domingo, 29 de maio de 2016

Deus não se esqueceu

Vamos percorrer as páginas de Rute? Um de meus livros preferidos.

Mas, permitam-me a interpretação. Hoje sou Noemi, a Agradável. E assim, sendo Noemi, leremos essa maravilhosa história.

A fome tem assolado nossa amada terra, Israel. Tenho visto meu marido angustiado. Pensamento distante. Sem saber ao certo o que fazer. 

Um dia, muito sério, dor no coração, conta-me seus planos. Vamos passar um tempo fora. 

Nosso pai Abraão também saiu dessas terras quando em época de fome. Isaque também. E Jacó, com toda sua família. 

Diferente deles, que foram para o Egito, vamos a Moabe. Meu coração se parte. Temos que deixar nossa terra tão amada. Junto nossos pertences. E vamos. Ele, eu e nossos dois filhos. Espero que seja por pouco tempo. E que sejamos bênçãos naquela terra. Foi isso que nosso Deus nos ensinou. Ser bênção. 

É verdade, estamos indo fugindo da fome. Não importam as circunstâncias. Temos que ser bênçãos. Essa é Sua ordem para nós. 

Ficamos naquela terra estranha. Meu marido morre. Que dor. Meu coração sangra. Enxugo minhas lágrimas. Tenho dois filhos. Que são minha alegria. E precisam de mim. E eu deles.

Eles se casam. Com Orfa e Rute. Duas belas mulheres. A quem aprendi a amar. A abençoar. E sei que me amam também. É verdade, são moabitas. Nós fazemos parte do povo que Deus escolheu para ser Sua propriedade peculiar. E nós, bênçãos para todas as nações. E as abençoamos. São nossa família agora.

De repente, a tristeza assola minha vida. Como uma onda me engole. Meus filhos morrem. Sinto-me afogada. Não há como enxugar minhas lágrimas. Sou dor. Minha alegria se foi. Nunca mais vou sorrir. Não há mais como ser agradável. Minha boca amarga. Meu coração secou. Sou Mara, a Amarga. Noemi, a Agradável, morre com eles.

Resolvo despedir minhas noras. Não há porque mantê-las junto a mim. Não tenho mais esperança. Não tenho mais vida. Não tenho mais nada. 

Como ser bênção na vida de ambas? Liberando-as. São novas. Podem se casar novamente. Quem sabe, ter filhos? Como eu desejava netos! A continuidade de nossa família! 

Sou apenas lágrimas. Despeço-me de ambas. Choramos muito juntas. Abraçadas. Minhas filhas. Mas é o melhor a fazer. 

Nenhuma delas quer me deixar. Explico que não tenho mais nada a oferecer. Que ouvi dizer que o Senhor visitou minha terra. Há colheitas novamente. É meu último alento. Voltar para casa. E morrer. Mas então, lembro a mim mesmo que já estou morta. Sou Mara. 

Após muita relutância, Orfa volta para casa de seus pais, mas Rute não. Ela se prende a mim. E fala aos meus ouvidos doces palavras. O meu povo é o seu povo. Nosso Deus, o mesmo. E minha terra será a sua terra. Afirma que só a morte nos separará. Não há o que fazer. Ela está completamente determinada a me seguir. 

Rute também perdeu o que tanto amava. Seu marido, meu filho. E o Senhor, não entendo, não lhe concedeu um filho sequer. Sou a lembrança de seus sonhos, de seu amor, de sua vida. 

Tomamos nas mãos alguns poucos pertences e seguimos. Juntas. Temos apenas uma à outra. E a dor.

Quando chego a Belém, as mulheres sussurram meu nome. Não tem certeza se sou eu realmente. Com os olhos procuram meu marido. Meus filhos. Mas somos apenas duas mulheres. Tristes. Viúvas. Sozinhas.

Ouço meu nome. Meu antigo nome. Peço que me chamem Mara, a Amarga e não mais Noemi, a Agradável. O Senhor me tratou com amarguras. Se mostrou desfavorável a mim. 

A única coisa que me impede de nunca mais levantar é Rute. Apesar de sua dor, está sempre procurando amenizar a minha. Logo que chegamos, me consulta se pode ir ao campo para conseguir nosso alimento. Eu a abençoo para que vá. 

Ela passa o dia inteiro fora. Ao por do sol a vejo chegando. Rosto cansado. Mas em paz. Ela vem com um cesto enorme. Pesado. Colheu vinte e cinco quilos de cevada. E ainda trouxe comida para mim. 

Pergunto onde trabalhou. Desejo que Deus abençoe o homem que lhe foi generoso. Para minha surpresa, ela fala que esteve todo o dia no campo de Boaz, o Valente. Me conta o quanto ele foi gentil e a abençoou. 

Boaz, o Valente, é parente de meu amado marido. Sempre agiu com atos de justiça e misericórdia. Agora, até para com os mortos! 

Apesar de toda minha dor e amargura consigo ver a mão do Senhor sobre Rute. Ela poderia ser molestada em qualquer outro lugar, mas não nos campos de Boaz. E isso acalenta um pouco meu coração. 

Sei que é meu dever buscar um lar seguro para a felicidade dela. Talvez por isso tenha voltado comigo. Talvez Deus não tenha se esquecido de nós. Ainda não sei bem o que fazer mas serei bênção de alguma forma para ela. Como tem sido para mim. Mesmo eu sendo apenas dor. 

Surge uma oportunidade. Conto meu plano a Rute. Espero que concorde. Hoje à noite Boaz estará debulhando cevada na eira. Mando que se arrume. Se perfume. E quando ele se retirar para dormir, descubra seus pés e se deite. Sei que ele agirá corretamente. Rute concorda com meu plano. 

Fico sem dormir. Em meu coração surge um fio de esperança. Talvez eu volte a sorrir. Talvez volte a ser Agradável novamente. 

No meio da noite, Rute me contou, Boaz acordou sobressaltado. E, como a instruí, Rute lhe pediu que estendesse seu manto e nos resgatasse. Boaz se admirou com sua atitude. Rute, estava novamente sendo generosa para comigo, procurando alguém que nos remisse e não apenas se casasse com ela.

Boaz então, lhe explicou que havia um outro remidor e a despediu com seis medidas de cevada, para que ela não voltasse de mãos vazias até a mim. Disse a ela que iria resolver essa questão.

Eu a tranquilizei. Agora é esperar. De repente, nossas vidas podem mudar. Nossas feridas sendo cicatrizadas. Acho que Deus se lembrou de nós, para nos abençoar! Nos colocou no caminho desse justo homem.

Boaz sentou-se à porta da cidade, como o costume e coincidentemente, naquela hora, passou o remidor. Boaz então, perguntou se ele queria exercer o direito de resgate. Ele disse que sim. Boaz o lembrou que juntamente com a terra, deveria tomar Rute como esposa e perpetuar o nome de Malom, meu falecido e querido filho. 

O homem declinou de seu direito. Não quis dividir seus bens e propriedades, suscitando o nome de seu parente e, como o costume, tirou uma de suas sandálias, passando o direito a Boaz. 

Boaz, o Valente, então nos remiu. Houve alegria entre os que ali estavam. Todos viram nossa dor e como Rute era uma mulher honrada, ainda que fosse de Moabe. Eles a abençoaram para que fosse como Raquel e Lia, que juntas formaram a tribo de Israel e que Boaz fosse poderoso e cheio de prestígio em nossa terra. 

Então, Boaz e Rute se casam. Como foi bom ver o sorriso nos olhos de Rute. A esperança novamente ali, brilhando. E meu coração se animou um pouquinho. Quem sabe o Senhor se lembre de mim? 

E foi assim. A dor passou. Olho para trás e vejo as cicatrizes. Os caminhos e os pensamentos de Deus são melhores que os meus. Quando não havia mais esperança, quando não havia mais nada, o Senhor abençoou Rute e Boaz e eles tiveram um filho. Meu neto. Obede, O que adora. Suscitaram a descendência de Malom. Não seremos mais esquecidos. 

Rute é tão generosa que o menino, Obede, é meu. Uma alegria. Vive em meus braços. Como meu filho. Meu nome voltou a ser Noemi, a Agradável. O sorriso voltou à minha face. As mulheres não me olham mais pesarosas. Reconhecem que o Senhor me abençoou. Afirmam que meu neto será célebre em Israel e que Rute, minha nora querida, que muito me ama, é mais valiosa que sete filhos! E elas tem razão. 

Quando não havia mais esperança,  Deus se lembrou de mim. E me remiu. Curou minha dor e me alegrou.

Podemos estar passando por situações que nos impedem de enxergar o futuro de paz que o Senhor tem para nós, mas Ele pode alterar nossas circunstâncias. Noemi apenas viu Obede. Mas nós sabemos onde essa história foi parar. Obede foi pai de Jessé, Jessé pai de Davi, o homem segundo o coração de Deus e dessa raiz veio o nosso Remidor, o Messias, Jesus, o Filho de Davi, o Desejado das Nações.

"Àquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o Seu poder que age em nós, a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém!" - Efésios 3.20,21

Não desista. O Senhor pode curar nossas dores. Sempre.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Esperando no Senhor



A espera é algo que sempre temos que experimentar.

Quando bebês, esperamos a hora de nos alimentar. E, não sabendo como falar, choramos em nossa espera, clamando pelo alimento necessário.

Quando crianças, esperamos nossos pais chegarem do trabalho, sem saber de onde vem ou o que estavam fazendo. Simplesmente esperamos.

Esperamos a hora de ir à escola. Depois, esperamos o recreio. A saída. As férias.

Ah, e nosso aniversário? Quando crianças, esperamos ansiosamente por esse dia e mal termina a festa, já estamos esperando a do próximo ano. E o Natal. Os presentes.

Depois, outros tipos de espera. O dia da prova. A prova. O resultado. E finalmente, a formatura.

Esperamos uma entrevista. Um concurso. Seu resultado.

Esperamos uma viagem. Uma notícia. Um diagnóstico.

Esperamos o cumprimento de promessas.

Esperar. Ao longo da vida torna-se algo corriqueiro. Na maioria das vezes, não muito agradável.

No trânsito, esperamos o sinal abrir. Fechar. O trânsito andar. O pedestre atravessar. Ou o carro passar.

Esperamos a chuva parar. O sol voltar a brilhar. A lua surgir. O dia amanhecer.

Há várias maneiras de se esperar. Diferentes em função do que se espera.

Esperamos na fila do mercado. Já cansados da compra. Desejando estar livres daquele lugar.

Esperamos na fila do caixa de uma livraria. Ansiosos para chegar em casa e começarmos uma nova leitura, um novo aprendizado.

Esperamos na fila de um banco. Contando os segundos para sair dali.

Esperamos em frente a um estádio. Com muita vontade de entrar. Sentar e esperar o jogo começar. E esperamos que nosso time ganhe. E que o jogo termine. E o campeonato.

Esperamos na sala de um consultório, muitas vezes ansiosos por algum diagnóstico. E esperamos que tudo esteja bem.

Esperamos na fila de um cinema. Prontos para uma nova aventura. 

Esperamos em um aeroporto. Eufóricos por uma viagem e todas as emoções nela prometidas.

Um noivo espera sua noiva atravessar a nave da igreja para se reunir a ele na cerimônia em que os unirá diante de Deus e de testemunhas. Com o coração cheio de ternura e alegria.

Como nosso ânimo é diferente de acordo com aquilo que esperamos!

A Bíblia fala em Isaías 40, versículos 30 e 31: “Ora, até os adolescentes se cansam e ficam exaustos, e os jovens tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças. Voam alto como águias; correm e não se fatigam, caminham e não se cansam”.

Quando estou na cadeira de um aeroporto, o meu ânimo é completamente diferente de eu estar na cadeira de uma clínica para fazer um exame ou aguardando um resultado.

No aeroporto estou cheia de expectativas, esperando o voo que me levará a uma viagem cheia de promessas. Amo viajar. Seja rever lugares ou conhecê-los. É sempre uma deliciosa aventura.

Na clínica, espero com um pouco de apreensão.

Agora, e esperar em Deus?

Esperar, no hebraico “qawar”, indica dependência e esperança.

Esperar em Deus não se refere a mim, mas a Ele. Estou esperando nEle, por Ele. E Ele é Aquele que trabalha por quem nEle espera (Isaías 64.4). Completamente confiável.

Ele não faz um serviço por obrigação ou cobrança, Ele faz porque Ele É. Um Deus que se alegra em abençoar.

Estou esperando em Deus, no Criador do Universo, no meu Remidor. Minhas expectativas são maiores do que a de um simples voo que me levará a algum lugar desejado. Meu estado de espírito tem que ser o de grandes expectativas. Repleto de dependência e esperança.

Não estou esperando um empregado de algum lugar, me atender com má vontade, sem sequer olhar para mim. Sem a certeza de que serei atendida a contento. Estou esperando EM DEUS!

Que estado de espírito deve ser o meu? De murmuração ou coração acelerado porque a espera me trará um fruto maravilhoso?

É verdade, a espera muitas vezes cansa. Mas os que esperam no Senhor tem suas forças renovadas, restauradas, consertadas, revigoradas. E mais, os que nEle esperam voam alto como águias, não dão “pulinhos” como as galinhas. Voam. Não voam como um pardal. Voam alto, como águias. E quem voa como águia tem uma visão privilegiada do todo, enxergam o cenário, como deve ser enxergado. E não para por aí. Correm e não se fatigam, caminham e não se cansam. Por quê? Por terem suas forças renovadas nEle. Sempre que se cansam, vem o renovo.

Esperar no Senhor deve ser algo agradável, e não uma tarefa árdua. Porque Ele sempre tem o melhor.

Devemos esperar como uma criança espera a entrega de um presente. Coração acelerado. Olhos brilhando. Sorriso no rosto. Pulando. Um grito na garganta. Expectativa.

Esperar no Senhor não significa ficar sentado à beira do caminho até que as coisas aconteçam. É viver. Viver em abundância. É aprender com cada experiência, a cada dia. Aproveitando o tempo. O processo.

Quando estou esperando, sempre tenho um livro à mão. E faço a espera ser agradável. Se com alguém, aproveito o tempo conservando. E o tempo passa. E nem percebo. Porque tenho uma atividade. E é agradável.

Como temos esperado em Deus? Com o coração cheio de dúvida. Sentados à beira do caminho ou aproveitando o tempo e aprendendo?

Afinal, estamos esperando no Senhor. Naquele que nos ama. Que deu Sua vida por nós. 

Podemos esperar, como o salmista (Salmos 40.1), com paciência, pois Ele sempre é fiel, é Sua natureza. Seus planos, certamente, são melhores que os nossos. Seu amor por nós já foi provado. De forma extrema.

Esperar no Senhor é melhor que esperar um avião que me levará a um bom destino. Ele nunca falha. Não atrasa. Não muda o “portão de embarque”. Sabe o que é melhor. E nos ama. 

E Ele só precisa de um instante, para que tudo seja mudado. A nosso favor.

domingo, 22 de maio de 2016

Enfrentando nossas guerras


É certo que as lutas e dificuldades virão.

Muitas vezes, quando abrimos os olhos estamos em meio a um redemoinho de lutas. Sem que possamos escolher.

Somos todos guerreiros. Que enfrentam guerras todos os dias. Em nossas mãos, o poder da escolha: que tipo de guerreiro serei?

Quando Israel ia à guerra, segundo Deuteronômio capítulo 20, os guerreiros eram lembrados que, mesmo sendo os inimigos mais poderosos, não deveriam se entregar ao medo, pois o Senhor estava com eles. Nenhum guerreiro iria para a guerra se seus pensamentos estivessem em outro lugar que não fosse aquela batalha. Os medrosos não deveriam ir, para não desanimarem seus companheiros. Só iam à batalha os que estavam focados e tinham coragem.

Que tipo de guerreiro somos nós? Os processos nos capacitaram? Estamos focados? Queremos vencer? 

Precisamos ser como os guerreiros de I Crônicas. O capítulo 5 (versículos de 18 a 22) e 12 (versículos de 8 a 15) nos falam de guerreiros vencedores. Guerreiros experientes nas batalhas. Para isso temos que passar por elas. Não existe uma fórmula mágica ou instantânea. A experiência, só pela prática. Ainda que estejamos cansados, temos que guerrear. Focados.

Que sejamos hábeis com o escudo da fé e a espada do Espírito. Aqui é preciso praticar, conhecer, saber manejar e então, utilizar com destreza. 

Que sejamos certeiros no manejo de arcos e armas de guerra. Nossa vida, dons e talentos sendo usados a serviço do Senhor e das pessoas. 

Que acertemos ferozmente o inimigo com nossas escolhas e atitudes. 

Que clamemos ao Senhor em nossas batalhas. É certo que sem Ele é impossível continuar a caminhada.

Que sejamos por Ele ajudado, porque toda a nossa confiança está depositada tão somente nEle. E só por Ele nos mantemos em pé. Ele compreende nossas fragilidades. Sabe nossos limites. E nos anima. Nos fortalece.

Que sejamos guerreiros que sabem que a batalha não é nossa. É do próprio Senhor dos Exércitos, o Todo Poderoso, o Senhor do Universo. Aquele que nunca perdeu e que não sabe o que é se cansar. É Ele quem está ao nosso lado e é nossa retaguarda. Seus braços estão ao nosso redor. A nos proteger e amparar.

E, não vamos nos esquecer, de modo algum que devemos aproveitar nossos vales e cavar poços, muitos poços. Para abençoar muitas vidas. Esse é o nosso chamado, o nosso DNA: "Sê tu, uma bênção!" Independente das circunstâncias. E das lutas que nos assolam.

Que sejamos como os descendentes de Gade. Guerreiros corajosos e treinados, que manejam com destreza o escudo e a lança. Que nossos rostos sejam fortes e decididos, como o rosto de um leão. Que sejamos ágeis como as mais rápidas corças. Que, em nossa fraqueza tenhamos o valor de um exército de cem homens e em nossa força, que sejamos como mil soldados. Que atravessemos rios, mesmo que transbordem em todas as suas margens, e saqueemos o inferno.

Que sejamos como os guerreiros de Davi em Hebrom, como em I Crônicas 12.23-40. Guerreiros sempre muito bem armados para a guerra, com escudo e lança. Nunca esquecendo nossas armas de defesa e ataque. 

Fé é o nosso escudo, para desfazermos os dardos inflamados do maligno. A Palavra e nossos dons, os ataques. 

Que sejamos guerreiros treinados e prontos para o combate, a cada dia. Que o renovo do Senhor esteja sobre nós e nos faça sempre valentes. 

Que sejamos valorosos soldados. Conhecidos por nossos feitos. Indicados pelo Senhor, por nossos nomes, lembrando quem somos. 

Que sejamos poderosos estrategistas, como os duzentos chefes da tribo de Issacar, que sabiam como Israel deveria agir em QUALQUER circunstância. Que comandavam todos os seus parentes, como conta em I Crônicas 12.32.

Que sejamos soldados corajosos, experientes e hábeis com todo tipo de arma, prontos para a guerra. Decididos a cooperar com Deus. Sempre prontos para qualquer combate.

Quem pode com um guerreiro assim? Nosso destino é a vitória!

Que sejamos como Davi em I Crônicas 14.8-17. Se os filisteus vêm contra nós com todo o seu exército a fim de nos prender, que saiamos para enfrentá-los. Eles sempre vêm. Tendo ou não um Golias, eles sempre vem. 

Que consultemos ao Senhor. Peçamos-lhe as estratégias e em seguida, ação. Porque toda oração produz uma ação. Não há como ser diferente.

Que o Senhor dizime os nossos inimigos, da mesma forma que uma enchente causa uma grande destruição.

Que "batizemos" nossas vitórias de "O Senhor que Rompe os Obstáculos".

Que sejamos como Davi. Forte e valoroso. Que consulta ao Senhor. Que aguarda Seu conselho e que age de acordo com Seu comando.

E que, a cada dia consultemos ao Senhor, porque os vales continuam sendo atacados, mas os tempos e as estratégias mudam. E se fizermos exatamente como o Senhor nos orientar, Ele irá adiante de nós e ferirá todo o exército inimigo.

Por isso a importância, sempre, de gastar tempo com Ele, de estar em Sua presença, de ouvir Sua voz. E aprender.





quarta-feira, 18 de maio de 2016

Você e eu, fazemos a diferença

Vamos ler mais um pouquinho do livro de Reis?

Por mais que eu tenha lido várias e várias vezes, meu coração fica apertado com as narrativas. Leio sempre como se fosse a primeira vez e meu coração se parte em mil pedaços, pensando no coração do Pai.

Cada rei que assume, fico querendo que seja diferente. Que seja como Davi. Mas tudo o que vejo é um desfile de reis que não conhecem ao Senhor. Que não O amam. E sempre choro. Uma enorme tristeza.

E por mais que o Senhor continue enviando profetas, e falando através de suas vidas e ministérios, ninguém dá ouvidos. 

Abandonaram ao Senhor, a fonte das águas e ainda cavaram cisternas rotas que não retém águas (Jeremias 2.13). Buracos inúteis. 

Não posso me conformar com alguém deixando ao Senhor!

E o Senhor, sempre misericordioso, retarda as consequências do pecado sobre uma nação inteira por amor a Ele e por amor a Davi. Um homem apenas fez com que o Senhor retardasse as consequências das escolhas de uma nação inteira. Um único homem. Só um.

Então finalmente aparece Ezequias. E é um alento no meio daquele monte de reis que só faziam besteira! É muito lindo quando recebe uma palavra de morte, chora copiosamente diante do Senhor e o Senhor o atende. 

O profeta Isaías nem tinha voltado para sua casa e o Senhor o envia novamente com uma palavra de cura. Resposta imediata. Como é bom quando o Senhor age assim! De qualquer jeito, é bom, muito bom quando o Senhor age. Como está escrito em Isaías 64.1-4. 

Ezequias morre e seu filho Manassés reina em seu lugar. Mesmo conhecendo a história, boba eu, tenho esperança de que vou ler algo diferente. Nada. Manassés se especializa na apostasia. Faz pior que todos os outros reis. Apesar de Ezequias ter caminhado em fidelidade, sinceridade e integridade diante de Deus.

E por causa de um único homem, o Senhor desiste de perdoar uma nação inteira! Um único homem. Um só.

Depois que Manassés morre,  Amom reina em seu lugar. Amom morre. E finalmente aparece Josias. O rei prometido em I Reis 13.2, quando o "homem de Deus" profetiza sobre sua vinda, falando até seu nome, Josias, "Salvação Trazida por Deus". 

Antes mesmo de ouvir a Palavra, estava interessado em consertar a casa do Senhor. Quando acham o "Livro" e toma conhecimento, imediatamente se arrepende. Fico imaginando o coração do Senhor. 

Josias é um homem apaixonante. O zelo pelo Senhor toma conta dele, que sai estraçalhando altares, ídolos, e profanando tudo que o Senhor abomina. Fico empolgada com tudo o que faz. Amando ao Senhor de todo o seu coração. Mas Faraó Neco o mata no campo de batalha em Megido e, tristemente, posso me imaginar vendo a cena, no lugar onde foi. Estive lá. 

Seu filho reina em seu lugar. E tudo começa de novo. Apostasia. Não sei ler e não entrar nas páginas da Bíblia. E duas coisas mexem muito comigo aqui.

Um único homem e o poder que pode exercer. De mudar decretos e destinos. 

Pensava que eu era apenas uma única mulher. O que poderia fazer? Descobri que no meu DNA carrego uma ordem e uma promessa de Deus. Ser bênção e abençoar as famílias da terra. 

Todos carregamos esse DNA. Por isso, o lugar onde mais temos que ser seguidores do Senhor é a nossa casa. Quem mora conosco tem condições de dar testemunho de nós. E de nos seguir.

Nossas vidas e atitudes precisam falar por nós. Precisamos influenciar nossa família. Nossos filhos são nossos legados. A herança de Deus para nós. 

Quantas vezes pensei em desistir dos meus sonhos mas não o fiz porque eles precisam saber que desistir não é uma opção. Quantas vezes perdoei porque eles precisam aprender a perdoar. Eles são mais importantes. Precisam chegar mais longe. Ir mais além do que eu. Mais fundo.

Cada decisão que tomo penso neles. Pode ser que nem todos vejam Deus em mim, mas eles têm que ver. Se perguntarem a eles quem sou, a resposta tem que ser que sou uma mulher de Deus e se reconhecerem, o que precisa acontecer é desejarem servir ao mesmo Senhor que eu sirvo. Conhecê-Lo. E amá-Lo.

É para isso que vivo. Para estimular cada pessoa a conhecer mais ao Senhor. Eu, uma única mulher, mas que pode alcançar e fazer diferença na vida de pessoas.

Então, preciso escolher a cada dia, ser Davi e não Manassés. 

Posso não mudar a vida de uma nação inteira mas posso alcançar algumas pessoas e famílias. Já é maravilhoso demais.

A outra coisa que mexe demais comigo é que fomos descaradamente roubados pelo nosso inimigo. 

Como um Ezequias pode ter como filho um Manassés? Como Josias pode ter um filho que não anda em Seus caminhos? 

Os pais precisam se retratar aos seus filhos e o coração dos filhos precisa se converter ao coração dos pais. As gerações precisam se comunicar, como está escrito em Malaquias 4.6. 

E por que fomos roubados assim? Porque o Senhor trata com bondade e misericórdia até mil gerações daqueles que O amam. Então, o que o inimigo de nossas almas faz? Quebra os laços dessas gerações. Afasta os pais dos filhos e os filhos dos pais. O nojento odeia o coração de um pai retratado ao coração de um filho e o coração de um filho convertido ao coração de um pai. Quer nos ver órfãos, sem referência. Com uma imagem distorcida de Deus.

Somos apenas um, mas que façamos toda a diferença na vida dos nossos filhos, família, amigos, ovelhas, colegas, conhecidos ou não.

E que contribuamos para a conversão das gerações. Para que a benção do Senhor esteja sobre cada casa, cada lar, cada indivíduo. Geração após geração. Como Ele deseja. 


domingo, 15 de maio de 2016

No tempo certo, a restituição

"Excelso é o Senhor, acima de todas as nações, e Sua glória, acima dos céus. Quem é como o Eterno, nosso Deus, que reina nas mais elevadas alturas, mas se inclina bondosamente para contemplar o que se passa nos céus e na terra? Ele levanta do pó o necessitado e ergue do lixo o pobre, a fim de estabelecê-los como príncipes do seu povo." Sl 113.4-8

Vamos voltar a II Reis capítulo 8. Tudo começa com uma mulher oferecendo insistentemente uma refeição a Eliseu. Engraçado que Eliseu sempre está envolvido com alimento. Curou as águas da cidade e a terra pôde produzir. Multiplicou o azeite e a farinha da viúva, ela pode se sustentar. Tirou a morte da panela e os homens se alimentaram. Multiplicou os pães para que vários homens pudessem comer. Mandou o rei servir um banquete para os soldados sírios. Profetizou a fartura em Samaria. 

Aquela mulher, a sunamita, lhe ofereceu um prato de comida. Depois um quarto. Abençoou Eliseu. Ele profetizou em sua vida o que ela mais desejava. E aconteceu. Seu sonho realizou. Depois morreu. Eliseu orou e seu filho ressuscitou.

A fome veio sobre a terra. Eliseu manda que aquela mulher vá para o exterior durante os sete anos de fome. Ela segue sua orientação e vai. Fica morando na terra dos filisteus. O tempo que Eliseu a orientou. 

Quando terminam os sete anos, ela vem. Vai ao rei para pedir seu terreno de volta. Era tudo que queria. Recuperar suas terras. Mais nada. Recomeçar a vida em seu lugar. E aí, coisas acontecem.

O texto não fala sobre seu marido. Não sei se ainda estava vivo. Mas foi ela quem compareceu diante do rei.

O rei podia estar fazendo QUALQUER coisa. Estar de mau humor. Não querer receber ninguém. Mas, olha a "coincidência". O rei estava conversando. Ouvindo histórias. Podia estar conversando com QUALQUER pessoa. Estava com Geazi, que havia sido o servo de Eliseu. O que correra à frente de Eliseu, quando o filho da Sunamita havia morrido. 

Eles também podiam estar conversando QUALQUER coisa. Mas Geazi estava justamente contando ao rei a história daquela mulher. O rei estava maravilhado. De repente ela chega. O rei pediu que contasse a história novamente. É bem melhor quando ouvimos o testemunho da própria pessoa. A mulher, testemunha viva, conta ao rei o que o Senhor fizera através de Eliseu.

Ela estava ali com um propósito. Pedir seu terreno de volta. Mas antes serviu de testemunha.

O rei, após ouvir sua história, ordenou que um eunuco, servo de sua confiança, a acompanhasse e lhe restituísse TUDO que lhe pertencia. Não uma parte. TUDO. E tem mais, ordenou que ela recebesse TODOS os rendimentos do terreno, desde o dia em que havia deixado a terra, até àquele dia.

Sabemos que não existem coincidências. O Deus que servimos é Aquele que trabalha pelos que nEle esperam, como está escrito em Isaías 64.4. Ele faz coisas que não entendemos. No Seu tempo. Do Seu modo. Algo sempre está se movendo a nosso favor. Mesmo quando temos que enfrentar o rei, com o coração na boca e fazer uma solicitação que não sabemos se será atendida. 

Ele é o que prepara o tempo, o modo e o lugar. Para tudo. É o Deus que se interessa por todos os detalhes das nossas vidas. Que nos restitui. No tempo certo. E que nos dá além do que pedimos ou pensamos! Sempre.

"Para todas as realizações há um momento certo; existe sempre um tempo apropriado para todo o propósito debaixo do céu." - Eclesiastes 3.1

Mesmo que não entendamos, o Senhor trabalha a nosso favor. Se importa conosco. Cuida de nós. E nos restitui além do que pedimos, pensamos e esperamos. 

Se você está cansado, continue mais um pouco. Caminhe. Confie. Cave poços no deserto. Vença os gigantes. Derrube as muralhas. Em um instante, Ele muda todas as circunstâncias e mostra que Deus lindo Ele é. O Deus que nos ama e trabalha a nosso favor. O Deus que nos quer bem. O Deus que tem o melhor para nós. Individualmente. Pessoalmente. Sempre. Em todo o tempo.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Palavra em ação

 Amo Gênesis 1 e João 1. Como não amar?

Quando Deus criou os céus e a terra, antes de qualquer ação, Ele usou a palavra: "Disse Deus". As coisas começavam a acontecer, então Ele agia. Jesus era (é) a Palavra. Um de Seus lindos nomes.

É muito lindo João 1.9: "A Palavra é a luz verdadeira que, vinda ao mundo, ilumina a toda a humanidade."

Lâmpada para os nossos pés, luz para o nosso caminho, como está escrito nos Salmos 119.

Onde há luz, as trevas se dissipam. E o que é o mais maravilhoso em todo o Evangelho? João 1.14: "E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade."

Toda vez que o Senhor fala, Ele age. Traz à existência aquilo que falou. O Senhor disse: "Haja luz". O que aconteceu? Houve luz. E tudo foi assim. O Senhor nos amou. O que aconteceu? Enviou Seu Filho. A Palavra entrou em ação. Se tornou carne e habitou entre nós.

E não é assim a Bíblia inteira? "Assim diz o Senhor" e as coisas acontecem. Sempre depois de uma palavra. O mundo é criado. Os ossos secos se tornam um exército. E por aí vai.

E Jesus? "O que você quer?" "Sê limpo". Sempre uma pergunta, exigindo uma resposta e em seguida uma ordem. Uma palavra se transformando em ação. Como em um filme: "Luz (Palavra), câmera, ação!"

Claro que não quero dar um peso maior ao peso que uma palavra tem, mas estou certa que não damos o verdadeiro valor. Na nossa cultura não conseguimos entender direito. Precisamos que o doce Espírito do Senhor nos revele, nos imprima essas verdades.

Imagina se cada vez que chamássemos uns aos outros, estivéssemos ouvindo nossa identidade, entendendo-a em nossas almas. Bom dia, "Deus é meu Juiz", "Boa tarde, Homem digno de honra". "Como vai, Aquela que Deus ouve?" Olá "Amado". Boa noite, "Agraciada de Deus". 

Com toda a certeza nossa identidade e fé seriam ativadas. 

Abraão começou a ouvir todos os dias, quando não havia gerado um filho sequer: "Bom dia, Pai de uma multidão." Não tinha um filho e ouvia Deus o chamando assim. Como não crer? Era ele, seu nome. Muito mais que um CPF. Era quem ele era, segundo Deus. Sua real identidade. Uau!

Fomos roubados ao longo dos séculos e nem percebemos.

Então, que o Senhor, que deseja nos revelar o Seu Nome, continue ativando nossas identidades e nos revele o nosso nome. E que façamos o mesmo às pessoas que estão à nossa volta! Que enxerguemos através das circunstâncias e ajudemos as pessoas a descobrirem quem elas realmente são.

domingo, 8 de maio de 2016

Eliseu, e sua vida de discernimento

Vamos caminhar mais um pouco em II Reis? Capítulos 4 e 5.

Já vimos sobre a história da sunamita e seu filho. Eliseu era um homem grato. E, sempre que somos gratos queremos abençoar. Ele se sentia tão bem ali que desejou abençoar aquela mulher. Ele quis saber o que podia fazer. E mesmo quando ela disse que não precisava de nada, insistiu com Geazi. Até descobrir o que podia fazer. Ele, de fato, se importava.

Anos mais tarde, quando ela se joga aos seus pés e Geazi corre para erguê-la, se compadece dela. Sensível, sente sua dor. Como Elias, podia dizer que andava na presença do Senhor. É a presença dEle em nós que nos torna sensíveis às necessidades de outros. Que nos faz sentir a dor do outro. A chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Eliseu prestou atenção em tudo para que pudesse fazer algo por ela. Quando deu uma única pista, imediatamente mandou Geazi correr até sua casa.

Mas quando a sunamita disse que se ele não fosse com ela, não sairia de lá (Como dar aquela notícia ao seu marido?), Eliseu decide ir. Entrou no quarto onde o menino estava. Orou. Deixou o preconceito de lado. Deitou-se sobre o menino. Deitou-se sobre um morto. Se identificou. Sentiu o cheiro da morte. O frio da morte. E sua entrega fez o menino se aquecer. Levantou-se e novamente estendeu-se sobre o menino. Novamente o aqueceu. Dividiu sua vida. Jogou "farinha na panela" onde havia morte e a vida teve que voltar! 

Combatemos a morte com a vida. Eliseu entregou o menino à sua mãe. Vivo.

Com Naamã, age bem diferente. Manda um recado apenas. Um homem que sabia discernir. Creio que, mesmo sem ver Naamã, sabia o que Naamã precisava. Ser curado da sua lepra interior, como também já vimos. 

O mesmo homem. Em uma situação, mesmo sendo um profeta, se deita sobre o morto. Em outra, manda apenas um recado. Não jogou "farinha na panela". Mandou Naamã se lavar. Sete vezes. Sabendo que combatemos o orgulho com humildade.

Que nosso Rei nos ensine a andar em Sua presença para que tenhamos discernimento. Que saibamos agir como Ele agiria. Que ministremos vida por onde quer que andemos. A cada passo. A cada dia.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Eliseu, você e eu, disponíveis para abençoar


Vamos ler um pouco mais sobre Eliseu? Continuando em II Reis capítulo 4. 

Aparentemente se relacionava melhor com as pessoas do que Elias.

As águas da cidade eram ruins, reivindicaram uma solução dele. A água acaba, pedem uma solução para ele. A esposa de um dos discípulos dos profetas fica viúva, sem dinheiro, com dívidas como herança, clama por Eliseu. Eliseu se importava.

À semelhança de Jesus, Eliseu pergunta: "Que posso fazer por ti? Dize-me, que tens em casa?" Ela responde que não tem nada, apenas uma única vasilha de azeite. Quer dizer que alguma coisa havia. Era pouco, é verdade, mas havia. Apenas uma vasilha. De azeite.

Eliseu manda que pegue muitas vasilhas emprestadas, feche a porta e derrame o azeite nas vasilhas. Ia brotar azeite puro. Um ato de fé. Como encher diversas vasilhas de azeite com o azeite que enchia apenas uma? Mas é o que acontece. O azeite só para de brotar quando não há mais vasilhas. 

Se formos fazer uma analogia, o Senhor só não derrama Sua unção quando não há mais pessoas disponíveis e aí sempre voltamos para o fato do Senhor só precisar de alguém disponível, de alguém que se posicione para ser um vaso usado por Ele. Para ser cheio do Seu azeite.

Bem, ela obedece. Enche as vasilhas. Conta ao profeta, que lhe instrui a vender, pagar suas dívidas e viver do restante. Fico imaginando quantas vasilhas essa mulher e seus filhos juntaram. Possuía apenas uma vasilha, que se transformou no seu sustento, na sua fonte de renda.

O final do capítulo conta que Eliseu vai a Gilgal. Fizeram uma comida com uma erva daninha. De novo, gritam a ele que resolva. Eliseu manda colocar farinha na panela. Manda servir, para que os homens comam em paz. Engraçado que na história de Elias havia a viúva que só tinha um pouco de azeite e farinha. Aqui, duas histórias. Uma com azeite, a outra com farinha. Unção e palavra. Palavra é vida, alimento.

Era uma época em que a fome assolava aquela região. Um homem chegou de outra cidade para abençoar aquelas pessoas. Trazia consigo vinte pães. Era muito, mas não para alimentar cem homens. Olha aí o  "modus operandis" de Deus! Poucos pães. Muitos homens. 

Eliseu manda o servo dar os pães aos homens. O servo questiona "Como servirei a cem homens?" Eliseu responde: "Assim diz Yahweh, o Senhor: comerão e ainda sobrará." E foi o que aconteceu. O servo repartiu o pão. Eles comeram. E ainda sobrou. De novo alguém que se posicionou. Alguém que deu, mesmo sendo pouco. Alguém que abençoou e o Senhor multiplicou.

Que sejamos, a cada dia, desses que se posicionam! Pessoas com quem Deus pode contar. Que andam por fé e não por vista. Que agradam o Seu coração. Que estão dispostas a abençoar. Com muito. Com pouco. Com o que tem. Disponibilidade. É o que Deus procura. 

O que você tem em suas mãos? O que você tem em sua casa?



domingo, 1 de maio de 2016

Eliseu e sua vida sobrenatural


Ainda falando de Eliseu. Como podemos aprender!

Os discípulos dos profetas se tornaram muitos. Seguir Eliseu era inspirador. Sempre acontecia algo.

As águas péssimas se tornavam boas. Onde não havia água, os poços cavados são cheios. Uma viúva sem recurso é abastecida de azeite puro, pode pagar suas dívidas e viver do restante. Uma mulher estéril tem um filho, que anos depois morre e ressuscita. O veneno da panela é combatido por um "antídoto". Vinte pães alimentam cem homens. Naamã é curado da lepra. E outras histórias que não devem ter sido contadas. 

Como não querer estar perto de um homem desses? Esses discípulos sugerem descer ao Jordão para construir um local para suas reuniões. E aí fico me perguntando como deveriam ser essas reuniões. Eliseu contava, ensinava como era andar na presença do Senhor? Orava com eles? Os discípulos começam a derrubar árvores e o ferro de um machado cai no rio. O homem se apavora. Pede socorro ao homem de Deus. Eliseu simplesmente pergunta onde o machado caiu e resolve o problema. Mais uma história para ser contada. Mais discípulos de profetas, com certeza, agregados.

Eliseu é até espião de guerra! Por várias vezes o rei da Síria resolve atacar a Israel, monta uma estratégia secreta e Eliseu manda comunicar ao rei. O rei de Israel fortalecia o tal lugar e a estratégia do rei da Síria caía por terra. O rei da Síria fica tão indignado que manda cercar o lugar onde Eliseu mora. Quando acorda, está completamente cercado e continua "na maior tranquilidade". Enxerga o que deve enxergar. Seu servo se desespera. Eliseu o acalma e roga ao Senhor que abra os seus olhos para que consiga ver. Engraçado que não ora para que consiga ver tal coisa. Simplesmente para que consiga ver. O mundo espiritual é o mundo real. E o Senhor o atende! Ele vê! Carros e cavalos de fogo os protegem.

Então Eliseu ora para que seus inimigos fiquem completamente cegos. Os leva até Samaria. Ora para que voltem a enxergar. Orienta ao rei que lhes dê comida. O rei lhes serve um banquete e os despede. O rei da Síria desiste de atacar Israel por um bom tempo! Com Eliseu por perto, as coisas ficam difíceis para ele.

Que sejamos pessoas com quem os discípulos queiram andar. Que possamos ter uma palavra de Deus àqueles que nos procuram. Que tenhamos disposição em ajudar, em qualquer situação, seja uma sunamita ou um homem que simplesmente perdeu o machado emprestado. Que Ele nos ensine as estratégias certas. Que nos ensine a  enxergar, como Ele vê. Que milagres sejam vistos em nossas vidas e através delas. Que nosso inimigo fique cego, e bata em retirada, derrotado.