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quinta-feira, 2 de maio de 2019

2 Crônicas 33.1-25

Leitura do dia 02/05.

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas. Estamos terminando mais um livro maravilhoso, com muitas lições a ensinar.

Ontem vimos Ezequias restituir a Páscoa, não apenas em Judá, mas em Israel. Muitos voltaram para o Senhor. Os ídolos foram derrubados. O templo e o serviço religioso, restaurado. Ezequias passou por guerras e doença, apesar de sua fidelidade. Não estava imune. Assim como nós. Não existe imunidade para tais situações. Precisamos passar por elas e vencer. Com o Senhor Jesus ao nosso lado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-301-27.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-311-21.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-321-33.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos trinta e três a trinta e seis.

Manassés tinha doze anos de idade quando foi proclamado rei, no lugar de seu pai. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. Para nossa tristeza e desgraça de Judá, praticou tudo que o Senhor abomina.

Não seguiu o exemplo Ezequias. Antes, imitou as atitudes detestáveis das nações pagãs que o Senhor expulsara de diante dos israelitas. Parece que sua lista de pecados não acaba. Ele "chutou o pau da barraca" ou "pulou o 'corginho'", como dizem alguns.

Reconstruiu os altares idólatras que seu pai havia zelosamente destruído. Ergueu altares em homenagem aos baalins. Mandou construir totens e postes sagrados. Inclinou-se em adoração diante de todos os exércitos celestes e lhes prestou culto. Edificou altares pagãos no próprio interior da Casa do Senhor. Mandou construir altares a todo o exército de astros e estrelas do céu, nos dois pátios do templo do Senhor. Queimou seus próprios filhos em sacrifício no vale de Ben-Hinom. Praticou todo tipo de feitiçaria, magia e adivinhações. Recorreu às orientações de médiuns e aos que consultavam espíritos. Virou totalmente às costas para o Senhor. Seus pecados provocaram Sua ira.

Ele tomou uma imagem esculpida da deusa Aserá, que havia feito, e a colocou em destaque na Casa do Senhor. No lugar santo sobre o qual o Senhor havia declarado a Davi e a seu filho Salomão que colocaria Seu nome para sempre. Assim como nunca removeria os pés de Israel, da terra que destinara a seus antepassados, desde que tivessem o zelo de obedecer tudo que ordenara; toda a Lei, decretos e ordenanças transmitidos por Moisés.

Manassés perverteu Judá e o povo de Jerusalém ao ponto de fazerem ainda pior do que as nações pagãs que o Senhor havia aniquilado diante dos israelitas. Sim, infelizmente é isso mesmo. Dá para imaginar? Como esse homem se afastou do Senhor!

O Senhor, sempre misericordioso, advertiu Manassés e Seu povo. Não Lhe deram a mínima atenção. Então, enviou os comandantes do exército do rei da Assíria contra eles.

Capturaram Manassés. Aprisionaram-no com um gancho fixado nas narinas e algemas de bronze. Levaram-no para a Babilônia. Uma terrível humilhação para qualquer pessoa, imagine para um rei!

Em sua profunda angústia, Manassés buscou as misericórdias do Senhor. Reconhecendo seu erro, humilhou-se muito diante dEle. Quando orou, o Senhor o ouviu. Atendeu seu pedido. Trouxe-o de volta a Jerusalém e a seu reino. Assim Manassés concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. Aleluia!

Como o Senhor é bondoso. Ouviu Manassés apesar de tudo que havia feito. E o perdoou. Só depois de todo o sofrimento pelo qual passou foi que concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. O coração é o lugar onde "as coisas acontecem". Quantas vezes sabemos algo, mas fica apenas no nível do intelecto. Não adianta. Não nos traz transformação. Somente quando entendemos em nosso coração é que há mudanças, frutos.

Depois que voltou do exílio, reconstruiu e ampliou a altura do muro da Cidade de Davi. Também destacou oficiais do exército para guardar todas as cidades fortificadas de Judá. Tirou do templo do Senhor os deuses estrangeiros e a imagem que havia colocado lá, bem como todos os altares idólatras que havia mandado construir na colina do templo e em Jerusalém. Ele os lançou para fora da cidade.

Preste atenção: primeiro ele concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. Depois reconstruiu os muros que haviam sido derrubados na guerra contra ele. Colocou oficiais para guardar as cidades. Então, tirou do templo os falsos deuses e os lançou para fora da cidade. "Aqui vocês não entram mais". Depois de destronar os falsos deuses, reconstruiu o altar do Senhor.

Reconstruir é muito mais trabalhoso que apenas construir. Para reconstruir, precisamos derrubar o que está errado. Como é difícil!

Só apos a reconstrução, Manassés ofereceu sacrifícios de paz e comunhão. Então, adorou e louvou ao Senhor. Além disso, ordenou expressamente a todo o povo de Judá que O servisse de coração. Veja bem, de coração.

O povo, contudo, continuava a sacrificar nos lugares altos, isto é, nos altares idólatras. Mas faziam suas ofertas somente ao Senhor. Pelo menos isso.

As demais realizações de Manassés, inclusive sua oração de arrependimento ao Senhor e as palavras que os videntes e profetas lhe falaram em Nome do Senhor, estão registrados nas Crônicas Históricas dos Reis de Israel.

A súplica de Manassés, a resposta misericordiosa do Senhor, seus erros, pecados, suas atitudes desleais, os locais onde mandou edificar altares idólatras e ergueu totens pagãos para adoração a diversas imagens e ídolos, antes do seu arrependimento, estão devidamente narrados nos escritos históricos dos Videntes.

Como é maravilhoso saber que as misericórdias do Senhor não tem fim. Não importa quem tenhamos sido ou quem somos, Ele pode nos transformar. Ele nos busca. Ainda que viremos as costas, Ele continua a nos chamar. Enviando Sua palavra. Enviando Seus profetas. Nunca desiste de nós.

Manassés descansou com seus antepassados, e o sepultaram em sua propriedade. Seu filho Amom passou a reinar em seu lugar.

Amom tinha vinte e dois anos de idade quando deu início ao seu governo. Reinou dois anos em Jerusalém. Agiu de forma perversa. Fez tudo que o Senhor abomina. À semelhança das más atitudes do seu pai, antes de seu arrependimento.

Posso ler esses textos inúmeras vezes, não consigo entender. "Como pode?", me pergunto descabelada. Então lembro que todos temos o livre arbítrio. Lembro que temos nossas escolhas. O Senhor aponta o caminho. Não nos obriga a seguí-Lo. Ele mostra o que é melhor. Mas não nos impõe Sua vontade. Podemos olhar para trás. Observar os exemplos. E escolher quais decisões tomar. Quais atitudes ter. Está em nossas mãos. É nossa e só nossa, a responsabilidade.

Amom prestou culto e ofereceu sacrifícios a todos os ídolos que Manassés havia edificado e reverenciado. Entretanto, ao contrário de seu pai, Amom jamais se humilhou diante do Senhor. Fez pior. Cometeu mais erros e pecados. Elevando em muito sua culpa. Que terrível!

Seus próprios oficiais e servos de confiança conspiraram contra ele. Assassinaram-no nas dependências de seu palácio. O povo da terra matou todos que conspiraram contra Amom. Seu filho Josias foi proclamado rei em seu lugar.

Fica novamente a pergunta: Quais escolhas Josias fará? Seguirá os maus exemplos de seu pai e seu avô? Ou fará as escolhas certas e voltará seus olhos para o Senhor?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até lá, pensemos quais tem sido nossas escolhas. Nossas atitudes. E quais são os exemplos que desejamos seguir.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/destruicaoreconstrucao.html

sábado, 16 de março de 2019

1 Samuel 15.1-35

Leitura do dia 16/03.

Na postagem anterior vimos o voto insensato de Saul, que provocou o pecado de todo seu exército. Também vimos suas palavras precipitadas, que quase levaram Jônatas à morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-1424-52.html

Agora, continuamos através do capítulo quinze.

Um dia Samuel lembrou a Saul que fora ele quem o ungira rei. O Senhor o enviara com essa missão. Agora, havia mais uma mensagem do Senhor a ser entregue a Saul.

O Senhor resolveu “acertar as contas” com os amalequitas. Eles se colocaram contra Israel quando saía do Egito. Agora, Saul deveria ir e destruir completamente a nação amalequita. Ninguém seria perdoado. Nem sequer os animais.

Saul reuniu todo o exército. Duzentos mil soldados de Israel e dez mil de Judá. Armaram uma emboscada no vale. Antes, avisou aos queneus que saíssem de seu caminho. Eles foram bons com Israel. Não queria matá-los, nem mesmo acidentalmente. Eles saíram.

Saul atacou os amalequitas. E os derrotou.

Destruiu completamente o povo. Mas capturou Agague, o rei. Ele e seus homens pouparam Agague, assim como o melhor dos animais, ovelhas, gado, bezerros gordos e cordeiros.

Ao invés de obedecerem ao Senhor, destruíram apenas o que era de qualidade inferior ou não tinha valor.

Samuel ainda não havia encontrado Saul, mas o Senhor lhe contou que Saul havia se afastado dEle e se recusado a obedecê-Lo.

Samuel ficou tão triste, tão frustrado, que passou a noite todo clamando ao Senhor. Seu coração doía por Saul.

Na manhã seguinte, provavelmente sem dormir, foi atrás de Saul. Ficou sabendo que Saul fora para a região do Carmelo, onde levantara um monumento para si próprio. Sim, foi isso mesmo que lemos! Ele levantou um monumento para si. Não um altar para o Senhor.

Depois, foi a Gilgal. Quando Samuel o encontrou, Saul o cumprimentou todo feliz. Disse que cumprira a ordem do Senhor.

Samuel simplesmente pergunta que barulho de ovelhas e bois era o que estava escutando. Saul respondeu que os soldados haviam poupado o melhor das ovelhas e dos bois. Mas era por uma boa causa. Iam sacrificar ao Senhor.

Quando se trata de obedecer ou não, não existe “boa causa”. Apenas devemos obedecer, nada mais.

Samuel ordenou que Saul parasse de falar. Deveria ouvir o que o Senhor lhe falara naquela noite.

Saul quis saber o que o Senhor dissera. Samuel respondeu que embora Saul se considerasse insignificante aos seus próprios olhos, o Senhor o tornara líder de Israel. O Senhor também lhe dera uma ordem. Que destruísse completamente os amalequitas. Por que não obedeceu?

Aqui, vemos o problema de Saul. Sua autoestima era baixa. Ele gostou de ser líder. De ser estimado. Admirado.

Teimosamente, respondeu que obedecera. Cumprira a missão que o Senhor lhe dera. Apenas trouxera o rei Agague, mas destruíra todos os outros. E seus soldados trouxeram o melhor dos animais, para oferecerem ao Senhor, seu Deus.

Ele fala “seu” Deus. Não “meu” Deus, ou “nosso” Deus. Não era mais seu Deus? Quem era agora? Ele mesmo?

Samuel não desiste. Não se deixa convencer por desculpas esfarrapadas. Responde que obedecer é melhor que sacrificar. Submissão é melhor que a gordura de carneiros. E mais, a rebeldia é tão grave quanto a feitiçaria. E persistir no erro é como adorar ídolos. E pior, assim como ele rejeitou ao Senhor, o Senhor o estava rejeitando como rei.

Saul finalmente reconhece que pecou. Explica o motivo. Teve medo do povo. Por isso fez o que exigiram dele.

O mesmo homem que não ligou para os que o desprezaram, agora tem medo do povo. O mesmo homem que lutou contra Naás, que lutou contra todos os inimigos em redor de Israel, com medo do povo. Medo de não ser mais admirado e seguido.

Ele pede a Samuel que o perdoe. Por um motivo. Quer que Samuel o acompanhe no sacrifício.

Samuel repete que, uma vez que Saul rejeitou ao Senhor, Ele também o rejeitou. Parece que Saul não ouvira.

Saul não fala nada. Quando Samuel se vira para ir embora, porém, segura a barra de seu manto. Que rasga.

Samuel lhe diz que o Senhor rasgou dele o reino de Israel. E o entregou a outro. Alguém melhor que ele.

O que imaginamos a seguir? Que Saul se jogará no chão, rasgará suas vestes, colocará cinza sobre sua cabeça e clamará pelo perdão do Senhor? Pois bem. Ele diz que reconhece que pecou. Mas pede que Samuel vá com ele ao sacrifício, para que possa ser honrado diante de seu povo e diante de Israel.

Não se importa com a rejeição do Senhor! Não quer ser rejeitado por seu povo, nem por Israel.

Samuel resolve ir. Ordena que tragam Agague. Este vem todo satisfeito, achando que seria perdoado. Samuel o mata! Como o Senhor ordenara a Saul. Se Saul não cumpriu as ordens do Senhor, Samuel cumpre. O mesmo pode acontecer conosco. O que o Senhor ordenou, será cumprido. Se nos ordenou, que seja por nós, não por outro.

Samuel foi para Ramá. Saul voltou para Gibeá. Nunca mais os dois se viram. Samuel, porém, continuou lamentando o que acontecera com Saul.

O Senhor se arrependeu de ter estabelecido Saul como rei de Israel.

Meu coração fica pesado. E triste. Saul começou tão bem. Tinha tantas qualidades! Mas deixou que sua insegurança mandasse nele. Amou mais a aceitação dos homens, do que a aceitação do Senhor.

Não se importou em ser rejeitado pelo Senhor, desde que não fosse rejeitado pelos homens.

Que desejemos a aceitação, o reconhecimento e o favor do Senhor. Não dos homens. Que reconheçamos qual grave é a desobediência e o persistir no erro.

Terminamos hoje aqui.

Amanhã continuamos, através dos capítulos dezesseis a dezenove de 1 Samuel.

Espero você. Até lá.

1 Samuel 13.1-23

Leitura do dia 16/03.

Continuamos nossa caminhada através de 1 Samuel.

Ontem vimos Saul sendo ungido rei. Depois o vimos ser proclamado rei. Suas atitudes são surpreendentes. Ele derrota os amonitas. E Samuel se despede. Com as mãos limpas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-101-27.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-111-15.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-121-25.html

Hoje continuamos através dos capítulos treze a quinze.

Nesta postagem, o capítulo treze.

Saul estava com trinta anos quando começou seu reinado. Reinou durante quarenta e dois anos.

Nesta época, a guerra contra os filisteus era constante. Saul escolheu três mil soldados do exército de Israel para ficarem em campanha. Dois mil, mandou para Micmás e à região montanhosa de Betel. Mil foram com Jônatas, seu filho, para Gibeá.

Logo que chegou, Jônatas atacou e derrotou o destacamento dos filisteus em Geba.

Saul tocou a trombeta por todo Israel. Os soldados foram convocados para se reunirem a Saul em Gilgal.

Com a vitória de Jônatas, os filisteus odiaram os israelitas como nunca. Reuniram um exército de três mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e tantos guerreiros que não se podia contar. Eram como os grãos de areia na praia.

Os homens de Israel ficaram tão apavorados que se esconderam em cavernas, matagais, entre as rochas, buracos e cisternas. Alguns até atravessaram o Jordão.

Lembra que Samuel ordenara a Saul para esperá-lo por sete dias em Gilgal? Pois é. Ele estava esperando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-101-27.html

Mas...

Os soldados começaram a se dispersar. Saul começou a ficar desesperado. Ia acabar sem soldados.

Era o sétimo dia. O dia de Samuel encontrá-lo. Ele não esperou mais. Considerou que Samuel estivesse atrasado, embora ainda fosse o sétimo dia. Ofereceu o holocausto. O que não era sua função.

Exatamente no instante em que terminou de oferecer o holocausto, Samuel chegou. Saul foi cumprimentá-lo, mas Samuel imediatamente perguntou o que ele fizera.

Saul respondeu que vira seus homens se dispersando, Samuel não havia chegado no prazo combinado, os filisteus estavam prontos para lutar, ele ainda não havia pedido ajuda ao Senhor. Por isso, sentiu-se na obrigação de oferecer o holocausto.

Ah, que aprendamos que as circunstâncias não devem nos obrigar a fazer algo que não faz parte do nosso chamado. Não podemos fazer o que o Senhor não nos ordenou. Também não podemos agir antes do tempo dEle.

Se Saul estivesse esperado uns minutos a mais...

Samuel o chamou de tolo. Não guardara o mandamento do Senhor. Por ter assumido uma função que não era sua, não obedecendo ao Senhor, seu reino não permaneceria.

Começo a ficar triste. Esse homem não parece o mesmo que foi ungido rei. Tão diferente das atitudes que vimos ontem.

Samuel lhe diz que seu reino não permanecerá, mas não o vemos tomar nenhuma atitude. Não o vemos mostrar arrependimento. Nada. Apenas continua como se nada tivesse acontecido. Precisa ir para a guerra.

Na verdade, precisa se arrepender. E clamar ao Senhor.

Samuel partiu de Gilgal. Saul contou seus soldados. Só restavam seiscentos.

Os filisteus acamparam em MIcmás. Três grupos de ataque deixaram o acampamento. Cada um foi para um lado.

Naqueles dias não havia ferreiros em Israel. Os filisteus não permitiam. Assim, Israel não possuía espadas ou lanças. Sempre que precisavam afiar os arados, enxadas, machados e foices, tinham que levar a um ferreiro filisteu. Que cobrava em prata.

No dia da batalha, ninguém tinha espada ou lança. Somente Saul e Jônatas.

Um exército de apenas seiscentos soldados contra carros de guerra, cavaleiros e guerreiros que não se podiam contar. E nem tinham espadas ou lanças.

Que situação!

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Destruição/Reconstrução


Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas. 

Estamos quase terminando.

Ontem vimos que Ezequias passou por guerras e doença, apesar de sua fidelidade. Não estava imune. Assim como nós. Não existe imunidade para tais situações. Precisamos passar por elas e vencer. Com o Senhor Jesus ao nosso lado.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Hoje, caminharemos pelas páginas do capítulo 33.

Manassés tinha doze anos de idade quando foi proclamado rei. Reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. 

Para nossa tristeza e desgraça de Judá, praticou tudo que o Senhor abomina.

Não seguiu o exemplo de seu pai. Antes, imitou as atitudes detestáveis das nações pagãs que o Senhor expulsara de diante dos israelitas. Parece que sua lista de pecados não acaba. Ele "chutou o pau da barraca" ou "pulou o corginho", como dizem alguns. 

Reconstruiu os altares idólatras que seu pai Ezequias havia zelosamente destruído. Ergueu altares em homenagem aos baalins. Mandou construir totens e postes sagrados. Inclinou-se em adoração diante de todos os exércitos celestes e lhes prestou culto. Edificou altares pagãos no próprio interior da Casa do Senhor. Mandou construir altares a todo o exército de astros e estrelas do céu, nos dois pátios do templo do Senhor. Queimou seus próprios filhos em sacrifício no vale de Ben-Hinom. Praticou todo tipo de feitiçaria, magia e adivinhações. Recorreu às orientações de médiuns e aos que consultavam espíritos. 

Virou totalmente às costas para o Senhor. Seus pecados provocaram Sua ira. 

Ele tomou uma imagem esculpida da deusa Aserá, que havia feito, e a colocou em destaque na Casa do Senhor. No lugar santo sobre o qual o Senhor havia declarado a Davi e a seu filho Salomão que colocaria Seu nome para sempre. Assim como nunca removeria os pés de Israel, da terra que destinara a seus antepassados, desde que tivessem o zelo de obedecer tudo que Ele ordenara; toda a Lei, decretos e ordenanças transmitidos por Moisés. 

Manassés perverteu Judá e o povo de Jerusalém ao ponto de fazerem ainda pior do que as nações pagãs que o Senhor havia aniquilado diante dos israelitas. Sim, infelizmente é isso mesmo. Dá para imaginar? Como esse homem se afastou do Senhor!

O Senhor, sempre misericordioso, advertiu Manassés e Seu povo. Não Lhe deram a mínima atenção. 

Então, o Senhor enviou os comandantes do exército do rei da Assíria contra eles.

Capturaram Manassés. Aprisionaram-no com um gancho fixado nas narinas e algemas de bronze. Levaram-no para a Babilônia. Uma terrível humilhação para qualquer pessoa, imagine para um rei!

Em sua profunda angústia, Manassés buscou as misericórdias do Senhor. Reconhecendo seu erro, humilhou-se muito diante dEle. Quando orou, o Senhor o ouviu. Atendeu seu pedido. Trouxe-o de volta a Jerusalém e a seu reino. Assim Manassés concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. 

Como o Senhor é bondoso. Ouviu Manassés apesar de tudo que havia feito. E o perdoou. Só depois de todo o sofrimento pelo qual passou foi que concluiu que o Senhor é Deus. Concluiu em seu coração. O coração é o lugar onde "as coisas acontecem". 

Quantas vezes sabemos algo, mas fica apenas no nível do intelecto. Não adianta. Não nos traz transformação. 

Somente quando entendemos em nosso coração é que há mudanças, frutos.

Depois que voltou, reconstruiu e ampliou a altura do muro da Cidade de Davi. Também destacou oficiais do exército para guardar todas as cidades fortificadas de Judá. Tirou do templo do Senhor os deuses estrangeiros e a imagem que havia colocado lá, bem como todos os altares idólatras que havia mandado construir na colina do templo e em Jerusalém. Ele os lançou para fora da cidade. 

Preste atenção: primeiro ele concluiu em seu coração que o Senhor é Deus. Depois reconstruiu os muros que haviam sido derrubados na guerra contra ele. Colocou oficiais para guardar as cidades. Então, tirou do templo os falsos deuses e os lançou para fora da cidade. "Aqui você não entra mais".

Depois de destronar os falsos deuses, reconstruiu o altar do Senhor. Reconstruir é muito mais trabalhoso que apenas construir. Para reconstruir, precisamos derrubar o que está errado. Como é difícil!

Só apos a reconstrução, Manassés ofereceu sacrifícios de paz e comunhão. Então, adorou e louvou ao Senhor. 

Além disso, ordenou expressamente a todo o povo de Judá que O servisse de coração. 

O povo, contudo, continuava a sacrificar nos lugares altos, isto é, nos altares idólatras. Mas faziam suas ofertas somente ao Senhor.

As demais realizações de Manassés, inclusive sua oração de arrependimento ao Senhor e as palavras que os videntes e profetas lhe falaram em Nome do Senhor, estão registrados nas Crônicas Históricas dos Reis de Israel.

A súplica de Manassés, a resposta misericordiosa do Senhor, seus erros, pecados, suas atitudes desleais, os locais onde mandou edificar altares idólatras e ergueu totens pagãos para adoração a diversas imagens e ídolos, antes do seu arrependimento, estão devidamente narrados nos escritos históricos dos Videntes. 

Como é maravilhoso saber que as misericórdias do Senhor não tem fim. 

Não importa quem tenhamos sido ou quem somos, Ele pode nos transformar. Ele nos busca. Ainda que viremos as costas, Ele continua a nos chamar. Enviando Sua palavra. Enviando Seus profetas. Ele nunca desiste de nós.

Manassés descansou com seus antepassados, e o sepultaram em sua propriedade. Seu filho Amom passou a reinar em seu lugar.

Amom tinha vinte e dois anos de idade quando deu início ao seu governo. Reinou dois anos em Jerusalém. 

Agiu de forma perversa. Fez tudo que o Senhor abomina. À semelhança das más atitudes do seu pai, antes de seu arrependimento.

Posso ler esses textos inúmeras vezes, não consigo entender. "Como pode?", me pergunto descabelada. Então lembro que todos temos o livre arbítrio. Lembro que temos nossas escolhas. 

O Senhor aponta o caminho. Não nos obriga a seguí-Lo. Ele mostra o que é melhor. Mas não nos impõe Sua vontade. Podemos olhar para trás. Observar os exemplos. E escolher quais decisões tomar. Quais atitudes ter. Está em nossas mãos. É nossa e só nossa, a responsabilidade.  

Amom prestou culto e ofereceu sacrifícios a todos os ídolos que Manassés havia edificado e reverenciado. Entretanto, ao contrário de seu pai, Amom jamais se humilhou diante do Senhor.

Fez pior. Cometeu mais erros e pecados. Elevando em muito sua culpa. Que terrível!

Seus próprios oficiais e servos de confiança conspiraram contra ele. Assassinaram-no nas dependências de seu palácio. 

O povo da terra matou todos que conspiraram contra Amom. Seu filho Josias foi ploclamado rei em seu lugar.

Fica novamente a pergunta: Quais escolhas Josias fará? Seguirá os maus exemplos de seu pai e seu avô? Ou fará as escolhas certas e voltará seus olhos para o Senhor?

Amanhã veremos. Espero você.

Até lá, pense em quais tem sido suas escolhas. 

Quais tem sido suas atitudes? Quem são os exemplos que deseja seguir?

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Prisioneiros

Continuamos nossa caminhada através de 2 Crônicas.

Ontem vimos que Jotão dirigia seus passos segundo a vontade do Senhor. Por isso, foi tornando-se mais poderoso e conhecido.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/andando-corretamente.html

Hoje caminharemos pelas páginas do capítulo vinte e oito.

Acaz estava com vinte anos quando começou a reinar. Reinou dezesseis anos.

Não fez o que é justo e agradável aos olhos do Senhor, como Davi, seu antepassado. Imitou os reis de Israel. Até mandou construir ídolos e imagens fundidas para os baalins. Queimou perfumes sagrados no vale do filho de Hinon. Chegou a sacrificar seus próprios filhos no fogo, como as nações pagãs faziam. As nações que o Senhor havia expulsado, pelos seus maus caminhos.

Acaz sacrificava e queimava incenso nos altares, nas colinas e até debaixo de toda grande árvore verdejante.

Por esse motivo, o Senhor o entregou nas mãos do rei da Síria. Eles o derrotaram. Fizeram muitos prisioneiros. Levaram-nos cativos para Damasco, longe de suas terras. O pecado nos afasta de nosso lugar de direito.

Israel também lutou contra Acaz. Ele sofreu uma grande derrota. Em apenas um dia de batalha, Peca, filho de Remalias, matou cento e vinte mil guerreiros valorosos de Judá. Tudo porque Judá abandonou o Senhor.

Zicri, poderoso soldado de Efraim, matou Maaseias, filho do rei. Matou também Azricão, mordomo do palácio e Elcana, o segundo depois do rei. Israel levou duzentos mil, entre mulheres, meninos e meninas, presos para Samaria. Saquearam deles grande despojo.

O pecado de Judá fez com que os homens morressem e suas mulheres e filhos fossem levados cativos. Que terrível! Que responsabilidade temos para com nossa casa. Não podemos nos desviar do Caminho.

Em Samaria havia um profeta do Senhor, chamado Odede. Ele foi ao encontro do exército que voltava da guerra. Advertiu-os dizendo que o Senhor estava irado com Judá, por isso os entregara a Israel, mas eles haviam matado seus irmãos com tamanho ódio e violência que sua maldade ficou evidente nos céus. E agora, ainda queriam sujeitar o povo de Judá e de Jerusalém à condição de escravos. Eles, que também eram culpados diante do Senhor. Odede pediu-lhes que o atendessem e fizessem voltar os presos que haviam tomado, pois a ira do Senhor já estava contra eles.

Então, alguns homens dentre os chefes de Efraim levantaram-se e disseram que esses israelitas não entrariam em suas terras, acrescentando aos seus erros e pecados mais esta culpa de fazerem seus próprios irmãos de escravos. Disseram que sua culpa já era muito grande e a brasa da ira do Senhor já estava sobre suas cabeças.

Embora o povo de Israel estivesse distante do Senhor, quando os soldados ouviram essas palavras, abandonaram os presos e o despojo. Colocaram tudo diante dos príncipes e de toda a congregação.

Então, certos homens, designados nominalmente, puseram-se a reconfortar e encorajar os prisioneiros. Ah, como isso é lindo! Esses homens eram conhecidos por seus atos, por isso foram designados nominalmente para essa bendita tarefa.

Usando o próprio despojo, vestiram todos que estavam nus. Deram-lhes roupa, calçado, alimento, bebida e abrigo. Depois colocaram os fracos e feridos sobre animais de cargas, até seus irmãos que estavam em Jericó. Em seguida retornaram para Samaria.

Nessa época, os edomitas atacaram Judá mais uma vez. Derrotaram-na e fizeram muitos cativos. Os filisteus invadiram as cidades da planície e do sul de Judá. Também tomaram Bete-Semes, Aijalom, Gederote, Socó e seus povoados, Timna e suas aldeias, Ginzo e seus arredores, estabelecendo-se ali.
Tudo porque o Senhor humilhou Judá, por causa dos pecados de Acaz.

Ele foi responsável por conduzir Judá a pecar de modo desenfreado. Por essa razão, o Senhor desprezou completamente Judá. Que terrível ser conhecido dessa forma e ter um povo inteiro desprezado por sua conduta.

Acaz pediu ajuda aos reis da Assíria. Ele pegou alguns objetos valiosos dos despojos que estavam guardados na Casa do Senhor, e também tesouros que estavam no palácio real e na casa dos príncipes.

Entregou tudo a Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Contudo, isso não o ajudou em nada. Tiglate-Pileser veio e, ao invés de servir de ajuda, causou a Acaz problemas ainda maiores.

O Senhor tentou atraí-lo de diversas formas, mas seu coração não se voltava para o Senhor, não se arrependia. Mesmo nesse tempo em que passou por várias provações, Acaz não mudou sua atitude. Pelo contrário, tornou-se ainda mais infiel ao Senhor. Chegou a oferecer sacrifícios às divindades pagãs de Damasco, que o haviam derrotado. Em sua vã imaginação, creu que os deuses da Síria os haviam ajudado, então o socorreriam. Essa devoção foi precisamente a causa da sua queda fatal e da ruína de todo o Israel.

O Senhor abomina a idolatria. Só Ele é o Senhor.

Acaz juntou os utensílios da casa do Senhor, fê-los em pedaços e fechou as portas do templo do Senhor. Ainda fez altares pagãos em todos os cantos de Jerusalém. Além disso, em cada cidade de Judá, mandou construir altares idólatras para queimar sacrifícios e perfumes a outros deuses, provocando a ira do Senhor.

Você pode imaginar? Ele pegou os utensílios da casa do Senhor e os fez em pedaços. Ainda fechou as portas do templo. Sua decadência só ia piorando. Além disso, fez altares aos falsos deuses, em todos os cantos de Jerusalém.

Acaz morreu e foi sepultado em Jerusalém. Mas não no túmulo dos grandes reis.

Seu filho Ezequias reinou em seu lugar.

Que possamos ser como Odede. Enquanto o povo estava longe do Senhor, ele possuía e entregava Sua Palavra, Suas exortações.

Que não façamos de nossos irmãos, escravos, ainda que estejam longe do Senhor. Na verdade, eles precisam ser cuidados. E devolvidos a seus lugares.

Que sejamos como aqueles homens de Efraim que desejavam limpar suas vidas e não permitiram que mais pecado entrasse em suas cidades.

Que sejamos como os homens citados nominalmente para cuidar, encorajar e fortalecer os que haviam sido levados cativos e que os devolvamos aos seus respectivos lugares.

Que sejamos homens e mulheres, conhecidos pelos seus nomes, chamados para o Senhor, para mostrar o caminho de volta a Ele.
https://www.youtube.com/watch?v=tFmNYHeuIrc&list=RDtFmNYHeuIrc&start_radio=1

Amanhã continuamos. Espero você.