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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Naum 1.1-3.19

Leitura do dia 30/09.

Continuamos nossa caminhada através do Livro dos livros.

Ontem vimos as acusações do Senhor ao Seu povo, através do profeta Miqueias. A situação é estarrecedora. Não vê ninguém fiel à sua volta. Ele, porém, continuará a buscar o Senhor e esperar nEle. Depois do castigo, defenderá Seu povo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-61-720.html

Hoje caminharemos através do livro de Naum.

Naum significa, ao mesmo tempo, “Consolação” e “Vingança”. Consolação para Seu povo. Vingança para Seus inimigos. Suas profecias são direcionadas à Assíria. Provavelmente durante o reinado de Manassés.

Cerca de dois séculos se passaram após a conversão do povo de Nínive mas, como Israel, deixou o Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/jonas-21-411.html

O Senhor é um Deus zeloso, por isso castiga o culpado. Ele demora para se irar, está sempre disposto a exercer misericórdia mas não pode deixar o culpado impune. E não deixa. Ninguém resiste à Sua indignação. Sua fúria queima como fogo.

Ele é bom. É um refúgio forte e seguro para os que confiam nEle. Está perto destes. No entanto, arrasará Seus inimigos. Ele é justo. E faz justiça.

Pergunta aos assírios o motivo de tramarem contra Ele. Questiona quem é o conselheiro de Nínive que trama o mal contra o Senhor.

É muito séria essa questão. Atenção: Quem é seu conselheiro! Um conselheiro ruim pode destruir uma vida. Uma nação. Uma geração. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

O Senhor fala que quebrará o jugo de Seu povo, que está sendo oprimido pela Assíria. A Assíria por sua vez, receberá Seu juízo. Não terão filhos para continuarem seus nomes. Destruirá todos os seus ídolos. Está preparando suas sepulturas. São desprezíveis.

Embora para Nínive o conselho do Senhor não mais adiantasse, serve muito bem para nós. Estamos vivendo tempos difíceis. Tempos de guerra. Precisamos guardar as muralhas. Vigiar as estradas. Preparar as defesas. Reunir forças.

Quanto a Nínive, seu exílio já foi decretado. Serão saqueados. Ficarão em ruínas. Seus corações se derreterão. Seus joelhos vacilarão. Ficarão angustiados. Rostos pálidos. Tremendo de medo. O Senhor dos Exércitos agora é seu inimigo. Em breve seus carros serão queimados. Seus jovens morrerão na batalha. Nunca mais saquearão nações. Nem se ouvirá a voz de seus mensageiros. Serão totalmente arruinados. Como foram.

Nínive ficou cheia de homicídio e mentiras. Cheia de riquezas tomadas à força. Cheia de vítimas. Uma grande aflição a espera. Ficará repleta de mortos. Montes de cadáveres. Os vivos tropeçarão neles. Tudo porque se prostituiu. Seduziu as nações. Ensinou suas magias. Enfeitiçou pessoas de toda parte.

O Senhor levantará suas vestes e mostrará sua vergonha a todos. Mostrará o quanto se tornou desprezível.

Ela tropeçará como um bêbado. Se esconderá de seus inimigos. Suas fortalezas cairão. Todas. Seus soldados ficarão fracos e indefesos como se fossem mulheres que não são treinadas para a batalha.
Ainda que preparem-se para o cerco, que estoquem água, que reforcem suas defesas e que façam tijolos para repararem os muros, o fogo a devorará, a espada a exterminará. Não haverá como escapar. Seu povo será espalhado pelos montes. Sua ferida é mortal.

Nínive tornou-se uma grande conquistadora. Implacável. Em qualquer lugar existia alguém que sofrera por causa de sua constante crueldade. Não ficará impune.

Aqui terminamos mais um livro.

Que sejamos misericordiosos. E que estejamos preparados para a guerra.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Habacuque.

Espero você. Até lá.

Miqueias 6.1-7.20

Leitura do dia 29/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Miqueias.

Na última postagem vimos o reino futuro do Senhor. A volta de Israel do exílio. O nascimento do Messias em Belém. E a purificação do remanescente.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-41-515.html

Hoje, caminharemos pelos dois últimos capítulos.

O Senhor pergunta o que fez a Seu povo para que se cansasse dEle. Que respondam. Afinal, Ele os tirou do Egito. Resgatou da escravidão. Seu povo não se lembra de como o rei de Moabe quis amaldiçoa-los, e Ele transformou a maldição em benção. Não se lembra da sua viagem do Vale das Acácias até Gilgal, quando lhes revelou sua fidelidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html

Seu povo faz perguntas incoerentes. Devem trazer-Lhe holocaustos? Devem se prostrar diante dEle com ofertas de bezerros de um ano? Devem oferecer milhares de carneiros e dez mil rios de azeite? Devem sacrificar seus filhos primogênitos para pagar por seus pecados? Quanta estupidez!

O Senhor já lhes declarara o que é bom. O que Ele requer de cada um. A prática da justiça, do amor e da misericórdia e ander humildemente com Seu Deus. Ele não quer sacrifícios. Quer relacionamento.
Quem for sábio, terá temor.

O pecado de Seu povo é muito grande. Suas casas estão cheias de tesouros conquistados pelo engano. Calculam o peso dos cereais com medidas falsas. Seus comerciantes usam balanças e pesos mentirosos. Os ricos conseguiram suas riquezas com extorsão e violência. Estão acostumados com a mentira. Suas línguas não conseguem dizer a verdade.

Por tudo isso, o Senhor estava enviando um exército de destruição. Por causa de seus pecados, ficariam em ruína. Comeriam e não se fartariam. Continuariam a sentir dores de fome. Mesmo que tentassem economizar, ficariam sem nada. O pouco que conquistassem seria dado a seus conquistadores. Semeariam e não colheriam. Espremeriam azeitona e não se ungiriam com o óleo. Pisariam usas e não teriam vinho.

Obedecem às leis do rei Onri ao invés de obedecerem às leis do Senhor. Seguem às práticas do rei Acabe, não às de Davi. Serão tratados com desprezo onde estiverem. Servirão de exemplo para que todos aprendam o que acontece com quem desvia seus caminhos do Senhor.

Miqueias sofre por seu povo. Sente-se como alguém que apanha frutas depois da colheita e nada consegue para comer. Não há um cacho de uva sequer, nenhum figo para saciar sua fome. Os fiéis e honestos desapareceram da terra. Olha ao redor. Só vê assassinos. Pessoas que preparam armadilhas até para seus irmãos. Suas  mãos estão adestradas. Para fazer o mal.

Governantes e juízes exigem subornos. Os mais influentes mandam em tudo. Fazem o que querem. Tramam juntos para perverter a justiça. O mais honesto deles é mais perigoso que uma cerca de espinhos. Parece muito com os dias que também estamos vivendo.

Ele também fala que não pode confiar em ninguém. Nem no melhor amigo. Ou na esposa. Ou no pai. No filho. Na mãe. Na filha. Na nora. Na sogra. A situação é desesperadora.

Mas, o dia que o Senhor anunciou está se aproximando.

Miqueias dá um brado. Ainda que todos estejam afastados do Senhor, não deixará de buscá-Lo. Espera nEle. Confiante em Sua salvação. Sabe que o Senhor o ouvirá. Sabe que, ainda que caia, se levantará. Por causa do Senhor. Ainda que esteja em trevas, Ele será sua luz.

Identifica-se com seu povo. Será paciente enquanto é castigado por causa de seus pecados. Depois do castigo, sabe que Ele defenderá sua causa. Fará o que é direito. O Senhor o levará para a luz. Verá Sua justiça. Seus inimigos verão que o Senhor está a seu lado. Ficarão envergonhados de terem perguntado onde Ele estava.

Miqueias também vê o dia que se aproxima, quando muitos virão até Israel. Para conhecer o Senhor. Ele realizará grandes milagres por Seu povo. Como fez quando os tirou da terra do Egito. Todas as nações ficarão admiradas. Sairão de seus esconderijos ao encontro do Senhor. Elas O temerão e tremerão em Sua majestosa presença.

O coração do profeta se enche de alegria ao lembrar que não há ninguém como Ele, que perdoa e esquece os pecados. Que não permanece irado para sempre. Que tem prazer em mostrar Seu amor. Que tem compaixão. E lança os pecados nas profundezas do mar, onde não pode ser mais visto ou alcançado. Ele mostrará Sua fidelidade e amor. Como prometeu há muito tempo, a Abraão e Jacó.

Terminamos aqui o livro do profeta Miqueias.

Que aprendamos com ele a buscar o Senhor e esperar confiantemente nEle. Apenas e tão somente nEle.

Continuamos amanhã. Leremos o livro do profeta Naum. Apenas três capítulos.

Espero você. Até lá.

sábado, 28 de setembro de 2019

Jonas 2.1-4.11

Leitura do dia 26/09.

Ontem vimos as profecias contra Edom no livro de Obadias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/obadias-11-21.html

Também vimos a ordem do Senhor dada a Jonas para anunciar o julgamento de Nínive. Vimos sua fuga, que culminou com ele lançado ao mar e sendo engolido por um grande peixe, a mando do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/jonas-11-17.html

Acredite, Jonas foi realmente engolido pelo peixe. O Senhor Jesus quando esteve aqui, confirmou essa história, por mais fantástica que seja. Ora, nosso Deus é o Rei do Universo, Criador de todas as coisas. http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/o-fermento-dos-fariseus-e-saduceus.html

Quando Jonas disse aos marinheiros quem era o Deus que adorava, deixou bem claro que é o Deus dos céus, criador do mar e da terra. Ele tem domínio sobre todos os animais, assim como sobre a natureza. Vimos Sua intervenção quando mandou um vento forte sobre o mar e caiu uma violenta tempestade. Vimos Sua intervenção quando lançaram Jonas ao mar e a tempestade aquietou-se. E terminamos com Sua intervenção em ordenar que um peixe "passasse" naquele mesmo instante e o engolisse. Inteiro.

O que aconteceu durante os três dias e noites que ficou ali? Acredito que tenha enfrentado a morte. Preste atenção em sua oração. Ele gritou da terra dos mortos. O Senhor ouviu e o resgatou da morte. Quando Sua vida se esvaía, lembrou-se do Senhor.

Jonas lembra que os adoradores de falsos deuses dão às costas para Sua misericórdia. Ele, porém, ofereceria sacrifícios com cânticos de gratidão. Cumpriria seus votos, sabendo que somente do Senhor vem o livramento.

Enquanto isso, o peixe, a mando do Senhor, nadava em direção ao destino de Jonas. Quando chegou à praia próxima, ordenou que o peixe o vomitasse na praia. Não precisou nem nadar. Incrível não? E verdadeiro! Ele é o que abriu o Mar Vermelho, que abriu o Rio Jordão. Que mandou os corvos alimentarem Elias. Que fechou a boca dos leões. Por que não ordenar que um peixe nadasse para onde Ele queria?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-141-1521.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-31-17.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-171-12.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/confio-em-deus-em-meio-as-adversidades.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/daniel-61-28.html

Quando chegou à praia, o Senhor falou pela segunda vez a Jonas. Mudou de ideia? Não. Deu a mesma ordem. Devia aprontar-se e ir até Nínive anunciar a mensagem que havia lhe entregue.

Que aprontar era esse? Com certeza estava todo amarrotado e sujo. Não havia nenhum shopping por perto onde pudesse tomar um banho e comprar algumas roupas. Acredito que tenha encontrado um lugar para se recompor, mas, mais importante era aprontar-se interiormente. Estar preparado para entregar Sua mensagem. Olhe para as páginas anteriores, que caminhamos ao longo deste ano. Todo profeta precisa ser um intercessor. Jonas não intercedeu pelos ninivitas. Ele não queria essa missão. Não queria entregar essa palavra de julgamento do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-71-911.html

Enfim, dessa vez resolveu, ao menos, obedecer. Nínive era uma cidade grande para os padrões da época. Eram necessários três dias inteiros para percorrê-la. Ele o fez. Assim que entrou na cidade, entregou a mensagem do Senhor. Dentro de quarenta dias Nínive seria destruída. Não havia ali nenhum “sacerdote do Senhor” como Amazias que mandou Amós calar-se. Aquelas pessoas, que não pertenciam ao povo de Israel, creram no Senhor. Desde o mais importante até o mais simples. Eles jejuaram e se vestiram em pano de saco, em sinal de arrependimento.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/amos-71-915.html

Até o rei de Nínive, quando ouviu o que Jonas transmitia, desceu do trono. Tirou suas vestes reais. Vestiu-se de saco e sentou-se sobre um monte de cinzas, em um claro sinal de arrependimento. Ele e seus nobres enviaram um decreto pela cidade. Todos deveriam jejuar. Até os animais. E cobrir-se de saco. Todos deviam orar fervorosamente ao Senhor. Orar e deixar seus maus caminhos e toda a violência. Quem sabe o Senhor tivesse misericórdia e voltasse atrás, não destruindo a cidade?

Reparou que esse livro tem muitas descidas?

Jonas desceu a Jope. Desceu ao navio. Desceu ao porão. Fugindo. Até que desceu ao mar.

O capitão do navio onde Jonas estava, desceu ao porão para dar uma “chacoalhada” nele.

O peixe desceu até a praia para vomitar Jonas.

O rei desceu de seu trono. Foi até o chão, em sua humilhação. Demonstrando seu arrependimento.

O povo também desceu. Do mais importante ao mais simples. Reconheceram seus pecados. E humilharam-se diante dEle.

Quando o Senhor viu o que fizeram, como se arrependeram, deixando seus maus caminhos, voltou atrás. Não destruiu a cidade como havia ameaçado. Aleluias!

Lembre-se que o Senhor não tem prazer na morte do ímpio. Seu desejo é que todos se arrependam e O conheçam. Desde que ordenou Sua mensagem a Jonas, esse era o objetivo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-161-1832.html

Ao invés de alegrar-se com Sua misericórdia, Jonas ficou aborrecido. Irado. Não queria a absolvição daquele povo. Não se importava com eles. Levantou sua cabeça aos céus e falou com o Senhor que fora exatamente o que dissera ao Senhor. Jonas conhecia Seu caráter. Sabia que Ele voltaria atrás e não destruiria a cidade, caso se arrependessem. Por isso, não queria ir até lá. Por isso, fugiu.

Ele sabia a quem servia. Um Deus cheio de misericórdia e compaixão. Que demora para se irar. Cheio de amor. Um Deus que está sempre pronto a voltar atrás e não trazer calamidade. Esse é o Deus que servimos. Sempre com Suas mãos estendidas para nos perdoar e nos receber.

A ira de Jonas, no entanto, era tal, que pediu ao Senhor para matá-lo. Preferia morrer do que ver Sua misericórdia por aquele povo.

O Senhor perguntou-lhe se sua ira era justa. Ele não respondeu. Foi a leste de Nínive e construiu um abrigo. Sentou-se à sua sombra enquanto esperava para ver o que aconteceria à cidade. Ainda tinha esperanças de que fosse destruída?

O Senhor, que tem a natureza em Suas mãos, fez crescer ali uma planta. Uma trepadeira. Que, sem demora, espalhou suas folhas grandes sobre a cabeça de Jonas e o protegeu do sol. Ele foi aliviado de seu desconforto. E ficou muito grato pela planta. O Senhor maravilhoso a quem servimos, tem poder para acelerar o crescimento da natureza.

Alguns dias atrás, tive uma experiência fantástica. Estava dando uma volta com minha neta de quatro anos. Fomos até à amoreira ver se já tinha alguma amora. Nenhuma. Ainda faltavam uns quinze dias para começar a aparecer as primeiras frutas. Sabe o que ela me propôs? Que orássemos para pedir ao Senhor que colocasse uma amora ali. Ela ainda não aprendeu que as frutas têm suas estações e colheitas. No dia seguinte, voltamos à amoreira. Meu coração disparou quando vi três amoras. Duas verdes e uma madura, pretinha, deliciosa. O Senhor atendeu nossas orações. Tinha uma amora pronta para ser saboreada! Ele pode acelerar o processo da natureza.

Notou que Jonas ficou irado pelo Senhor ter voltado atrás e aceitado aquelas pessoas, mas ficou grato pela planta que o protegeu do sol? Pois é.

No dia seguinte, o Senhor, ao amanhecer, ordenou que uma lagarta fosse até lá. E comesse o talo da planta. A lagarta alegremente obedeceu. A planta secou. Quando o sol ficou mais quente, o Senhor “caprichou”. Enviou um vento leste quente para soprar sobre Jonas. O sol bateu em sua cabeça. Ele ficou tão fraco que novamente desejou morrer.

O Senhor perguntou-lhe se era justo ficar tão irado por causa da morte daquela planta. Dessa vez, ele respondeu. Afirmou que era. Muito certo. A ponto de desejar morrer.

O Senhor lhe disse que teve compaixão da planta, mesmo não tendo feito absolutamente nada para ela nascer ou crescer. Ela apareceu rapidamente. E murchou. Também rapidamente.

E quanto a Nínive? Era uma cidade de cento e vinte mil pessoas. Que pecavam porque não sabiam discernir o certo do errado e, quando souberam, se arrependeram. Isso, sem falar na quantidade de animais ali existentes. Ele, o Senhor, que as criara, que criara cada um dos animais, não teria compaixão daquela cidade? http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

A cidade não foi destruída naquela época. A pregação de Jonas teve “validade” de duzentos anos.

Que nos lembremos de Seu maravilhoso amor. Por todos nós, inclusive pelos animais.

Que sejamos obedientes. Que alertemos os que estão caminhando para o inferno. Que intercedamos por eles. E nos alegremos quando se arrependerem.

Que a mensagem do Senhor através de nossas vidas seja tão poderosa quando a de Jonas.

Que não precisemos ser “engolidos” por nenhum “peixe”. Que cumpramos Sua ordem com rapidez, como Abraão, ainda que não seja de nosso agrado. É bem mais fácil.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-221-24.html

Continuamos amanhã. Leremos os três primeiros capítulos de Miqueias.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Amós 7.1-9.15

Leitura do dia 24/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Amós, o profeta pastor de ovelhas.

Ontem vimos que Israel recusa-se a aprender e voltar para o Senhor. Também vimos o chamado do Senhor ao arrependimento. E sua advertência sobre o julgamento que está por vir.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/amos-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete de Amós. Até o fim deste livro tão rico!

Amós teve uma visão terrível. O Senhor estava se preparando para enviar um exército de gafanhotos sobre a terra. Depois que a porção do rei havia sido recolhida e brotava a colheita principal. Os gafanhotos, em sua visão, comeram todas as plantas da terra.

Um verdadeiro profeta é um intercessor. Imediatamente clamou ao Senhor. Pediu perdão. Se o Senhor não perdoasse, ninguém sobreviveria. E Israel já era tão pequeno. O Senhor, após sua oração, voltou atrás. Disse que não aconteceria o que Amós viu.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Depois Amós teve outra visão. O Senhor se preparava para castigar Seu povo com um grande fogo. O fogo devorava toda a terra e consumia até as profundezas do mar, tamanho horror. Amós clamou. Implorou que o Senhor parasse. Se não parasse, ninguém sobreviveria. Israel já estava tão pequeno!. Novamente, após sua oração, Ele voltou atrás. Disse que aquilo também não aconteceria.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Então, teve uma terceira visão. O Senhor estava em pé junto a um muro. Ele segurava um prumo em Sua mão e perguntou a Amós o que estava vendo. Amós respondeu que via um prumo. Tinha olhos para ver.

O Senhor disse que provaria Seu povo com aquele prumo. Não fecharia mais os olhos para o que faziam. Seus santuários idólatras ficariam em ruínas. Seus lugares de adoração seriam destruídos. Ele traria espada (e trouxe) contra a dinastia de Jeroboão.

O povo chorou e se arrependeu quando Amós falou?

Amazias, sacerdote de Betel, a “Casa do Senhor”, enviou uma mensagem a Jeroboão. Disse que Amós conspirava contra ele. No meio do povo. Falando coisas intoleráveis.

Ora, intoleráveis eram seus pecados. Não as palavras que Amós falava, da parte do Senhor.

Amazias ordenou que Amós fosse embora. Que voltasse para Judá e ganhasse a vida lá profetizando. Que não os incomodassem mais com suas profecias. Aquele era o santuário do rei. O lugar de adoração de todo o reino.

Note que o santuário não era do Senhor, era do rei. O lugar de adoração não era do Senhor, era do reino. O sacerdote não queria ser incomodado pelo profeta do Senhor.

Amós respondeu que não ganhava a vida entregando profecias. Não era profeta profissional. Não fora treinado para ser profeta. Era apenas um boiadeiro e colhedor de figos. Um simples trabalhador. Mas o Senhor o tirara de seu rebanho e ordenara que fosse profetizar a Seu povo. Então, que Amazias ouvisse o que o Senhor tinha a dizer.

Amazias dizia que não era mais para ele profetizar contra Israel, mas o Senhor dizia que sua esposa se tornaria prostituta naquela cidade, para poder sobreviver diante do que aconteceria. Seus filhos e filhas seriam mortos à espada. Sua terra seria dividida. Ele iria para o exílio. E lá morreria. E, sim, o povo de Israel seria levado para o exílio. Longe de sua terra natal.

Que homem corajoso! Um simples trabalhador enfrentando um sacerdote!

Amós teve outra visão. O Senhor lhe mostrou um cesto cheio de frutas. Perguntou o que ele via. Amós respondeu. Estava vendo direito. O Senhor lhe disse que, assim como as frutas, Israel estava maduro. Não adiaria seu castigo.

No dia do juízo os cânticos no templo seriam lamentos. Cadáveres ficariam espalhados por toda a parte. Os sobreviventes seriam levados em silêncio para fora da cidade. E foi o que aconteceu.

O Senhor ordenou que todos que roubavam os pobres, oprimiam os necessitados e só pensavam em lucros, usando medidas falsas, balanças enganosas, misturando trigo com palha varrida do chão, todos que escravizavam os pobres por uma moeda de prata ou um par de sandálias, ouvissem! Seriam julgados. Não esperaria mais. Suas festas se transformariam em lamentos. Suas canções em cânticos fúnebres. Vestiriam luto e raspariam a cabeça como se o filho unigênito tivesse morrido.

Ele os alertou que enviaria fome sobre a terra. Não apenas de pão. Nem sede de água. Mas de ouvir Suas palavras.

As pessoas andariam sem rumo. De mar em mar. De um extremo a outro. Em busca de Suas palavras. E não encontrariam. Rapazes fortes e moças bonitas desmaiariam de sede. Os que juravam pelos ídolos cairiam. Para nunca mais se levantar.

Temos vivido tempos assim. Pessoas andando sem rumo. Atrás de magos, monges, procurando ouvir uma palavra. Mas não encontram as palavras do Senhor. Estão buscando em lugares errados.

Amós viu o Senhor em pé junto ao altar. Iria derrubar tudo. Estava decidido. Os israelitas não eram mais importantes para eles que os etíopes (ou cuxitas). É certo que Ele os tirara do Egito, mas também tirou os filisteus de Creta. E os sírios de Quir. Ah, o Senhor ama a todos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Ele estava vigiando Israel. E o destruiria. Mas não completamente. Sacudiria Israel junto com as outras nações. Nenhum grão seria perdido. Agora, quanto aos pecadores, morreriam pela espada. Sim, aqueles mesmo que diziam que nenhuma calamidade os alcançaria.

Por causa de Sua infinita bondade e misericórdia, depois do juízo, o Senhor prometeu restaurar a tenda de Davi que estava caída. Não o templo, ou o tabernáculo, mas a tenda simples de Davi. Ele mesmo consertaria os muros quebrados. E das ruínas reconstruiria e restauraria. Seu povo possuiria o que restasse de Edom e de todas as nações que Ele mesmo chamou para serem Suas.

Tudo seria restaurado. E Seu povo nunca mais seria arrancado da terra que lhes deu.

Assim terminamos o livro de Amós.

Que sejamos como esse homem trabalhador, corajoso. Que aceitou o chamado do Senhor mesmo não tendo sido treinado para ser profeta.

Que sejamos audaciosos como Amós, que falou Suas palavras mesmo quando foi acusado de traição pelo sacerdote, que era a maior autoridade depois do rei, e ordenou que se calasse.

Que sejamos misericordiosos como Amós, que clamou por perdão e misericórdia por um povo que não queria ouvi-lo nem ao Senhor.

Que tenhamos olhos para ver o que o Senhor deseja nos mostrar, ouvidos para ouvir o que deseja nos falar e boca para proclamar Suas palavras.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Obadias, que é somente um capítulo e o primeiro capítulo do livro de Jonas.

Espero você. Até lá.

sábado, 31 de agosto de 2019

Ezequiel 13.1-15.8

Leitura do dia 30/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra os líderes de Israel. A esperança para o Israel exilado. Os sinais do exílio de Jerusalém, que está perto de acontecer. A fuga e prisão de Zedequias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-101-1228.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Os falsos profetas serão julgados pelo Senhor. São como chacais em meio a ruínas. Não fizeram nada para consertar as brechas nos muros da cidade, para que a nação pudesse permanecer firme na batalha, no dia do Senhor.

Ao invés de consertar as brechas, anunciaram visões falsas e previsões mentirosas. Falaram em nome do Senhor quando o Senhor não lhes enviara. Falavam ao povo que tudo estava em paz quando não havia paz. A guerra estava chegando até eles. Construíram muros precários que cairiam com o menor esforço. O Senhor os julgaria. Seriam expulsos de sua terra. Então saberiam que só Ele é o Senhor.

Ezequiel também foi ordenado a profetizar contra as falsas profetizas. Mulheres que profetizavam o que lhes vinha à mente. Não foram enviadas pelo Senhor. A aflição as esperava. Estavam enlaçando a alma do Seu povo. Amarravam amuletos nos pulsos deles e os ordenavam a andar com véus. Estavam desonrando o Senhor. Em troca de um pouquinho de cereal ou um pedaço de pão. Mentiam ao povo. Que gostava de ouvir mentira. Mas, assim, matavam os que não deviam morrer e prometiam vida aos que não deviam viver. Desanimaram os justos, coisa que o Senhor não queria que acontecesse e encorajaram os perversos, prometendo-lhes vida, mesmo que continuassem a pecar. O Senhor livraria Seu povo dessas mulheres. Arrancaria seus amuletos e seus véus. Não seriam mais suas vítimas. Ele era (é) contra elas e seus amuletos, usados para enlaçar Seu povo.

Alguns líderes de Israel visitaram Ezequiel. Quando estavam sentados com ele, o Senhor lhe entregou uma mensagem. Haviam levantado ídolos em seus corações e estavam seguindo aquilo que os faria pecar.

O Senhor ordenou que Ezequiel lhes dissesse que o povo de Israel estava levantando ídolos em seus corações e caindo em pecado. Depois, tinham a coragem de ir consultar um profeta. Ele, o Senhor, lhes daria a resposta que sua idolatria merecia. E sabe por quê? Para conquistar o coração de Seu povo que havia se afastado dEle para seguir ídolos. Ah, como a bondade e o amor do Senhor são maravilhosos. Incompreensíveis. Eternos.

Ordenou que se arrependessem. Que se afastassem dos ídolos. Que parassem de cometer pecados detestáveis. Ele se levantaria contra todos, estrangeiros e israelitas, que se afastassem dEle e levantassem ídolos em seu coração, caindo em pecado.

Os profetas estavam sendo enganados e levados a transmitir uma mensagem de engano porque o Senhor levantara Suas mãos contra eles. Todos os falsos profetas e os que buscassem suas orientações seriam eliminados. Por causa de seus pecados. Assim, finalmente, aprenderiam a não se desviarem mais, deixariam de se contaminar com seus pecados. Seriam Seu povo. E Ele, seu Deus.

O pecado de Jerusalém é tamanho que o Senhor disse que, ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem entre eles, com sua justiça, só salvariam a si mesmos. Nem seus filhos seriam salvos. E Ele enviaria quatro terríveis castigos. A guerra, fome, animais selvagens e doenças.

Os exilados, quando os recebessem em Babilônia, veriam que o Senhor estava sendo justo. Entenderiam que não foi sem motivo que o Senhor faria o que disse que faria. Por causa de seus pecados, tornaram-se inúteis. Como se fossem videiras em meio a árvores do bosque. As videiras não tem madeira como as árvores. Eram totalmente inúteis.

A terra seria desolada. Seu povo foi infiel. Eram as palavras do Senhor. E aconteceriam (aconteceram).

Que sejamos profetas que reconstroem os muros, como Neemias. Que fechemos todas as brechas. Que não falemos o que o povo deseja ouvir, mas o que o Senhor falar. Se não falar, que fiquemos calados, reconstruindo os muros e tampando as brechas. http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/neemias-41-23.html

"Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas". - Isaías 58.12

Que não sobrecarreguemos o povo com “amuletos e véus”, que para nada servem, como se tais objetos salvassem o povo. Que nos voltemos para Sua palavra.

Que não permitamos a contaminação de nossos corações, erguendo ídolos que nos levarão a distanciarmos do Senhor, pecando. Guardemos nossos corações.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ezequiel 7.1-9.11

Leitura do dia 28/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos a encenação do cerco de Jerusalém, desenhada em um tijolo.

Também vimos Ezequiel ser ordenado a ficar deitado por trezentos e noventa dias sobre seu lado esquerdo e quarenta dias sobre seu lado direito. Com água e comida racionadas. Como advertência a Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-41-614.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

O Senhor disse a Ezequiel que o fim estava próximo. Israel estava prestes a ver o dia da destruição. Não seriam poupados. Seus pecados eram muitos. Detestáveis.

O dia do juízo chegou. A vara da perversidade brotara. O orgulho florescera. Sua violência se transformou em uma vara. E esta vara os castigaria por causa de sua maldade. Nenhum orgulhoso sobreviveria. A riqueza e o prestígio desapareceriam.

Ele não voltaria atrás. Nenhuma profecia contra Seu povo mudaria. Sabe o motivo? Ninguém, absolutamente ninguém que tem a vida corrompida pelo pecado se recupera. Ou se arrepende ou não há solução. Apenas a espera do juízo. E destruição.

A desgraça seria tanta que jogariam seu dinheiro na rua, como se fosse lixo. Não serviria para nada. Seu ouro e prata não os salvaria no dia da ira do Senhor. A ganância deles os fez tropeçar. E cair. Tinham orgulho de suas lindas joias. Fizeram com elas ídolos detestáveis. Imagens repugnantes. E adoraram. Agora, não servem para nada. O Senhor desviará Seu olhar quando ladrões os invadirem. E profanarem Sua terra preciosa. Sim, é Sua terra. Sim, é preciosa. Mas precisa ser disciplinada.

O terror tomará conta de todos. Buscarão paz e não encontrarão. Os profetas não terão uma palavra. Os sacerdotes não ensinarão. As autoridades não aconselharão. Até o rei e o príncipe ficarão desamparados. Chorando de desespero. O Senhor trará o mal que fizeram a outros. Receberão o castigo merecido. Então, saberão que Ele é o Senhor.

Sempre que o Senhor traz juízo e castigo não é para matar. É para reconheçam quem Ele é e voltem para Ele, com o coração quebrantado, arrependidos.

No dia 17 de setembro de 592 a.C., as autoridades de Judá estavam na casa de Ezequiel. A mão do Senhor esteve sobre ele. Novamente viu o Senhor. Sua semelhança era a de um homem. Da cintura para baixo parecia uma chama ardente e da cintura para cima parecia um metal polido, dourado. Ele estendeu algo que parecia ser uma mão e tomou Ezequiel pelos cabelos.

O Espírito do Senhor o elevou entre a terra e o céu. Foi transportado a Jerusalém. Numa visão dada pelo Senhor. Foi levado à porta norte do pátio interno do templo. Ali havia um ídolo. No lugar que pertencia ao Senhor. Seu templo.

Ezequiel viu novamente Sua glória. O Senhor ordenou que olhasse para o norte. Foi quando ele viu o ídolo. O Senhor lhe perguntou se estava vendo o que Seu povo estava fazendo, dentro de Sua casa. Se ele via os pecados detestáveis que Seu povo estava cometendo para afastá-Lo de Sua casa. E o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis.

O Senhor o levou à porta do pátio do templo. Havia um buraco no muro. Ordenou que Ezequiel cavasse no muro. Ele cavou e encontrou uma passagem escondida. Ordenou que entrasse. Que visse os pecados perversos e detestáveis que estavam sendo cometidos ali.

Ezequiel viu as paredes cobertas de desenhos de todo animal que rasteja e criaturas detestáveis. Viu diversos ídolos adorados pelos israelitas. Pior, estavam ali setenta autoridades, junto com Jazanias. Todos seguravam um incensário. O Senhor novamente perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam em salas escuras com seus ídolos. Dentro do templo. Diziam que o Senhor não veria.

Novamente Ele o chamou. Mostraria pecados ainda mais detestáveis. Acredito que o estômago de Ezequiel devia estar embrulhado. O que poderia ser pior que os líderes de Israel adorando ídolos, oferecendo incenso dentro do templo?

O Senhor o levou até a porta norte do templo. Havia ali algumas mulheres chorando. Não choravam pelos pecados do povo. Não choravam por seus filhos. Choravam pelo deus Tamuz. O Senhor pergunta se Ezequiel estava vendo aquilo. Disse que lhe mostraria pecados ainda mais detestáveis. E o levou ao pátio interno do templo.

Entre o pórtico e o altar estavam aproximadamente vinte e cinco homens. Estavam de costas para o templo. Voltados para o leste. Prostrados ao chão. Adorando o sol. O Senhor perguntou se Ezequiel estava vendo o que faziam. Perguntou também se o povo achava que aquela idolatria não significava nada. Não entendiam que levavam à nação inteira à violência? Que levavam todos a zombarem do Senhor e sofrerem as consequências? Não seriam poupados.

Então, o Soberano Senhor deu uma ordem. Que viessem os homens escolhidos para castigar a cidade. Que viessem com suas armas de destruição. Apareceram seis homens. Vieram da porta superior. Voltada para o norte. Cada um tinha na mão uma arma que era mortal. Com eles estava outro homem. Vestido de linho. Levava na cintura um estojo com material de escrever.

O Senhor ordenou ao homem vestido de linho que entrasse na cidade. E colocasse um selo na testa de todos que choravam e gemiam por causa dos pecados detestáveis que Jerusalém estava cometendo. Ele foi.

Ordenou aos demais que fossem atrás dele. Deviam matar todos que não tivessem suas testas marcadas. Sem exceção. Mas não tocassem nos que tinham o sinal. A ordem era urgente. Que começassem pelo templo. Eles começaram com os setenta líderes que estavam na entrada do templo.

Ainda que Ezequiel tenha visto todo o pecado que o Senhor lhe mostrara, prostrou-se com seu rosto no chão e clamou por compaixão. Que o Senhor não destruísse todos que restavam em Israel.

Ele respondeu que o pecado deles eram muitos e grandiosos. Toda a terra se enchera de homicídio. A cidade estava repleta de injustiça. Acreditavam que estavam a salvo. Não seriam descobertos. Continuariam impunes. Por isso não seriam poupados. Receberiam o que mereciam por tudo que fizeram.

Que sondemos nossos corações. Temos levantado em nós, algum ídolo? Ainda é tempo de nos arrependermos. De voltarmos para o Senhor.

A idolatria, qualquer que seja, é uma traição ao Senhor. Ela produz violência. Homicídios. Injustiça.

Que o Senhor também julgue nossa terra, como fez com Israel, para que nos alinhemos a Ele. Para que nossos líderes parem de adorar ídolos dentro de Sua casa. Que quebrem todos os altares que não pertencem a Ele. Somente o Senhor é Deus. Ninguém mais. Somente Ele salva. Ninguém mais. Somente Ele tem o poder de nos transformar e nos redimir. Ninguém mais.

E que, nós, ministros do Senhor, toquemos a trombeta. Convoquemos um tempo de jejum. Juntemos o povo para uma reunião solene. Que reunamos todos. Do mais velho ao mais novo, até os bebês. Que chamemos até os que estão em lua de mel, em festa. É hora de todos que servem ao Senhor, chorarem entre o pórtico do templo e o altar. Clamando ao Senhor para poupar Seu povo. Sim, nosso lugar é entre o pórtico e o altar. Não adorando o sol, Baal ou quem quer que seja, mas clamando ao Senhor, o único Senhor, Criador dos céus e da terra (Joel 2.15-17).

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.


Ezequiel 4.1-6.14

Leitura do dia 27/08.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Ezequiel.

Ontem lemos sobre a impressionante visão da glória do Senhor, seu chamado e comissão. Deve falar as palavras do Senhor, sempre que as receber.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

O Senhor ordena que Ezequiel pegue um tijolo e nele desenhe a cidade de Jerusalém. Deve fazer uma encenação do cerco à cidade. Seria um sinal de advertência para o povo de Israel.

Após, o Senhor ordenou que se deitasse sobre seu lado esquerdo e colocasse sobre si os pecados de Israel. Lembre-se, era tudo uma simbologia. Um sinal de advertência. Ficaria deitado sobre seu lado esquerdo durante trezentos e noventa dias. Um dia para cada ano do pecado do povo de Israel.

Depois, deitaria sobre seu lado direito por quarenta dias. Também um dia para cada ano de pecado de Judá. Deveria deitar-se olhando para a encenação que fizera com o tijolo. Seu braço descoberto para profetizar contra Jerusalém.

O Senhor o amarraria com cordas para que não pudesse se virar de um lado para o outro. Até que completasse os dias que o Senhor lhe ordenara. Mais de um ano deitado sobre seu lado esquerdo! Bem, melhor que andar nu como Isaías andou. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-191-2117.html

Pegaria um pouco de cereais e misturaria em uma vasilha. Comeria apenas 240 gramas por dia, em horas determinadas. A água também seria racionada. Beberia pouco mais de meio litro por dia. Também em horas determinadas. Assaria sua comida à vista de todo o povo. O combustível seria fezes humanas secas.

Ezequiel não contestou ao Senhor por ficar deitado trezentos e noventa dias do lado esquerdo, comendo apenas 240 gramas por dia ou bebendo um pouco mais de meio litro de água. Mas, questionou comer o alimento feito sobre fezes humanas. Era um sacerdote. Nunca havia comido nada impuro em sua vida. Jamais fora contaminado. O Senhor ouviu sua queixa. Ordenou que em lugar de fezes humanas, usasse esterco de vaca.

Tudo era um sinal de quanto a água e a comida ficariam escassas durante o cerco de Jerusalém. Seu povo definharia debaixo de seu castigo. Por causa de seus muitos pecados.

Imagine o quanto Ezequiel deve ter emagrecido depois de todos esses dias comendo e bebendo tão pouco. E sem se mexer.

Depois o Senhor ordenou que tomasse uma espada afiada e, com ela, raspasse sua cabeça e sua barba. Lembre-se que os homens não tinham o costume de raspar a cabeça e retirar a barba. Era sinal de vergonha. Usaria uma balança para pesar seu cabelo, dividindo-o em três partes. Uma parte colocaria no meio do desenho de Jerusalém e, depois da encenação, queimaria. A outra, espalharia ao redor do desenho e cortaria com a espada. A terceira parte seria espalhada ao vento. Ainda guardaria um pouco de cabelo amarrado, em seu manto. Desse pouco, pegaria uns fios e jogaria no fogo. Era uma ilustração do que aconteceria com o povo de Jerusalém.

Lembre-se que voltamos uns anos no tempo. Ainda não aconteceu o final do livro de Jeremias, quando Jerusalém foi cercada, no ano 586 a.C.

O Senhor lembra que colocou Jerusalém no centro das nações. Deveria ser benção, mas revoltou-se contra Seus estatutos e decretos. Foi pior, mais perversa, que as nações ao seu redor. Ele a castigaria diante das nações para servir de advertência a todas as nações. Elas veriam o que acontece quando o Senhor castiga uma nação e a repreende.

Jerusalém profanou Sua terra. Profanou Seu templo com imagens de ídolos repugnantes e pecados detestáveis.

Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Que voltasse seu rosto para os montes de Israel e profetizasse contra eles. Estava prestes a fazer uma guerra. Todos seus altares idólatras seriam demolidos. Seus lugares de adoração, destruídos. Seu povo morreria diante de seus ídolos, que não podiam fazer absolutamente nada por eles. A cidade ficaria cheia de cadáveres, então, saberiam que somente o Senhor é Deus.

Quando estivessem exilados entre as nações, lembrariam dEle. Reconheceriam o quanto O entristeceram com sua infidelidade e adoração a ídolos. Finalmente ficariam com nojo de si mesmos por todos seus pecados detestáveis. E, saberiam que tudo que o disse Senhor não era brincadeira. Ele falava sério quando disse que viria calamidade sobre eles se não se arrependessem.

Agora, porém, morreriam de guerra, fome e doença. Seriam arrasados e suas cidades ficariam desoladas.

O que, de fato, aconteceu.

Que nossos olhos estejam fixos no Senhor. Somente nEle.

Que nossos corações sejam fieis a Ele. Que O obedeçamos de coração.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Jeremias 43.1-45.4


Leitura do dia 20/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.

Na postagem anterior vimos que Jeremias permaneceu em Judá. O povo precisa de sua orientação.

Também vimos o governo de Gedalias. A esperança de Judá. O aviso de Joanã. Os assassinatos cometidos por Ismael. A consulta do povo sobre o que fazer e para onde ir. E a resposta do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-401-4222.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.

A arrogância dos comandantes de Israel falou mais alto. Chegaram ao cúmulo de dizer que Jeremias estava mentindo. Que o Senhor não os proibira de ir morar no Egito. Ainda disseram que Jeremias tinha sido vendido para Baruque e falado o que este queria. Para serem mortos pelos babilônicos. Ou levados ao exílio.

Juntaram todo o povo e foram para Tafnes. No Egito. Quando lá chegaram, o Senhor entregou outra mensagem a Jeremias. Ordenou que, à vista de todos, enterrasse umas pedras grandes, na frente do palácio de Faraó. Ele obedeceu. O Senhor faria com que, seu servo, Nabucodonosor, fosse até o Egito. Quando chama Nabucodonosor de servo não é porque este O amava, mas, estava sendo usado pelo Senhor para trazer juízo àquelas nações que estava conquistando. Ali, em cima daquelas pedras, colocaria seu trono. Ele queimaria os templos dos deuses dos egípcios e levaria esses deuses como despojo. Traria morte aos destinados à morte. Exílio e guerra.

O Senhor lembra que Jerusalém e Judá estão destruídas e desertas por toda perversidade e idolatria que cometeram. Ele repetidamente enviou Seus profetas, admoestando-os que não agissem assim. Não quiseram ouvir. Abandonaram o Senhor. Continuaram a queimar incenso aos deuses.

Ele pergunta por que destroem a si mesmos. Por que provocam Sua ira adorando ídolos que fizeram para si. Não mostram remorso nem temor. Ninguém, veja bem, ninguém escolheu obedecer Sua lei e Seus decretos. Seriam castigados. Na verdade, é apenas uma colheita. Colheriam o que plantaram. Quem os salvaria se confiavam em deuses inúteis, que nada podem fazer?

As mulheres se levantaram, junto com seus maridos. Falaram que continuariam a oferecer suas ofertas à Rainha do céu e adorá-la. Não ouviriam as mensagens de Jeremias em nome do Senhor. Fariam o que quisessem. Seus maridos estavam cientes de seus atos e continuariam a fazer. Cumpririam todas as promessas e votos que fizeram. O pecado não era mais pessoal, tornara-se familiar e coletivo. Nacional.

Jeremias lhes informou que o Senhor também estava ciente dessa idolatria. Por isso estavam ali, fugitivos, exilados de sua terra natal. Que cumprissem todos os seus votos. Morreriam por causa de seus pecados. Então saberiam quem falava a verdade. Eles ou o Senhor.

Baruque está temeroso. Cercado por aflições. Está exausto de tanto gemer. Mas o Senhor o conhece. Não está alheio. Em meio a toda a calamidade que virá sobre Seu povo, Ele ordena que Baruque não procure por grandes coisas para si mesmo. Que se aquiete. Dará sua vida como recompensa aonde quer que vá.

Se tivermos ídolos, quaisquer que sejam, que os derrubemos. Só o Senhor merece ser adorado. Que voltemos nossos corações para Ele. Teremos nossa vida como recompensa. Ele é o único que pode nos resgatar. O único que nos resgata.

Que nos levantemos para dizer que ouviremos o Senhor e O serviremos. Para sempre.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Jeremias 10.1-12.17

Leitura do dia 09/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.

Na postagem anterior, vimos o Senhor ordenar Jeremias a entregar Sua mensagem ao povo, no templo. A idolatria persiste em Judá. Os falsos mestres não param de falar mentiras em nome do Senhor. Jeremias chora por seu povo. Ninguém quer ouvir. Ninguém quer se arrepender.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-71-926.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo dez ao capítulo doze.

O Senhor continua falando ao Seu povo. Não devem se comportar como as demais nações que fabricam para si ídolos e os adoram. Ele é o único Senhor. Não há ninguém semelhante a Ele. É o Rei das nações. Esse título pertence apenas a Ele (Apocalipse 15.3,4).
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

O Senhor fala. Jeremias chora. O povo ignora. Ninguém quer ouvir. Ninguém quer se arrepender e voltar para o Senhor. Os pastores de Seu povo perderam a razão. Não O buscam mais. Fracassaram. Seus rebanhos se espalharam. Mas eles não se importam.

O Senhor ordenou ao profeta que lembrasse os habitantes de Judá e Jerusalém os termos de Sua aliança. Jeremias os lembrou.

Sabe o que fizeram? Continuam sem se importar. Não querem ouvir. Conspiraram contra Jeremias. Tramaram matá-lo. Diziam que destruiriam ele e suas palavras. Iam derrubá-lo para que seu nome fosse esquecido para sempre.

Como estavam enganados! Suas palavras não eram dele. Eram do Senhor. Ele falava o que o Senhor ordenava. Seu nome não foi esquecido. Milênios depois, estamos aqui, lendo o que o Senhor lhe falou. Conhecendo sua história de obediência, amor e sofrimento.

Jeremias declara que o Senhor sempre lhe faz justiça quando apresenta suas causas. Agora, deseja se queixar. Não entende porque os perversos são prósperos e os desonestos vivem em paz. É como se tivessem criado raízes. E até dão frutos. Falam em nome do Senhor, mas seu coração está longe dEle.

Seu grito exprime o que muitas vezes também sentimos: “Até quando, Senhor?”. Jeremias olha ao redor. A terra está em luto. Até o capim secou. E os animais e as aves? Desapareceram. Por causa da maldade de seus habitantes. Eles dizem que o Senhor não vê o que o futuro lhes reserva. Não acreditam em Sua justiça.

O Senhor responde a Jeremias, como, na maioria das vezes, também nos responde. Com perguntas. Questiona-o. Se fica cansado correndo com homens, como poderá competir com cavalos? Se tropeça e cai onde enxerga tudo, o que fará nas matas junto ao Jordão?

Precisamos ser fortes. Confiar no Senhor. Independente das circunstâncias. Confiar em Sua justiça. Ele não deixará de julgar.

Muitos lideraram Seu povo e trouxeram destruição. Lideraram sem sabedoria, sem amor. Sem temor do Senhor. Também serão julgados. Haverá o dia da prestação de contas. O Senhor prometeu julgar todos os povos. Sem exceção. Os que se voltarem a Ele, serão Seu povo. Habitarão em suas terras. Em paz. Naquele dia.

Que sejamos obedientes. Que confiemos nEle, mesmo quando não estamos entendendo. Mesmo quando nossa alma grita, cansada: “Até quando?”. Em breve veremos Sua justiça. Sobre toda a terra.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

Jeremias 7.1-9.26

Leitura do dia 08/08.

Continuamos nossa caminhada através de Jeremias.

Na postagem anterior vimos que, se Seu povo O quisesse, poderia ter voltado para o Senhor. Jeremias sofre com o pecado de Israel, como um profeta sofre quando Seu povo O abandona.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-41-630.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

O Senhor ordenou que Jeremias fosse até à entrada do templo. E entregasse uma mensagem. Se abandonassem seus maus caminhos, o Senhor teria misericórdia deles.

Repare duas coisas muito importantes. A primeira é que o Senhor ordenou a Jeremias que fosse à entrada do templo. Estava falando com pessoas que, aparentemente, deveriam estar sendo fieis ao Senhor, afinal, estavam indo ao Seu templo. Mas O serviam somente na aparência. Seus corações estavam longe dEle. Até adoravam ídolos dentro de Seu templo.

A segunda coisa é que o Senhor somente teria misericórdia deles se mudassem suas atitudes. O que só mudaria, de fato, se mudassem seus corações.

O povo acreditava que nada aconteceria de mal porque estavam na cidade do templo do Senhor. Mas, não abandonavam seus pensamentos e atos perversos. Nem tratavam uns aos outros com justiça. Exploravam os estrangeiros, os órfãos e as viúvas. Continuavam a cometer homicídios e a adorar outros deuses.

Não pensavam que o Senhor visse seus corações, nem suas atitudes feitas às escondidas. Mas Ele via. Ele é Onipresente. E justo.

Que se lembrassem de Siló! O primeiro lugar onde o tabernáculo ficou quando chegaram à terra prometida. Estava assolado. Por causa das maldades cometidas, por seu povo.

A idolatria é tanta que o Senhor ordena a Jeremias para não interceder mais. Ele não ouvirá. A terra ficará inteiramente desolada. Não haverá mais cântico, nem colheitas, nem casamentos, nem alegria.

Como adoraram todo o exército do céu, um inimigo virá até sua terra. Abrirá suas sepulturas. Espalhará seus ossos. Diante do sol, da luz e das estrelas. Ali ficarão. Até que se transformem em esterco. Não haverá quem os enterre novamente. Uma situação desesperadora.

Novamente o Senhor fala que, desde o mais humilde, até o mais importante, todos estão dominados pela ganância. Os mestres, que deveriam ensinar Sua palavra, ensinam mentiras, distorcendo a palavra. Os profetas e sacerdotes só pensam em enriquecer. São impostores. Oferecem curativos superficiais para uma ferida mortal, como se a pudessem curar. Prometem paz quando não há paz alguma.

Jeremias sofre. Sente dores. Tem o desejo de fugir para o deserto. Morar em uma cabana e se esquecer do seu povo. Sabe que não pode. Foi chamado pelo Senhor como atalaia. Precisa anunciar o que está por vir. Precisa chama-los ao arrependimento. Ainda que não o ouçam.

Ninguém quer ouvi-lo. Ninguém quer defender a verdade. Um irmão engana o outro. Os amigos proferem calúnias um contra o outro. Há trapaças e mentiras para todos os lados. Não querem mais saber da lei do Senhor. Seguem seus desejos teimosos e adoram seus ídolos.

O Senhor os purificará como se purifica metais, com fogo. É o que resta. Serão espalhados pelo mundo. Em lugares distantes. Que nunca ouviram falar. Nem conheceram.

Que as mulheres ensinem suas filhas a prantear. A morte subirá por suas janelas. E entrará até em suas mansões. Seus corpos ficarão espalhados pelos campos. Sem ninguém para enterrá-los.

Ainda assim, o Senhor lhes aconselha que O agradem. Como? Que o sábio não se orgulhe de sua sabedoria. Nem o poderoso de seu poder. Ou o rico de suas riquezas. Se alguém deseja se orgulhar, que se orgulhe de apenas uma coisa, conhecer e entender que o Senhor é Deus. Que Ele demonstra amor leal e traz justiça e retidão à terra.

Ele castigará todas as nações, inclusive Israel. Todos são incircuncisos de coração. O que significa? Seus corações não querem servi-Lo, nem andar em Seus caminhos.

Que nosso coração seja fiel ao Senhor. Que O conheçamos e entendamos quem, de fato, Ele é.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Ate lá.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Isaías 22.1-24.23

Leitura do dia 22/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Isaías.

Na última postagem vimos as mensagens do Senhor a respeito do Egito, da Etiópia, da Babilônia e da Arábia. Palavras de juízo, de conversão e de queda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-191-2117.html

Hoje caminharemos pelos capítulos vinte e dois a vinte e quatro.

Isaías recebeu uma mensagem a respeito de Jerusalém. A mensagem é terrível. Há cadáveres por todos os lados. Os líderes fugiram. Os muros da cidade estão derrubados. Os lamentos ecoam pelas encostas dos montes. Foram arrancadas as defesas de Judá.

O profeta pede que o deixem em paz. Ele vê a destruição de seu povo. Quer chorar. Sua dor é grande. Não está alheio ao sofrimento.

O pior é que em nenhum momento, pedem ajuda ao Senhor. Não levam em conta nada que diz respeito a Ele.

O Senhor os chamou para lamentarem. Para rasparem a cabeça. Vestirem pano de saco. Mas eles dançaram e brincaram. Abateram gado. Mataram ovelhas. Comeram carne. Beberam vinho. Como a morte é certa, quiseram comer e beber, já que, no dia seguinte, morreriam.

Não querem se arrepender. Por isso, não serão perdoados.

O Senhor ordena que Isaías confronte Sebna, o administrador do palácio. Há uma mensagem para ele. É um homem poderoso. Que anseia ser lembrado. Pensa apenas em si. Está construindo uma bela sepultura. Um monumento no alto da rocha. Uma homenagem para ele mesmo. Mas o Senhor está prestes a lançá-lo como uma bola. Num lugar distante. Ali morrerá. Será expulso de seu cargo. É uma vergonha para seu senhor.

O Senhor mesmo já escolheu alguém para ocupar seu lugar. Eliaquim, filho de Hilquias. Ele receberá as roupas oficiais. Título e autoridade. Será como um pai para o povo de Jerusalém e Judá. Se importará com o povo, não apenas com ele.

Terá a chave da casa de Davi, o cargo mais elevado da corte. Essa chave dá acesso a todos os tesouros da casa do rei. Quando abrir portas, ninguém conseguirá fechar. Quando fechar, ninguém conseguirá abrir. Trará honra ao nome de sua família. O Senhor o colocará firme em seu lugar. Toda sua família dependerá dele, o que será muito bom, pois ele atenderá a todos. Honrará até o membro mais humilde de sua casa. Como deve ser.

Isaías também recebeu uma palavra contra Tiro. Esta cidade era o mercado das nações. Fazia negociações com Társis (hoje na Espanha), com Chipre e Egito. Enviaram muitos colonizadores para lugares distantes. Sua história é longa. Mas será derrubada. Pelo Senhor. Para acabar com seu orgulho.

Durante setenta anos ficará esquecida. Depois, voltará à vida. O Senhor a fará renascer. Ainda assim, não será diferente. Continuará com sua prostituição. No final, porém, seu lucro será revertido para alimento e roupas finas para os servos do Senhor. Seu juízo é perfeito.

O problema não é comercializar. O problema era como comercializavam. Pessoas não tinham valor. Somente o lucro absurdo dos comerciantes.

O Senhor também falou a Isaías que estava prestes a destruir a terra e transformá-la em um enorme deserto. A própria terra se lamentava e secava. O mundo definha e murcha. Todos definam. Até os mais nobres. A terra sofre por causa do pecado de seus habitantes. Eles transgrediram as leis do Senhor. Violaram Seus decretos. Quebraram Sua aliança eterna. Por isso, a maldição consome toda a terra. Seus habitantes estão colhendo o que plantaram.

Só há tristeza. O vinho secou. As videiras murcharam. Os que festejavam agora gemem. Os tamborins cessaram. As harpas calaram. Não há mais danças. A cidade se contorce. Só há caos.

Sobrou apenas um pequeno remanescente. Como as azeitonas que sobram quando a oliveira é sacudida. Esses que restaram, gritam e cantam de alegria. Cânticos que glorificam o Senhor, o Justo.

Isaías, porém, está com o coração pesado. Desfalece. O engano ainda continua. Há traição em toda parte. Terror, armadilhas e laços. A culpa provocada pela rebelião é pesada demais. O Senhor julgará a todos. Os poderes celestiais nos céus e os governantes na terra. Como em Apocalipse, Isaías fala que serão reunidos e presos, trancados na prisão, e depois, castigados (Apocalipse 20.1-3, 7-10).

E o Senhor reinará sobre todos.

Que sejamos como os remanescentes. Fiéis ao Senhor em toda a qualquer circunstância. Que soframos pelo povo, como o profeta Isaías. E oremos. Clamando por arrependimento.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Isaías 8.1-9.21

Leitura do dia 17/07.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dizer que livraria Judá e Jerusalém do ataque da Síria e Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html

Agora, continuamos a partir do capítulo oito de Isaías. Até o final do capítulo nove.

O Senhor ordenou que Isaías escrevesse em uma grande placa, de modo bem claro “Maher-Shalal-Hash-Baz”. Será o primeiro outdoor de todos os tempos?

Isaías chamou dois homens conhecidos por sua honestidade para que fossem testemunhas. A mensagem significava “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.

Isaías se deitou com sua esposa. Ela engravidou e deu a luz um menino. O sinal de Acaz. O Senhor ordenou que o menino fosse chamado de Maher-Shalal-Hash-Baz, porque antes que soubesse dizer papai ou mamãe, o rei da Assíria levaria embora os bens de Damasco e as riquezas de Samaria, capital de Israel.

Mais uma vez o Senhor falou com Isaías. Disse que Seu cuidado para com Judá era suave como as águas de Siloé fluíam. Mas eles não O quiseram. Rejeitaram-no. Agora estavam alegres com o que aconteceria a Rezim e Peca.

Como não quiseram o cuidado do Senhor, Ele faria vir sobre Judá uma inundação. O rei da Assíria. Não ia adiantar prepararem-se para a batalha. Nem desenvolver qualquer tipo de estratégia.

Então o Senhor dá uma palavra pessoal a Isaías. Uma palavra que serve diretamente a cada um de nós. Seu servo não deveria pensar como todos os outros pensavam. Seus pensamentos deveriam ser diferentes. Enquanto todos pensavam que tudo era uma série de conspiração, Isaías não deveria ter medo. Que considerasse o Senhor em sua vida. Era ao Senhor que deveria temer. Era o Senhor o único que deveria fazê-lo estremecer. Agindo assim, o Senhor o manteria seguro. Deveria observar Seus mandamentos e confiar Sua lei aos que O seguem.

Isaías disse que obedeceria. Esperaria pelo Senhor. Colocaria nEle sua esperança. Estava consciente de que ele e sua família serviriam como sinal e advertência para Israel. Que também sejamos.

Para o povo de Judá, completamente afastado, o Senhor seria uma pedra de tropeço. Muitos cairiam e jamais se levantariam.

Ao invés de pedirem orientação ao Senhor, o povo queria consultar os médiuns e os que consultavam os espíritos dos mortos. Coisas completamente abomináveis ao Senhor (Deuteronômio 18.14-22).

A ordem era consultar a lei e os ensinamentos dEle.

Os que contradizem Sua palavra jamais verão a luz. Andam sem saber para onde estão indo. Esgotados. Famintos. Amaldiçoando. Olham para o céu. Olham para a terra. Para onde olham, só veem problemas, angústia e desespero. Estão em trevas.

Mas, aleluias, o tempo de escuridão e desespero não duraria para sempre. A terra de Zebulom e Naftali seria humilhada, mas no futuro, a Galiléia dos gentios se encheria de glória. Mais uma promessa da vinda do Senhor Jesus, que se cumpriu. O povo que andava na escuridão viu grande luz. Viviam em trevas profundas e uma luz brilhou (Mateus 4.16). http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/comeca-o-ministerio-de-jesus.html

O Senhor promete um rei eterno. Que reinará, do trono de Davi, com imparcialidade e justiça. Não esqueceu Sua promessa a Davi, ainda que seus filhos tenham se afastado dEle.

Por causa de Seu zelo anuncia que “um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre Seus ombros, e Ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz”. Seu governo e sua paz jamais acabarão. Aleluias ao Rei Jesus!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/os-lindos-nomes-do-senhor.html

Mas antes, o Senhor pronunciou Seu julgamento, o que aconteceu algum tempo depois. Seu justo juízo. Sua mão estava levantada para castigar. Nem mesmo o castigo fez o povo se arrepender. Não O buscaram.

O Senhor pronuncia o mal sobre os líderes e os profetas mentirosos de Israel. Que enganaram Seu povo e os conduziram pelo caminho da destruição.

É muito sério ser líder. Conduzir o povo a um caminho de morte dizendo que é um caminho de vida. Se somos líderes que sondemos nossos corações. Para onde estamos conduzindo o povo do Senhor? Se somos liderados, atrás de quem estamos indo? Que caminho estamos tomando? Estamos seguindo o Senhor? Estamos obedecendo Seu conselho e pensando como Ele deseja? Ou estamos seguindo nossos líderes, de olhos fechados, sem conferir com a Palavra aquilo que temos aprendido com eles (Atos 17.11)?

A destruição que viria sobre Israel seria tão terrível que vizinhos se levantariam contra vizinhos. Ninguém pouparia sequer seu irmão. Chegariam a um ponto tão desesperador que comeriam seus próprios filhos, tamanha desgraça e fome. Nem assim, como o Senhor observou, eles se arrependeram.

Que sejamos obedientes ao Senhor. Em tudo.

Isaías tinha dois filhos. Um apontava para a destruição que viria a toda velocidade, saqueando e levando o povo ao cativeiro. O outro apontava para a esperança. Um remanescente voltaria. Isaías acreditava nas duas mensagens do Senhor. As duas eram verdadeiras. Uma servia de alerta. Sua confiança precisava estar no Senhor. A outra servia de consolo. Sua esperança estava no Senhor. A destruição viria, mas não seria total. Nem definitiva.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze de Isaías.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Isaías 5.8-30

Leitura do dia 16/07.

Na postagem anterior vimos a promessa do Senhor de restauração a Israel. Também vimos o cântico do vinhedo. O Senhor esperou uvas doces. Só nasceram uvas amargas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-41-57.html

Agora, continuaremos a partir do versículo oito do capítulo cinco de Isaías. Até o capítulo seis.

O Senhor continua falando sobre o julgamento de Judá, Seu povo.

Que aflição espera aqueles que compram tudo e não deixam lugares para que outros cresçam e também vivam na terra concedida pelo Senhor.

Que aflição espera os que se levantam cedo e já começam a beber. Bebem o tempo todo. Passam a noite bebendo. Querem ficar embriagados. Fazem festas onde há vinho e belas músicas, mas o Senhor não é convidado. Não pensam nEle. Nem se dão conta do que Ele faz.

Que aflição espera os que arrastam sua perversidade. Amarrada às cordas de mentiras. Arrastam atrás de si o pecado. Como se puxassem uma carroça. Não o largam. Zombam do Senhor. Ordenam que Ele tome uma providência. Querem ver se pode fazer alguma coisa. Se agirá de alguma maneira.

Que aflição espera os que trocam os valores. Chamam o mal de bem. O bem de mal. A escuridão de luz. A luz de escuridão. O amargo de doce. O doce de amargo.

Que aflição espera os que são sábios a seus olhos. Pensam que têm algum entendimento. Confiam em si mesmos.

Que aflição espera os beberrões. Que se gabam pela quantidade que bebem. Heróis em beber. Não salvam ninguém. E ainda se perdem.

Que aflição espera os que aceitam suborno para deixar o culpado em liberdade. E negam justiça ao inocente.

O Senhor afirma que por todos esses atos, sem arrependimento, Seu povo seria levado cativo. A uma terra distante. Morreriam de fome. De sede. Os cadáveres espalhados pela rua, como lixo. Sem ninguém para chorar por eles. Sem ninguém para enterrá-los. Profanados.

Sim, o julgamento viria. Através de uma nação distante. Que rugiria como um forte leão. Rugiria como o mar.

Conhecemos a história. Sabemos que Israel foi assolado. Quase totalmente destruído. Apenas a misericórdia do Senhor fez com que alguns fossem poupados.

E quanto a nós? Será que fazemos parte da lista acima? Alguma aflição nos espera por andarmos na contramão do Senhor? Se estamos, que nos arrependamos. Precisamos voltar para Ele. Recomeçar. Em Seus caminhos. Fazendo Sua vontade.

O tempo está passando.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Provérbios 16.1-18.24

Leitura do dia 03/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Provérbios.

Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos.

Como é bom ver um sonho realizado. Como é bom ser prudente. Como é bom ter um estábulo cheio de bois, trabalho e uma colheita farta. Como é bom encontrar refúgio até na morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-131-1533.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos dezesseis ao dezoito. Ainda são provérbios de Salomão. Sobre diversos assuntos.

Anote os que mais chamam sua atenção. Vou falar um pouco sobre os que mais chamam a minha.

No capítulo dezesseis, Salomão nos ensina que é da natureza humana fazer planos. A maioria das pessoas faz. Mas, a resposta certa vem do Senhor. Ele é quem dirige nossos passos. Se quisermos andar por Seus caminhos de paz.

Se confiarmos verdadeiramente no Senhor, em todas as áreas de nossas vidas, nossos planos serão bem sucedidos.

Ele examina a intenção de cada um de nós. Não apenas nossas obras. Mas a intenção de tudo que fazemos. O que importa é exatamente o que está dentro de nossos corações. E que só o Senhor pode ver.

Ele detesta orgulho. Precede a destruição. A arrogância precede a queda. Mas a humildade precede a honra. Os orgulhosos não ficarão sem castigo.

O temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, evita o mal. O amor e a fidelidade cobrem pecados.

Com toda a certeza, é melhor ter pouco com justiça, que ser rico e desonesto. Também é melhor viver humildemente com os pobres que repartir o despojo com os orgulhosos. Eles estão fadados à destruição.

Não é que ser orgulhoso, arrogante e soberbo pode levar à queda. É certo que a queda virá. Essas atitudes são precedidas da queda. Como um tsunami é precedido de um silêncio momentâneo e depois a correria de pássaro e animais.

O Senhor exige honestidade. Balanças e pesos exatos. Exatos. Sabe por que? Não somos nós, é Ele quem determina os padrões da imparcialidade. E seus padrões são corretos. Ele não aceita suborno de espécie alguma.

Os sábios têm conselhos sábios. Suas palavras são convincentes.

Palavras bondosas são como mel. Na alma entram com doçura e refletem na saúde até do corpo.

E o que você acha? Salomão diz que é melhor ser paciente que um poderoso conquistador. É melhor se controlar que conquistar uma cidade. Sem dúvida é. A falta de controle e paciência nos leva a muitos erros. Somos não apenas conquistados por falta de controle, somos subjugados.

No capítulo dezessete Salomão mais uma vez fala, com outras palavras, a mesma coisa. É melhor um pedaço de pão, mesmo que esteja seco, com paz, que uma casa cheia de banquetes e conflitos. Ah, como é bom ter paz. É como uma corrente de água que vai passando pelos sulcos da terra. Curando. Revigorando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html

Para saber se o ouro e a prata são puros, eles são submetidos às altas temperaturas. O fogo provará sua pureza. Quanto ao Senhor, muitas vezes nos submete também “às altas temperaturas”, para que nosso coração seja revelado. Não que Ele não conheça. Ele conhece tudo. Nada Lhe está oculto. Somos nós que precisamos conhecer nossos corações.

E quanto à rebeldia? O rebelde sempre procura uma razão, uma desculpa para se rebelar. Ele será castigado. Não tem como não ser. É algo natural.

Duas vezes Salomão fala sobre algo detestável ao Senhor. Condenar o inocente e absolver o culpado. Lembra? É Ele quem decide e determina os padrões da imparcialidade.

O amigo verdadeiro é sempre leal. Em quaisquer circunstâncias. Em todo o tempo. Ele se torna um irmão na hora da dificuldade. Na verdade, é ainda mais chegado que um irmão.

Se estamos passando por dificuldades (e quase sempre estamos), devemos manter nosso coração cheio de esperança. A alegria é um bom remédio. Sustenta até o corpo do enfermo. Mas o espírito abatido consome nossas forças. Ninguém consegue suportá-lo. Acredite, já tive um espírito abatido.

Quem recebe suborno (sabemos de muitos nessa situação), são perversos. Desviam o rumo da justiça. Quem recebe é tão culpado (ou mais) que aquele que oferece.

O sensato mantém seus olhos fixos na sabedoria. Quer aprender. Dedica-se ao conhecimento. Os olhos do tolo, no entanto, ficam vagueando. Não conseguem se fixar em nada. Vagueiam por aí, sem qualquer compromisso. Até os confins da terra.

O capítulo dezoito começa com um alerta extremamente interessante. Quem vive isolado é egoísta. Preocupa-se apenas consigo. Rejeita a sabedoria e o bom senso.

Sabe aqueles momentos em que estamos mal? Que queremos nos isolar? Que ansiamos por um buraco bem fundo para ficarmos lá escondidos? Esses são os momentos que não podemos nos isolar. São os momentos que precisamos pedir ajuda. Precisamos aprender com a criança que, quando não consegue fazer algo sozinha, fala que precisa de ajuda. Não podemos viver isolados. É burrice. Quem vive assim está descambando para a depressão. E destruição.

Nosso trabalho deve ser feito com esmero. Aquele que é relaxado está agindo como o destruidor. Devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o Senhor (Colossenses 6.17-23).

Quem procura socorro no nome do Senhor, fica protegido. Quem confia em sua riqueza não está seguro.

Quem tem discernimento sempre deseja aprender mais. Não há limite para seu aprendizado. Seus ouvidos estão sempre abertos para o conhecimento.

E, se você feriu ou ofendeu um amigo, saiba que é mais difícil reconquistar sua amizade que uma cidade fortificada. As discussões separam como se fossem um forte portão trancado. Esse é um dos motivos para cuidar de nossa língua. O que falamos tem poder para trazer morte ou vida. Colheremos as consequências de nossas palavras.

O homem que encontra uma esposa encontrou um tesouro. Um tesouro muito precioso. Que deve ser guardado e cuidado como tal. Ele alcançou o favor do Senhor. É, sem dúvida, bem-aventurado.

Que aprendamos com tantas palavras de sabedoria que estão à nossa disposição.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o vinte e um.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Josué 7.1-26

Leitura do dia 27/02.

Na postagem anterior, vimos a estratégia do Senhor, fora dos padrões humanos, para conquistar Jericó. Como era Sua estratégia, deu certo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/josue-61-27.html

Agora, continuamos através das páginas do capítulo sete de Josué.

Acã, da tribo de Judá, violou as instruções do Senhor. Ele roubou algumas das coisas consagradas ao Senhor e do anátema, e os escondeu. Ninguém sabia.

Há uma nova cidade a ser conquistada. Josué envia espias. A cidade é pequena. Os espias aconselham a levar apenas dois ou três mil soldados. Não há motivo para cansar todo o exército.

Josué fez assim. Cerca três mil soldados foram. Saíram de lá, perseguidos pelos homens de Aí. Chegaram derrotados. E trinta e seis deles, morreram.

O povo se encheu de medo. Perdeu o ânimo.

Josué e as autoridades de Israel rasgaram suas vestes, jogaram terra sobre suas cabeças e ficaram prostrados diante do Senhor até o entardecer. Então Josué clamou. Não conseguia entender. Por que haviam sido perseguidos e destruídos? Agora, seriam devorados. O que seria de Israel? O que seria do grande nome do Senhor?

O Senhor respondeu a Josué. Ordenou que se levantasse. E perguntou porque estava prostrado. Israel havia pecado. Roubado parte do anátema. Por isso foram destruídos diante dos homens de Aí. Se não destruíssem o que estava destinado à destruição, o Senhor não seria mais com eles. Eles seriam devorados.

Mais uma vez o Senhor ordena que Josué se levante e determine que o povo se purifique e se prepare para o dia seguinte. Cada tribo se apresentaria pela manhã e o Senhor mostraria quem havia pecado. Essa pessoa seria queimada com tudo que tivesse.

Como Acã passou a noite? Por que não confessou? Ou fugiu?

No dia seguinte, o povo se apresentou diante do Senhor. Ele apontou para a tribo de Judá. Depois, para o clã de Zerá. Depois, a família de Zimri. Por fim, Acã, o filho de Carmi.

Josué o chama de filho e pede que dê glórias ao Senhor, contando o que fez.

Ele confessa seu pecado. Realmente havia roubado. Viu uma bela capa babilônica, cerca de dois quilos e meio de prata e uma barra de ouro de aproximadamente meio quilo.

Acã disse que desejou tanto esses objetos que os tomou para si. E escondeu embaixo de sua tenda.

Josué ordenou que fossem até lá e encontrou esses objetos.

Levaram Acã a um vale, que passou a ser chamado Vale de Acor, que significa “desgraça” e ali o apedrejaram. Juntamente com toda sua família. Depois os queimaram.

Terrível não?

O Senhor disse a Caim que o pecado está batendo à porta. O tempo todo. Ele quer nos dominar. Quer que nosso desejo seja para ele. Mas somos nós quem devemos dominá-lo. Não ele a nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-41-26.html

Nosso coração fica pesado quando lemos algo assim. Mas o que aconteceu aqui foi simplesmente uma colheita. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/colheita-maldita.html

O Senhor avisou. Josué avisou imediatamente antes da batalha. Ainda assim Acã, entre milhares de outros homens que dominaram seus desejos, deixou-se vencer pelo pecado. E há somente um salário para o pecado, como está escrito em Romanos 6.23: “Pois o salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Novamente, a escolha entre a benção e a maldição. A vida e a morte. Acã escolheu a maldição, a morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-281-3020.html;


E nós? O que escolheremos?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/precisamos-escolher-sempre.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/08/escolhas.html

Ficamos por aqui.

Amanhã continuamos através dos capítulos oito a dez.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Acabou a água. Haverá solução?

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Ontem vimos que três reis se reuniram para guerrear contra Moabe, que havia se rebelado. Mas, após sete dias de caminhada, a água acabou.

Jorão acreditava que a água havia acabado porque o Senhor os havia reunido para serem mortos por Moabe.

Josafá pediu que consultassem um homem de Deus. Foram atrás de Eliseu. Queriam uma palavra do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/sera-o-fim.html

Hoje, caminharemos ainda através do capitulo três. Do versículo dezesseis ao vinte e sete.

Eliseu lhes transmitiu Sua palavra. Deveriam cavar muitos poços naquele vale.

Não sentiriam vento, nem veriam chuva, mas aquele vale se encheria de água, água boa, e saciaria a sede de todo o exército, do rebanho e até dos animais de carga.

Mas tinha mais. O Senhor achava isso pouco. Além de saciá-los de água, Ele entregaria Moabe em suas mãos.

Eles destruiriam todas as cidades fortificadas, cortariam todas as árvores frutíferas, tapariam todas as nascentes e cobririam de pedras todos os campos férteis. Destruição total. Sem cidades, sem árvores, sem água, sem campo fértil. Sem nada.

Ao raiar o dia seguinte, na hora do sacrifício matinal, muita água veio descendo da direção de Edom. Alagou toda a região. Sem vento, nem chuva. Silenciosamente. Foi descendo e enchendo os poços.

Quando os moabitas souberam que os três reis tinham ido para atacá-los, todos que eram capazes de empunhar armas, das crianças aos mais idosos, foram convocados. Tomaram posição de guerra na fronteira.

Ao alvorecer do dia seguinte, quando se levantaram, o sol começou a refletir seu brilho sobre as águas. Não sabiam o que havia acontecido. Por isso, não houve vento, nem chuva. Assim, não havia como ter água naquele vale. Eles viram de longe águas vermelhas que lhes pareciam sangue.

Exclamaram assustados! Com toda a certeza aqueles reis haviam lutado entre si e se matado uns aos outros. O que não era raro acontecer.

Diante disso, ordenaram que todos fossem à pilhagem. Quando se aproximaram do acampamento dos israelitas, estes se levantaram, atacando-os.

Os moabitas fugiram, surpresos. Foram perseguidos até que entraram em seu território. Que foi arrasado, conforme a palavra do Senhor dita através de Eliseu.

Destruíram suas cidades. E à medida que as tropas passavam sobre os campos férteis, iam jogando pedras. Cada homem lançava uma, até que todo o solo cultivável ficou coberto. Taparam todas as nascentes e derrubaram todas as árvores frutíferas. Restou apenas a capital de Moabe. Ainda assim, os soldados armados de atiradeiras a cercaram e a atacaram.

Quando o rei de Moabe percebeu que seria vencido, conduziu pessoalmente setecentos homens, hábeis com espada. Tentaram forçar passagem até o rei de Edom, mas não teve sucesso.

Desesperado, tomou seu filho mais velho, que seria sucessor do trono, e o sacrificou ao deus dos moabitas, Camos, sobre o muro da cidade.

Diante disso, Israel sentiu uma grande ira divina. Saíram dali e voltaram para a sua terra, indignados.

Quantas lições a aprender com esse texto!

A água acabou? Não significa que o Senhor “tramou” nos destruir. Pelo contrário, pode significar justamente que Ele tem algo surpreendente a fazer.

Quando acabam nossos recursos, os dEle aparecem.

Os jovens judeus não foram lançados na fornalha de fogo ardente para morrer. Foram lançados porque o Senhor queria se revelar àquele povo (Daniel 3).

Daniel não foi lançado na cova dos leões para ser destroçado por aquelas feras. Foi lançado ali, para que o Senhor fosse glorificado através de sua vida e todos soubessem quem Ele é  (Daniel 6).

Jesus não mandou os discípulos irem à frente para que morressem no barco em meio à tempestade no mar da Galiléia. Ele queria se revelar e mostrar Seu poder aos discípulos.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-duvida-de-pedro.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-anda-sobre-as-aguas.html

A água acabou? Não é época de chuva? Não chove naquele deserto? Cave poços. Essa foi a ordem. O Senhor ia fazer algo maravilhoso, mas era necessário que os poços fossem cavados. Precisamos ser cavadores de poços. http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-os-pocos.html

É loucura? Sim. Para que cavar poços onde não existe a menor possibilidade de chuva?

Quem O segue, não pode trabalhar com possibilidades. Precisa trabalhar com fé. Cavar poços, mesmo onde não há nenhuma previsão de chuva.

Aqueles homens obedeceram. Cavaram poços. E foram descansar.

Na hora exata, sem nenhum sinal, sem nenhum barulho, as águas foram descendo e encheram os poços. Não podiam descer enquanto era dia.

Quando o inimigo olhou, não viu águas. Afinal, não havia como haver águas ali. Não houve vento. Não houve chuva.

Amanheceu o dia. O sol raiou. E bateu nas águas. Elas ficaram vermelhas. Claro, o inimigo pensou, só pode ser sangue. Impossível ser água.

O Senhor agiu silenciosamente. Sem alarde. Sem que percebessem. E eles caíram.

A guerra foi ganha. De forma extraordinária. Simplesmente porque buscaram a orientação do Senhor e a seguiram. Ainda que Sua ordem tenha sido aparentemente ridícula.

Que possamos aprender a obedecer. Não importa a ordem. Importa quem a deu. Se foi o Senhor, obedeça!

Na sexta-feira, continuamos. Espero você. Até lá.