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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Sofonias 1.1-3.20

Leitura do dia 02/10.

Continuamos nossa caminhada através das páginas maravilhosas das Sagradas Escrituras.

Ontem vimos o clamor e a canção de Habacuque. Precisamos nos alegrar no Senhor e na tão grande salvação que nos concedeu.

Também vimos a mensagem do Senhor contra os babilônios. Que servem para os dias atuais.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/habacuque-11-319.html

Hoje, caminharemos pelas páginas de Sofonias. Seu nome significa “Escondido do Senhor”.

Profetizou durante o reinado de Josias. Provavelmente contemporâneo de Habacuque. Também é um livro pequeno, com apenas três capítulos, porém, apaixonantes.

A palavra do Senhor entregue a Sofonias é muito dura. Disse que destruiria a todos. Até os animais, peixes e aves. Reduziria os perversos a montes de escombros. Esmagaria Judá e Jerusalém. Eliminaria até o último vestígio do culto a Baal. Acabaria com os profetas idólatras que sobem a seus terraços e se curvam para as estrelas e astros. Esses profetas juram pelo nome do Senhor e adoram Moloque. Todos que seguiam o Senhor e não seguem mais, seriam destruídos. Todos que seguem costumes estrangeiros. Que participam de cultos idólatras. Que enchem as casas de violência e engano.

O Senhor vasculhará Jerusalém, até os cantos mais escuros, para castigar todos que vivem acomodados em seus pecados. Seus bens serão saqueados. Suas casas, destruídas. Será um dia de sofrimento e angústia. De ruína e desolação. De escuridão e trevas. Dia de toque de trombetas e gritos de batalhas. Todos cairão. Até as fortalezas mais poderosas. Porque pecaram contra o Senhor. Nada os salvará. Nem seu ouro e sua prata. A terra está consumida pelo fogo de Seu zelo.

Sofonias clama por arrependimento. Que se reúnam antes que comece esse dia. Que tomem providências agora, enquanto ainda é tempo. Que os humildes busquem o Senhor. Sigam Suas ordens. Busquem a justiça. Vivam com humildade. Quem sabe o Senhor os proteja no dia de Sua justa ira?

Grande aflição espera os filisteus. Serão julgados. Moabe e Amom, Etiópia e Assíria também. Todos receberão o castigo que merecem por casal de seu orgulho. Zombaram do povo do Senhor dos Exércitos.

Quando forem julgados, todas as nações do mundo adorarão o Senhor. Cada um em sua terra. Reconhecerão quem Ele é. O Todo-Poderoso. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Grande aflição também espera Jerusalém. Ela se tornou rebelde e impura. Cheia de violência e opressão. Recusa toda correção. Não confia no Senhor. Não se aproxima dEle. Seus líderes são como leões que rugem para suas vítimas. Seus juízes são como lobos que comem suas presas sem deixar vestígio. Seus profetas são mentirosos arrogantes, que buscam seus próprios interesses. Seus sacerdotes profanam o templo, transgredindo a lei do Senhor.

Quatro "classes" de líderes. Esses serão julgados com mais dureza. Eram os responsáveis pelo povo. Mas, ao invés de cuidar, esmagaram e se aproveitaram dele.

O Senhor ainda está em Jerusalém. E fará justiça. Ele nunca falha. Nunca deixa de fazer o bem. Julgará todos os povos. Purificará seus lábios para que possam reunir para adorá-Lo. Seu povo dispersado que vive além da Etiópia virá apresentar suas ofertas.

Os orgulhosos, rebeldes e arrogantes cairão. Só restarão os pobres e humildes que confiam no nome do Senhor. Seu remanescente não cometerá injustiça, não mentirá, nem enganará. Comerão e dormirão em segurança. Sem ter quem os atemorize.

Naquele dia, que aguardamos, se anunciará em Jerusalém que tenham ânimo e animem-se. O Senhor estará em seu meio. Ele é um Salvador poderoso. Se agradará de Seu remanescente. Acalmará todos os seus medos. Com amor (1 João 4.18a). E se alegrará em Seu povo com gritos de alegria. O Senhor levará Seu povo de volta para casa. Aleluias.

Consegue imaginar o Senhor se alegrando de nós, Seu povo, com gritos de alegria, como se tivéssemos ganhado a final da Champions League!

Que não sejamos líderes aproveitadores. Que sejamos. Que falemos Sua palavra, sem rodeios ou maquiagem.

Que andemos em justiça e em verdade. Em humildade e obediência. Até que venha nos buscar.

Continuamos amanhã. Leremos o livro de Ageu.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Miqueias 6.1-7.20

Leitura do dia 29/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Miqueias.

Na última postagem vimos o reino futuro do Senhor. A volta de Israel do exílio. O nascimento do Messias em Belém. E a purificação do remanescente.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-41-515.html

Hoje, caminharemos pelos dois últimos capítulos.

O Senhor pergunta o que fez a Seu povo para que se cansasse dEle. Que respondam. Afinal, Ele os tirou do Egito. Resgatou da escravidão. Seu povo não se lembra de como o rei de Moabe quis amaldiçoa-los, e Ele transformou a maldição em benção. Não se lembra da sua viagem do Vale das Acácias até Gilgal, quando lhes revelou sua fidelidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html

Seu povo faz perguntas incoerentes. Devem trazer-Lhe holocaustos? Devem se prostrar diante dEle com ofertas de bezerros de um ano? Devem oferecer milhares de carneiros e dez mil rios de azeite? Devem sacrificar seus filhos primogênitos para pagar por seus pecados? Quanta estupidez!

O Senhor já lhes declarara o que é bom. O que Ele requer de cada um. A prática da justiça, do amor e da misericórdia e ander humildemente com Seu Deus. Ele não quer sacrifícios. Quer relacionamento.
Quem for sábio, terá temor.

O pecado de Seu povo é muito grande. Suas casas estão cheias de tesouros conquistados pelo engano. Calculam o peso dos cereais com medidas falsas. Seus comerciantes usam balanças e pesos mentirosos. Os ricos conseguiram suas riquezas com extorsão e violência. Estão acostumados com a mentira. Suas línguas não conseguem dizer a verdade.

Por tudo isso, o Senhor estava enviando um exército de destruição. Por causa de seus pecados, ficariam em ruína. Comeriam e não se fartariam. Continuariam a sentir dores de fome. Mesmo que tentassem economizar, ficariam sem nada. O pouco que conquistassem seria dado a seus conquistadores. Semeariam e não colheriam. Espremeriam azeitona e não se ungiriam com o óleo. Pisariam usas e não teriam vinho.

Obedecem às leis do rei Onri ao invés de obedecerem às leis do Senhor. Seguem às práticas do rei Acabe, não às de Davi. Serão tratados com desprezo onde estiverem. Servirão de exemplo para que todos aprendam o que acontece com quem desvia seus caminhos do Senhor.

Miqueias sofre por seu povo. Sente-se como alguém que apanha frutas depois da colheita e nada consegue para comer. Não há um cacho de uva sequer, nenhum figo para saciar sua fome. Os fiéis e honestos desapareceram da terra. Olha ao redor. Só vê assassinos. Pessoas que preparam armadilhas até para seus irmãos. Suas  mãos estão adestradas. Para fazer o mal.

Governantes e juízes exigem subornos. Os mais influentes mandam em tudo. Fazem o que querem. Tramam juntos para perverter a justiça. O mais honesto deles é mais perigoso que uma cerca de espinhos. Parece muito com os dias que também estamos vivendo.

Ele também fala que não pode confiar em ninguém. Nem no melhor amigo. Ou na esposa. Ou no pai. No filho. Na mãe. Na filha. Na nora. Na sogra. A situação é desesperadora.

Mas, o dia que o Senhor anunciou está se aproximando.

Miqueias dá um brado. Ainda que todos estejam afastados do Senhor, não deixará de buscá-Lo. Espera nEle. Confiante em Sua salvação. Sabe que o Senhor o ouvirá. Sabe que, ainda que caia, se levantará. Por causa do Senhor. Ainda que esteja em trevas, Ele será sua luz.

Identifica-se com seu povo. Será paciente enquanto é castigado por causa de seus pecados. Depois do castigo, sabe que Ele defenderá sua causa. Fará o que é direito. O Senhor o levará para a luz. Verá Sua justiça. Seus inimigos verão que o Senhor está a seu lado. Ficarão envergonhados de terem perguntado onde Ele estava.

Miqueias também vê o dia que se aproxima, quando muitos virão até Israel. Para conhecer o Senhor. Ele realizará grandes milagres por Seu povo. Como fez quando os tirou da terra do Egito. Todas as nações ficarão admiradas. Sairão de seus esconderijos ao encontro do Senhor. Elas O temerão e tremerão em Sua majestosa presença.

O coração do profeta se enche de alegria ao lembrar que não há ninguém como Ele, que perdoa e esquece os pecados. Que não permanece irado para sempre. Que tem prazer em mostrar Seu amor. Que tem compaixão. E lança os pecados nas profundezas do mar, onde não pode ser mais visto ou alcançado. Ele mostrará Sua fidelidade e amor. Como prometeu há muito tempo, a Abraão e Jacó.

Terminamos aqui o livro do profeta Miqueias.

Que aprendamos com ele a buscar o Senhor e esperar confiantemente nEle. Apenas e tão somente nEle.

Continuamos amanhã. Leremos o livro do profeta Naum. Apenas três capítulos.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Ezequiel 25.1-26.21

Leitura do dia 03/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro do profeta Ezequiel.

Na postagem anterior vimos os pecados de Jerusalém, os pecados dos líderes de Israel, o adultério de Samaria e Jerusalém. O julgamento do Senhor.

Jerusalém é como uma panela que não pode ser limpa.

Também vimos Ezequiel perder seu tesouro mais precioso, sua esposa. Sem poder prantear. Como um sinal para Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-221-2427.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e seis.

O Senhor entrega ao profeta uma mensagem contra Amom. Lembre que Amom é descendente de Ló, com uma de suas filhas. Eles se alegraram quando Seu templo foi profanado. Zombaram de Israel. Riram de Judá. Seriam julgados por suas ações. E completamente destruídos. Assim, saberiam que Ele é o Senhor.

O mesmo acontece com Moabe, o outro descendente de Ló. O Senhor traria Seu julgamento, assim como aos amonitas. Eles saberiam que Ele é o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1930-36.html

O povo de Edom, descendente de Esaú, também pecou grandemente. Vingaram-se de Judá. O Senhor traria Seu juízo, através de Seu povo, Israel. Edom saberia que essa vingança veio dEle, o Senhor Soberano. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2527-34.html

A Filistia também seroa julgada. Atacaram Judá com vingança amarga e ódio profundo. Seriam castigados pelo que fizeram, então saberiam que Ele é o Senhor.

No dia 03 de fevereiro de 585 a.C., o Senhor entrega a Ezequiel uma mensagem contra Tiro. Ela se alegrou quando Jerusalém caiu. Agora, tomaria seu lugar no comércio. Jerusalém estava desolada. Ela ficaria rica. Mais rica.

O Senhor se colocou como inimigo de Tiro. Seriam presas de muitas nações. Então saberiam que Ele é o Senhor. O Senhor conta a Ezequiel exatamente como o rei de Babilônia conquistaria essa cidade, que jamais seria reconstruída.

Temos visto em nossa caminhada, que o Senhor é o Senhor de todas as nações. Ele sempre procurou tornar Seu nome conhecido entre todas as nações. As nações julgadas aqui, conheciam Seu nome. Mas, tal qual Israel, não Lhe deram ouvidos. O dia do justo juízo chegou. E pegou a todas desprevenidas, uma vez que não acreditavam que tal dia chegaria. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Na próxima postagem, veremos o que mais Tiro fez para que o Senhor se tornasse seu inimigo.

Leremos a partir do capítulo vinte e sete. Até o capítulo vinte e nove.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Jeremias 46.1-48.47

Leitura do dia 21/08.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Jeremias.

Na postagem anterior vimos Jeremias sendo levado para o Egito, em total desobediência do povo de Israel ao Senhor.

Também vimos que os acontecimentos são a colheita pelos pecados por eles cometidos. Estão sendo julgados pela idolatria. E não querem se arrepender. Ninguém escolheu servir o Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-431-454.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e sete. Até o capítulo quarenta e nove.

Jeremias foi chamado para profeta às nações. Não apenas a Israel.

O Senhor lhe entrega mensagens contra várias nações. E ele as entrega, corajosamente.

Fala da destruição do Egito. De seu exílio. Também é o tempo de seu castigo. Seus deuses, seu faraó e seu povo serão castigados.

Fala a Israel que está com eles, mas não podem deixar de ser disciplinados. Não podem ficar impunes. O Senhor os disciplinará com justiça. Ele é a própria justiça.

Jeremias também fala contra a Filistia. Também serão julgados. E destruídos. O mesmo com Moabe. Toda sua terra será destruída. Suas crianças gritarão aos prantos. Seus refugiados choram e gritam de terror. Por um motivo: Confiaram em sua riqueza e habilidade. Seu deus Camos será levado ao exílio, junto com seus sacerdotes e oficiais.

Ninguém escapará. A espada é do Senhor. É seu justo julgamento entrando em ação, e maldito é aquele que faz o trabalho do Senhor com negligência. O Senhor, no entanto, chora por Moabe. Seu coração geme como uma flauta. Mas, Moabe será destruída. Deixará de ser nação. Se exaltou diante do Senhor. Seu orgulho, arrogância, soberba e seu coração são altivos. O Senhor conhece sua insolência. Seu povo oferece sacrifícios aos ídolos e queima incenso a deuses falsos.

Como estamos? Podemos ficar tranquilos quando o Senhor nos julgar? Temos amado apenas a Ele ou ido atrás de ídolos que fizemos com nossas próprias mãos?

Ainda dá tempo de voltarmos. De obedecermos. E amá-Lo.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quarenta e nove. Até o capítulo cinquenta.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Jeremias 25.1-27.22

Leitura do dia 14/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias. Cada vez que leio, fico mais apaixonada por ele. Considerou sua vida apenas sofrimento, tristeza e vergonha, mas, com certeza, não foi assim que o Senhor o viu. Era fiel. Obediente.

Na postagem anterior vimos sua mensagem ao rei de Judá. E ao povo. Que O conhecessem. Que fossem justos. Íntegros. Que fizessem justiça e ajudassem os pobres e necessitados. Não quiseram ouvir.

Também vimos a promessa do Senhor Jesus, o Renovo, Descendente Justo da linhagem de Davi.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-221-2410.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo vinte e cinco. Até o capítulo vinte e sete.

No ano 605 a.C., Jeremias recebeu uma palavra do Senhor. Era o quarto ano do reinado de Jeoaquim. O mesmo ano em que Nabucodonosor começou seu reinado na Babilônia.

Jeremias lembra que desde o ano 627 a.C., no décimo terceiro ano do reinado de Josias, até aquela data, o Senhor vinha lhe entregando Suas mensagens. Durante vinte e três anos ele as anunciou fielmente. Mas não quiseram ouvir. Repetidamente o Senhor enviou Seus servos, os profetas. Mas não quiseram prestar atenção. Sempre era a mesma mensagem. Que abandonassem seus caminhos e suas más ações. Se assim agissem, habitariam na terra. Que não provocassem o Senhor à ira ao adorar deuses feitos com suas próprias mãos. Não deram ouvidos.

Agora, seriam destruídos. Israel e as nações vizinhas serviriam ao rei de Babilônia durante setenta anos. Depois desse tempo, o Senhor castigaria o rei da Babilônia e seu povo. Por seus pecados. Seriam castigados na mesma proporção do sofrimento que causaram, com suas más ações. Aquilo que é plantado, é colhido.

Todas as nações seriam julgadas. Beberiam o cálice da ira do Senhor. Ele começou o juízo por Jerusalém, a cidade que levava Seu nome. Nenhuma outra cidade escaparia. Não haveria exceções.

Os pastores perversos cairiam. Seriam despedaçados como um vaso frágil. Não haveria lugar para se esconderem.

No ano de 608 a.C, início do reinado de Jeoaquim, o Senhor ordenou que Jeremias fosse ao pátio do templo do Senhor e falasse aos habitantes das cidades de Judá que iam ali para adorar. Deveria transmitir Sua mensagem completa. Sem faltar uma só palavra. Quem sabe escutassem e se arrependessem? Se tal acontecesse, o Senhor não enviaria o mal sobre eles.

Jeremias obedeceu. Após dizer tudo que o Senhor havia ordenado, os profetas, sacerdotes e todo o povo o atacaram. Gritaram que iriam matá-lo. Quem era ele para profetizar em nome do Senhor, que o templo seria destruído como Siló? Que história era aquela de dizer que Jerusalém seria destruída e ficaria desabitada? É muito triste perceber que amavam mais a cidade e o templo que o Senhor.

A confusão foi tamanha que os oficiais de Judá ouviram o que estava acontecendo. Saíram correndo do palácio e foram ao templo. Ali, sentaram-se para julgar. Os sacerdotes e profetas falaram que Jeremias era merecedor da morte. Suas acusações? Havia profetizado contra o templo e contra Jerusalém.

Mesmo diante do risco da morte, Jeremias não se cala. Fala que foi o Senhor que o enviou para profetizar contra o templo e a cidade. Cada palavra que falou foi ordenada por Ele. Se voltassem atrás, se deixassem de pecar e começassem a obedecer o Senhor, Ele também voltaria atrás e não enviaria a calamidade anunciada. Quanto a ele, estava em suas mãos. Que fizessem o que quisessem. Se o matassem, deveriam saber que derramariam sangue inocente. E seriam responsabilizados. A verdade era que o Senhor o enviara. Para dizer cada palavra que ouviram.

Os oficiais e o povo tomaram posição. Disseram aos sacerdotes e profetas que ele não era digno de morte. Estava falando em nome do Senhor. Alguns anciãos se levantaram. Falaram a todo o povo ali reunido. Que se lembrassem de Miquéias (em breve leremos seu livro). Ele profetizou sobre o reinado de Ezequias. Disse ao povo que Jerusalém seria transformada em ruína. Que o templo desapareceria. Ezequias e o povo não o mataram. Antes, temeram ao Senhor. Suplicaram Sua misericórdia. E o Senhor os ouviu. Agora, estavam prestes a fazer um grande mal a eles próprios. Não podiam matar Jeremias. Aicam, filho de Safá, o protegeu. Convenceu o tribunal a não o entregar à multidão.

Urias não teve a mesma sorte. Também profetizava nesta época em nome do Senhor. Previu a mesma calamidade que Jeremias. Quando o rei Jeoaquim, os comandantes e os oficiais ouviram, planejaram matá-lo. Urias fugiu para o Egito. Jeoaquim enviou seus homens para captura-lo. Foram ao Egito. Prenderam-no. Levaram-no de volta a Jerusalém. Jeoaquim o matou à espada. E mandou sepultá-lo numa vala comum. É, não é fácil ser profeta.

No início do reinado de Zedequais, Jeremias recebeu novamente a palavra do Senhor. Desta vez, ordenou que fizesse um jugo, desses que os bois carregavam. Que o prendesse ao pescoço com cordas de couro.

Os embaixadores de Edom, Moabe, Amom, Tiro e Sidom foram ver Zedequias. O Senhor ordenou que Jeremias lhes transmitisse uma mensagem para ser entregue aos seus reis. Ele obedeceu. Lembre-se, está com o jugo preso ao seu pescoço. Esses povos deveriam abaixar suas cabeças e servir a Babilônia, a Nabucodonosor, seu filho e seu neto. Até que terminasse o tempo deles.

Tudo pertence ao Senhor e Ele entrega a quem deseja. Este era o tempo da Babilônia. Quem obedecesse, ficaria em sua própria terra. Quem se recusasse, seria consumido pela guerra, fome e doença, até que a Babilônia os conquistasse.

Não deveriam dar ouvidos aos falsos profetas. Diziam que a Babilônia não os dominaria. Eram mentirosos. Suas mentiras os levariam ao exílio. E quem os ouvisse, morreria.

Depois, Jeremias teve que repetir a mesma mensagem ao rei Zedequias, aos sacerdotes e ao povo de Judá.

Todos os objetos preciosos que ficaram em Jerusalém seriam levados à Babilônia. Independente do que os profetas diziam. Ficariam lá. Até que o Senhor os mandasse de volta.

A palavra do Senhor não afirma que servi-Lo é um mar de rosas. Pelo contrário. Temos que nos negar. Andar a segunda milha. Amar o inimigo. Orar pelos que nos perseguem. E por aí vai. Mas, acredite, vale a pena. Suas promessas sempre se cumprem. Olhe para trás. Estamos no futuro. Aqueles objetos preciosos realmente foram para a Babilônia. As nações realmente se curvaram para aquela dinastia. E, quando o Senhor quis, aqueles objetos preciosos voltaram para Jerusalém. Quando seu tempo terminou, os babilônios foram dominados por outros reis.

Sua palavra é verdadeira. É viva. Eficaz. Única. Confiemos nEle. E em Sua palavra.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e oito. Até o capítulo trinta.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Isaías 16.1-18.7

Leitura do dia 20/07.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Isaías.

Ontem vimos diversas palavras que o profeta recebeu de julgamento. À Assíria, Babilônia, Filistia e Moabe. Também vimos o consolo do Senhor ao remanescente de Jacó. Seus juízos são perfeitos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-131-159.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

O capítulo dezesseis ainda é a respeito do julgamento sobre Moabe. Suas mulheres foram deixadas como aves sem ninho. Elas clamam por ajuda. Pedem que sejam defendidas. Como uma sombra ao meio-dia. Não pedem apenas por elas. Pedem por todos os fugitivos. Que sejam protegidos. Que os refugiados sejam escondidos do inimigo. Até que passe o terror.

Consegue imaginar a situação?

Para todo lugar que o profeta “olha”, só há destruição. Choro e lamento. Não há mais gritos de alegria pelas colheitas. Não há mais celebração alguma. Nem cânticos. Ninguém mais pisará as uvas nos tanques. Não haverá mais vinho. A alegria acabou.

O coração do profeta clama por Moabe. Como o lamento de uma harpa.

Ainda assim, mesmo depois de toda destruição, Moabe não se volta para o Senhor. Adoram em seus santuários idólatras. Clamam seus deuses em seus templos. Ninguém os salvará.

O Senhor já havia falado no passado sobre Seu juízo a Moabe. Agora, porém, Ele afirma que dentro de três anos a glória de Moabe chegará ao fim. Muitos morrerão. Poucos serão os sobreviventes. Lembre, Moabe é filho de Ló (Gênesis 19.36).

Isaías também recebeu uma palavra sobre Damasco. A Síria seria julgada. E destruída. Sua glória teria o mesmo destino de Israel.

A glória de Israel perderia todo seu brilho. Como um corpo robusto que definha. Como uma oliveira é sacudida e sobram pouquíssimas azeitonas em seus galhos.

Mas, enfim, uma boa notícia. Depois de julgados, olhariam para Seu Criador. Não buscariam mais ajuda aos ídolos. Não adorariam o que suas próprias mãos fizeram. Não se encurvariam aos postes de Aserá. Nem adorariam nos santuários idólatras.

Tudo que aconteceu foi porque se afastaram do Senhor, o Único que salva. Israel ficaria, ao cair da tarde, cheio de pavor, mas ao amanhecer, seus inimigos seriam mortos. A morte é o fim dos que saqueiam e destroem.

Fomos criados para construir e repartir. Não saquear e destruir.

O profeta também afirma que haveria grande aflição para a Etiópia. Hoje provavelmente a região da Núbia e Sudão. Eles seriam destruídos. Seu poderoso exército seria deixado morto nos campos. Os abutres destruiriam os cadáveres. Os animais selvagens roeriam os ossos. Uma situação terrível. Não ser enterrado era algo impensável. Uma verdadeira maldição. Uma vergonha inenarrável.

Mas, chegará um tempo em que o povo dessa terra se voltaria ao Senhor. Levaria presentes a Ele, em Sião. Um povo alto. De pele lisa. Temido em toda parte por suas conquistas. Nesse tempo, creio que está próximo, a África se levantará e será o continente que o Senhor sempre desejou que fosse. Um continente poderoso. Voltado para o Senhor.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Espero você. Até lá.

Isaías 13.1-15.9

Leitura do dia 19/07.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Isaías.

Ontem vimos que uma grande aflição espera os juízes injustos e relapsos. Também haverá grande aflição para a Assíria, por causa do orgulho e arrogância de seu rei.

Também vimos as promessas do Senhor para o remanescente de Israel. Que se cumpriram, conforme escrito nos livros de Esdras e Neemias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-101-126.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Isaías recebeu uma palavra sobre Babilônia. O Senhor convocou um grande e poderoso exército contra Babilônia. Guerreiros que se alegrarão quando o Senhor for exaltado. Eles serão as armas do Senhor para executar Sua ira.

Por causa da maldade o mundo será castigado. Os arrogantes terão sua pretensão esmagada. Os poderosos terão seu orgulho humilhado.

Todos na Babilônia correriam como uma gazela perseguida, tamanho o pavor que os alcançaria. O que de fato ocorreu. Jamais voltou a ser a gloriosa Babilônia.

Isaías também fala que haveria um consolo para os descendentes de Jacó. Pessoas de muitas nações os ajudariam a retornar para sua terra. O que aconteceu. Várias vezes.

O Senhor também entregou uma palavra sobre a Assíria. Sob juramento. Tudo aconteceria como Ele planejou. Como Ele decidiu. Eles seriam destruídos. Por causa de seu orgulho e arrogância.

O Senhor tem um plano para todas as nações da terra. Todas estão sob Sua mão. Quando Ele fala, ninguém pode mudar Seus planos. Quando levanta Sua mão, ninguém pode detê-la.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

No ano que o rei Acaz morreu, Isaías recebeu uma nova mensagem. Agora, a respeito da Filistia. O Senhor os exorta a não se alegrarem. O rei que os feriu será sucedido por um pior. Que os destruirá. Quanto aos pobres e necessitados, Ele cuidará.

Ele é o Senhor que reconstruiu Sião.

O Senhor também lhe fala a respeito de Moabe. Em uma só noite seriam arrasados. Até os guerreiros mais valentes gritariam de terror. Indefesos. Tremeriam de pavor.

Isaías chora por causa de Moabe, tamanha a destruição que os esperava.

Muitas vezes para nós é difícil entender tamanha destruição. Tenhamos em mente que o Senhor é bom. Seus juízos são justos. Seu julgamento é perfeito. Ele sempre soube o que fazer. Sempre sabe o que está fazendo. Toda correção é, antes de tudo, para trazer alguém de volta a Ele. Ninguém é julgado sem antes ter tido a oportunidade do arrependimento. Várias e várias vezes.

O Senhor disse a Ezequiel: "Filho do homem, transmita esta mensagem ao povo de Israel: Vocês dizem: 'Nossos pecados pesam sobre nós; estamos definhando! Como sobreviveremos?' Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Soberano, não tenho prazer algum na morte dos perversos. Antes, meu desejo é que se afastem de seus maus caminhos, para que vivam. Arrependam-se! Afastem-se de sua maldade! Por que morrer, ó povo de Israel?" - Ezequiel 33.10,11

Quando uma nação endurece a cerviz, ou seja, não se inclina a Ele, afastando-se dEle, seus atos tornam-se cruéis, egoístas e perversos. Suas escolhas acabam sendo equivocadas. O amor é deixado para trás. A sabedoria não é estimada. A prudência não é exercida.

É necessário um julgamento para alinhar-nos com o Senhor. Que é sempre bom. Foi o que aconteceu com essas nações. O limite de pecado chegou ao fim. O copo transbordou. O justo juiz se levantou. Cansou de ver opressão e morte.

Maravilhoso seria que ninguém precisasse ser julgado. Que nós mesmos nos julgássemos e nos consertássemos. Mas, infelizmente, não é o que acontece na maioria das vezes. Somos negligentes em consultar nossa consciência, em buscar o Senhor. E pior, muitas vezes, mesmo após o julgamento, não nos arrependemos.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Como nação.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

2 Reis 3.16-27

Leitura do dia 05/04.

Na postagem anterior, vimos que três reis se reuniram para guerrear contra Moabe, que se rebelara contra Israel. Mas, após sete dias de caminhada, a água acabou. Jorão acreditava que a água acabou porque o Senhor os havia reunido para serem mortos por Moabe. Josafá pediu que consultassem um homem de Deus. Foram atrás de Eliseu. Queriam uma palavra do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-31-15.html

Agora, ainda através do capitulo três. Veremos do versículo dezesseis ao vinte e sete.

Eliseu lhes transmitiu Sua palavra. Deveriam cavar muitos poços naquele vale. Não sentiriam vento, nem veriam chuva, mas aquele vale se encheria de água, água boa, e saciaria a sede de todo o exército, do rebanho e até dos animais de carga.

E mais. O Senhor achava isso pouco. Além de saciá-los de água, entregaria Moabe em suas mãos. Eles destruiriam todas as cidades fortificadas, cortariam todas as árvores frutíferas, tapariam todas as nascentes e cobririam de pedras todos os campos férteis. Destruição total. Sem cidades, sem árvores, sem água, sem campo fértil. Sem nada.

Ao raiar o dia seguinte, na hora do sacrifício matinal, muita água veio descendo da direção de Edom. Alagou toda a região. Sem vento, nem chuva. Silenciosamente. Foi descendo e enchendo os poços que foram cavados.

Quando os moabitas souberam que os três reis tinham ido para atacá-los, todos que eram capazes de empunhar armas, das crianças aos mais idosos, foram convocados. Tomaram posição de guerra na fronteira.

Ao alvorecer do dia seguinte, quando se levantaram, o sol começou a refletir seu brilho sobre as águas. Não sabiam o que havia acontecido. Por isso, não houve vento, nem chuva. Assim, não havia como ter água naquele vale. Eles viram de longe águas vermelhas que lhes pareciam sangue.

Ficaram assustados. Com toda a certeza aqueles reis haviam lutado entre si e se matado uns aos outros. O que não era raro acontecer.

Diante disso, ordenaram que todos fossem à pilhagem. Quando se aproximaram do acampamento dos israelitas, estes se levantaram, atacando-os.

Os moabitas fugiram, surpresos. Foram perseguidos até que entraram em seu território. Que foi arrasado, conforme a palavra do Senhor dita através de Eliseu.

Destruíram suas cidades. E à medida que as tropas passavam sobre os campos férteis, iam jogando pedras. Cada homem lançava uma, até que todo o solo cultivável ficou coberto. Taparam todas as nascentes e derrubaram todas as árvores frutíferas. Restou apenas a capital de Moabe. Ainda assim, os soldados armados de atiradeiras a cercaram e a atacaram.

Quando o rei de Moabe percebeu que seria vencido, conduziu pessoalmente setecentos homens, hábeis com espada. Tentaram forçar passagem até o rei de Edom, mas não tiveram sucesso.

Desesperado, tomou seu filho mais velho, que seria sucessor do trono, e o sacrificou ao deus dos moabitas, Camos, sobre o muro da cidade.

Diante disso, Israel sentiu uma grande ira divina. Saíram dali e voltaram para sua terra, indignados.

Quantas lições a aprender com esse texto!

A água acabou? Não significa que o Senhor “tramou” nos destruir. Pelo contrário, pode significar justamente que tem algo surpreendente a fazer. Quando acabam nossos recursos, os dEle aparecem.

Os jovens judeus não foram lançados na fornalha de fogo ardente para morrer. Foram lançados porque o Senhor queria se revelar àquele povo (Daniel 3).

Daniel não foi lançado na cova dos leões para ser destroçado por aquelas feras. Foi lançado ali, para que o Senhor fosse glorificado através de sua vida e todos soubessem quem Ele é  (Daniel 6).

Jesus não mandou os discípulos irem à frente para que morressem no barco em meio à tempestade no mar da Galileia. Queria se revelar e mostrar Seu poder aos discípulos.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-duvida-de-pedro.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-anda-sobre-as-aguas.html

A água acabou? Não é época de chuva? Não chove naquele deserto? Cave poços. Essa foi a ordem. O Senhor ia fazer algo maravilhoso, mas era necessário que os poços fossem cavados. Precisamos ser cavadores de poços. http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-os-pocos.html

É loucura? Sim. Para que cavar poços onde não existe a menor possibilidade de chuva?

Quem O segue, não pode trabalhar com possibilidades. Precisa trabalhar com fé. Cavar poços, mesmo onde não há nenhuma previsão de chuva. Aqueles homens obedeceram. Cavaram poços. E foram descansar.

Na hora exata, sem nenhum sinal, sem nenhum barulho, as águas foram descendo e encheram os poços. Não podiam descer enquanto era dia.

Quando o inimigo olhou, não viu águas. Afinal, não havia como haver águas ali. Não houve vento. Não houve chuva.

Amanheceu o dia. O sol raiou. E bateu nas águas. Elas ficaram vermelhas. Claro, o inimigo pensou, só pode ser sangue. Impossível ser água. O Senhor agiu silenciosamente. Sem alarde. Sem que percebessem. E eles caíram.

A guerra foi ganha. De forma extraordinária. Simplesmente porque buscaram a orientação do Senhor e a seguiram. Ainda que Sua ordem tenha sido aparentemente ridícula.

Que possamos aprender a obedecer. Não importa a ordem. Importa quem a deu. Se foi o Senhor, obedeça!

Amanhã continuamos. Leremos os capítulos de quatro a seis de 2 Reis.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/acabou-agua-havera-solucao.html

2 Reis 3.1-15

Leitura do dia 05/04.

Na última postagem vimos que, apesar de ser uma cidade excelente, as águas de Jericó não eram boas e a terra era infértil. Sem água boa, não há como ter terra boa.

O Senhor resolveu essa situação, através de Eliseu. Ele estava disponível. Ouviu o clamor do povo. Seguiu a orientação do Senhor. Aquela cidade nunca mais foi a mesma. Tornou-se fértil.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-219-25.html

Agora, caminharemos através do capitulo três. Até o versículo quinze.

No décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, Jorão filho de Acabe, tornou-se rei de Israel em Samaria. Reinou doze anos. Agiu mal diante dos olhos do Senhor. Não foi como seu pai ou sua mãe, pois destruiu a coluna de Baal que seu pai havia levantado para adoração. Apesar disso, seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, agindo de tal maneira que induziu Israel a pecar. Dessas maldades não se afastou.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/quem-sao-os-meus-conselheiros.html

Seu papel como líder era levar o povo a conhecer e servir ao Senhor, no entanto, fez o contrário, levando o povo a se afastar mais ainda do Senhor.

Moabe era vassalo de Israel. Messa, rei dos moabitas, tinha muitos rebanhos. Pagava cem mil cordeiros e a lã de cem mil carneiros como tributo ao rei de Israel. Quando Acabe morreu, Messa não quis mais pagar. Revoltou-se.

Naquela época, o rei Jorão saiu de Samaria e arregimentou todo Israel. Também mandou uma mensagem ao rei de Judá, dizendo que Moabe havia se rebelado. Perguntou-lhe se iria com ele à guerra.

Josafá prontamente respondeu que sim. Que iria e estaria ao seu lado, que seu povo seria como o dele. Já pronto para a guerra, perguntou-lhe por qual caminho deveria ir. Jorão respondeu que seria pelo caminho do deserto de Edom. Edom também iria com eles.

Os três reis partiram. Deram uma volta de sete dias. Lembre-se, estavam no deserto. A água acabou.
Não havia mais água para o exército, nem para os animais. Jotão, preocupado questionou se o Senhor os havia reunido, para entregá-los nas mãos dos moabitas. Embora não O servisse, sua preocupação era exatamente o que o Senhor poderia ter feito.

Josafá, rei de Judá, da mesma forma que agiu quando saiu a guerrear com Acabe, perguntou se não existia ali um profeta do Senhor, que pudesse ser consultado. Josafá sempre desejava ouvir o direcionamento do Senhor. Que aprendamos a, antes de qualquer batalha, pedir Seu direcionamento.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/07/alianca-desastrada.html
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/e-possivel-enganar-morte.html

Um dos servos do rei de Israel respondeu que Eliseu filho de Safate, o mesmo que como discípulo derramava água sobre as mãos de Elias, estava ali. Josafá sabia quem era Eliseu. Afirmou que o Senhor falava por meio dele.

Os três reis desceram a seu encontro. Não ordenaram que Eliseu fosse até eles. Foram até Eliseu. Respeitaram sua autoridade de profeta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html

Quando Eliseu viu Jorão, foi duro. Perguntou-lhe o que Jorão tinha a ver ele. Disse que fosse consultar os profetas de seu pai e os videntes de sua mãe.

Mas Jotão respondeu que seu questionamento era a respeito do Senhor. Acreditava que o Senhor havia reunido os três reis para serem entregues nas mãos de Moabe. Afinal, a água havia acabado. Sem água, como teriam forças para continuar e enfrentar o exército inimigo?

Eliseu, que sabia de seus atos, respondeu-lhe que jurava pelo nome do Senhor dos Exércitos, a quem servia, que se não fosse por respeito a Josafá, não lhe daria a menor atenção. Nem sequer olharia para seu rosto.

Note que Eliseu, naquele momento, em meio à iminência de uma guerra, chamou o Senhor, de "Senhor dos Exércitos".

Por respeito a Josafá, Eliseu ordenou que lhe trouxessem um tocador de harpa, enquanto orava. Quando o músico dedilhava a harpa, a poderosa mão do Senhor veio sobre Eliseu.

Por que a água acabou? Por eles estarem num deserto ou por que o Senhor os entregaria ao inimigo? E agora? O que acontecerá? Qual será a palavra do Senhor? Ele realmente reuniu esses três reis para morrerem diante de Moabe? O Senhor dos Exércitos fará algo?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/sera-o-fim.html

2 Reis 1.1-8

Leitura do dia 05/04.

Começamos uma nova caminhada. Agora, através do livro de 2 Reis.

Olhe para trás. Quanto já lemos. Quanto já aprendemos com as Escrituras. E não foi bom?

Ontem, vimos o ataque de Ben-Hadade a Samaria. A vitória de Acabe. Um segundo ataque e uma segunda vitória. Acabe fazendo acordo com Ben-Hadade, sem consultar ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-201-23.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2024-43.html

Vimos também que desejou a videira de Nabote. E a conseguiu. Derramando sangue inocente. Josafá e Acabe vão juntos à guerra, ignorando a Palavra do Senhor. Acabe tenta enganar a morte, disfarçando-se. Em vão. Acazias tornou-se rei em seu lugar. E Josafá continuou seu reinado em Judá.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-211-29.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-221-18.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2219-30.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-reis-2231-53.html

Hoje, caminharemos pelas páginas dos capítulos um a três de 2 Reis.

Na primeira postagem, apenas o capítulo um. Até o versículo oito.

Depois que Acabe morreu, Moabe, revoltou-se contra Israel.

Acazias, pasme, caiu da sacada do seu quarto, no palácio em Samaria. O tempo foi passando e nada de Acazias se recuperar dos ferimentos. Ao invés de buscar ao Senhor, ordena que alguns de seus mensageiros vá a Ecrom. Iam consultar Baal-Zebube, o Príncipe, deus de Ecrom, para saber se ficaria curado.

Baal-Zebube é de onde vem a palavra belzebu. Significa "Senhor das moscas". Nojento.

O Anjo do Senhor ordenou que o profeta Elias fosse à estrada encontrar-se com os mensageiros do rei. Deveria lhes entregar uma mensagem.

Elias foi. Quando os mensageiros estavam passando, perguntou se acaso não havia Deus em Israel para que fossem até Ecrom consultar Baal-Zebube. Eles não responderam. Mas ouviram.

Elias lhes disse a mensagem do Senhor, Deus de Israel, para Acazias. Ele não se levantaria da cama. E com certeza, morreria.

Os mensageiros do rei voltaram a Acazias que, com certeza, espantado, perguntou o motivo. Havia lhes dado uma ordem. O que estavam fazendo ali novamente, sem que a tivessem cumprido?

Percebe a autoridade de Elias? Era superior à de Acazias. Os homens seguiram suas ordens, não às do rei. E nem sabiam quem ele era.

Os mensageiros lhe disseram que um homem havia ido até eles. Contaram a Acazias o que havia lhes dito. O rei perguntou como era o tal homem. Eles o descreveram. Usava vestes de pelos e um cinto de couro. Acazias sabia perfeitamente quem era. Na mesma hora disse que era Elias, o profeta de Tisbel.

Algumas perguntas a serem feitas. Precisamos olhar para dentro de nós .E pensar.

Só procuramos soluções depois que uma situação demora a ser resolvida em nossas vidas? E onde a procuramos? Em quem a procuramos?

Temos andado atrás de outros deuses como Acazias? Será que hoje o Senhor nos diria que existe Deus onde estamos e nos perguntaria por que estamos procurando Prosperidade ou Humanismo, Príncipes de algum lugar?

Temos tido a ousadia e a autoridade de Elias para entregar a Palavra que o Senhor tem nos entregue? Independente do custo e do risco?

Elias sabia que seria reconhecido por Acazias. Seu modo de vestir era inconfundível. Mesmo assim, obedeceu ao Senhor. Faríamos o mesmo? Ou nos esconderíamos atrás de nossas comodidades e desculpas? Nossas frases e vidas politicamente corretas?

O que acontecerá agora? O que fará Acazias? Elias corre perigo? Como ousou interceptar os mensageiros de um rei e lhe dizer que morrerá?

Veremos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/a-quem-temos-procurado.html

segunda-feira, 18 de março de 2019

1 Samuel 22.1-23

Leitura do dia 18/03.

Na postagem anterior, vimos Davi encontrar-se com Aimeleque, o sacerdote. Tomar a espada de Golias e os pães sagrados para alimentar-se. Ele foi até Gate, mas teve medo de ficar na corte de Aquis e ser morto. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-211-14.html

Continuamos agora através do capítulo vinte e dois de 1 Samuel.

Davi fugiu de Gate. Escondeu-se na caverna de Adulão. Quando seus irmãos e parentes souberam, foram encontrar-se com ele.

Imagine e dificuldade de, nesta época, ser irmão e parente de Davi, o perseguido?

Homens aflitos, endividados e descontentes se uniram a ele. Conheciam sua fama. Queriam um líder. Precisavam de um. Logo Davi liderava aproximadamente quatrocentos homens. Que não deviam ter o temperamento fácil.

Davi, um filho honrado, preocupava-se com seus pais. Foi ao rei de Moabe e pediu para deixar que seus pais morassem ali, até que soubesse o que o Senhor faria com ele. Não até que soubesse o que aconteceria. Ou até que matasse Saul. Ou até que se tornasse rei de Israel. Mas, até que soubesse o que o Senhor faria. Com ele.

Como não admirar um homem desses? Está encurralado. Morando em uma caverna. Com quatrocentos homens que precisam de liderança e controle. Mas sabe que precisa descobrir a vontade do Senhor para sua vida. É o que realmente importa. Não os acontecimentos. A vontade do Senhor.

Davi deixou seus pais em Moabe e voltou para a fortaleza. Um dia o profeta Gade ordenou-lhe que deixasse a fortaleza e voltasse à Judá. Davi obedeceu. Foi para o bosque de Herete.

Quando Saul ficou sabendo, estava sentado embaixo de uma árvore na colina de Gibeá. Cercado por seus homens. Com sua lança na mão. Parece que não desgruda mais dela. Agora que não tem o Senhor, precisa grudar em alguma coisa para sentir-se seguro.

Ele pergunta aos homens de Benjamim se “aquele filho de Jessé” (parece que quando alguém é odiado, seu nome é evitado) prometeu alguma coisa para eles. Suas perguntas revelam claramente um homem magoado, frustrado, egocêntrico e cheio de autocomiseração.

Choraminga que ninguém lhe contou quando seu filho assumiu um compromisso com “o filho de Jessé”. Ninguém teve pena dele.

Em sua loucura, fala que Jônatas, seu filho, pretende matá-lo, juntamente com Davi. Davi só está fugindo. Nunca se voltou contra ele. E Jônatas? Leal, tanto ao amigo, quanto ao pai.

Mas, havia um homem ali, Doegue. Lembra? Ele conta a Saul que viu “o filho de Jessé” conversando com Aimeleque, quando estava em Nobe. Aimeleque, inclusive, consultou ao Senhor em seu favor. Depois, deu-lhe alimento e a espada que fora de Golias.

É, esse homem, estava com as orelhas em pé e os olhos atentos.

Saul mandou chamar Aimeleque e toda sua família que servia como sacerdote. Eles foram até o rei. Quando chegaram, Saul gritou. Que “o filho de Aitube” escutasse.

Devia ser uma ofensa muito grande não pronunciar o nome do odiado.

Aimeleque respondeu humildemente ao rei. Saul lhe pergunta por qual motivo ele e “o filho de Jessé” conspiraram contra ele. Por que lhe deu alimento e uma espada? Por que consultou ao Senhor por ele? E, pasme: porque instigou Davi a matá-lo? Sim, Saul diz que é o que Davi está procurando naquele dia, instigado por Aimeleque. Sua loucura está cada vez mais terrível.

Aimeleque responde que não existe ninguém mais fiel ao rei que Davi. Todos sabem disso. É o capitão de sua guarda pessoal. Membro muito honrado de sua casa. Havia consultado ao Senhor outras vezes em seu favor. Além disso, defende-se dizendo que o rei não pode acusá-lo. Não sabia de nenhuma conspiração.

O rei ordena que sua guarda pessoal mate Aimeleque e sua família. Eles haviam sim, conspirado contra ele. Sabiam que Davi estava fugindo dele e não fizeram nada.

Consegue reconhecer os sintomas de Saul? Está esquizofrênico.

Seus homens se negam a matar os sacerdotes do Senhor. Era uma ordem muito errada. Com certeza, com graves consequências.

O rei então ordenou a Doegue. Ele os matou. Oitenta e cinco sacerdotes. Estavam todos vestidos com suas túnicas de linho. Não contente, foi a Nobe, a cidade dos sacerdotes, e matou suas famílias. Homens, mulheres, crianças. Até recém-nascidos. Além do gado, jumentos e ovelhas. Não havia temor do Senhor no coração deste homem.

Mas, um conseguiu escapar. Apenas um. Abiatar. Filho de Aimeleque. Fugiu e correu para encontrar Davi. Contou-lhe o ocorrido.

Davi sentiu-se responsável por todas aquelas mortes. Vira Doegue. Sabia que contaria a Saul.

Pediu que Abiatar ficasse com ele. Cuidaria dele. Protegeria. Abiatar podia ter certeza que, com Davi, estaria seguro.

Nossa leitura de hoje termina aqui.

Amanhã continuamos através dos capítulos vinte e três a vinte e cinco.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Rute 1.1-22

Leitura do dia 11/03.

Continuamos nossa caminhada pelo maravilhoso Livro. O Livro dos livros.

Ontem terminamos o livro de Juízes. Vimos a terrível idolatria da tribo de Dã. A perversidade da tribo de Benjamim. A terrível história da concubina do levita, covardemente abusada e morta. Israel se unindo para vingar sua morte, guerreando com Benjamim.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-181-31.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-191-30.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-201-48.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-211-25.html

Agora, caminharemos através das páginas do livro de Rute. Para mim, um dos livros mais lindos da Bíblia.

Além de contar a história de uma família de Belém, também conta simbolicamente o maravilhoso amor de nosso Senhor Jesus por todos nós, completamente necessitados de um resgatador, um remidor.

Ainda é a época em que os juízes governam Israel. Houve grande fome na terra.

Um homem de Belém, da tribo de Judá, partiu de sua terra e foi a Moabe, passar um tempo ali. Até que soubesse de boas notícias e pudesse voltar. Era Elimeleque. Sua esposa, Noemi.

O casal tinha dois filhos, Malom e Quiliom.

Estabeleceram-se lá.

Passado um tempo, Elimeleque morreu. Sua esposa, Noemi, “Agradável” é o significado de seu nome, ficou sozinha, com os filhos, solteiros.

Um tempo depois, ambos se casam. Com jovens moabitas. Mas logo, os dois morrem. Sem deixar herdeiros.

Noemi fica só. Sem marido. Sem filhos. Apenas com as duas noras.

Certo dia, em meio a toda aquela tristeza, Noemi ouviu uma notícia. O Senhor visitara Israel. Tiveram boas colheitas.

Ela resolveu voltar para casa. Se é para estar só, melhor estar em sua própria terra. Estrangeira e sozinha era mais do que podia suportar. Havia partido de Israel com seu esposo e filhos e agora voltaria sozinha.

Suas noras, Orfa e Rute, iam acompanhá-la. Elas se relacionavam muito bem. Como deve ser.

Mas Noemi ponderou. O que podia fazer por elas? Absolutamente nada. Moabitas. Viúvas. Sem filhos. Conversou com ambas.

Em meio a toda sua dor, pensou em suas noras com carinho e amizade. Com amor. Como a mãe que deseja o melhor. Liberou-as para voltar à casa de seus pais. Ela as abençoou. E as abraçou, despedindo-se.

Orfa e Rute choraram muito e disseram que não a deixariam. Uma amizade linda. Entre noras e sogra.

Noemi, pensando no futuro delas, reafirma que devem voltar. Não há futuro ao seu lado. Em casa ainda podem ter uma nova história. Mas Noemi não tem o que oferecer. Não se casará novamente. E, ainda que casasse e gerasse filhos, seria tarde demais. Não poderiam esperar esse tempo todo.

Noemi fala às noras que sua situação é muito mais amarga que a delas. O próprio Senhor está contra ela. Sua dor era tão grande que não conseguia enxergar o Senhor ao seu lado.

Orfa pensa um pouco melhor e mesmo com tristeza, se despede de Noemi. Despedem-se com um abraço e choram novamente. Orfa beija Noemi e volta para sua casa. Rute não. Ela gruda em Noemi. Firmemente.

A amargura de Noemi é tão grande que aconselha Rute a também voltar para o seu povo e o seu deus.

Rute dá a ela uma resposta tão linda que, comumente é usada em casamentos. Onde Noemi estiver, também estará. Onde viver, viverá. O povo de Noemi será seu povo. O Deus de Noemi, seu Deus. E até onde Noemi morrer, também morrerá e será sepultada.

Percebemos que já é assim. Rute conhece o Senhor. Com certeza, foi apresentada a Ele por esta família, que fez diferença em sua vida. Ela invoca para si uma maldição. Que o Senhor, que ela conhece e também é o seu Senhor, a castigue severamente, se ela permitir que qualquer coisa, a não ser a morte, as separe.

Fico imaginando seu coração. Perdeu o marido. Como Noemi, uma viúva. Na casa de seu pai tudo seria mais fácil, inclusive casar-se novamente. Mas, em nome de uma amizade, um amor que havia crescido pela mãe de seu marido, resolve deixar o único lugar onde poderia ter algum conforto e se aventura a ir para um país, onde seria olhada de uma forma não muito simpática. Era moabita. Mulher. Viúva.

Em Deuteronômio 23.3 está escrito que “Nenhum amonita ou moabita, até a décima geração, fará parte do povo de Deus, o Senhor. Eles deverão permanecer de fora”. Não sei se já havia passado dez gerações. O fato é que era moabita.

As duas seguem viagem. Juntas.

Quando chegam a Belém, a cidade fica agitada. As mulheres olham e não têm certeza. Será Noemi?Não a reconhecem, tamanha sua dor. Provavelmente envelheceu muito, tamanha tristeza. Não havia mais nenhuma alegria em seu coração. Seu espírito estava abatido. Seu rosto, envelhecido.

"Um coração contente alegra o rosto, mas o coração triste abate o espírito." - Provérbios 15.13

A situação de uma viúva àquela época era muito complicada, principalmente se não tivesse um filho. Ela perdera o marido e os dois filhos. Perdera tudo.

Quando foram falar com elas, Noemi pede que não a chamem mais pelo nome “Agradável”. Seu nome agora é Mara, “Amarga”. Sua alegria se fora. Junto com seu marido e seus filhos. Não lhe resta mais nada. Apenas estava ali, para viver um dia após o outro e morrer em sua terra.

Estava começando a colheita da cevada.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

terça-feira, 5 de março de 2019

Juízes 2.1-3.31

Leitura do dia 05/03.

Na postagem anterior vimos que Israel não conquista toda a terra.
Vimos também que o livro de Juízes não começa em ordem cronológica. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/juizes-11-34.html

Agora, caminharemos através das páginas dos capítulos dois e três.

O anjo do Senhor, que estava em Gilgal, foi até outra cidade e apareceu aos israelitas. Disse tudo que o Senhor havia feito por eles. Lembrou-lhes Sua parte na aliança e disse que as cumpriu. Já o povo de Israel não.

Ele pergunta por que não obedeceram Suas ordens? Eram simples e diretas.

Agora, não expulsaria mais os habitantes da terra. Seriam como espinhos em suas costas. Seus deuses, armadilhas.

Quando o anjo do Senhor terminou de falar, o povo chorou. Aquela cidade passou a se chamar Boquim, “pranteadores”.

Embora tenham chorado, não mudaram suas atitudes. Choro não muda ninguém. Muito menos remorso. Apenas arrependimento traz mudança.

O autor fala novamente da morte de Josué. E onde foi enterrado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/josue-231-2433.html

E aí começa a descida de Israel.

Eles fizeram o que era mal aos olhos do Senhor. Serviram às imagens de Baal e da deusa Astarote. Abandonaram o Senhor. Serviram os deuses dos povos ao redor.

O Senhor os deixa à própria sorte. Não conseguem mais resistir seus inimigos. Toda vez que vão à batalha, o Senhor se posiciona contra eles, provocando sua derrota. O Senhor avisara, sob juramento, que tal aconteceria se O deixassem.

Viviam em grande angústia.

Então o Senhor levanta os juízes para livrá-los de seus opressores. Mas, sempre que o juiz morre, eles voltam a fazer o que era mal aos olhos do Senhor, prostituindo-se, seguindo a outros deuses.

Aqui o Senhor explica porque não expulsou todos os inimigos da terra. Para provar Israel. Para ensiná-los.

Essa nova geração não tinha lutado. Recebera tudo “de mão beijada”. Precisavam aprender a lutar. A conquistar. A ganhar experiência no campo de batalha. Amadurecer. Mas não quiseram.

E a geração anterior? Me pergunto. Será que falou do Senhor e Suas obras como deveriam? Ao acordar, ao caminhar, ao sentar e ao deitar? Acho difícil.

Israel foi posto à prova. E não passa no teste.

Casaram com os povos que o Senhor ordenou que destruíssem. E serviram seus deuses.

Tenho vontade de chorar. Rasgar minhas roupas e colocar pó sobre minha cabeça.

Tenho vontade de me rasgar. Por que somos tão difíceis? Por que demoramos tanto para obedecer e nos desviamos tão rapidamente?

Por que temos tanta dificuldade para aprender? Por que não aprendemos?

Estavam com o gabarito e não passaram no teste.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-281-3020.html

E quanto a nós? Temos o gabarito em nossas cabeceiras e em nossos celulares. Mas o temos em nossos corações?

Por causa de sua prostituição espiritual os israelitas serviram ao rei de Arã-Naaraim durante oito anos. Até que pediram ajuda ao Senhor. Esperaram oito anos para pedir ajuda ao único que podia ajudá-los.

O Senhor levantou Otniel, o sobrinho de Calebe para libertá-los. Ele foi o primeiro Juiz dessa época conturbada de Israel. O Espírito do Senhor veio sobre ele. Guerreou contra o rei de Arã e o Senhor o entregou em suas mãos. Depois disso, a terra ficou em paz durante quarenta anos. Até que Otniel morreu.

Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor detestava. Tornaram-se escravos de Eglom, rei de Moabe, durante dezoito anos.

O primeiro período de servidão foi de oito anos. Agora, dezoito. Estão se acostumando a sofrer na mão de seus inimigos, “deixando a vida levá-los”. E não clamam ao Senhor durante um longo tempo.

Passaram dezoito anos de escravidão. Pedem socorro ao Senhor. Ele levanta Eúde.

Eúde era canhoto. No tempo de levar o tributo a Eglom, prendeu um punhal de dois gumes, com cerca de quarenta centímetros em sua coxa direita.

As pessoas esquecem que nós, os canhotos existimos. Ninguém examinou sua coxa direita. Entrou armado à presença de Eglom. Entregou o tributo. Quando estava voltando, disse que tinha uma mensagem secreta para lhe entregar.

Se era secreta, o rei mandou que se calasse. Voltou com ele ao seu palácio. Ordenou que seus servos se retirassem.

O que um homem desarmado poderia fazer?

Quando estavam sozinhos, Eúde falou que tinha uma mensagem do Senhor para ele. O rei levantou-se. Não gostou daquilo. Mas era tarde demais.

Eúde puxou o punhal de sua coxa direita e enfiou em sua barriga. Eglom era muito gordo. O punhal desapareceu sob sua gordura. Ele morreu. Eúde fechou a porta. Saiu escondido.

Quando os servos de Eglom foram até ele, a porta estava fechada. Acreditaram que estava usando seu banheiro. E esperaram. Como demorou muito, pegaram outra chave e abriram a porta. O rei estava morto.

Enquanto isso, Eúde já havia chegado à região montanhosa de Efraim. Ali, tocou a trombeta e convocou o povo à guerra. Atenderam sua convocação. Desceram, com ele à frente.

Eúde lhes disse que o Senhor os entregara Moabe. E assim foi. Moabe foi derrotado.

Depois de Eúde, o Senhor levantou Sangar., que em certa ocasião, matou seiscentos filisteus com um ferrão de conduzir bois.

A terra ficou em paz por oitenta anos.

Nosso texto de hoje termina aqui.

Que nossas lágrimas não sejam de remorso e sim de arrependimento. Lágrimas de crocodilo não servem para nada.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que O amemos e nos apeguemos a Ele. Que não façamos alianças com outros deuses, quaisquer que sejam.

Continuamos amanhã.

Espero você. Até lá.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Deuteronômio 2.1-3.29

Leitura do dia 16/02.

Na postagem anterior, vimos Moisés lembrando Israel de suas caminhadas pelo deserto. Assim como a rebelião e morte de toda uma geração por causa de sua incredulidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-11-46.html

Agora, continuamos através dos capítulos dois e três de Deuteronômio.

Moisés continua relembrando que, depois da rebelião e da derrota vergonhosa, voltaram em direção ao Mar Vermelho, como o Senhor ordenara. Vagaram por um longo tempo, de uma região para outra.

Até que o Senhor ordenou que fossem conquistar a terra. Já haviam passado trinta e oito anos desde que haviam ido para Cades-Barneia pela primeira vez. Todos aquela geração havia morrido.

Que se mexessem e conquistassem a terra.

Deviam, no entanto, ter cuidado com os edomitas, descendentes de Esaú. Eles se sentiriam ameaçados. Israel devia pagar pela comida e água que utilizassem enquanto passassem por suas terras. O Senhor não lhes daria um metro sequer naquelas terras. Pertenciam a eles. Ele havia lhes dado.

Moisés explica que em outros tempo, os horeus habitaram Seir, mas os edomitas os expulsaram e ocuparam suas terras, do mesmo maneira que Israel expulsaria os povos de Canaã.

O Senhor fez com Edom algo semelhante ao que estava prestes a fazer com Israel.

E algo semelhante também aconteceu quando os caftoritas de Creta invadiram e destruíram os eveus, tomando a região de Gaza.

O Senhor também disse que não era para perturbar os moabitas, descendentes de Ló. Aquela região era deles. Não daria nenhuma parte de seus territórios.

Também não deveriam se aproximar da terra dos amonitas, descendentes de Ló. O Senhor havia dado aquela terra a eles. E não daria nenhum pedaço para Israel.

Agora era a vez deles. Que atacassem e começassem a tomar posse do território que o Senhor lhes prometera. Todos os povos ficariam com medo, ouvindo o relato do que aconteceria a partir daquele dia.

Depois Moisés conta que pediram permissão para entrar na terra de Seom. Ele não permitiu. Saiu à guerra contra Israel. E foi derrotado. O Senhor o entregou nas mãos de Israel.

Em seguida, foi o rei Ogue, de Basã. Israel conquistou suas sessenta cidades. Todas fortificadas, com muralhas altas e portões com trancas.

O Senhor era com eles. Não importava a quantidade dos inimigos. Nem o tamanho de suas muralhas.

Quando tomaram posse da terra de Gileade, Moisés a deu às tribos de Rúben, Gade e Manassés.

A região de Argobe era conhecida como terra de gigantes. Jair, um dos descendentes de Manassés conquistou toda aquela região. E deu às cidades seu próprio nome.

Essas tribos ficaram com a obrigação de atravessar o Jordão à frente dos demais israelitas, armados e prontos para ajudá-los. Voltariam para suas terras quando o Senhor tivesse dado segurança a todos, como dera a eles.

Moisés também conta que pediu muito ao Senhor para que entrasse na terra, mas o Senhor disse “não”. Falou para Moisés não tocar mais nesse assunto com Ele. Subiria ao monte Pisga e de lá veria a terra. Apenas isso. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-201-29.html

Seria Josué quem conduziria o povo do outro lado do Jordão. Moisés precisava encorajá-lo e fortalecê-lo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-261-2723.html

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã continuamos. Do capítulo quatro ao capítulo sete.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Números 23.1-24.25

Leitura do dia 11/02.

Na postagem anterior, vimos que Balaque e seu povo ficaram apavorados com o povo de Israel.

Sabendo que não conseguiria vencer pelos meios naturais, contratou o profeta Balaão para amaldiçoar o povo. Talvez assim tivesse uma chance de vencer.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-221-41.html

Continuamos através das páginas do capítulo vinte e três de Números, até o final do capítulo vinte e quatro.

Balaão ordenou que Balaque construísse sete altares e oferecesse sete novilhos e sete carneiros. Balaque fez conforme Balaão instruiu. Os dois ofereceram um novilho e um carneiro em cada altar.

Balaão ordenou que Balaque ficasse junto aos holocaustos. Ele foi ao topo de um monte para ver se o Senhor se encontraria com ele.

O Senhor foi ao seu encontro. Balaão disse que havia Lhe oferecido holocaustos. O Senhor entregou a mensagem para que Balaão falasse.

Balaão voltou a Balaque. E abençoou o povo. Desejou inclusive morrer como os justos. Que seu fim fosse como o fim de Israel.

Balaque ficou indignado. Balaão explicou que já tinha dito que falaria apenas o que o Senhor lhe ordenasse.

Balaque levou Balaão até o monte Pisga. Quem sabe dali poderia amaldiçoar o povo?

Fizeram os sete altares novamente. Ofereceram os holocaustos.

Balaão foi ao encontro do Senhor. E o Senhor foi ao seu encontro. E lhe deu a palavra.

Balaão voltou e abençoou novamente Israel. Deus não é homem para mentir e cumpriria tudo que prometeu. Nenhum encantamento podia contra Israel.

Balaque continuou indignado. Mandou Balaão parar de abençoar Israel. Ele respondeu que havia dito que transmitiria a palavra do Senhor.

Balaque levou Balaão ao topo do monte Peor, para ver se dali podia amaldiçoar Israel.

Ofereceram os holocaustos como das outras vezes.

Quando Balaão percebeu que o Senhor se agradava de abençoar Israel, não recorreu à adivinhação. O Espírito do Senhor veio sobre ele. E novamente abençoou Israel.

Balaque ficou furioso. Bateu palmas e gritou com Balaão. Havia levado ele ali para amaldiçoar o povo, não abençoá-lo. Deus o impedira de ficar rico, já que não amaldiçoou ninguém.

Ordenou que Balaão fosse embora.

Balaão lembrou-lhe que havia dito que só falaria o que o Senhor lhe transmitisse. Disse que ia embora mas antes falaria o que Israel faria ao povo de Balaque no futuro.

E falou. Não apenas de Israel e Moabe. Mas de outros povos.

Quando terminou de entregar sua profecia, cada um seguiu seu caminho.

Hoje ficamos por aqui.

Que o Senhor se agrade em nos abençoar.

Amanhã continuamos através dos capítulos vinte e cinco a vinte e sete de Números.

Espero você. Até lá.

Números 22.1-41

Leitura do dia 11/02.

Nas postagens anteriores, vimos alguns dos deveres dos sacerdotes e levitas. Vimos a água da purificação e o sacrifício da novilha vermelha, que aponta para o Senhor Jesus. Também vimos a desobediência de Moisés. Era para falar à rocha. Ele bateu nela duas vezes. Não honrou a santidade do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-181-32.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-191-22.html

Vimos a morte de Miriã e Arão. A vitória sobre os cananeus. A murmuração do povo. A serpente de bronze, sendo levantada no deserto. Que também aponta para Jesus. E vimos as vitórias sobre Seon e Ogue.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-201-29.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-211-35.html

Hoje continuamos através dos capítulos vinte e dois a vinte e quatro de Números.

Nesta primeira postagem, o capítulo vinte e dois.

Os israelitas continuam se aproximando da terra. Acamparam a leste do rio Jordão. De frente para Jericó.

O rei de Moabe, Balaque, viu o que Israel fizera aos amorreus. Os moabitas estavam apavorados. Diferente do que disseram os espias tantos anos antes, não os viam como gafanhotos. Para eles, Israel era como um boi que devora todo o pasto. http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-131-1445.html

Balaque não sabia o que fazer. Se lutasse contra eles, é certo que não venceria. A multidão era enorme.

Resolveu chamar Balaão, filho de Beor. Um profeta que vivia em Petor, próximo ao rio Eufrates.

Seus mensageiros levaram uma mensagem dizendo que um povo enorme havia saído do Egito e cobria a terra. Estavam acampados próximos a ele. Pedia que Balaão viesse e os amaldiçoasse. Talvez assim, ele tivesse chance de derrota-los.

Os mensageiros foram com a quantia necessária para Balaão amaldiçoar o povo de Israel.

Quando os mensageiros de Balaque chegaram a Balaão, ele ordenou que passassem a noite ali. Pela manhã lhes diria a orientação que recebera do Senhor.

O Senhor apareceu a Balaão. Perguntou-lhe quem eram seus visitantes. Balaão contou. Deus ordenou que ele não fosse. Eram um povo abençoado. Não deviam ser amaldiçoados.

Pela manhã Balaão disse aos mensageiros de Balaque que o Senhor não lhe permitiu ir.
Os mensageiros voltaram a Balaque. Contaram a resposta de Balaão.

Balaque não se conformou. Resolveu mandar mensageiros mais poderosos que os anteriores. Que dissessem a Balaque que o pagaria muito bem. Daria o que ele quisesse.

Balaão respondeu da mesma maneira a esses mensageiros. Dessa vez o Senhor disse que poderia ir. Mas falaria apenas o que Ele falasse.

Na manhã seguinte Balaão selou sua jumenta e partiu com os mensageiros de Balaque.

A ira do Senhor se acendeu. Na verdade o Senhor não queria que Balaão fosse. Não era para amaldiçoar o povo. Ficasse em casa.
O anjo do Senhor se colocou no caminho. Por três vezes sua jumenta viu e se desviou para que Balaão não fosse morto. Por duas vezes Balaão bateu nela. Na terceira vez, ele a espancou.

Sabe o que aconteceu? O Senhor abriu a boca da jumenta. Ela perguntou a Balaão o que havia feito para ele ter batido três vezes nela.

Balaão gritou em resposta que ela o havia feito de tolo. E se tivesse uma espada, a mataria.

Ela ficou espantada. Respondeu que era a mesma jumenta que o serviu a vida toda. Nunca havia agido daquele jeito.

O Senhor abriu os olhos de Balaão. Ele viu o anjo. Espada desembainhada. Balaão se curvou diante dele.

O anjo do Senhor perguntou porque havia batido na jumenta. Por três vezes ela se desviara dele. Se não fosse isso, Balaão teria morrido. A jumenta seria poupada.

Balaão reconheceu que havia pecado. Não vira o anjo.

Disse que voltaria, se ele se opunha à sua viagem. O anjo do Senhor ordenou que fosse. Mas falasse apenas o que Ele lhe dissesse.

Quando Balaque soube que Balaão estava indo, saiu ao seu encontro na fronteira do território de Moabe.

Perguntou a Balaão porque havia demorado a responder seu chamado. Por acaso não creu que lhe daria uma grande recompensa? Balaão respondeu que agora estava ali. Mas não podia falar o que bem entendesse. Transmitiria apenas a mensagem que o Senhor colocasse em sua boca.

Acamparam em Quiriate-Huzote. Ali Balaque sacrificou bois e ovelhas. Mandou porções de carne a Balaão e aos oficiais que com ele estavam.

No dia seguinte Balaque subiu com Balaão até Bamote-Baal, de onde podiam ver uma parte do povo.

Balaão obedecerá ao Senhor?

O capítulo vinte e dois termina aqui.

Que tenhamos temor do Senhor!

Que não fiquemos insistindo com uma situação como parece ter acontecido com Balaão.

Que sejamos obedientes. Que falemos apenas o que Ele colocar em nossos lábios. Sempre.

Continuamos na próxima postagem. Até já.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Números 21.1-35

Leitura do dia 10/02.

Na postagem anterior vimos a morte de Miriã e Arão. Vimos também a desobediência de Moisés, que lhe trouxe uma trágica consequência.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-201-29.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e um de Números. Nossa última leitura de hoje.

Quando o rei cananeu de Arade soube que o povo de Israel se aproximava, ele os atacou. Levou alguns cativos.

O povo de Israel fez um voto ao Senhor. Se o Senhor os desse em suas mãos, eles destruiriam tudo.

O Senhor ouviu. E lhes deu vitória. Eles destruíram tudo. Aquele lugar passou a chamar Hormá, “destruição”.

Partiram do monte Hor. Tomaram o caminho para o Mar Vermelho, a fim de se desviarem de Edom.

O povo ficou impaciente. Novamente. E começou a se queixar contra o Senhor e contra Moisés. Parece que nunca vão aprender. Era a mesma ladainha. “Por que você nos tirou do Egito para morrermos aqui no deserto? Aqui não há o que comer e o que beber.”

Mas foram além. Disseram que detestavam aquele maná horrível. O pão do Senhor. O pão que o Senhor enviava dos céus diariamente.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Que não detestemos Seu pão. Que o saboreemos, o apreciemos, o desejemos. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-pao-do-ceu.html

O Senhor enviou serpentes venenosas, que morderam o povo. Muitos morreram.

Eles correram para Moisés, pedindo perdão. Pedindo a Moisés que orasse e as serpentes fossem retiradas dali.

Moisés orou. Mas o Senhor não retirou as serpentes.

Mandou Moisés fazer uma serpente de bronze e colocá-la em um poste. Todos que fossem mordidos por alguma serpente e olhassem para ela, seriam curados. Foi o que aconteceu. Essa serpente aponta também para o Senhor Jesus. http://www.espalhandoasemente.com/2018/04/jesus-e-uma-conversa-intrigante-no-meio.html

Depois viajaram para Obote. De lá seguiram até chegarem ao rio Arnom, fronteira do território dos moabitas e dos amorreus.

Foram a Beer, “poço”. O Senhor ordenou que o povo fosse reunido. Ali lhes daria água. Foi o que aconteceu. E o povo cantou sobre o poço.

Depois partiram e foram para o vale de Moabe, onde fica o monte Pisga. Dali enviaram mensageiros ao rei dos amorreus, Seom. Com a mesma solicitação que haviam feito a Edom.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-201-29.html

O rei Seom também não permitiu que passassem por seu território. Imobilizou seu exército e atacou Israel.

A guerra foi em Jaza e Israel massacrou Seom. Capturaram suas cidades e estabeleceram-se nelas. Expulsaram os amorreus que ali viviam. E ocuparam todas as suas terras. Até à fronteira com os amonitas.

Em seguida, marcharam pelo caminho até Basã. Ogue, era o rei de Basã. Ele e todo seu povo atacaram Israel em Edrei.

O Senhor disse a Moisés para não temer. Fariam com Ogue o mesmo que fizeram com Seom. E assim foi. Mataram Ogue, seus filhos e seu povo. Não restou sobrevivente algum. Depois disso, ocuparam seu território.

Hoje ficamos por aqui.

Amanhã continuamos através dos capítulos vinte e dois a vinte e quatro de Números.

Espero você. Até lá.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Gênesis 19.30-36

Leitura do dia 06/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos a intercessão de Abraão. O pai de nações intercede para que o Senhor não destrua Sodoma e as cidades ao redor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Agora, veremos do versículo trinta ao versículo trinta e seis do capítulo dezenove. Lembre-se que vamos percorrer o capítulo vinte para completarmos nossa leitura diária de hoje.

Ló fugiu para Zoar. Algum tempo depois saiu de lá. Tinha medo dos habitantes daquele vilarejo. Ló deixou o medo assumir o controle de sua vida. Foi morar em uma caverna nas montanhas com suas duas filhas. Agora, eram apenas os três.

Quando o Senhor nos livra de algo tão terrível como aconteceu com Ló, precisamos nos apegar a Ele. Não podemos deixar que o medo tome conta de nós. Não podemos pensar que algo pior vai acontecer. Não podemos fugir para a caverna. Nunca. Lembra-se de Elias? Ele também fugiu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/exaustao.html

E foi o que Ló fez. Um dia, sua filha mais velha teve uma ideia. Acredite, nem um pouco boa. Falou para sua irmã mais nova que deveriam embebedar o pai. Ela teria relações sexuais com ele, para que a descendência deles não acabasse. Depois, a irmã mais nova deveria fazer a mesma coisa. Assim fizeram. Ambas engravidaram. Tiveram filhos de seu próprio pai. A mais velha deu à luz a Moabe, de onde vieram os amonitas e a mais nova deu à luz a Ben-Ami, pai dos amonitas. Esses dois povos foram “pedra no sapato” de Israel.

É triste ver pessoas tomando decisões sem a orientação do Senhor, como elas fizeram. Ló já não era mais o mesmo homem que andava com Abraão. Havia escapado duas vezes da morte e destruição, mas deixou-se levar pelo medo e se escondeu. Se acovardou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-131-1424.html

Que aprendamos a enfrentar nossos medos. Que não fujamos para lugar algum. Ainda que seja uma caverna nas montanhas. E que tomemos decisões com a orientação do Senhor.

Na próxima postagem leremos o capítulo vinte de Gênesis. Até já.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Acabou a água. Haverá solução?

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Ontem vimos que três reis se reuniram para guerrear contra Moabe, que havia se rebelado. Mas, após sete dias de caminhada, a água acabou.

Jorão acreditava que a água havia acabado porque o Senhor os havia reunido para serem mortos por Moabe.

Josafá pediu que consultassem um homem de Deus. Foram atrás de Eliseu. Queriam uma palavra do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/sera-o-fim.html

Hoje, caminharemos ainda através do capitulo três. Do versículo dezesseis ao vinte e sete.

Eliseu lhes transmitiu Sua palavra. Deveriam cavar muitos poços naquele vale.

Não sentiriam vento, nem veriam chuva, mas aquele vale se encheria de água, água boa, e saciaria a sede de todo o exército, do rebanho e até dos animais de carga.

Mas tinha mais. O Senhor achava isso pouco. Além de saciá-los de água, Ele entregaria Moabe em suas mãos.

Eles destruiriam todas as cidades fortificadas, cortariam todas as árvores frutíferas, tapariam todas as nascentes e cobririam de pedras todos os campos férteis. Destruição total. Sem cidades, sem árvores, sem água, sem campo fértil. Sem nada.

Ao raiar o dia seguinte, na hora do sacrifício matinal, muita água veio descendo da direção de Edom. Alagou toda a região. Sem vento, nem chuva. Silenciosamente. Foi descendo e enchendo os poços.

Quando os moabitas souberam que os três reis tinham ido para atacá-los, todos que eram capazes de empunhar armas, das crianças aos mais idosos, foram convocados. Tomaram posição de guerra na fronteira.

Ao alvorecer do dia seguinte, quando se levantaram, o sol começou a refletir seu brilho sobre as águas. Não sabiam o que havia acontecido. Por isso, não houve vento, nem chuva. Assim, não havia como ter água naquele vale. Eles viram de longe águas vermelhas que lhes pareciam sangue.

Exclamaram assustados! Com toda a certeza aqueles reis haviam lutado entre si e se matado uns aos outros. O que não era raro acontecer.

Diante disso, ordenaram que todos fossem à pilhagem. Quando se aproximaram do acampamento dos israelitas, estes se levantaram, atacando-os.

Os moabitas fugiram, surpresos. Foram perseguidos até que entraram em seu território. Que foi arrasado, conforme a palavra do Senhor dita através de Eliseu.

Destruíram suas cidades. E à medida que as tropas passavam sobre os campos férteis, iam jogando pedras. Cada homem lançava uma, até que todo o solo cultivável ficou coberto. Taparam todas as nascentes e derrubaram todas as árvores frutíferas. Restou apenas a capital de Moabe. Ainda assim, os soldados armados de atiradeiras a cercaram e a atacaram.

Quando o rei de Moabe percebeu que seria vencido, conduziu pessoalmente setecentos homens, hábeis com espada. Tentaram forçar passagem até o rei de Edom, mas não teve sucesso.

Desesperado, tomou seu filho mais velho, que seria sucessor do trono, e o sacrificou ao deus dos moabitas, Camos, sobre o muro da cidade.

Diante disso, Israel sentiu uma grande ira divina. Saíram dali e voltaram para a sua terra, indignados.

Quantas lições a aprender com esse texto!

A água acabou? Não significa que o Senhor “tramou” nos destruir. Pelo contrário, pode significar justamente que Ele tem algo surpreendente a fazer.

Quando acabam nossos recursos, os dEle aparecem.

Os jovens judeus não foram lançados na fornalha de fogo ardente para morrer. Foram lançados porque o Senhor queria se revelar àquele povo (Daniel 3).

Daniel não foi lançado na cova dos leões para ser destroçado por aquelas feras. Foi lançado ali, para que o Senhor fosse glorificado através de sua vida e todos soubessem quem Ele é  (Daniel 6).

Jesus não mandou os discípulos irem à frente para que morressem no barco em meio à tempestade no mar da Galiléia. Ele queria se revelar e mostrar Seu poder aos discípulos.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-duvida-de-pedro.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-anda-sobre-as-aguas.html

A água acabou? Não é época de chuva? Não chove naquele deserto? Cave poços. Essa foi a ordem. O Senhor ia fazer algo maravilhoso, mas era necessário que os poços fossem cavados. Precisamos ser cavadores de poços. http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/eliseu-e-os-pocos.html

É loucura? Sim. Para que cavar poços onde não existe a menor possibilidade de chuva?

Quem O segue, não pode trabalhar com possibilidades. Precisa trabalhar com fé. Cavar poços, mesmo onde não há nenhuma previsão de chuva.

Aqueles homens obedeceram. Cavaram poços. E foram descansar.

Na hora exata, sem nenhum sinal, sem nenhum barulho, as águas foram descendo e encheram os poços. Não podiam descer enquanto era dia.

Quando o inimigo olhou, não viu águas. Afinal, não havia como haver águas ali. Não houve vento. Não houve chuva.

Amanheceu o dia. O sol raiou. E bateu nas águas. Elas ficaram vermelhas. Claro, o inimigo pensou, só pode ser sangue. Impossível ser água.

O Senhor agiu silenciosamente. Sem alarde. Sem que percebessem. E eles caíram.

A guerra foi ganha. De forma extraordinária. Simplesmente porque buscaram a orientação do Senhor e a seguiram. Ainda que Sua ordem tenha sido aparentemente ridícula.

Que possamos aprender a obedecer. Não importa a ordem. Importa quem a deu. Se foi o Senhor, obedeça!

Na sexta-feira, continuamos. Espero você. Até lá.