e não se cansam, caminham e não desfalecem”. – Isaías 40.31
Continuamos na próxima postagem.
Espero você. Até já.
domingo, 16 de setembro de 2018
Um refrigério em meio ao Alzheimer, o Cruel
E ontem foi assim.
Estamos no Hospital.
Mamãe não quer comer. Perdeu o gosto pela comida. Não sente mais fome. Perdeu peso. Precisa colocar GTT.
É a única solução.
E assino um documento me responsabilizando pela sua vida. Eu, sua filha.
Como é difícil decidir por alguém.
Esperamos que ela recupere ao menos o gosto de comer alguma coisa. Que consiga comer com prazer. Mas não sabemos.
As garras do Alzheimer são afiadas e talvez ela nunca mais queira comer.
Uma vez fui em uma consulta com ela. O médico perguntou se sentia alguma coisa. Ela respondeu: “Muita fome”.
Mas a vida muda. De maneira inesperada. E radical.
Então minha filha chega. Ela quer estar com a avó quando ela for para o Centro Cirúrgico.
Veio com as filhas.
Ah, netos são como gotas doces de alegria. Melhor que tudo.
Minha filha ficou com a mamãe.
Fico sentada na recepção por um tempo, assistindo A Patrulha Canina, com a mais nova. Ela sabe todas as cenas. E ficamos as duas ali, rindo.
Então, chamo-as para almoçar.
A mais velha quase pulou, mas a idade não permite. Então, discretamente colocou a mão na barriga e disse que estava com muita fome.
A outra, mais nova, três anos, pulou de alegria.
Sua alegria maior que o normal. Mostrou seu sapato dourado. "Foi papai quem deu". Estava limpinho. Tinha lavado. O short de estrelas douradas. "Vovó quem deu". Que combina com o sapato. E sua camiseta de gatinho.
Fiquei pensando em como é maravilhoso decidir apenas a roupa que precisamos vestir. E nada mais.
Enquanto esperávamos a mais velha buscar minha bolsa no quarto, a mais nova viu bolas nas nuvens, árvores pequeninas e as grades na calçada, que servem para a água da chuva escoar.
Ela, curiosa, perguntou para que servia aquele buraco.
Quando criança eu era assim. Ainda sou. Gosto de perguntas. Porque gosto de respostas. Gosto de conhecimento.
Expliquei que era para água da chuva cair.
Ela me contou, com os olhos brilhando como só os de uma criança brilham, que ela e a mãe tinham tomado banho de chuva. A água estava gelada. E elas tomaram banho DE ROUPA. Ela riu com a lembrança.
Foi até mais perto, olhou e disse que o buraco era bem fundo. Não era, mas não a contrariei. Para o tamanho dela era sim.
Quando a irmã chegou, contou sobre a grade e o buraco. E para que servia. Ah, como é bom o conhecimento!
Fomos pela rua. Ela, numa alegria, numa felicidade enorme.
É tão fácil e simples ser feliz quando se é criança. É preciso tão pouco.
Do outro lado da rua, viu a fachada de um buffet que era a Arca de Noé, lotada de animais.
Ela gritava, e sorria. "Vovó eu gosto muito de bichinhos. Olha, vovó os bichinhos. Eu gosto muito."
Ela andava pela rua saltitando. Vendo, enxergando tudo. Dando tchau para o caminhão. Querendo ver o buraco que tinha em frente à Caesb. Vendo as árvores, as motos, os carros.
Era tanta alegria que as gotas doces pulavam em cima de mim. Fechei meu guarda-chuva e bebi daquela água. Daquela doçura. Daquela alegria.
Então, vi a passarela à frente.
Não sei você, eu tive medo de passarela até meus quarenta anos.
Tenho aprendido que temos que vencer nossos medos, de uma forma ou de outra. Enfrentá-los.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/10/sr-ressonancia-magnetica.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/golias-e-vencido.html
Não sei se ela já havia atravessado uma passarela. Tudo que eu queria era que fosse uma experiência que não lhe desse medo.
Somos nós que instauramos o medo nas crianças.
Mostrei onde íamos almoçar e perguntei como íamos até lá. Fui subindo a passarela. Fomos andando rápido. Ela sorrindo, alegre. E dizia, rindo: “Vovó eu tô zonza, vovó eu tô tonta.” Mas fomos subindo. Continuou andando. Sem se importar com a altura. Quando chegamos no meio, mostrei para ela os ônibus e os carros. Ela estava fascinada.
O sapatinho dela soltou. Ela se abaixou para arrumar. Soltou minha mão. Uma moto fez um barulhão. Ela levou um susto. Me deu a mão e só.
Ia começar a descida.
Falei para ela que nós não podíamos nos soltar, senão iríamos rolar igual uma batatinha. Ela não sorria mais. Ela gargalhava. Descia rapidinho. E gargalhava.
Aquelas gargalhadas me encharcaram. Abri a boca e bebi delas. Gotas doces de alegria.
A mais velha disse que estávamos parecendo duas doidas. E nós duas só ríamos. Enquanto ela gargalhava, eu bebia suas gotas.
Lembrei que havia feito parecido com a mais velha. Agora era a vez da mais nova. A mais velha é a doçura em pessoa. Sempre.
O olhar de uma criança sorrindo é simplesmente maravilhoso. Gotas de felicidade caindo sobre mim. Sem que eu precisasse fazer nada. Eu abria a boca e engolia. Tudo. Queria ser completamente encharcada com aquelas gotas deliciosas.
Quando chegamos lá embaixo ela ria, ria, e ria. Estava cansada. De tanto rir. Ah, que cansaço delicioso.
Almoçamos. Quando veio o prato e ela viu a batatinha frita, gritou: Olha vovó. Igual a batatinha rolando, igual batatinha.”
E ria, ria, ria. Era a personificação da alegria, da felicidade.
Como é bom ser criança. Quero ser para sempre.
Almoçamos. Ela come igual a um passarinho. Falei para ela comer tudo para ficar forte e não rolar da passarela igual batatinha. Cada vez que eu falava, era motivo dela gargalhar.
Fomos para a passarela. Primeiro a subida. E ela: “Vovó, eu tô zonza, vovó eu tô tonta.” Falava e ria.
Quando chegamos em cima, olhou tudo lá de cima.
Chegou a hora de descer. “Vovó a gente vai rolar igual batatinha.”
Pedi à mais velha que desse a outra mão para ela. Estava tão cansada que realmente tive medo da felicidade dela fazer a gente rolar mesmo, igual batatinha.
Fomos descendo. As três de mãos dadas e rindo. Ela descendo e gritando. Aquela alegria, aquela felicidade. Ela foi descendo e gargalhando, falando que íamos rolar igual batatinha.
Depois que descemos, continuou curtindo o caminho. Passamos pelo buraco que eu havia mostrado. Ela quis ver de novo. Peguei no colo para ela ver. Depois, continuou andando.
Percebi que estava muito cansado. Foi muita energia gasta naquela felicidade toda que me encharcou.
Perguntei se estava cansada. Disse que sim. Mas não pediu "colinho". Perguntei se ela queria. Disse que sim. Mas não aguentei. Dei uns dois passos. Ela desceu, obedecendo à irmã, sem reclamar.
Quando chegamos na calçada do hospital, quis ir por cima da grade, olhando tudo lá embaixo. Sem medo.
Até bem pouco tempo, eu também não tinha coragem de passar por ali.
Quando chegamos ao hospital, me deu um abraço tão carinhoso e um beijo tão gostoso, que suspirei. Eu disse: “Ai que delícia”. E ela me abraçou mais e mais apertado. Várias vezes.
Depois pegou minha mão, me levou para a frente da calçada para dançarmos.
Eu, adulta, quebrei o encanto. Falei que não tinha música.
Que insensibilidade a minha. Existe música sim. Está em nossas almas.
Felizmente ela não acreditou em mim. E dançou assim mesmo. Até ficarmos tontas.
Netos, gotas doces de vida.
A GTT foi um sucesso.
Hoje pude ir para casa descansar. Minha outra filha ficou no hospital.
Cheguei em casa, tomei um banho daqueles, cantando com os Quatro e Meia.
https://www.youtube.com/watch?v=a4VMX0q-yQ4
Coloquei meu melhor sorriso e voltei ao hospital.
A vida é assim. Deus, o maravilhoso Senhor, sempre nos dá um refrigério.
Gotas doces de vida e alegria. Que podem vir de várias maneiras.
Logo estaremos em casa.
Uma nova rotina. Sobrevida.
Vida.
E veremos mamãe sorrir novamente.
O Senhor é bom. Sempre.
https://www.youtube.com/watch?v=c5U6FDoaCvQ
E meu coração continua cheio de alegres gotas de vida.
Ah, netos! Gostas doces de alegria.
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