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terça-feira, 24 de março de 2020

Diário de Bordo Quarentena, dia 24/03/2020

Essa foto já é antiga, mas, vamos lá.
Hoje é o sétimo dia que não saio de casa. Salvo, se quiser considerar, que no sábado levei o lixo na lixeira do andar, desci e subi pela escada ao ir à portaria buscar uns livros que chegaram. Uma parte do meu “Kit Quarentena”.
Estamos aqui. Em reclusão. Falando com os outros filhos e os netos pelo watsapp. Íamos para a casa da Fê, mas ficamos com tantas dúvidas e receios, que resolvemos ficar essa semana por aqui. Na nossa arca de Noé de 30m².
Para Gabi, já era o oitavo dia sem sair de casa.
Tentamos imprimir uma rotina para estabilizar nossas almas. Com momentos para orar, meditar, ler, escrever, fazer as arrumações da casa, a alimentação, exercícios, alongamentos e, à noite, assistir um ou dois capítulos de alguma série e rir um pouco com certos posts. Não podemos assistir todos os noticiários que falam sobre o Covid19, se quisermos manter nossa sanidade.
Hoje, Gabi precisava pegar a receita de um remédio. Tudo bem, dava para esperar mais uns dias. Mas nossas frutas estavam no fim. Nossas verduras também. Então, lá foi ela aventurar-se pelo mundo fora de nossa protegida arca.
Vestiu-se de calça jeans, camiseta, blusa de manga comprida. Nada de brincos, anéis ou qualquer outro acessório. Quis que ela fosse de capa de chuva. Ela apenas levou a sombrinha. Despedimo-nos com um abraço e um beijo. Podemos. Estamos apenas nós duas em nossa arca.
Ela foi. Eu fiquei. Penso no inimigo invisível que está enfrentando. Queria tê-la enrolado com aquele plástico que tem nos aeroportos. Como enfrentará essa saída? O que ficará pensando enquanto está na rua?
Termino de fazer o almoço. Arrumar a cozinha.
Ela demora. Resolvo almoçar.
Quando estamos as duas juntas, há muitos momentos de silêncio. Cada uma em um cômodo de nossa pequena arca, com suas leituras e escritas. Mas sabemos que estamos à distância de um braço da outra. De um grito. Um suspiro.
Agora, como há muito tempo não me sentia, estou sozinha. Parece que foi à rua há dias. Sua demora traz um nó no meu pescoço. Sinto-me fraca. Resolvo almoçar.
Ligo a televisão. Sento no sofá. Tento me distrair com uma etapa do campeonato de Surf. A comida está uma maravilha, uma delícia como gosto de dizer e alguns implicam. Mas é horrível estar sozinha. Oro quase que o tempo inteiro por ela. Que as ruas estejam vazias. O consultório médico. A farmácia. O mercado. A portaria. O elevador.
Deixei tudo preparado para sua chegada. Lavar tudo que puder ser lavado. Passar álcool em gel em tudo que não puder. E até a porta da máquina de lavar, aberta.
Parece que estamos vivendo um filme fatalista. “Senhor”, penso, “essa sou eu”? A mesma pessoa que acabou de animar uma amiga para não ficar ansiosa?
Falo com a Fê no celular. Ela diz que precisa ir ao mercado. Digo que não. O Danilo vai. Ela está no grupo de risco. Instruo a que ele, quando chegar, tire a roupa à porta de casa e corra para o banheiro. E que ela limpe absolutamente tudo que chegar da rua.
Finalmente a campainha toca. Abro a porta. Tenho vontade de abraçá-la. Não posso. Estendo a mão com uma luva de plástico improvisada e entrego o lixo para ser levado, enquanto recolho as sacolas de compras. Fazemos tudo rapidamente. Em sincronia. Num piscar de olhos.
Deixo o álcool em gel na porta. Do lado de fora. Ela volta. Limpa as mãos. Deixa o sapato à porta. Como combinamos. Tira a roupa. Coloca na máquina de lavar. E corre para o chuveiro.
Eu, estou agindo como uma louca. Na maior velocidade. Limpo o pote do álcool em gel. Tiro todos as sacolas. Lavo todas as frutas e verduras. Uma a uma. Com esponja e detergente. Lavo as embalagens dos produtos. Limpo os lugares onde qualquer coisa que veio da rua tenha encostado.
Meu Deus, pela primeira vez na minha vida, tenho compaixão dos neuróticos por limpeza e “desinfectações”. Como uma pessoa consegue sobreviver a uma neura dessas? Não entendo. Não conseguiria.
Faço as limpezas e guardo tudo com uma rapidez tal que pareço estar atrasada para pegar um voo. Meu coração está acelerado. Meus braços pinicam. É como se um milhão de bichinhos (além do normal) estivessem andando pelos meus braços.
Troco de chinelo. Levo as sacolas das compras no lixo. Não sei se posso usá-las e, na dúvida, prefiro eliminá-las.
Volto. Deixo o chinelo à porta. Passo álcool no chão onde as sacolas ficaram.
Penso que se fosse neurótica, com toda certeza, teria morrido há muito tempo. Dou graças ao Senhor por ser uma pessoa calma. Calma já estou assim, imagina se fosse diferente?
Gabi sai do banho. Já desinfetei até o cinto e os óculos dela. Meu Senhor, passei álcool em gel até nas notinhas do mercado e da farmácia.
Tiro minha roupa. Coloco na máquina de lavar. Corro para o chuveiro. Entro debaixo da água com meus óculos, que lavo meticulosamente. Estou tomando banho correndo. Pensando em toda essa loucura. Vários filmes passam pela minha cabeça. Filmes como “Teoria da Conspiração”, “Os Doze Macacos” e “Eu sou a Lenda”.
Lembro que não preciso mais correr. Será que antes precisava? Estava disputando uma corrida com o coronavírus? Não sei. Fiz as coisas tão rápido que daria inveja até na Vó Lourdes.
Desacelero. Tomo meu banho com tranquilidade. Desfruto dele.
Penso que preciso escrever sobre isso. Preciso dizer às pessoas que é um tempo difícil. Que os temores vêm mas, como Davi, precisamos dizer à nossa alma, gritar até, se for preciso que “Quando eu tiver medo, confiarei em ti” (Salmo 56.3). E ir além, como Davi foi, no versículo seguinte “Louvo a Deus por Suas promessas, confio em Deus e não temerei, ...”
É certo que fala de homens. Hoje, nosso inimigo é invisível. Mas, na maioria das vezes, não é um inimigo invisível e real que enfrentamos?
Sim. Todos os dias, em tempo de paz ou guerra. De abraçar ou deixar de abraçar. É um inimigo invisível e real que enfrentamos. E, só um lugar onde encontro descanso. Onde se pode encontrar descanso. Há apenas um. Melhor que minha pequena arca. O abrigo do Altíssimo.
Sim, porque “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo encontrará descanso à sombra do Todo-Poderoso. Isto eu declaro a respeito do Senhor: Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, Ele é meu Deus e nEle confio. Pois Ele o livrará das armadilhas da vida e o protegerá de doenças mortais”. – Salmo 91.1-3
Estou tão cansada que preciso deitar uns minutinhos. Ordeno que minha alma se aquiete. https://www.youtube.com/watch?v=ANfpF0pNob4
Tenho que levantar e contar a você que sim, o medo vem, mas quando vier, precisamos confiar no Senhor. Dia após dia. Como o Paulo César Baruk canta: “...Dia após dia. Até que venha sobre minha casa o teu socorro...” https://www.youtube.com/watch?v=0EFK9_dMq4A
E Ele virá. É certo. E o livrará.
“O Senhor salva os justos; Ele é sua fortaleza em tempos de aflição”. – Salmo 37.39
Esperemos, pois, com paciência no Senhor.

sábado, 3 de agosto de 2019

Isaías 43.1-45.25

Leitura do dia 29/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro do profeta Isaías.

Ontem vimos a ordem do Senhor para consolar Seu povo. A promessa de um libertador. E de um Messias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-401-4225.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o quarenta e cinco.

O Senhor chama Seu povo a ouvi-Lo. Não promete um mar de rosas. Promete companhia e livramento. Ele fala “quando”, significa que muito provavelmente passaremos por tais experiências. O maravilhoso é que, mesmo se passarmos pelas águas profundas, Ele estará ao nosso lado. Ao atravessarmos rios, não nos afogaremos. Ao passarmos pelo fogo não nos queimaremos, nem a chama nos fará mal. Não por sermos os poderosos. Mas por Ele ser nosso Deus, o Santo de Israel, nosso Salvador.

É maravilhoso podermos contar com Sua companhia nestas situações de total pavor. Quem deseja passar por águas profundas, atravessar rios e passar pelo fogo? Ninguém. Mas, nestes momentos, em que o medo toma conta de nós, não conseguimos enxergar uma solução. Sim, pensamos, serei engolida por essas águas. Ou, me afogarei, morrerei. Ou ainda, o fogo me queimará, a chama acabará comigo. Ele diz que não. Que estará conosco. E nos livrará. Sairemos ilesos. Somente pela fé nEle.

Somos o Israel do Senhor. Somos Suas testemunhas. Fomos escolhidos para conhecê-Lo. Para nEle crer. E entender, diferente de tantos que não conseguem, que somente Ele é Deus. Não há outro. Nunca houve. Nunca haverá. Somente Ele nos salva. Ele previu a salvação. Salvou. E proclamou a todo o mundo. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Sua bondade não tem fim. O que fez na saída do povo de Israel do Egito, não se compara às Suas próximas maravilhas. Ele abrirá um caminho no meio do deserto. Fará rios na terra seca. Até os animais O louvarão. Pois Ele lhes dará água. No deserto.

E, se no momento estamos vivendo em terra seca, Ele fará rios onde estamos, para que possamos nos refrescar. Ele nos formou para Si, para O honrarmos perante o mundo. Temos feito isso?

Quando o Senhor olha para Seu povo, vê um povo desgarrado. Que não clama por Ele. Que se cansou dEle. Que não O honrou. Que não O agradou. Apenas O sobrecarregou com pecados. E O cansou com maldades. Ainda assim, o Senhor promete o perdão. Por Sua infinita bondade e misericórdia. Por Seu amor.

Toda vergonha sobre o povo do Senhor vem por causa do pecado. Da rebelião. Do virar as costas ao Senhor.

Apesar disso, o Senhor chama Seu povo. Para que venha. Ele derramará água que verdadeiramente mata sede. Que rega os campos secos do nosso coração. Ele derrama Seu Espírito. E Sua benção prossegue pelas próximas gerações. Ele promete que nossa descendência será dEle. Uns dirão: Pertenço ao Senhor, sou dEle. Outros dirão que são descendentes de Jacó. Outros escreverão nas mãos o nome do Senhor. E se chamarão por Israel.

Que sejamos dEle. Não é sensato adorarmos ídolos. É estupidez e ignorância. Falta de entendimento. Como pode um ídolo que nem consegue se mexer, ouvir orações e respondê-las?

O profeta clama que todos se voltem para Ele. Só Ele cumpre as previsões de Seus profetas, os verdadeiros.

Novamente o Senhor fala sobre a vinda de Ciro. Ele fará o que o Senhor deseja. Reconstruirá Jerusalém. Ordenará que restaurem o templo. Ainda que Ciro não O conhecesse o Senhor o tomaria pela mão e o usaria. Seu propósito é que todo o mundo, de leste a oeste, saiba que não há outro Deus, apenas o Senhor (Isaías 45.5). Seu interesse é que todos os povos O reconheçam e O conheçam.

Mas, grande aflição espera os que contestam com o Criador. Quem é o barro para dizer ao oleiro o que fazer? Ele criou o Universo!

Ciro restaurará Sua cidade (como fez) e libertará Seu povo (o que aconteceu), sem exigir recompensa. Os egípcios, os etíopes e os sabeus reconheceriam que somente o Senhor é Deus. Não há outro.

Não é maravilhoso ouvir o Senhor dizer que as ordens que nos dá são possíveis? Se não fosse possível que O encontrássemos, não ordenaria que O buscássemos. Ele fala apenas a verdade. Declara somente o que é correto.

Que todo o mundo se volte para Ele, para ser salvo. Que larguem seus ídolos. E declarem que só o Senhor é a única fonte de justiça e força.

Que nos rendamos a Ele.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

sábado, 13 de julho de 2019

Provérbios 28.1-30.33

Leitura do dia 07/07.

Continuamos nossa caminhada através das páginas de Provérbios.

Vimos que mentir a respeito de alguém é como atacá-la com uma arma mortal. Causa muitos estragos. Confiar no desleal, também.

Devemos alimentar e saciar a sede, até mesmo de nossos inimigos.

Não podemos ceder aos perversos. Se o fizermos, seremos como uma fonte poluída. E, sem domínio próprio, estaremos totalmente desprotegidos. À mercê de sermos dominados por nossos sentimentos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-251-2727.html

Hoje leremos a partir do capítulo vinte e oito. Até o capítulo trinta e um. Encerraremos mais um livro.

Bíblia, caneta e papel na mão?

No capítulo vinte e oito Salomão lembra que o perverso foge. Mesmo quando ninguém o persegue. O justo, ao contrário, é valente como o leão. Já reparou o tamanho de um leão e de um elefante? Quem é mais forte? O elefante, claro! Mas o leão é quem o ataca. E o subjuga. Ele é mais valente. Se faz de mais forte. E vence facilmente o elefante.

O pobre que oprime outros pobres é como uma chuva torrencial que destrói a plantação. A chuva deveria regar a plantação. Ajudá-la a crescer. Não destruí-la.

Quando os justos são bem-sucedidos todos se alegram. Sabem que as leis serão justas, protetivas. Que as negociações serão corretas. Mas, quando os perversos assumem o poder, as pessoas se escondem. Têm medo do que pode acontecer.

Se somos daqueles que não ouvem a lei (no sentido de obedecê-la), nossas orações serão detestáveis ao Senhor. Ele não nos responderá.

Se ocultarmos nossos pecados, não seremos bem sucedidos. Se confessarmos e abandonarmos, receberemos misericórdia. E perdão.

“Mas, se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. – 1 João 1.9

Quem não faz o mal por temor ao Senhor e, até às consequências, é feliz. Quem mantem o coração duro e comete o mal, fatalmente cairá em desgraça. Pode levar mais tempo ou menos, mas cairá.

Provérbios também nos fala que afinal, o assassino tem uma consciência. Atormentada. Ela o levará à sepultura. O Senhor continua falando. Terá a chance de se arrepender. Ou não. A escolha é dele. Não temos poder sobre as escolhas de ninguém.

Que aceitemos a repreensão. Quem sempre se recusa em ser repreendido, de repente, num soprar, será destruído. E não conseguirá se recuperar. Perdeu as oportunidades de mudar de vida.

O mal é amarrado em seu próprio laço. O justo escapa das armadilhas. E grita de alegria. Ele também se importa e leva em consideração os direitos dos pobres. Não olha apenas por si e pelos seus. Ele olha à sua volta. Enxerga os outros. Enxerga os pobres. Os necessitados. Já o perverso, não dá a mínima. Olha apenas seu umbigo. Ambos serão recompensados de acordo com suas atitudes.

Mais uma vez falando em disciplina, Salomão lembra que a criança que é corrigida se tornará um adulto sábio. O filho que não tem disciplina envergonha sua mãe. E não apenas a ela. Envergonha a si próprio. E toda sua família.

Já vimos que precisamos ter domínio próprio. Quem não tem e perde a calma facilmente, cometerá muitos pecados. Não apenas um, muitos. É como um abismo chamando outro. Como uma enxurrada ladeira abaixo.

Quem confia no Senhor está sempre seguro. Confiar nas pessoas buscando nelas salvação, é uma armadilha perigosa.

No capítulo trinta estão registrados os ditados de Agur, filho de Jaque. São todos ditados maravilhosos. Cheios de sabedoria. E atuais. Começa dizendo que está cansado. É tolo e não tem discernimento. Não aprendeu a sabedoria humana e nem tem conhecimento do Senhor, mas, à medida que caminhamos por suas palavras, vemos que está à procura exatamente de discernimento e conhecimento do Senhor. Ele é um observador. E aprende com o que observa.

Fala até do Senhor Jesus. Sim. Afinal, quem é capaz de subir aos céus e descer? Quem pode segurar o vendo nas mãos? Quem pode envolver os oceanos com sua capa? Quem criou o mundo inteiro? Sabemos Seu nome. E o nome de Seu glorioso Filho. Esse é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. O único Deus verdadeiro. Criador dos céus e da terra. E o nome de Seu Filho é o nome que está acima de todo nome. Seja na terra ou no céu. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/os-lindos-nomes-do-senhor.html

Sabe que a palavra do Senhor se prova verdadeira. Que Ele é escudo para todos que buscam nEle, sua proteção. Não podemos acrescentar nada à Sua palavra. Se o fizermos, nos repreenderá e mostrará que somos mentirosos. É o que acontecerá com os que têm agido assim, acrescentando meias verdades e mentiras completas à Sua palavra.

Agur pede ao Senhor dois favores. O primeiro é que o Senhor o ajude a ficar longe da falsidade e da mentira. Não quer andar por esse caminho. Em seu aprendizado sabe que são caminhos de morte. Seu segundo pedido é que seja próspero. Ser próspero significa ter o necessário. Não quer ser rico, para tendo muito esquecer o Senhor e se apegar à sua riqueza. Sabe a tentação que corre. E, se for pobre demais, pode roubar para suprir suas necessidades e assim, desonrar o nome do Senhor. Seus pedidos são repletos de sabedoria. E discernimento.

Ele conta que existem alguns que amaldiçoam o pai e são ingratos à mãe. Esses são imundos. Orgulhosos. Agem como fera. Devoram os pobres e os necessitados. Não conhecem a bondade. São como sanguessugas que só querem. Nunca oferecem nada.

Então, passa a escrever em um estilo próprio. Escreve sobre três coisas e corrige que, na verdade, são quatro.

Quatro coisas não se satisfazem: a sepultura, o ventre que é estéril, o deserto sedento e o fogo abrasador. Esses, sempre querem mais. Nada lhes é suficiente.

Quatro coisas o deixam maravilhado. Não consegue entender. Como a águia plana no céu. Como a serpente consegue rastejar na rocha. Como uma embarcação navega no mar. E como um homem ama uma mulher. São inexplicáveis aos seus olhos, tão maravilhosas são.

Quatro coisas deixam a terra em alvoroço: o servo se tornando rei, um tolo arrogante que consegue prosperar, uma mulher amarga que consegue um marido e uma serva que toma o lugar de sua senhora. Realmente, são coisas que causam alvoroço na terra.

Quatro coisas são pequenas, porém sábias: As formigas, que mesmo não sendo fortes, armazenam alimento no verão. Os coelhos silvestres que não são poderosos, mas moram nas rochas. Os gafanhotos, que mesmo sem um rei, marcham em fileira, como um exército poderoso. E, as lagartixas. São fáceis de apanhar, mas moram até nos palácios dos reis. Andam tranquilamente pelas paredes. E nos fazem bem, ao matar diversos insetos.

Quatro seres vivos se movem de forma imponente. O leão, rei dos animais, não abre caminho para ninguém, mesmo não sendo o mais forte. O galo, que anda com o peito estufado, como se fosse “o tal” (e é). O bode, também altivo. E o rei liderando seu exército.

Também observou que o olho de quem zomba de seu pai e despreza as instruções de sua mãe, será arrancado e devorado. Ficará cego. Andará às apalpadelas. Sem saber o caminho que deve tomar.

Que sejamos observadores, como Agur, e aprendamos com a natureza. Há muitas lições a serem aprendidas. Que nossos olhos não vagueiem pela terra sem fixar em nada. Mas que se fixem e aprendam. Sempre.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Salmos 52.1-56.13

Leitura de 07/06.

Na postagem anterior, vimos que não devemos pecar. Mas, se pecarmos, que nos arrependamos, como Davi. Que não sejamos perseguidos pelo pecado. Que o encaremos de frente. E peçamos perdão ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-511-19.html

Continuamos a partir do Salmo cinquenta e dois. Até o cinquenta e seis.

O Salmo cinquenta e dois também foi composto por Davi. Quando soube que Doegue, o edomita, disse a Saul que o vira na casa do sacerdote Aimeleque. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-211-14.html

Ele se pergunta porque um grande guerreiro conta vantagem de seus crimes. Não sabe que o amor do Senhor dura eternamente. O que tem uma coisa com outra? Davi está certo de que é amado pelo Senhor. Sendo amado, está protegido. Para sempre.

Esse guerreiro trama destruição o dia todo. Sua língua é mentirosa. Corta como navalha afiada. Ama o mal. Fala mais mentiras que verdades. Gosta de destruir os outros com palavras.Davi afirma, com razão, que o Senhor destruirá pessoas assim. Os justos verão e temerão. Proclamarão o que acontece com poderosos guerreiros que não fazem do Senhor sua fortaleza. Confiam em suas muitas riquezas e se refugiam em suas próprias maldades.

Mas ele não é assim. É como a oliveira que cresce na casa do Senhor, contemplando-O a cada dia. Sempre confiará nEle e em Seu bom nome. E O louvará para sempre.

O Salmo cinquenta e três também é de Davi. Nele, canta que os tolos dizem em seu coração que Deus não existe. Como não têm temor, são corruptos e praticam o mal.

O Senhor olha para toda a humanidade. Procura alguém que seja sábio. Que busque ao Senhor. O que percebe, com tristeza, é que todos se desviaram. Todos se corromperam. Não encontrou ninguém.

Sua alma grita: “Acaso os que praticam o mal jamais aprenderão?” Não conseguem enxergar o fim? Eles devoram o povo do Senhor como se fosse pão. Nem passa por suas cabeças a ideia de orar ao Senhor. Por isso, um grande terror se apoderará deles. Serão humilhados, rejeitados por Ele.

Davi pede que venha alguém, do monte Sião, para salvar Israel. E sabe que, quando o Senhor restaurar Seu povo, haverá grande alegria e exaltação.

O Salmo cinquenta e quatro, também de Davi, foi composto quando os zifeus contaram a Saul que Davi estava escondido entre eles. Era para ser acompanhado com instrumentos de corda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-231-29.html

Davi pede ao Senhor que venha e, com a força do Seu nome, o salve. Que o defenda, com Seu grande poder. Que ouça sua oração. Desconhecidos o atacam. Pessoas violentas tentam matá-lo. Pessoas que não se importam com Deus. Pessoas sem limites.

Reconhece que o Senhor é seu auxílio. O Senhor o mantém com vida. Que as tramas dos violentos se voltem contra eles mesmos.

Oferece ao Senhor sacrifício voluntário. Esse sacrifício é seu louvor. Porque o Senhor é bom. Sabe disso. E, canta que o Senhor o livrou de suas aflições. O Senhor o ajudou a vencer seus inimigos.

O Salmo cinquenta e cinco, de Davi, deveria ser acompanhado também com instrumentos de corda. Davi pede socorro ao Senhor. Seus inimigos gritam contra ele. Seu coração está acelerado. O terror da morte apodera-se dele. Está tão tomado de medo e pânico que não consegue parar de tremer. Deseja ter asas como uma pomba. Voaria para longe. Fugiria. Encontraria sossego no deserto. Se apressaria a fugir para um lugar distante da tempestade que está vivendo.

Pede que o Senhor confunda o plano de seus inimigos. Tudo o que vê é violência e conflito. O tempo todo os muros são guardados por causa dos invasores. Mas a perversidade e a maldade estão do lado de dentro. Tudo está desmoronando. Ameaça e engano estão soltos nas ruas. E correm.

É muito mais perigoso quando o inimigo está do lado de dentro. Ainda que os muros estejam guardados, é em vão. O desmoronamento vem de dentro. O que fazer?

Que tenhamos cuidado com nossos corações. Com nossos pensamentos. Que estejamos firmes no Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html

Davi se queixa que seu adversário não é um desconhecido. É seu companheiro e amigo chegado. Lembra-se que tinham comunhão e iam juntos à casa do Senhor. Ah, como é difícil passar por uma situação assim. A traição dói porque é feita por alguém que amamos. Um estranho não pode nos trair. Apenas alguém a quem amamos nos trai. Por isso dói tanto.

Em sua angústia, espera que seus inimigos sejam apanhados de surpresa. A maldade mora dentro deles.

Ele, porém, invocará o Senhor, que o livrará. Davi clama ao Senhor o tempo todo, cheio de angústia. O Senhor ouve sua voz. Ele o resgata e o mantém a salvo na batalha, mesmo que sejam muitos os que estão contra ele.

Quanto a seus inimigos, não querem mudar de atitude. Não temem ao Senhor. Seu companheiro traiu amigos, não apenas ele. Não cumpriu suas promessas. Embora sua fala fosse macia como manteiga, seu coração era belicoso. Ainda que suas palavras parecessem suaves como azeite, na verdade eram punhais.

Davi aconselha que todos entreguem suas aflições ao Senhor. Ele, com certeza, cuidará de cada um. Jamais permite que o justo tropece e caia.

O Salmo cinquenta e seis, também de Davi, foi composto quando os filisteus o prenderam em Gate. Era para ser cantado com a melodia “Pomba em carvalhos distantes”. E, claro, gostaria de saber como era tal melodia. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-221-23.html

Clama ao Senhor por Sua misericórdia. Está sendo perseguido. Seus inimigos o atacam o dia todo. Muitos, abertamente. Nem se preocupam em disfarçar ou armar armadilhas.

Diante dessa situação terrível, Davi canta uma frase simplesmente fantástica: “Quando eu tiver medo, confiarei em Ti”. Sabe que o medo virá. No Salmo anterior, cantou que estava tão apavorado, que não parava de tremer.

Muitas vezes, por mais que tentemos não temer, estamos sim, com medo. E o que fazer nesta situação? Davi diz que, quando temer, quando estiver com medo, quando estiver tremendo de medo, confiará no Senhor. E mais. Ele O louva por Suas promessas. Ainda não aconteceram. São promessas. Mas confia no Senhor. E, no fim, não temerá. O que podem lhe fazer os homens quando tem o Senhor por Seu escudo?

“Que podemos dizer diante de coisas tão maravilhosas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” – Romanos 8.31

Em sua canção, Davi conta que seus inimigos distorcem o que diz. Passam dias tramando prejudicá-lo. Reúnem-se para espioná-lo. Estão ansiosos para matá-lo. Pede que o Senhor os castigue. Sabe que o Senhor o conhece bem. Conhece bem todas as suas angústias. Está certo que suas lágrimas não são em vão. Todas foram recolhidas num jarro. Pelo Senhor. E registradas em Seu livro. Seu coração enxerga o Deus amoroso em quem confia. E isso, em meio às calúnias e perseguições que sofre.

Sabe que, quando clama ao Senhor, seus inimigos batem em retirada. Pode não saber muita coisa, mas tem certeza de saber pelo menos uma: O Senhor está ao seu lado. Por isso O louva. Louva por Suas promessas. Confia nEle. Não terá medo. Antes, cumprirá seus votos e oferecerá sacrifício de gratidão. Sabe que a gratidão é um sacrifício que, de fato, honra o Senhor (Salmo 50.23a). Ele o livrará da morte. Não deixará que tropece. A calma retornou. Pode andar em Sua presença. Pode andar em Sua luz. Que dá vida. Que o tira do vale da sombra da morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Que sigamos seu exemplo. Quando o medo vier, vamos confiar no Senhor. Ofereçamos a Ele, sacrifícios de louvor. E continuemos em Seus caminhos, andando sob Sua luz.

Continuamos amanhã. Leremos do Salmo cinquenta e sete ao sessenta e um.

Espero você. Até lá.

domingo, 2 de junho de 2019

Salmos 27.1-30.12

Leitura do dia 01/06.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Salmos.

Ontem vimos que o Senhor é o Pastor de Davi. Deve ser o nosso também. Precisamos ter o coração limpo para que nossas mãos sejam puras. Ele ensina Seus caminhos aos que O temem. Também nos livra das armadilhas, se nossos olhos estiverem nEle.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Vimos também que precisamos estar conscientes de Seu amor e viver de acordo com Sua verdade. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-241-2612.html

Hoje, caminharemos através dos Salmos vinte e sete até o Salmo trinta.

No Salmo vinte e sete, Davi afirma que o Senhor é sua luz e salvação. Então, por que ter medo? Não é possível. O Senhor é a fortaleza de sua vida. Por que estremecer? Sabe que, quando os maus vierem para destruí-lo, quando seus inimigos vierem contra ele, tropeçarão e cairão. Porque o Senhor é sua luz, salvação e fortaleza, não terá medo, ainda que um exército o cerque. Ainda que invistam contra ele, permanecerá confiante no Senhor.

Seu coração tem um pedido apenas. Quer morar na casa do Senhor todos os dias de sua vida. Para quê? Assistir a um show? Ter uma aula de coaching? Ficar confortavelmente sentado em um banco? Não. Quer morar na casa do Senhor para contemplar Sua beleza e meditar no Senhor. Sabe que em Sua presença estará abrigado nos tempos de aflição, que, diferente do que muitas pessoas acreditam, esses tempos virão (João 16.33). Mas, o Senhor o colocará em uma rocha alta. O esconderá. Assim, Davi permanecerá com sua cabeça erguida. E, em seu santuário, oferecerá sacrifícios, cantará e louvará ao Senhor com gritos de alegria. Como devemos agir.

Pede como sempre, que o Senhor ouça sua oração. Ensine a ele Seus caminhos. E confia que verá Sua bondade. Não apenas quando morrer, mas na terra dos vivos. Ordena a si mesmo que espere no Senhor, que seja valente e corajoso. Sim, que espere no Senhor.

No Salmo vinte e oito, sua alma se mostra angustiada. Clama ao Senhor, sua Rocha. Que o ouça. Prefere desistir e morrer, ao Senhor ficar calado.

No meio do cântico, louva o Senhor. Ele ouviu seu clamor por misericórdia. Ele é sua força. Seu escudo. Confia nEle de todo seu coração. Ele o ajuda. Seu coração se encherá de alegria. Por isso lhe dá graças com seus cânticos. E pede que o Senhor conduza Seu povo, como um pastor.

No Salmo vinte e nove, Davi chama a todos para honrarem e louvarem o Senhor. Que O adorem.

Fala sobre Sua voz. Ela ecoa sobre o mar. Troveja. É poderosa. Majestosa. Quebra os grandes cedros. Em sua linguagem poética, Davi afirma que a voz do Senhor faz os montes do Líbano saltarem. Faz o Hermom pular. Embora seja uma figura de linguagem, sabemos que o Senhor pode fazer isso, se assim desejar. Com apenas uma ordem.

Sua voz risca o céu. Sacode o deserto. Torce os fortes carvalhos. Arranca as folhas dos bosques. Comanda as águas.

Ele volta para o templo. Todos que ali estão proclamam glória ao Rei. Àquele que é Rei para sempre. Que dá força e abençoa Seu povo com paz.

O Salmo trinta foi feito por Davi para a dedicação do templo. Não estaria presente. Seu cântico, sim. Sabe que o Senhor cumprirá Sua palavra. Seu filho Salomão o erguerá.

Ele exalta o Senhor por Seu livramento. Clamou ao Senhor. Ele restaurou sua saúde. Arrancou sua vida da sepultura.

Todos que Lhe são fieis, devem louvar Seu santo Nome. Ah, como o Senhor é maravilhoso. Sua ira dura apenas um momento. Seu favor, a vida inteira. Sim, o choro pode durar uma noite. A alegria virá pela manhã.

Davi afirma que quando ficou “próspero”, colocou sua confiança no que possuía e afirmou que nada podia derrubá-lo. Sabe o que aconteceu? Era o favor do Senhor e não seus bens que o mantinham firme como uma montanha. Quando o Senhor deu-lhe as costas, entrou em pânico. Ficou em desespero.

Então, reconheceu o favor do Senhor em sua vida. E clamou por socorro. O Senhor o atendeu. Transformou seu pranto em dança. Trocou suas roupas de luto e o vestiu de alegria. Não eram as roupas. Ele mesmo foi vestido de alegria, pelo Senhor. Davi só pode louvá-lo. Para sempre. Sem jamais se calar.

Que aprendamos com Davi. Nada, além do Seu favor, pode nos proteger. Nossa confiança deve estar nEle. Ele é inabalável. E nos veste de alegria.

Continuamos amanhã.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 20 de março de 2019

1 Samuel 28.1-25

Leitura do dia 20/03.

Na postagem anterior, vimos Davi poupar a vida de Saul mais uma vez. Vimos também que se escondeu entre os filisteus. Teme que Saul coloque suas mãos nele. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-261-2712.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e oito de 1 Samuel.

Mais uma vez os filisteus reúnem suas tropas para guerrear contra Israel.

Aquis, rei de Gate, avisa a Davi que ele e seus homens, que o servem, irão à batalha. Davi concorda e diz que agora Aquis verá como eles são guerreiros valorosos. Aquis diz que Davi será seu guarda pessoal enquanto Aquis viver.

Não quero ver Davi lutando contra Israel, seu povo. O povo que ele reinará um dia.

Saul reúne seu exército em Gilboa, mas quando vê o tamanho do exército dos filisteus, entra em pânico. O medo o domina.

Ele consulta ao Senhor, que não o responde, nem por sonhos, nem pelo Urim, nem através de algum profeta. Diferente da vez em que o Senhor não lhe respondeu e ele, imediatamente sabia que havia algo errado, que alguém tinha-se feito culpado perante Ele. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-261-2712.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2016/02/jonatas-o-admiravel.html

Agora, sem comunhão com o Senhor, desesperado, ele, que havia expulsado de Israel todos os médiuns e os que consultavam os espíritos dos mortos, pede que seus conselheiros procurem uma mulher que seja médium, para que pergunte a ela o que deve fazer.

Que conselheiros são esses? Ao invés de aconselhar Saul a não acrescentar mais esse pecado à sua lista de pecados, eles vão atrás de uma médium e a encontram.

Saul se disfarça. Quando a encontra explica que precisa falar com um homem que já morreu. Ela fica temerosa. Diz que todos sabem o que Saul fez com aqueles que falavam com os espíritos dos mortos. Ele jura pelo Senhor que não lhe acontecerá nada. Está tão desnorteado que jura pelo Senhor proteger a médium. Jura pelo Senhor fazer algo completamente contrário aos Seus mandamentos.

Quando a mulher concorda, pergunta que espírito deve invocar. Saul responde que Samuel. Quando ela, supostamente vê Samuel, reconhece Saul e grita que ele a enganou. Mas ele diz para ela não ter medo e pergunta quem está vendo.

A mulher responde que um idoso com uma capa. Saul entende que era Samuel. Acreditando que fosse ele, conversa com o espírito. Que diz que Israel será derrotado e ele e seus filhos morrerão.

Ao ouvir notícias tão terríveis, Saul cai estendido no chão, paralisado de terror. Estava fraco. Não havia comido aquele dia. Continua sendo imprudente, indo à guerra sem se alimentar.

A mulher pede para que Saul a deixe alimentá-lo. Ele se recusa a comer. Seus servos insistem muito com ele, até que resolve comer.

Ela estava engordando um bezerro. Depressa o matou e fez para Saul e seus conselheiros. Eles comeram. Depois saíram.

Nossa leitura de hoje termina aqui.

Antes de iniciar a leitura de amanhã, quero convidá-lo a ler o texto “Saul podia ter dado certo”.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Como meu coração fica em pedaços quando vejo o que Saul fez com sua vida. Cada vez mais afastado do Senhor, como se estivesse em queda livre, abismo abaixo.

Amanhã continuamos através dos últimos capítulos de 1 Samuel. Leremos do capítulo vinte e nove ao capítulo trinta e um.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Gênesis 32.1-21

Leitura do dia 10/01 (Leitura Bíblica Anual).

Ontem caminhamos pelas páginas de Gênesis, do capítulo vinte e oito ao capítulo trinta e um.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-2746-2823.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-291-35.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-301-43.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/na-postagem-anterior-vimos-o-capitulo.html

Hoje, caminharemos do capítulo trinta e dois ao capítulo trinta e quatro.

Em nossa primeira postagem, iremos do versículo um ao versículo vinte e um, do capítulo trinta e dois.

Lembra o que vimos ontem?

O Senhor ordenou que Jacó voltasse para sua terra natal. Jacó, com medo de Labão, aproveitou sua ausência e fugiu. Labão o perseguiu. O Senhor preveniu Labão que não fizesse mal a Jacó. Eles fizeram um conserto. Nenhum dos dois ia atravessar o marco levantado para prejudicar o outro. Pronto. Agora essa situação estava resolvida.

Quando a situação entre Labão e Jacó foi resolvida, Jacó seguiu viagem e os anjos do Senhor vieram ao seu encontro. Quando Jacó os viu disse que ali era o acampamento do Senhor. Aquele lugar ficou conhecido como Maanaim, "Dois acampamentos".

Ainda havia uma situação, bem pior, a ser resolvida. Jacó estava voltando para casa. Esaú havia dito que o mataria. Vinte anos passaram. Será que Esaú havia esquecido ou seu coração ainda está tomado pelo rancor e deseja vingança? Jacó não esqueceu. Aquela situação ainda o perseguia. Situações não resolvidas sempre nos perseguem. Ele enviou mensageiros a Esaú. Em sua mensagem, apresentou-se como servo, chamando-o de “seu senhor”. Embora tivesse desejado ser o primogênito, o senhor, agora renunciava aquela posição. Disse que durante aquele tempo havia ficado com Labão, “nosso tio”, lembrando a Esaú que eram irmãos. Sua esperança, disse, era ser recebido amistosamente.

Os mensageiros voltaram. Não havia recado de Esaú. Disseram a Jacó que ele estava indo a seu encontro, com quatrocentos homens. Você consegue imaginar a cena? Eu tive que rir. Era amedrontador demais. Quatrocentos homens, guerreiros, caçadores, homens valentes. O que Jacó podia esperar? Se fosse eu, minhas pernas, com certeza, virariam gelatina. Quando ouviu, deve ter feito como eu, imaginado a cena. Ficou apavorado. Quem não ficaria? 

Dividiu em dois grupos sua família e seus servos, assim como os rebanhos, os bois e os camelos. Se Esaú atacasse um grupo, talvez o outro conseguisse fugir. Depois que fez essa divisão, Jacó deve ter percebido que era inútil. Quatrocentos homens! Ninguém escaparia. Então, fez o mais sábio e acertado de tudo. Ele orou. Sua oração me comove e me ensina. Muito. Lembrou-se com quem estava falando. O Senhor de seu avô, de seu pai e dele. O Senhor que havia ordenado que voltasse para casa. Que prometeu que o trataria bem. Reconheceu que não era digno de toda a bondade e dignidade com que o Senhor o vinha tratando. Lembrou-se que saiu de casa e atravessou o Jordão com apenas seu cajado. Agora estava voltando e sua família e servos formavam duas caravanas. Era muito crescimento! Então, clamou ao Senhor que o salvasse de seu irmão. Reconheceu que estava com medo, mas lembrou-se das palavras do Senhor. “Estou com medo”, “mas tu prometeste”. Jacó parou de olhar para sua situação. Olhou para o que o Senhor lhe prometera. “Estou com medo, mas tu prometeste”. E citou as promessas do Senhor. Colocou seu coração nessas promessas, não em seu medo, seus sentimentos, sua situação. Era verdade, Esaú vinha a seu encontro com quatrocentos homens, mas era verdade que o Senhor havia lhe feito promessas. E o Senhor nunca descumpre Sua Palavra.

Jacó passou a noite naquele lugar. Depois escolheu, entre seus bens, muitos presentes para Esaú.
Dividiu esses presentes em três grupos. Ordenou que fossem à sua frente. Quando encontrassem Esaú e ele perguntasse de quem eram, deveriam responder que pertenciam a “seu servo Jacó”, mas que era um presente para “Esaú, senhor dele”. Também não deveriam esquecer de dizer que Jacó vinha logo atrás. Sua esperança era apaziguar Esaú com os presentes, que foram à sua frente. Enquanto Jacó passou aquela noite acampado ali.

Continuamos na próxima postagem. O que acontecerá? Como será esse encontro? Até já. Espero você. 

domingo, 6 de janeiro de 2019

Gênesis 19.30-36

Leitura do dia 06/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos a intercessão de Abraão. O pai de nações intercede para que o Senhor não destrua Sodoma e as cidades ao redor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-1816-1929.html

Agora, veremos do versículo trinta ao versículo trinta e seis do capítulo dezenove. Lembre-se que vamos percorrer o capítulo vinte para completarmos nossa leitura diária de hoje.

Ló fugiu para Zoar. Algum tempo depois saiu de lá. Tinha medo dos habitantes daquele vilarejo. Ló deixou o medo assumir o controle de sua vida. Foi morar em uma caverna nas montanhas com suas duas filhas. Agora, eram apenas os três.

Quando o Senhor nos livra de algo tão terrível como aconteceu com Ló, precisamos nos apegar a Ele. Não podemos deixar que o medo tome conta de nós. Não podemos pensar que algo pior vai acontecer. Não podemos fugir para a caverna. Nunca. Lembra-se de Elias? Ele também fugiu.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/09/exaustao.html

E foi o que Ló fez. Um dia, sua filha mais velha teve uma ideia. Acredite, nem um pouco boa. Falou para sua irmã mais nova que deveriam embebedar o pai. Ela teria relações sexuais com ele, para que a descendência deles não acabasse. Depois, a irmã mais nova deveria fazer a mesma coisa. Assim fizeram. Ambas engravidaram. Tiveram filhos de seu próprio pai. A mais velha deu à luz a Moabe, de onde vieram os amonitas e a mais nova deu à luz a Ben-Ami, pai dos amonitas. Esses dois povos foram “pedra no sapato” de Israel.

É triste ver pessoas tomando decisões sem a orientação do Senhor, como elas fizeram. Ló já não era mais o mesmo homem que andava com Abraão. Havia escapado duas vezes da morte e destruição, mas deixou-se levar pelo medo e se escondeu. Se acovardou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-131-1424.html

Que aprendamos a enfrentar nossos medos. Que não fujamos para lugar algum. Ainda que seja uma caverna nas montanhas. E que tomemos decisões com a orientação do Senhor.

Na próxima postagem leremos o capítulo vinte de Gênesis. Até já.

domingo, 3 de dezembro de 2017

A dúvida de Pedro


Continuamos através do capítulo 14 de Mateus.

Após a multiplicação dos pães e peixes, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem para o outro lado, enquanto Ele despedia a multidão. Imagino-O conversando com um outro, dando algum conselho ou ensino em especial.

Depois da despedida, subiu sozinho ao monte para orar. Ao anoitecer, continuava ali orando. O barco já estava distante da terra. Fustigado pelas ondas, indo de encontro ao vento.

Quando já era madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Não nadando, andando.

Quando os discípulos O viram, acharam que era um fantasma. Estavam aterrorizados. Gritavam de medo. Fico imaginando. Homens barbados. Muitos pescadores experientes. Completamente aterrorizados. Achando que estavam vendo um fantasma!

Imediatamente Jesus lhes disse: “Coragem! Sou Eu. Não tenham medo”! Jesus não deixou que ficassem ali, desesperados, acreditando estarem vendo um fantasma. Não. Imediatamente se identificou. “Sou Eu”. Não falou, "sou Eu, Jesus". Apenas, "sou Eu". Eles conheciam Sua voz. E apenas ouvir "sou Eu", bastou.

Pedro, ainda desconfiado, conseguiu responder que se realmente era o Senhor, queria ir até Ele, sobre as águas. Jesus respondeu: “Venha”. Pedro saiu do barco. Andou sobre as águas e foi em direção a Jesus. Mas aí, algo aconteceu.

Ele reparou no vento. Quando reparou no vento, deixando de olhar para Jesus teve medo. Quando teve medo, começou a afundar.

Sempre que deixamos de olhar para Jesus, olhamos as circunstâncias e damos a elas mais valor que à Sua presença conosco. Como Pedro. O vento nos enche de medo. É verdade, não é fraco. É verdade, está soprando fortemente. O vento é real. É noite também. É verdade, é tudo apavorante. Mas Jesus também é real. Se olharmos para Ele, não afundaremos. Se, no entanto, repararmos o vento, real, barulhento e forte, não será possível ficar em pé. E ainda há a escuridão e as águas turbulentas.

Pedro começou a afundar. Foi inteligente. Não esperou chegar ao fundo do mar da Galiléia para só então gritar por socorro. Não. Assim que começou a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” E o Senhor, o nosso maravilhoso Senhor, imediatamente estendeu Sua mão e o segurou. Jesus também não esperou que Pedro afundasse. Assim que Pedro clamou, socorreu. Como sempre faz conosco. Assim que clamamos, estende a mão.

Depois de socorrer Pedro, Jesus lhe faz uma pergunta interessante: “Por que você duvidou?” Não perguntou porque havia olhado para o vento, ou porque teve medo. Perguntou porque ele duvidou.

Por que duvidamos de algo? Normalmente é por não acreditarmos na pessoa em questão. Pedro duvidou de Jesus. Por isso a pergunta. Jesus não lhe deu nenhum motivo para duvidar. Nenhum. Nunca.

Apenas quando os dois entraram no barco, o vendo cessou. Seus discípulos O adoraram, reconhecendo quem Ele é.

Quantas vezes temos olhado para o Senhor, em ocasiões inusitadas e O temos confundido com um fantasma? Ou, quando vamos até Ele, paramos de enxergá-Lo e reparamos no vento? Quantas vezes duvidamos dEle, embora nunca tenha falhado?

Daqui a pouco chegaremos ao outro lado. Por enquanto, pensemos no que aconteceu com Pedro e no que acontece conosco, cada vez que duvidamos dEle.

Lembremos que "o perfeito amor lança fora todo o medo". - 1 João 4.18b

Amanhã continuamos.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Golias é vencido!

Mais uma vez tenho que enfrentar o Golias, Sr. Ressonância Magnética, o Grande Contraste. Estou tranquila mas tudo volta à minha lembrança. Minha caminhada para a batalha épica. Pouco menos de sete meses atrás.

O calor escaldante. O trânsito uma lástima. Minha correria para não chegar atrasada. E minha angústia. Só de pensar em ficar vinte e cinco minutos dentro da boca de Golias, com seus gritos ensurdecedores, me causavam um pânico quase incontrolável. Bem, agora estou indo. Procuro dentro de mim algum resquício de pavor. Terei que enfrentar Golias duas vezes nos próximos oito dias. Tudo que encontro dentro de mim é uma paz e uma tranquilidade inexplicável.

Penso que quando estiver próximo,  meu coração vai acelerar e vou ter que clamar feito louca, pedindo forças ao Senhor.

O trânsito corre tranquilo. Saí de casa com duas horas de antecedência. Dessa vez não vou correr. Vou enfrentá-lo calmamente. Consigo um lugar no ônibus e sigo tranquila.

Levo quase meia hora para atravessar uma avenida. Parece que o sinal estragou.  Um policial, que também aguardava, para o trânsito a fim de podermos atravessar. Todos agradecem. Meu coração está cheio de gratidão. Experimento que realmente o perfeito amor lança fora todo o medo. E prossigo calmamente até à Clínica.

Hoje não a enxergo como um prédio frio, tenebroso. É bonita. Até acolhedora. Percebo que a maneira de encarar as circunstâncias tem um enorme poder sobre a realidade. 

A atendente demora mais que o normal, mas isso não me estressa. Ela é muito atenciosa e gentil. Consegui autorização para fazer três ressonâncias de uma vez só.

Após as assinaturas, me entrega os papéis e me encaminha à entrada. Um senhor muito atencioso me dá as boas vindas e me apresenta a uma outra moça, afirmando que cuidará muito bem de mim. É assim que me sinto, cuidada.

Descemos pelo elevador. Foi tão rápido. Assim que a porta se abre, dou de cara com Jonny Deep no seu personagem em Piratas do Caribe. Vejo novamente o lindo Matt Damon, em cenas do Bourne. E algumas cenas da África que eu tanto amo. Me sinto em paz. 

Na recepção sou atendida pelo Nicolas Cage. Os mesmos olhos. Muito atencioso, me explica os procedimentos. Me tranquiliza até da ressonância da semana que vem, que é uma modalidade nova para mim. Faço piada. Sorrio. Estou tranquila.

Respondo a um enorme questionário. Sou encaminhada ao vestiário. Troco minhas roupas. E me sento em uma agradável sala de espera. Acho tudo tão limpo e lindo. As enfermeiras conversam e sorriem, combinando o almoço mais tarde. Lembro que minha filha vem me buscar e vamos almoçar juntas, com minhas duas netas. Penso em um restaurante que inaugurou a pouco e que queremos muito conhecer. Enfim, meu ânimo é outro. Vou apenas enfrentar Golias. Ele já é morto. 

Só então reparo que não tinha ouvido seus gritos. Escuto. São gritos baixos. Não me intimidam. E penso na bondade de Deus. Essa sou eu?

Sou acompanhada pelo Nicolas Cage, é muito parecido. Ele conversa carinhosamente comigo. A rampa que descemos não parece tão longa e amedrontadora como da vez anterior. É a mesma rampa. Não mudou. Eu mudei. 

Ele me deixa confortavelmente sentada aguardando enquanto prepara o Golias. Estão todos silenciosos. Nenhum grita desaforos como da outra vez. Sento ao lado dos "arquivos da Enterprise", que trabalham freneticamente, imprimindo imagens de alguma ressonância. Lembro que estou de costas para o lindo Jonny Deep, num campo maravilhoso. Levanto-me e quase o cumprimento, ainda incrédula por ter que ficar de costas para ele e para aquela cena tão confortadora.

Uma enfermeira vem conversar comigo. Me pergunta o porquê das ressonâncias. Explico. Me informa delicadamente que será demorada. Pergunto o tempo estimado. Responde que será de mais de uma hora. Penso na Fernanda. Tomara que demore para chegar. Assim não vai esperar muito.

Peço ao Senhor que me ajude. É duas vezes mais tempo que já fiquei dentro de Golias. Não estou naquela angústia de "vou cantar, vou cantar, vou cantar". Aquela barulhada toda me desconcentra. Vou orar, cantar, pensar, sonhar. Simplesmente deixar o tempo passar. Sem me preocupar. Estou cansada. Vou descansar.

Chega a hora. A enfermeira chama meu nome. Meu coração não dispara. Minha boca não amarga. Esse Golias é ainda maior. Vamos lá. Ela explica calmamente os procedimentos. Primeiro em uma posição. Depois colocará um aparelho. Outra posição. Saio. Contraste. Entro. Uma posição. Outra posição.

Deito. Delicadamente ela me cobre. Coloca fones nos ouvidos. Me entrega uma campainha para alguma emergência. Me instruí a ficar o mais imóvel possível.

A cama sobe. Entro no tubo. Muito baixo. Fecho os olhos. Uma hora e meia. Vai passar rápido. Claro que não é uma experiência agradável. É algo claustrofóbico mas não estou em pânico. Penso que se eu não aguentar, chuto a almofada onde estão descansando minhas pernas e saio rapidamente dali. Simples assim. Não é uma prisão. É apenas uma máquina.

Penso no inventor. Que invenção maravilhosa, apesar de tudo.

De vez em quando, pelo microfone, me pergunta se estou bem. Respondo que sim. Só assim tenho certeza de que não me esqueceram aqui. Estou certa de que já passou uma hora e ainda não colocaram o tal aparelho.

Enfim, ouço passos. O aparelho me faz lembrar a máscara usada em Silêncio dos Inocentes. Se estava apertado dentro de Golias, muito mais agora. Mas não estou desesperada. Penso em coisas agradáveis e o tempo passa. Presto atenção aos barulhos emitidos por Golias. Alguns parecem um coral. Vozes masculinas e depois o soprano. Até latidos de cachorro. Novamente passos. Mudo de posição. A enfermeira avisa que ficarei numa posição mais desconfortável. De bruços. Prefiro. Quase cochilo. O tempo passa. Tenho certeza que esqueceram de mim. Se não fosse tanta gritaria, eu teria dormido. Sonho, mesmo acordada. Novos passos. É a hora do contraste. Outra enfermeira. Muito atenciosa. Não encontra minha veia. Não me estresso. Conversa calmamente comigo. Estou tranquila. Chama um enfermeiro. Docemente procura uma veia. Encontra. Fica de mãos dadas comigo até injetar todo o contraste, certificando-se a cada instante se estou bem. Sinto-me cuidada. 

Penso na Fernanda. Já deve estar lá fora. Com fome. Tenho a impressão de que estou aqui à tarde toda. Volto para o Golias. De bruços. De frente. Tudo que consigo pensar é na bondade do Senhor. Nunca ia suportar ficar esse tempo todo aqui. Já teria tido uma crise de pânico, corrido, desmaiado, morrido.

Enfim, as palavras tão esperadas: acabou.

Outra enfermeira me acompanha. Subimos a rampa. Tenho a impressão de ter dado apenas três passos e já vejo minhas três riquezas, tão lindas, me esperando. Abraço e beijo. Vou com a enfermeira para colocar um adesivo onde as veias foram furadas. Troco de roupa. 

Vejo a hora. Fiquei duas horas e cinquenta minutos dentro de Golias. A certeza da bondade de Deus me invade. Me inunda. Todo esse tempo? Estou bem. Só posso dizer "Obrigada Senhor". Nem tonta estou. Apenas com fome. Comento sobre os quadros com a Duda. Tudo parece tão lindo. Luísa quer o meu colo. Eu a pego. E saímos dali como se estivéssemos em uma galeria de artes. Essa realmente sou eu? E meu coração mais uma vez se enche de gratidão. O Senhor realmente nos transforma. Há situações que não são transformadas, que precisamos passar, mas Ele nos transforma e nos capacita para enfrentar e vencer. Como é bom pertencer a um Deus que é amor. Sabendo que somos cuidados, a cada dia.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Elias, você, eu e nossa humanidade

Vamos ler um pouco mais sobre Elias? Ele é um dos meus "personagens" preferidos. Falou que está em cena, paro tudo para vê-lo. Como aquelas crianças quando param tudo ao ouvir um som que chama sua atenção.

Aparece de repente, mas em grande estilo! Informando ao rei que não vai mais chover. Não enfrentou nenhum leão, nenhum daqueles guerreiros com lança, mas que coragem! Que homem é esse?

Quando o Senhor o orienta a ser sustentado pelos corvos e pela viúva, que obediência e humildade! Alguém já me disse: “Se Deus mandou, levanta e vai!” Quando obedecemos, não tem como o Senhor não nos abençoar. Não ficamos por conta própria. Ficamos nas mãos dEle! O melhor lugar onde alguém pode estar.

E como o que me comove são os detalhes, definitivamente sou cativada por esse homem poderoso, quando toma delicadamente o filho da viúva em seus braços. Demonstra que realmente andava na presença de Deus. Sabe ser ousado, corajoso, humilde, obediente e sensível. Como nosso Pai, que é fogo consumidor e é amor. Uma brisa suave e tranquila.

Quando enfrenta os profetas de Baal, demonstra audácia e fé. Manda reunir todos no Carmelo (saudades de Israel) e em tempo de seca manda encher de água em volta do altar. Sabe quem é o Deus que serve. E sabe quem ele é. Não está claudicando entre dois senhores, como o povo de Israel. Já fez sua escolha. E, carrega sua identidade em seu nome. "Jeová é o meu Deus". Cada vez que alguém fala seu nome, ativa sua identidade. O faz lembrar quem é e quem é o Seu Deus.

Coragem não lhe falta. Toda vez que encontra com Acabe, algo acontece. Todos param para ver, com o coração cheio de expectativa, "não posso perder essa cena".

Que homem! Faz a chuva parar. É alimentado por corvos. Deixa Deus sustentá-lo através de uma viúva. Faz fogo descer do céu. Mata centenas de falsos profetas. Ele mesmo degolou a todos. E tem a sensibilidade de tomar delicadamente um filho dos braços de sua mãe, ainda que morto, e orar por ele.

E uma das minhas cenas preferidas vem logo em seguida. Depois de degolar novecentos e cinquenta profetas, fala para Acabe comer e beber porque ouvia o som de chuva abundante se aproximar. E o que vai fazer? Orar. Para trazer à existência o que havia falado. Prostra-se aos pés do seu Senhor e clama pela chuva.

Elias era testemunha e também era “ouvidos”.

Nenhuma nuvem no céu e ele ouve o barulho de chuva abundante! Que homem é esse? Seis vezes seu servo vai e nada de nuvem. Perseverante! Se ele ouviu, vai acontecer. Os planos de Deus não podem ser frustrados. Na sétima vez, uma nuvem do tamanho da mão de um homem! Basta! É o suficiente! Não dá nem um balde de água, mas para Elias, que andava na presença de Deus, era o suficiente. Só um sinal de que a chuva abundante viria. Manda um recado para Acabe correr. “A chuva está vindo!” Em pouco tempo o céu se escureceu completamente com as muitas nuvens. Só é preciso uma nuvem do tamanho da mão de um homem para provocar a chuva. Só é preciso um homem que anda na presença de Deus se posicionar!

E o poder do Senhor toma Elias, que corre mais que o carro de Acabe. Sabia quem Deus era. Não queria se molhar.

Um dia um amigo me falou: "Cuidado com o que você ora! Deus vai responder!”

Tenho que correr. Procurar abrigo. Já ouço o som de chuva abundante. Já sinto o cheiro das águas! Já estou me organizando.

E, de repente, quando você já está preparado para a próxima cena, imaginando o que vem do céu agora, ele foge de Jezabel, temendo por sua vida!

É o mesmo homem! Temido e admirado. Corajoso e audacioso.

Ele foge. Deixa seu servo junto à fonte de Berseba, e vai para o deserto! No deserto, pede a morte.

Deita ali mesmo e dorme. Quem sabe quando acordar, tudo mudou? Quantas vezes também penso assim!

Eu olho, só para ter certeza de que é o mesmo homem. Sim, é.

E meu coração se anima! E o amo mais! Elias também se sentiu assim. Também se cansou. Também quis fugir para o deserto. Também quis ficar só. Também pensou em desistir. Também achou que a resposta de Deus estava demorando.

Eu já estava pensando que era um super-homem infalível. Um super-herói com poderes especiais. Que nunca se cansava. Que vivia de aparições magníficas. Agora, o vejo ali, no deserto, deitado, cansado, esgotado. Homem.

E o anjo o acorda. E manda que ele se levante e coma!

Não tem como um homem que anda com Deus ficar prostrado!

Alimentado por corvos, sustentado por uma viúva e agora um anjo assa pão para ele. Uau! No momento em que estava se sentindo péssimo, decepcionado consigo mesmo, um anjo cozinha para ele.

Nosso amado Pai nos conhece. Sabe de nossas limitações. E nos ama. Continua nos amando e cuidando de nós.

Elias come, bebe e deita de novo. O anjo vem pela segunda vez e o toca. Manda que se levante, coma novamente e lhe diz que a viagem será longa. Não o repreende. Apenas manda se levantar. Acho que não era o que ele queria ouvir. Mas, lembra quem Deus é. Quem ele é. Levanta. E fortalecido, caminha quarenta dias e quarenta noites, até o Sinai, o monte de Deus. O lugar onde devemos estar. Não no deserto, mas no monte de Deus.

É lá que o Senhor aparece para ele e pergunta o que faz ali. É lá que ele responde ao Senhor. E é lá que o Senhor se revela. Que fala o que está fazendo. Que o orienta. E os dois tem uma conversa fabulosa, que vale a pena ler. Está em I Reis 19.8-18.

Que lancemos nossos medos ao Senhor, confiando que Ele é soberano e nos ama. Que não está alheio às nossas dificuldades e desespero. É o Eu Sou. O Deus que é. O Deus que faz. O Deus “que trabalha a favor dos que nEle esperam” – Is 64.4. O Deus que é digno de confiança. Em qualquer momento.