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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

João 18.25-40

Leitura do dia 07/11.

Na postagem anterior vimos Jesus sendo traído e preso Pedro O nega pela primeira vez. O sumo sacerdote, Caifás, O interroga. Um soldado Lhe bate. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/joao-181-24.html

Agora, continuamos a partir do versículo vinte e cinco do capítulo dezoito de João.

Jesus ainda está na casa de Caifás.

Do lado de fora, Pedro se aquece. Espera para ver o que acontecerá. Alguém pergunta se não é um dos discípulos de Jesus.

Observamos a cena. Lembro-me dele dizendo ao Senhor que estava disposto a morrer com Ele. Do Senhor dizendo que ele O negaria. Pedro respondendo que não. Seu silêncio durante o jantar e a caminhada até o Getsêmani. Lembro-me dele, espada na mão, decepando a orelha do servo do sumo sacerdote. http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/ele-e-amado-ou-odiado.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/como-dar-fruto.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/jesus-se-entrega.html

Agora, alguém pergunta se é ou não um de Seus discípulos. Responde “não”. Simples assim. Apenas uma palavra.

Então um dos servos do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha o próprio Pedro decepara, insiste perguntando se não o vira com Ele no olival. Mais uma vez Pedro nega.

No mesmo instante um galo canta. Como o Senhor dissera. http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/dois-homens-dois-destinos.html

Em seguida, de Caifás os judeus levam Jesus para o Pretório. Pretório era a residência de Pilatos.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/os-acusadores-de-jesus.html

Já está amanhecendo e, para evitar se contaminarem cerimonialmente, os judeus não entram no Pretório. Querem participar da Páscoa. Pedem para chamar Pilatos.

Vamos ficar aqui um pouco.

Pedro nega ao Senhor. Os outros estão em casa, amedrontados. O que acontecerá?

Os judeus prendem um inocente. Arrumam falsas testemunhas contra Ele. Levam-no a Pilatos com a intenção de condená-Lo à morte. Não entram no Pretório porque querem participar da Páscoa e não querem estar cerimonialmente impuros. Como assim? Não conseguem enxergar o que estão fazendo? A pureza que importa é apenas a cerimonial? O coração não conta? Podem participar da Páscoa mesmo que matem um inocente, mas não podem entrar na casa de um gentio para não ficarem impuros cerimonialmente? É isso mesmo? Que inversão de valores é essa?

Será que o mesmo acontece em nossos dias? Será que a cerimônia, os ritos, os costumes  e as regras são mais importantes que a maneira como tratamos as pessoas? São mais importantes que conduta e caráter?

Que triste situação! Que o Senhor nos livre de amarmos costumes e regras mais que às pessoas!

Como não quiseram entrar, Pilatos sai para falar com eles. Pergunta que acusação têm contra Ele. Respondem que se não fosse criminoso, não estariam ali entregando-O.

Pilatos manda que levem-No e julguem-No conforme suas próprias leis.

Os judeus protestam. Não querem julgá-Lo. Querem executá-Lo. Respondem ao governador que não têm direito de executar ninguém. É o que está em suas mentes: Executá-Lo. Só o governo romano podia.

Foi desta maneira para que se cumprissem as palavras que Jesus dissera, indicando a espécie de morte que sofreria.

Pilatos volta ao Pretório. Com Jesus. Pergunta-Lhe se Ele é o rei dos judeus.

Jesus questiona se essa pergunta é de Pilatos ou se outros falaram a Seu respeito. Pilatos responde que não é judeu. Foi o povo de Jesus e os chefes dos sacerdotes que O entregaram a ele. E pergunta o que Ele fez.

Jesus não responde o que fez. Diz que Seu Reino não é deste mundo. Se fosse, Seus servos lutariam para impedir que fosse preso. Mas agora Seu Reino não é daqui.

Tenho vontade de pular com essa resposta. Seu Reino ainda não é daqui. Um dia será. Em breve.
Pilatos diz a Jesus: “Então você é rei!”

Sua resposta é maravilhosa. Fala que é Pilatos quem está dizendo que Ele é rei. Completa que de fato, por esta razão nasceu e para isto veio ao mundo. Para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade O ouvem.

Pilatos pergunta: “Que é a verdade?” Mas não espera Jesus responder. Se tivesse esperado, teria tido o maravilhoso privilégio de conhecer pessoalmente a própria verdade. Jesus é a verdade. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/a-verdade-e-uma-pessoa.html

Pilatos sai e vai até onde os judeus estão. Diz que não acha nEle motivo algum de acusação. E como é costume soltar um preso durante a festa da Páscoa, pergunta se querem que Jesus seja solto.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/a-escolha-da-multidao.html

Em resposta, gritam que não, Ele não. Querem que Barrabás seja solto. Ora, Barrabás é um bandido. Mas para eles não importa. Desde que Jesus seja morto. A inveja que sentem de dEle é tão grande que perderam a decência, o senso de justiça. Perderam tudo.

Só não imaginam que Sua morte foi planejada, por amor, desde antes da fundação do mundo (1 Pedro 1.19,20). http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/resolvem-matar-jesus.html

Jesus, como João Batista apontou, é o Cordeiro de Deus, o único que tira o pecado do mundo.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/joao-aponta-para-jesus-e-nos-apontamos.html
https://www.youtube.com/watch?v=cFNT0YA2bLQ

O que acontecerá até que finalmente seja morto? E depois?

Amanhã continuamos nossa caminhada. Leremos a partir do capítulo vinte e um. Até o capítulo vinte e três de João.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lucas 22.1-71

Leitura do dia 01/11.

Continuamos caminhando pelas páginas de Lucas.

Ontem vimos a conversão de Zaqueu. A parábola dos dez talentos. A entrada de Jesus em Jerusalém. E Seu lamento. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-211-38.html

Também vimos a autoridade de Jesus sendo questionada. A parábola dos lavradores maus. O imposto a César. A discussão sobre ressurreição dos mortos. A pergunta de Jesus sobre “o Cristo”. Sua crítica aos mestres da lei.

Jesus fala sobre a oferta da viúva pobre. E sobre os acontecimentos futuros. Ele ensina diariamente no templo.

Hoje caminharemos a partir do capítulo vinte e dois. Até o final desse maravilhoso livro de Lucas, o médico.

Estava quase no dia da Páscoa, onde os judeus comiam os pães sem fermento. E comemoravam a saída do Egito.

Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei continuavam procurando um meio de matar Jesus, mas tinham medo do povo.

Ele agora é uma ameaça muito maior, afinal, estava em Jerusalém, o lugar que é o centro dos acontecimentos. Onde ficava o templo e os chefes dos sacerdotes e mestres da lei exerciam poder. Jesus os confrontava, os atrapalhava.

Ninguém que deseja continuar sem mudanças gosta de confronto. O confronto só serve para os que desejam mudar. Quem não deseja mudanças, odeia confrontos.

E eles odiavam. Porque amavam o poder. Mais que qualquer coisa. Não queriam a verdade. Queriam poder.

Judas, chamado Iscariotes, um dos Doze, deu lugar para que Satanás entrasse nele. Foi até os chefes dos sacerdotes e oficiais da guarda do templo. Tratou com eles um modo de lhes entregar Jesus.
Eles gostaram muito da proposta. Afinal, tendo um dos Doze a entregá-Lo seria muito mais fácil. Prometeram-lhe dinheiro.

Pelo visto, esse era um dos pontos fracos de Judas. As Escrituras nos contam que cuidava da bolsa dos Doze e a roubava. Quando lhe prometeram dinheiro, ele consentiu. Ficou esperando uma oportunidade para entregar Jesus. Quando a multidão não estivesse presente.

Os sacerdotes e mestres da lei achavam que eram muito espertos. Queriam prender Jesus longe da multidão, porque a temiam. Acreditavam que, uma vez que estivesse preso, seria mais fácil manipular a multidão. Estavam certos.

Só não sabiam de um detalhe. Porque não queriam saber. Ninguém ia prender ou matar Jesus por seus próprios planos. Ele estava aqui justamente para isso. Foi para isso que veio. Para dar Sua vida por nós.

Era dEle o poder de entregar Sua vida. Não de nenhuma autoridade humana.

“O Pai me ama, pois sacrifico minha vida para tomá-la de volta. Ninguém a tira de mim, mas Eu a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para tomá-la de volta, pois foi isso que meu Pai me ordenou.” – João 10.17,18

"Porque Deus amou tanto o mundo que deu o Seu Filho Único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna." - João 3.16

Sejamos gratos por um tão grande amor.

Que amor é esse? Eu não entendo. https://www.youtube.com/watch?v=GnuMCM4TEHI
https://www.youtube.com/watch?v=Za095RTLdv4

O grande dia se aproxima. É o primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando o Cordeiro Pascal era sacrificado.

Jesus manda Pedro e João à frente com a ordem de preparar a refeição da Páscoa. Eles não sabem, nós sabemos. Será a última refeição dEle antes de Sua morte.

Eles perguntam onde Ele deseja que seja preparada. Jesus responde que, ao entrarem na cidade verão um homem carregando uma vasilha de água. Devem segui-Lo. Quando entrasse na casa, deveriam falar ao proprietário daquela casa que o Mestre deseja saber onde é o aposento onde comerá a Páscoa com Seus discípulos. Fala ainda que o homem os levará a uma sala grande no andar de cima. A sala já está arrumada. Que preparassem a refeição.

Claro que gostaria de saber quem é esse homem, tão disponível para o Senhor.

Eles foram. Encontraram tudo como Jesus dissera. Preparam a Páscoa.

Quando chegou a hora da ceia, Jesus e os Doze tomaram seus lugares à mesa.. Estão comendo. Observamos a cena com atenção.

Jesus disse que estava esperando para comer essa refeição com eles, antes de Seu sofrimento. Disse que não voltaria a comê-la até que essa refeição se cumpra no Reino.

Enquanto comiam, Jesus modifica a tradição daquele jantar. Tomou o cálice de vinho, deu graças e ofereceu a Seus discípulos, ordenando que todos bebessem do mesmo cálice. Disse que não beberia mais deste fruto da videira, até o dia que viesse o Reino de Deus. Nas Bodas do Cordeiro. Com eles. Comigo. Com você.

Tomou o pão, deu graças, partiu e entregou a Seus discípulos dizendo que era Seu corpo. Entregue por eles. Que comecem em Sua memória. Os discípulos obedecem. Não entendiam exatamente o que estavam fazendo. Ainda não.

Depois da ceia, toma o cálice de vinho. Disse que é o cálice da nova aliança. Essa aliança é confirmada com Seu sangue, que é derramado como sacrifício por eles.

Mas, há um “mas”. Ele diz que um deles o trairá. Era certo que aconteceria (Salmo 41.9). E a triste notícia. Ele morreria, como estava escrito a Seu respeito. Mas ai daquele que O traía.

Os discípulos ficam aflitos. Também ficaríamos se ouvíssemos o Senhor falar assim conosco. Perguntavam uns aos outros quem faria tal coisa.

Judas trairia Jesus porque deu lugar ao nojento, inimigo das nossas almas. Amava o dinheiro. Em João 12.6, João nos conta que não se importava com os pobres, era ladrão. Suas escolhas já estavam equivocadas, antes de resolver trair Jesus. Embora andando com o Senhor, como os outros, seu coração estava longe dEle. Seu desejo era juntar riquezas aqui e não nos céus.

O jantar está prestes a terminar. Os próximos acontecimentos mudarão a história para sempre.

Este jantar da Páscoa transformou-se no que, mais tarde, seria chamada a “Santa Ceia”. Hoje nós a celebramos para anunciar Sua morte, até que volte, no dia glorioso, conforme 1 Coríntios 11.26.
Que nossos corações estejam sempre guardados no Senhor, para não cairmos no mesmo erro de Judas Iscariotes. Que nossa disposição seja a obediência, não a traição.

"Acima de todas as coisas, guarda seu coração, pois ele dirige o rumo de sua vida". - Provérbios 4.23

Antes que o jantar termine, discutem qual deles era o mais importante. O Senhor coloca fim à discussão. Diz que neste mundo os reis e as autoridades exercem poder sobre o povo. Entre eles não seria assim. O maior deveria ocupar a posição inferior. O líder deveria ser o servo.

Também fala que em uma mesa o mais importante é o que é servido, mas não ali. Ali Ele estava como quem servia.

Disse que ficaram com Ele em Seu tempo de provação. E, como o Pai Lhe deu um reino, Ele lhes concedia, naquele momento, o direito de comer e beber à Sua mesa, em Seu Reino. Sentariam em tronos e julgariam as doze tribos de Israel. Uau! Que responsabilidade!

Jesus fala a Simão (Pedro), que Satanás pediu para peneirar cada um deles. Ele, nosso Intercessor, suplicou em oração por Pedro, meu querido Pedro, para que sua fé não vacilasse. Disse-lhe que quando se arrependesse e voltasse para Ele, que fortalecesse seus irmãos. Ah que lindo!

Mais que depressa Pedro responde que está pronto a ir para a prisão. Está pronto até a morrer ao Seu lado. Estou prestes a aplaudi-lo. Mas, escuto o Senhor dizer com toda a segurança que, naquela madrugada ainda, antes que o galo cantasse, Pedro O negaria três vezes. Negaria que O conhece! Meu coração se entristece. Sei que é verdade.

Em seguida, Jesus pergunta se faltou alguma coisa a eles quando foram enviados para anunciar as boas-novas, sem dinheiro, sem bolsa de viagem, sem sandálias extras. Responderam que não. Nada lhes faltou.

Agora, dá uma nova ordem. Que peguem dinheiro e uma bolsa de viagem. Se não tiverem espada que vendam a capa e comprem uma.

É necessário que se cumpra o que foi dito a Seu respeito. Que foi contado entre os rebeldes. Na verdade, Ele disse, tudo que os profetas escreveram a Seu respeito, seria cumprido.

Disseram que tinham duas espadas. Ele disse que era suficiente.

Como era o costume, vão ao Monte das Oliveiras. Nós os acompanhamos.

Quando chegam, Jesus lhes ordena que orem para não cedam à tentação.

Jesus afasta-se um pouco. Ajoelha e ora. Pede que o Pai afaste dEle “aquele” cálice. Contudo que a vontade do Pai seja feita. Não a dEle.

Um anjo do céu aparece e O fortalece.

Ele ora mais intensamente. Sua angústia é muito grande. Nosso Senhor começa a ser prensado.
Por fim, se levanta. Quando volta aos discípulos, encontra-os dormindo. Estão exaustos. De tristeza. Pergunta por que dormem. Não ouvimos resposta. Engulo em seco.

Ele os alerta a levantar e orar para que não caiam em tentação. É um alerta para nós também.

Lucas nos relata que Seu suor se transformou em gotas de sangue, tamanha agonia pela qual Sua alma passava. É o relato de um médico, Lucas, descrevendo a agonia de um homem.

Jesus foi feito homem. Viveu como um homem. Sofreu como o homem que era. Continuou puro, santo e irrepreensível. Tudo por amor a mim. E a você.

Sua agonia corta meu coração. Que amor é esse? Eu não entendo. Não mereço. Nunca merecerei. Nem você. Nenhum de nós. Ninguém.

Ainda está falando quando Judas Iscariotes se aproxima. Não está sozinho. Havia uma grande multidão armada de espadas e varas. Os enviados pelos principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos do povo. Meu coração dispara. Apoio-me em seu braço. É hoje. Será preso. Judas está se aproximando cada vez mais.

Ao longe e à noite, todos eram parecidos. Mesmo biótipo. Mesmas roupas. Mesmos cabelos e barbas. Judas O saúda com um beijo. Jesus pergunta se é com um beijo que ele O trai. Meu estômago dá voltas. Meu coração está prestes a sair pela boca.

Quando viram o que está prestes a acontecer, Seus discípulos perguntam se devem lutar. Trouxeram suas espadas. Um deles fere o servo do sumo sacerdote. Corta sua orelha direita.

Jesus disse que bastava. Toca a orelha do homem e o cura.

Minhas pernas estão bambas. Estou em prantos. Sei o que virá em seguida.

Jesus pergunta aos líderes daquela multidão se era um revolucionário perigoso para que fossem até Ele com espadas e pedaços de pau. Por que não o prenderam no templo? Todos os dias estava ali, entre eles, ensinando. Mas, aconteceu assim porque agora era a hora deles. O tempo em que o poder das trevas estava reinando.

Eles O prendem. Levam-No à casa do sumo sacerdote.

Ficamos parados, você e eu, perplexos diante de tal cena. Sabemos que mais coisas acontecerão.

Tenho que parar nossa caminhada. Não posso prosseguir. Prostro-me diante dEle. Preciso agradecê-Lo. Adorá-Lo. Foi preso por mim. Por amor.

Junte-se a mim. Adore-O. Como não retribuir tão grande amor?

Ele me amou primeiro. Eu O amarei para sempre. E você? https://www.youtube.com/watch?v=f5v-XbnCYMA

Continuamos.

Pedro O segue, de longe, até o pátio da casa do sumo sacerdote. Entra e senta-se com os guardas. Espera para ver o que acontecerá.

Uma criada aproxima-se. Olha fixamente e diz, não pergunta, afirma que ele era um dos seguidores de Jesus. Pedro nega. Diz que nem conhecia tal homem.

Esse é o Pedro que dissera algumas horas antes estar disposto a morrer com o Senhor?

Pouco depois, um homem olha para ele e diz praticamente a mesma coisa. Novamente nega. Tenho vontade de chorar.

Pedro provavelmente conversava, para passar o tempo. As horas passam devagar. A alvorada está quase chegando. Aproximadamente uma hora depois, outro homem afirma que certamente ele era um deles, afinal, era  galileu. Pedro fala que não sabe do que ele está falando. Ele, que dissera estar disposto a morrer pelo Senhor. Agora diz que nem sabe do que estão falando.

Imediatamente o galo canta. O Senhor está por ali. E olha para Pedro. Ele lembra o que Jesus dissera. Começa a chorar. E sai dali. Não o condeno. Quem disse que eu não faria o mesmo? E você?

Os guardas que estão encarregados de Jesus zombam e batem nEle. Vendam Seus olhos e pedem que profetize, dizendo que O bateu, "daquela vez". Eles O insultam de várias maneiras. Meu coração dói.

É de manhã. Bem cedo. Reuniram-se para discutir o que fariam. Estão todos ali. Os líderes do povo, os principais sacerdotes e os mestres da lei. É o conselho. Perguntam se Ele é o Cristo. Como se quisesse realmente saber.

Jesus responde que se disser que é não crerão nEle. E, se lhes fizer uma pergunta, também não Lhe responderão. Mas, Ele diz, de agora em diante, o Filho do homem se sentará à direita do Deus Poderoso.

Ninguém se ajoelha perante Ele, sabendo agora quem é. Não. Todos gritam perguntando se ele afirma que é o Filho de Deus. Jesus responde que eles disseram que Ele é.

Não precisam mais de testemunhas, dizem. Todos ouviram o que acaba de dizer.

As lágrimas descem pelo meu rosto. A profecia se cumprirá. Como disse, farão o que quiserem com Ele. Para meu total horror.

Isaías havia escrito: "Condenado injustamente, foi levado embora. Ninguém se importou de Ele morrer sem deixar descendentes, de Sua vida ser cortada no meio do caminho. Mas Ele foi ferido mortalmente por causa da rebeldia do meu povo". - Isaías 53.8

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Marcos 14.1-72

Leitura do dia 24/10.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Marcos.

Ontem vimos a entrada de Jesus em Jerusalém. O ensino sobre a figueira.

Ele purificou o templo, casa de oração para todos os povos. Sua autoridade foi questionada.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-111-33.html

Contou a parábola dos lavradores maus. Ordenou dar o que é de César a César e o que é de Deus a Deus. Falou sobre a ressurreição dos mortos. Os mandamentos mais importantes. Perguntou de quem o Cristo é filho. Criticou os mestres da lei. Elogiou a oferta da viúva pobre. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-121-44.html

Vimos também o Senhor falar sobre os acontecimentos futuros e os sinais aos quais devemos estar atentos. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-131-37.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo quatorze de Marcos. Até o capítulo final.

Na primeira postagem, apenas o capítulo quatorze.

Faltam apenas dois dias para a comemoração da Páscoa. Os principais sacerdotes e mestres da lei ainda estão procurando uma oportunidade de prendê-Lo e matá-Lo. Em segredo. Resolvem que só depois da Páscoa, para não causar tumulto entre o povo.

São sacerdotes e mestres da lei. Não sabem quem Ele é. Não sabe que é o Cordeiro que tira o pecado do mundo e que, por isso, deve morrer na Páscoa.

Jesus está em Betânia. Na casa de Simão, conhecido como Simão, o leproso. Com certeza não era mais leproso, uma vez que convivia com as pessoas, em sua própria casa e havia tido um encontro, em algum momento, com Jesus.

Estamos ali, observando aquele jantar. Todos reclinados à mesa. De repente, uma mulher, com um frasco de alabastro, contendo um perfume caro, feito de essência de nardo, entra naquela sala de jantar. Segue até onde Jesus está. Quebra o frasco e derrama o perfume sobre Sua cabeça. Meu coração acelera.

Esse acontecimento é um dos meus preferidos (como tantos!). O perfume se espalha por toda a sala. Quase posso sentir. Amo perfumes. Meus olhos estão arregalados. Jesus desfruta daquele ato de amor. Eu também. É um ato lindo.

De acordo com João, capítulo doze, essa mulher é Maria. Alabastro era um tipo de cerâmica usado naquele tempo. Ainda de acordo com João, esse bálsamo de nardo puro era um óleo perfumado muito caro. Custava cerca de trezentos denários. Lembra que um denário era o pagamento de um dia de trabalho?

Consegue imaginar a cena? Olho de um lado para o outro. A mulher naquele ato de total desprendimento. Um ano de trabalho sendo derramado sobre o Senhor Jesus. O perfume enche o ambiente. O murmúrio é geral. Jesus encharcado de perfume, Sua cabeça e roupas. Ele não reclama. Desfruta.

Alguns que estão à mesa ficaram indignados. Consideram um ato de total desperdício. Falam que o perfume podia ser vendido por trezentas moedas de prata e o dinheiro dado aos pobres. Eles a repreenderam severamente, pelo seu desperdício.

Realmente é muito dinheiro. Mas estou maravilhada com essa cena. Essa mulher desprezou o dinheiro para honrar o meu Senhor. O Senhor dela. O nosso Senhor.

Jesus ordena que não a perturbem. Afirma que ela praticara algo muito bom para Ele. Disse que os pobres sempre estariam com eles. Ele não. Concluiu que, quando ela derramou o perfume, estava preparando-O para o sepultamento. Meu coração dispara novamente.

Sim, faltam apenas dois dias para a Páscoa. Meu Senhor irá mesmo morrer. Por mim. Por você.

Jesus assegurou-lhes que onde o Evangelho fosse anunciado, em todo o mundo, o que ela fez por Ele seria contado, para memória dela. Perceba que falou que o Evangelho seria anunciado em todo o mundo. Essa história seria contada também, em todo o mundo, para memória dela. Tenho vontade de chorar. O que ela fez foi tão precioso para Ele que essa história será contada por todo o mundo. Repito, para memória dela. Como Ele é maravilhoso! Meu amor por Ele aumenta. Como não aumentar?

Estamos aqui hoje, lembrando o que ela fez. Dois mil anos depois. Do outro lado do mundo. Meu coração salta de alegria. Podemos confiar em Sua palavra. Aquela mulher pode não ter visto acontecer, mas nós estamos vendo. Sabemos que o que Ele assegurou, de fato aconteceu. Ele é fiel e verdadeiro. Podemos confiar. Sempre cumpre Suas promessas.

Após o jantar, Judas, chamado Iscariotes, foi até aos principais sacerdotes para combinar de lhes entregar Jesus. Ficaram muitos satisfeitos. Prometeram-lhe dinheiro.

A partir desse momento Judas passou a procurar uma oportunidade para entregar nosso Senhor.

O grande dia se aproxima. É o primeiro dia da festa dos pães sem fermento, quando o Cordeiro Pascal era sacrificado. Os discípulos perguntam onde Ele deseja que preparem a refeição da Páscoa.
Eles não sabem, nós sabemos. Será a última refeição dEle antes de Sua morte.

Jesus envia dois discípulos à Jerusalém. Fala que, ao entrarem na cidade verão um homem carregando uma vasilha de água. Devem segui-Lo. Quando ele entrasse na casa, que falassem ao proprietário daquela casa que o Mestre deseja saber onde é o aposento onde comerá a Páscoa com Seus discípulos. Fala ainda que o homem os levará a uma sala grande no andar de cima. A sala já está arrumada. Que preparassem a refeição.

Claro que gostaria de saber quem é esse homem, tão disponível para o Senhor.

Eles foram. Encontraram tudo como Jesus dissera. Preparam a Páscoa.

Ao anoitecer Jesus chegou com Seus os Doze. Estão comendo. Observamos a cena com atenção.

Jesus, como era o costume, estava reclinado à mesa com os Doze. Enquanto comia, disse que um deles O trairia. Era certo que aconteceria. Os discípulos ficam aflitos. Também ficaríamos se ouvíssemos o Senhor falar assim conosco. Todos disseram “certamente não serei eu”.

Seus corações deviam estar na boca. Sem saber ao certo o que pensar, o que sentir. Não sabiam nem o que aconteceria.

Jesus afirma que o que come com Ele, do mesmo prato, haveria de traí-Lo. Como está escrito em Salmo 41.9. E a triste notícia. O Filho do homem morreria, como estava escrito a Seu respeito. Mas ai daquele que O traía. Melhor seria não ter nascido.

Judas traiu Jesus porque deu lugar ao nojento, inimigo das nossas almas. Amava o dinheiro. Em João 12.6, João nos conta que não se importava com os pobres, era ladrão. Suas escolhas já estavam equivocadas, antes de resolver trair Jesus. Embora andando com o Senhor, como os outros, seu coração estava longe dEle. Seu desejo era juntar riquezas aqui e não nos céus.

Enquanto comiam, Jesus modifica a tradição daquele jantar. Tomou o pão, deu graças, partiu e ordenou que tomassem e comessem. Era Seu corpo. Os discípulos obedecem. Não entendiam exatamente o que estavam fazendo. Ainda não.

Em seguida, tomou o cálice de vinho, deu graças e ofereceu aos Seus discípulos, ordenando que todos bebessem do mesmo cálice. Era Seu sangue. O sangue da aliança, que era derramado como sacrifício por muitos. Da mesma maneira, obedecem.

O Senhor disse que não beberia mais deste fruto da videira, até o dia em que beberia um vinho novo, no Reino de Seu Pai. Nas Bodas do Cordeiro. Com eles. Comigo. Com você.

O jantar está prestes a terminar. Os próximos acontecimentos mudarão a história para sempre.

Este jantar da Páscoa transformou-se no que, mais tarde, seria chamada a “Santa Ceia”. Hoje nós a celebramos para anunciar Sua morte, até que volte, no dia glorioso, conforme 1 Coríntios 11.26.

Que nossos corações estejam sempre guardados no Senhor, para não cairmos no mesmo erro de Judas Iscariotes. Que nossa disposição seja a obediência, não a traição.

"Acima de todas as coisas, guarda seu coração, pois ele dirige o rumo de sua vida". - Provérbios 4.23

O jantar termina. Como era o costume, cantam um hino. E vão ao Monte das Oliveiras. Nós os acompanhamos.

No caminho, Jesus lhes diz que todos irão abandoná-Lo. Estava escrito. O pastor seria ferido. As ovelhas do rebanho seriam dispersas. Mais uma profecia devia se cumprir. Está em Zacarias 13.7. No entanto, mesmo sendo abandonado, disse que depois que ressuscitasse, iria adiante deles para a Galileia. Lá os encontraria.

Pedro, sempre Pedro, meu querido Pedro, mais que depressa responde que ainda que todos O abandonem, ele nunca O abandonaria! Estou prestes a aplaudi-lo. Mas, escuto o Senhor dizer com toda a segurança que, antes que o galo cantasse duas vezes, Pedro iria negá-Lo três vezes. Meu coração se entristece. Sei que é verdade.

Pedro continua afirmando que não. Que mesmo que fosse preciso morrer com o Senhor, morreria e nunca O negaria. Os outros discípulos dizem o mesmo. Observo-os um a um.

Jesus desce com eles ao Getsêmani. É um jardim na parte baixa do Monte das Oliveiras. Estive ali. Repleto de oliveiras.

Getsêmani significa literalmente “prensa de azeite”. Jesus está prestes a ser prensado. Por nós.

Chegando ali, Ele ordena que fiquem sentados enquanto vai mais adiante para orar. Leva os três mais chegados. Pedro, Tiago e João. Nós os acompanhamos. Queremos ver o que acontecerá.

Enquanto ora, começa a entristecer e angustiar-Se. Nosso Senhor começa a ser prensado. Comenta com os três que Sua alma está profundamente triste. Uma tristeza mortal. Pede que vigiem com Ele. Estamos atentos. Coração pesado. Vai mais um pouco adiante. É uma hora só dEle. De total solidão. E angústia.

Prostra-Se com o rosto em terra e ora. Pede ao Pai que se possível, afaste dEle esse terrível cálice que está prestes a beber. Mas, que não fosse feita Sua vontade e sim a vontade do Pai.

Quando volta aos discípulos, encontra-os dormindo. Pergunta a Pedro se não puderam vigiar com Ele nem por uma hora. Não ouvimos resposta. Engulo em seco.

Ele os alerta a vigiar e orar para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. É um alerta para nós também.

Novamente retira-se para orar. Sua angústia é a mesma. Sua oração também. Assim como Sua submissão ao Pai. Vai até aos discípulos. Dormindo. Seus olhos estavam pesados.

Pela terceira vez retira-Se e ora. Mesma angústia. Mesma oração. Mesma submissão. Mesma entrega.

Lucas 22.44 nos relata que Seu suor se transformou em gotas de sangue, tamanha agonia pela qual Sua alma passava. É o relato de um médico, Lucas, descrevendo a agonia de um homem.

Jesus foi feito homem. Viveu como um homem. Sofreu como o homem que era. E continuou puro, santo e irrepreensível. Tudo por amor a mim. E a você.

Sua agonia corta meu coração. Que amor é esse? Eu não entendo. Não mereço. Nunca merecerei. Nem você. Nenhum de nós. Ninguém.

Quando volta, pergunta se ainda dormem e descansam. Fala que chegou a hora. O Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Era hora de levantar e ir! Seu traidor estava chegando.

Ainda está falando quando Judas Iscariotes se aproxima. Não está sozinho. Havia uma grande multidão armada de espadas e varas. Os enviados pelos principais sacerdotes, mestres da lei e líderes religiosos do povo. Meu coração dispara. Apoio-me em seu braço. É hoje. Será preso. Judas está se aproximando cada vez mais.

Ao longe e à noite, todos eram parecidos. Mesmo biótipo. Mesmas roupas. Mesmos cabelos e barbas. Judas havia, por isso, combinado um sinal. Aquele a quem saudasse com um beijo, era Jesus. Deviam prendê-Lo. Estou de queixo caído. Judas dirige-se a Jesus, chama-O de Rabi (Mestre) e O beija. Meu estômago dá voltas. Meu coração está prestes a sair pela boca.

Os homens que estavam com Judas aproximam-se, agarram meu Mestre e O prendem. Minhas pernas estão bambas. Estou em prantos. Sei o que virá em seguida. Um dos discípulos puxa a espada e fere o servo do sumo sacerdote. Decepa sua orelha.

Jesus pergunta se era um revolucionário perigoso para que fossem até Ele com espadas e pedaços de pau. Por que não o prenderam no templo? Todos os dias estava ali, entre eles, ensinando. Mas, aconteceu assim para que as Escrituras se cumprissem. Agora é a hora.

E, como disse que aconteceria, todos os discípulos fogem, abandonando-O. Se estivéssemos ali, faríamos o mesmo.

Um jovem O segue, vestido apenas com um lençol de linho. Quando a multidão tenta agarrá-lo, foge, deixando o lençol para trás.

Ficamos parados, você e eu, perplexos diante de tal cena. Sabemos que mais coisas acontecerão.

Tenho que parar nossa caminhada. Não posso prosseguir. Prostro-me diante dEle. Preciso agradecê-Lo. Adorá-Lo. Foi preso por mim. Por amor.

Junte-se a mim. Adore-O. Como não retribuir tão grande amor?

Ele me amou primeiro. Eu O amarei para sempre. E você? https://www.youtube.com/watch?v=f5v-XbnCYMA

Que amor é esse? Eu não entendo. https://www.youtube.com/watch?v=Q-ky4bX43cM

Continuamos.

Levam-no à casa do sumo sacerdote que está reunido com os principais sacerdotes, os mestres da lei e os líderes religiosos. A intenção deles realmente é matá-Lo.

Pedro O segue, de longe, até o pátio da casa do sumo sacerdote. Entra e senta-se com os guardas. Espera para ver o que acontecerá.

Lá dentro, os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuram um depoimento falso contra Ele, para condená-Lo. Não encontram nada. Por fim, alguns dizem que Ele afirmou que destruiria o templo feito por mãos de homens e em três dias construiria outros, não feito por mãos humanas. Até essa acusação era incoerente, mas quem falava contra o templo podia ser condenado à morte. Meu coração está disparado. Minha boca, seca. Olho para o Senhor. Ele permanece em silêncio.

O sumo sacerdote levanta-se, dirige-se a Ele e pergunta se não vai responder à acusação que lhe fazem. O Senhor continua em silêncio, inabalável.

O sumo sacerdote pergunta se Ele é o Cristo, o Filho do Deus Bendito. Como se quisesse realmente saber.

Jesus responde: “Eu sou”. Completa que eles verão o Filho do homem sentado à direita do Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.

Ninguém se ajoelha perante Ele, sabendo agora quem é. Não. O sumo sacerdote rasga suas vestes, em sinal de indignação e diz que blasfemou. Não precisam mais de testemunhas. Todos ouviram “a blasfêmia” que acabou de ser dita. Pergunta o que acham. Qual sentença lhe cabe. Todos respondem que é réu de morte.

As lágrimas descem pelo meu rosto. A profecia se cumprirá. Como disse, farão o que quiserem com Ele. Para meu total horror, vejo alguns cuspindo em Seu rosto, outros Lhe dando murros e outros, tapas. Vendaram Seus olhos. Rindo, debochando, dizem a Ele para profetizar. Enquanto O levam, continuam Lhe dando tapas.

Enquanto observamos o Senhor sendo julgado e condenado no Sinédrio, Pedro estava sentado no pátio. Aguardava os acontecimentos. Lembre-se, ainda é noite.

Uma criada aproxima-se e diz, não pergunta, afirma que ele também estava com Jesus de Nazaré. Pedro nega. Diz que nem sabia do que ela estava falando.

Esse é o Pedro que dissera algumas horas antes estar disposto a morrer com o Senhor?

Ele segue em direção à porta. O galo canta. A criada o vê. Diz praticamente a mesma coisa. Novamente nega. Tenho vontade de chorar.

Pedro provavelmente conversava, para passar o tempo. As horas passam devagar. A alvorada está quase chegando. Os que estão ali falam que certamente ele era um deles, afinal, era galileu. Pedro começa a praguejar. Jura que não conhece “tal homem”. Ele, que dissera estar disposto a morrer pelo Senhor. Agora diz que não conhece “o tal homem”.

O galo canta pela segunda vez. Olho para Pedro. Ele lembra que Jesus dissera que antes que o galo cantasse duas vezes, ele O negaria três vezes. Começa a chorar. Não o condeno. Quem disse que eu não faria o mesmo? E você?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mateus 26.1-75

Leitura do dia 19/10.

Continuamos através de Mateus.

Ontem vimos o Senhor criticar os líderes religiosos, Ele odeia religiosidade. Vimos Seu lamento sobre Jerusalém. Falou sobre os acontecimentos futuros, próximo à Sua vinda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-231-39.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-241-51.html

Também O vimos contar a parábola das dez virgens. A dos talentos. E a falar sobre o juízo final.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-251-46.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e seis. Até o capítulo vinte e oito.

Ainda estamos assentados, já faz um bom tempo, com o Senhor e os discípulos, no Monte das Oliveiras.

Após tudo que ensinou sobre Sua segunda vinda, relembrou o que estava prestes a acontecer.  Faltavam dois dias para a Páscoa. Ele seria entregue para ser crucificado. Ainda parece tão impossível.

Ser crucificado, a morte maldita, por qual motivo?

Em outro lugar, não muito longe dali, os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos se reúnem no palácio do sumo sacerdote. Juntos planejam prender o Senhor à traição e matá-Lo. Alguém pode ser preso e condenado à morte por curar e anunciar o Reino dos céus? Precisa ser à traição. Não havia motivo algum para Ele ser preso, muito menos condenado à morte.

Decidiram que esperariam a festa para não haver tumulto entre o povo. Não sabiam que o Senhor Jesus seria morto na Páscoa. Afinal, Ele é o Cordeiro Pascoal, o Cordeiro que tira o pecado do mundo, como anunciado por João Batista. http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-201-34.html

Finalmente o Senhor, após ter ensinado tantas coisas, foi a Betânia. Um jantar na casa de Simão, conhecido como Simão, o leproso. Com certeza não era mais leproso, uma vez que convivia com as pessoas, em sua própria casa e havia tido um encontro, em algum momento, com Jesus.

Estamos ali, observando aquele jantar. Todos reclinados à mesa. De repente, uma mulher, com um frasco de alabastro, contendo um perfume muito caro, entra naquela sala de jantar e derrama o perfume sobre Sua cabeça. Meu coração acelera.

Esse acontecimento é um dos meus preferidos. O perfume se espalha por toda a sala. Quase posso sentir. Amo perfumes.

Meus olhos estão arregalados. Jesus desfruta daquele ato de amor. Eu também. É um ato lindo.

De acordo com João, capítulo doze, essa mulher é Maria. Alabastro era um tipo de cerâmica usado naquele tempo. Ainda de acordo com João, era um bálsamo de nardo puro. Um óleo perfumado muito caro. Custava cerca de trezentos denários. Lembra que um denário era o pagamento de um dia de trabalho?

Consegue imaginar a cena? Olho de um lado para o outro. A mulher naquele ato de total desprendimento. Um ano de trabalho sendo derramado sobre o Senhor Jesus. O perfume enche o ambiente. O murmúrio é geral. Jesus encharcado de perfume, Sua cabeça e roupas. Ele não reclama. Desfruta.

Os discípulos estão indignados. Consideram um ato de total desperdício. Falam que o perfume podia ser vendido por um alto preço e o dinheiro dado aos pobres. Realmente é muito dinheiro. Mas estou maravilhada com essa cena. Essa mulher desprezou o dinheiro para honrar o meu Senhor. O Senhor dela. O nosso Senhor.

Então Jesus percebe o que os discípulos estão falando. Repreende-os. Ordena que não perturbem a mulher. Afirma que ela praticara uma boa ação para com Ele. Disse ainda que os pobres sempre estariam com eles, mas Ele não. Concluiu que, quando ela derramou o perfume, estava preparando-O para o sepultamento. Meu coração dispara.

Ele disse que faltam apenas dois dias para a Páscoa. Meu Senhor irá mesmo morrer. Por mim. Por você.

Jesus ainda assegurou-lhes que onde o Evangelho fosse anunciado, em todo o mundo, o que ela fez por Ele seria contado, em sua memória. Perceba que Ele falou que o Evangelho seria anunciado em todo o mundo. Essa história seria contada também, em todo o mundo, para memória dela. Tenho vontade de chorar. O que ela fez foi tão precioso para Ele que essa história será contada por todo o mundo. Para memória dela. Como Ele é maravilhoso! Meu amor por Ele aumenta. Como não aumentar?

Estamos aqui hoje, lembrando o que ela fez. Dois mil anos depois. Do outro lado do mundo. Meu coração salta de alegria. Podemos confiar em Sua palavra.

Aquela mulher pode não ter visto acontecer, mas nós estamos vendo. Sabemos que o que Ele assegurou, de fato aconteceu. Ele é fiel e verdadeiro. Podemos confiar. Sempre cumpre Suas promessas.

Após o jantar, Judas, chamado Iscariotes, foi até o chefe dos sacerdotes e perguntou-lhes o que lhe dariam se entregasse Jesus. Eles fixaram um preço. Trinta moedas de prata. Esse preço foi fixado para que se cumprisse o que está escrito em Zacarias 11.11-13.

A partir desse momento Judas passou a procurar uma oportunidade para entregar nosso Senhor.

Vamos ficar por aqui. E pensar um pouquinho.

Nossos atos agradam ao Senhor como o daquela mulher ou precisamos ser repreendidos como os discípulos foram? Ficamos indignados quando alguém honra nosso Senhor ou honramos aquela pessoa?

O grande dia se aproxima. Estamos no primeiro dia da festa dos pães asmos, os pães sem fermento. Os discípulos perguntam ao Senhor onde deseja que preparem a refeição da Páscoa. Eles não sabem, nós sabemos. Será a última refeição dEle antes de Sua morte.

Jesus responde que entrem na cidade, procurem um determinado homem e lhe deem um recado do Mestre. Seu tempo está próximo. Celebrará a Páscoa com Seus discípulos em sua casa. Claro que gostaria de saber quem é esse homem, tão disponível para o Senhor. Ele é simplesmente avisado de que receberá Jesus e Seus discípulos.

Os discípulos obedecem e preparam a Páscoa. Ao anoitecer, estavam comendo. Observamos a cena com atenção.

Jesus, como era o costume, estava reclinado à mesa com os doze. Enquanto comia, disse que um deles ia traí-Lo. Era certo que aconteceria. Os discípulos ficam muito tristes. Também ficaríamos se ouvíssemos o Senhor falar assim conosco.

Um após o outro pergunta se seria ele. Seus corações deviam estar na boca. Sem saber ao certo o que pensar, o que sentir. Não sabiam nem o que aconteceria.

Jesus afirma que o que come com Ele, do mesmo prato, haveria de traí-Lo. Como está escrito em Salmo 41.9.

E a triste notícia. O Filho do homem iria, como estava escrito a Seu respeito. Mas ai daquele que O traía. Melhor seria não ter nascido.

Judas traiu Jesus porque deu lugar ao nojento, inimigo das nossas almas. Amava o dinheiro. Em João 12.6, João nos conta que não se importava com os pobres, era ladrão. Suas escolhas já estavam equivocadas, antes de resolver trair Jesus. Embora andando com o Senhor, como os outros, seu coração estava longe dEle. Seu desejo era juntar riquezas aqui e não nos céus.

Judas, a essa altura, sabia que era o traidor. Havia combinado o preço para entregar o Senhor. Ainda assim, como os outros, disse que, com certeza, não seria ele. Jesus o olha e afirma que sim, é ele. Como deve ter doído o coração do Senhor!

Enquanto comiam, Jesus modifica a tradição daquele jantar. Tomou o pão, deu graças, partiu e ordenou que tomassem e comessem. Era Seu corpo. Os discípulos obedecem. Não entendiam exatamente o que estavam fazendo. Ainda não.

Em seguida, tomou o cálice de vinho, deu graças e ofereceu aos Seus discípulos, ordenando que todos bebessem do mesmo cálice. Era Seu sangue. O sangue da aliança, que era derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. Da mesma maneira, obedecem.

O Senhor disse que não beberia mais deste fruto da videira, até o dia em que beberia o vinho novo, no Reino de Seu Pai. Nas Bodas do Cordeiro. Com eles. Comigo. Com você.

O jantar está prestes a terminar. Os próximos acontecimentos mudarão a história para sempre.

Este jantar da Páscoa transformou-se no que, mais tarde, seria chamada a “Santa Ceia”. Hoje nós a celebramos para anunciar Sua morte, até que Ele volte, no dia glorioso, conforme 1 Coríntios 11.26.

Que nossos corações estejam sempre guardados no Senhor, para não cairmos no mesmo erro de Judas Iscariotes. Que nossa disposição seja a obediência, não a traição.

"Acima de todas as coisas, guarda seu coração, pois ele dirige o rumo de sua vida". - Provérbios 4.23

O jantar termina. Como era o costume, cantam um hino. E vão ao Monte das Oliveiras. Nós os acompanhamos.

Ali, Jesus lhes diz que naquela noite, todos irão abandoná-Lo. Estava escrito. O pastor seria ferido. As ovelhas do rebanho seriam dispersas. Mais uma profecia devia se cumprir. Está em Zacarias 13.7. No entanto, mesmo sendo abandonado, disse que depois que ressuscitasse, iria adiante deles para a Galileia. Lá os encontraria.

Pedro, sempre Pedro, meu querido Pedro, mais que depressa responde que ainda que todos O abandonem, ele nunca O abandonaria! Estou prestes a aplaudi-lo. Mas, escuto o Senhor dizer com toda a segurança que, antes que o galo cantasse na alvorada, Pedro iria negá-Lo três vezes. Meu coração se entristece. Sei que é verdade.

Pedro continua afirmando que não. Que mesmo que fosse preciso morrer com o Senhor, morreria e nunca O negaria. Os outros discípulos dizem o mesmo. Observo-os um a um.

Jesus desce com eles ao Getsêmani. É um jardim na parte baixa do Monte das Oliveiras. Estive ali. Repleto de oliveiras. Getsêmani significa literalmente “prensa de azeite”. Estava prestes a ser prensado. Por nós.

Chegando ali, Jesus ordena que fiquem sentados enquanto vai mais adiante para orar. Leva os três mais chegados. Pedro, e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João. Nós os acompanhamos. Queremos ver o que acontecerá.

Enquanto ora, começa a entristecer e angustiar-Se. Nosso Senhor começa a ser prensado. Comenta com os três que Sua alma está profundamente triste. Uma tristeza mortal. Pede que vigiem com Ele. Estamos atentos. Coração pesado. Vai mais um pouco adiante. É uma hora só dEle. De total solidão. E angústia.

Prostra-Se com o rosto em terra e ora. Pede ao Pai que se possível, afaste dEle esse terrível cálice que está prestes a beber. Mas, que não fosse feita Sua vontade e sim a vontade do Pai.

Quando volta aos discípulos, encontra-os dormindo. Pergunta a Pedro se não puderam vigiar com Ele nem por uma hora. Não ouvimos resposta. Engulo em seco.

Ele os alerta a vigiar e orar para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca. É um alerta para nós também.

Novamente retira-se para orar. Sua angústia é a mesma. Sua oração também. Assim como Sua submissão ao Pai. Vai até aos discípulos. Dormindo. Seus olhos estavam pesados.

Pela terceira vez retira-Se e ora. Mesma angústia. Mesma oração. Mesma submissão. Mesma entrega.

Lucas 22.44 nos relata que Seu suor se transformou em gotas de sangue, tamanha agonia pela qual Sua alma passava. É o relato de um médico, Lucas, descrevendo a agonia de um homem.

Jesus foi feito homem. Viveu como um homem. Sofreu como o homem que era. E continuou puro, santo e irrepreensível. Tudo por amor a mim. E a você.

Sua agonia corta meu coração. Que amor é esse? Eu não entendo. Não mereço. Nunca merecerei. Nem você. Nenhum de nós. Ninguém.

Quando volta, pergunta se eles ainda dormem e descansam. Fala que chegou a hora. O Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Era hora de levantar e ir! Estava chegando o que O traíra.

Ainda está falando quando Judas Iscariotes se aproxima. Não estava sozinho. Havia uma grande multidão armada de espadas e varas. Os enviados pelos chefes dos sacerdotes e líderes religiosos do povo. Meu coração dispara. Me apoio em seu braço. É hoje. Ele será preso. Judas está se aproximando cada vez mais.

Ao longe e à noite, todos eram parecidos. Mesmo biótipo. Mesmas roupas. Mesmos cabelos e barbas. Judas havia, por isso, combinado um sinal. Aquele a quem saudasse com um beijo, era Jesus. Deviam prendê-Lo. Estou de queixo caído. Judas dirige-se a Jesus com uma saudação e O beija. Meu estômago dá voltas. Meu coração está prestes a sair pela boca.

Jesus o chama de amigo e pergunta o traz ali. Sim, o Senhor ainda o chama de amigo. Ele não deixa de ser nosso amigo, mesmo quando O traímos. Faz parte de Sua personalidade. Ele é fiel. Não muda.

Os homens que estavam com Judas aproximam-se, agarram meu Mestre e O prendem. Minhas pernas estão bambas. Estou em prantos. Sei o que virá em seguida. Um dos discípulos puxa a espada e fere o servo do sumo sacerdote. Decepa sua orelha. Jesus ordena que a espada seja guardada. Diz que todos que empunham a espada, por ela morrerão. Pergunta a Pedro se acha que Ele não pode pedir a Seu Pai, uma legião de anjos. Se Pedisse, Seu Pai colocaria imediatamente à Sua disposição mais de doze legiões de anjos. Mas, se pedisse, como se cumpririam as Escrituras que dizem que os acontecimentos deveriam ser daquela forma?

Estou boquiaberta. Sei que é verdade. Faço rapidamente as contas. Sou assim. Tenho que fazer. Uma legião romana variava entre quatro e oito mil homens. Seriam no mínimo quarenta e oito mil anjos. Não consigo conter minhas lágrimas. Sei que se entregou por mim. E por você. Voluntariamente. Os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos achavam que estavam prendendo o Senhor, sendo muitos espertos, mas Ele se entregou voluntariamente. Por amor.

“O Pai me ama, pois sacrifico minha vida para tomá-la de volta. Ninguém a tira de mim, mas Eu mesmo a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para tomá-la de volta, pois foi isso que meu Pai me ordenou”. – João 10.17,18

Jesus dirige-se à multidão e pergunta se estava chefiando alguma rebelião, para que fossem prendê-Lo com espadas e varas. Diz que todos os dias ensinava no templo, mas não O prenderam. Aconteceu assim, para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Agora é a hora.

E, como disse que aconteceria, todos os discípulos fogem, abandonando-O. Se estivéssemos ali, faríamos o mesmo.

Ficamos parados, você e eu, perplexos diante de tal cena. Sabemos que mais coisas acontecerão.

Tenho que parar nossa caminhada. Não posso prosseguir. Prostro-me diante dEle. Preciso agradecê-Lo. Adorá-Lo. Foi preso por mim. Por amor.

Junte-se a mim. Adore-O. Como não retribuir tão grande amor?

Ele me amou primeiro. Eu O amarei para sempre. E você? https://www.youtube.com/watch?v=f5v-XbnCYMA

Que amor é esse? Eu não entendo. https://www.youtube.com/watch?v=Q-ky4bX43cM

Continuamos.

Prendem nosso Senhor. Nós O acompanhamos.

Levam-no até à casa do sumo sacerdote que está reunido com os mestres da lei e os líderes religiosos. A intenção deles realmente é matá-Lo.

Pedro O segue até o pátio da casa do sumo sacerdote. Entra e senta-se com os guardas. Espera para ver o que acontecerá.

Lá dentro, os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuram um depoimento falso contra Ele, para condená-Lo. Não estão encontrando nada.

Duas testemunhas começam seus depoimentos. Dizem que Ele afirmou ser capaz de destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias. Quem falava contra o templo podia ser condenado à morte. Meu coração está disparado. Minha boca, seca. Olho para o Senhor. Ele permanece em silêncio.

O sumo sacerdote levanta-se, dirige-se a Ele e pergunta se não vai responder à acusação que lhe fazem. O Senhor continua em silêncio, inabalável.

O sumo sacerdote exige que jure pelo Deus vivo, se Ele é o Cristo, o Filho de Deus. Como se quisesse realmente saber.

Jesus responde que ele mesmo disse. Quanto a Ele, diz a todos que chegará o dia em que verão o Filho do homem assentado à direita do Poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.

Ninguém se ajoelha perante Ele, sabendo agora quem é. Não. O sumo sacerdote rasga suas vestes, em sinal de indignação e diz que blasfemou. Não precisam mais de testemunhas. Todos ouviram “a blasfêmia” que acabou de ser dita. Pergunta o que acham. Todos respondem que Ele é réu de morte.

As lágrimas descem pelo meu rosto. A profecia se cumprirá. Como disse, farão o que quiserem com Ele. Para meu total horror, vejo alguns cuspindo em Seu rosto, outros Lhe dando murros e outros, tapas. Rindo, debochando, dizem a Ele para profetizar e dizer quem Lhe bateu.

De manhã cedo, tomaram a decisão de condená-Lo à morte. O julgamento deveria ser pela manhã para que a decisão fosse "legal".

Isaías havia escrito: "Condenado injustamente, foi levado embora. Ninguém se importou de Ele morrer sem deixar descendentes, de Sua vida ser cortada no meio do caminho. Mas Ele foi ferido mortalmente por causa da rebeldia do meu povo". - Isaías 53.8

Eles amarram-No. Levam-No a Pilatos, o governador, quem possuía o direito legal de condenar um prisioneiro à morte.

Um novo julgamento vai começar.

Enquanto observamos o Senhor sendo julgado e condenado no Sinédrio, Pedro estava sentado no pátio. Aguardava os acontecimentos. Lembre-se, ainda é noite.

Uma criada aproxima-se e diz, não pergunta, afirma que ele também estava com Jesus, o galileu. Pedro nega. Diz que nem sabia do que ela estava falando.

Esse é o Pedro que dissera algumas horas antes estar disposto a morrer com o Senhor?

Ele segue em direção à porta. Outra criada o vê. Diz praticamente a mesma coisa. Novamente nega. Dessa vez, jura que não conhecia Jesus. Tenho vontade de chorar.

Pedro provavelmente conversava, para passar o tempo. As horas passam devagar. A alvorada está quase chegando. Os que estão ali falam que certamente ele era um deles, seu modo de falar o denuncia. Seu sotaque. Começa a se amaldiçoar e a jurar dizendo que não conhece “tal homem”. Ele, que dissera estar disposto a morrer pelo Senhor. Agora diz que não conhece “o tal homem”.

Imediatamente o galo canta. Olho para Pedro. Ele lembra que Jesus dissera que antes que o galo cantasse, ele O negaria três vezes.

Não o condeno. Quem disse que eu não faria o mesmo? E você?

Não consegue mais ficar ali. Sai. E chora amargamente.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Costume ou pessoa, o que é mais importante?

Continuamos nossa caminhada através das páginas do capítulo 18 de João. Do versículo 25 ao 28.

Ontem vimos nosso Senhor ser levado até Anás, sogro do sumo sacerdote.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/jesus-e-levado-anas.html

Vimos também Pedro negar ao Senhor uma vez.

Agora, está na casa de Caifás.

Do lado de fora, Pedro se aquece. Espera para ver o que acontecerá.

Enquanto se aquece, alguém pergunta se ele não é um dos discípulos de Jesus.

Observamos a cena. Lembro-me dele dizendo ao Senhor que estava disposto a morrer com Ele. Do Senhor dizendo que ele O negaria. Pedro respondendo que não. Seu silêncio durante o jantar e a caminhada até o Getsêmani. Lembro-me dele, espada na mão, decepando a orelha do servo do sumo sacerdote.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/ele-e-amado-ou-odiado.html
Agora, alguém pergunta se ele é ou não um de Seus discípulos. Ele responde “não”. Simples assim. Apenas uma palavra.

Então um dos servos do sumo sacerdote, parente do homem cuja orelha o próprio Pedro decepara, insiste perguntando: “Eu não o vi com Ele no olival?”

Mais uma vez Pedro nega.

No mesmo instante um galo canta.


Em seguida, de Caifás os judeus levam Jesus para o Pretório. Pretório era a residência de Pilatos.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/01/os-acusadores-de-jesus.html

Já está amanhecendo e, para evitar se contaminarem cerimonialmente, os judeus não entram no Pretório. Querem participar da Páscoa. 

Pedem para chamar Pilatos.

Vamos ficar aqui.

Pedro nega ao Senhor. Os outros estão em casa, amedrontados. O que acontecerá?

Os judeus prendem um inocente. Arrumam falsas testemunhas contra Ele. Levam-no a Pilatos com a intenção de condená-Lo à morte. Mas não entram no Pretório porque querem participar da Páscoa e não querem estar cerimonialmente impuros.

Como assim? Não conseguem enxergar o que estão fazendo? A pureza que importa é apenas a cerimonial? O coração não conta? Podem participar da Páscoa mesmo que matem um inocente, mas não podem entrar na casa de um gentio para não ficarem impuros cerimonialmente? 

É isso mesmo? Que inversão de valores é essa? 

Será que o mesmo acontece em nossos dias? Será que a cerimônia, os ritos, os costumes  e as regras são mais importantes que a maneira como tratamos as pessoas? São mais importantes que conduta e caráter?

Que triste situação! Que o Senhor nos livre de amarmos os costumes e regras mais que às pessoas!

Amanhã continuamos.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Dois homens. Dois destinos.

Caminhamos entre os capítulos 26 e 27 de Mateus.

Enquanto estávamos observando o Senhor sendo julgado e condenado no Sinédrio, Pedro estava sentado no pátio. Aguardava os acontecimentos. Lembre-se ainda é noite.


Uma criada aproxima-se e diz, não pergunta, diz que ele também estava com Jesus, o galileu. Ele nega. Diz que nem sabia do que ela estava falando.


Esse é o Pedro que havia dito algumas horas antes que estava disposto a morrer com o Senhor?


Ele vai em direção à porta. Outra criada o vê. Diz praticamente a mesma coisa. Novamente ele nega. Dessa vez, jura que não conhecia Jesus. Tenho vontade de chorar.


Pedro provavelmente conversava, para passar o tempo. As horas passam devagar. A alvorada está quase chegando. Os que estão ali falam que certamente ele era um deles, seu modo de falar o denuncia. Seu sotaque o denuncia.


Ele começa a se amaldiçoar e a jurar dizendo que não conhece “tal homem”. Ele, que havia dito que estava disposto a morrer pelo Senhor. Agora diz que não conhece “o tal homem”.


Imediatamente o galo canta. Olho para Pedro. Ele lembra que Jesus havia dito que antes que o galo cantasse, ele O negaria três vezes.


Não o condeno. Quem disse que eu não faria o mesmo? E você?


Não consegue mais ficar ali. Ele sai. E chora amargamente.


Não sei onde Judas estava. Mas ao amanhecer, fica sabendo que Jesus foi condenado. Vamos acompanhá-lo.


Ele está cheio de remorso. Corre até aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos, devolve as trinta moedas de prata dizendo que pecou, traiu sangue inocente.


Fico pasma com a resposta deles. “Que nos importa? A responsabilidade é sua”. Como se eles não fossem responsáveis pela condenação de um inocente.


Judas joga aquele dinheiro, sujo, no templo. Sai de lá. E enforca-se.


Continuamos ali próximo aos chefes dos sacerdotes. Quero saber o que vão fazer. Eles ajuntam as moedas. Escuto, incrédula, dizerem que é contra a lei colocar aquele dinheiro no tesouro do templo por ser preço de sangue. Tramarem a morte de um homem inocente não é contra a lei? Consegue perceber a inversão de valores? Deviam ser representantes de Deus. Representam apenas seus próprios interesses egoístas e nojentos.


Compram o campo do oleiro com aquele dinheiro. Este campo ficou conhecido como Campo de Sangue, cemitério de estrangeiros. Mais uma profecia a respeito de Jesus se cumpre.


Vamos ficar por aqui. Ainda não consigo enfrentar o julgamento do Senhor.


Quero pensar nessas lições. Sente-se comigo.


Dois homens. Um negou ao Senhor. Outro O traiu. Um chora amargamente. Mais tarde saberemos que se arrependeu. O outro tem apenas remorso. Suicida-se. 


Arrependimento nos faz mudar de atitude. Remorso, não. Para o remorso não há solução. Para o arrependimento, sim. É o que o Senhor espera de nós. Mudança de mente, mudança que transforma nossas atitudes. Que nos traz para junto dEle, para fazer Sua vontade.

Quero sondar meu coração. Tenho andado em arrependimento diante dEle? Tenho deixado minha mente ser transformada pelo Seu maravilhoso Espírito?


E aqueles homens, sacerdotes e líderes religiosos? Invertendo valores. O dinheiro de sangue não podia ser usado para o templo, mas eles podiam, a bel-prazer, condenar um inocente? Que não sejamos religiosos, que tenhamos vida em Jesus.


Amanhã prosseguimos. Vamos enfrentar o julgamento. Nosso Senhor foi levado até Pilatos.