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quarta-feira, 3 de abril de 2019

2 Reis 4.1-7

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Ontem vimos Elias confrontando Acazias. Logo após, foi levado ao céu. Eliseu pede e recebe porção dobrada da unção que havia sobre Elias. Estava pronto, preparado. Ele transforma a água de Jericó e as terras inférteis em férteis. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-11-8.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-19-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-21-18.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-219-25.html

Vimos também que, na guerra contra Moabe, embora a água tenha acabado, havia uma solução. Vinda do Senhor. 
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-31-15.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-316-27.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos quatro a seis. 

Na primeira postagem, do versículo um ao versículo sete.

Um dia a esposa de um dos discípulos dos profetas foi até Eliseu. Precisava falar sobre seu marido que havia morrido. Era servo de Eliseu. Ela disse que Eliseu sabia o quanto seu marido amava com zelo ao Senhor. Mas havia deixado dívidas. E agora, morto, não teria como saudá-las. Um credor chegou à sua casa para levar seus filhos como escravos, pelo pagamento das dívidas.

Eliseu não questionou o fato do discípulo ter deixado dívidas. Não recriminou sua esposa. Não disse que ela precisava passar por aquela situação para aprender algo. Não. Ele fez duas perguntas. A primeira foi “o que posso fazer para ajudá-la” e a segunda foi "o que você tem em casa".

Ela respondeu, humildemente, chamando-o de senhor, que a única coisa que havia em sua casa era uma vasilha com azeite. Nada mais.

Eliseu ordenou-lhe que pedisse a todos os vizinhos, vasilhas vazias, emprestadas. Muitas. Tantas quantas pudesse recolher. Depois, entrar em sua casa e fechar a porta. Quando ela e seus filhos estivessem dentro de casa, deveria derramar do azeite puro que brotaria em todos os vasos, colocando-os de lado à medida que ficassem cheios.

Ela não questionou. Obedeceu. Pediu as vasilhas emprestadas. Trancou-se em sua casa com seus filhos e começou a enchê-las. Quando todas estavam cheias, a mulher pediu a um de seus filhos que trouxesse mais uma. Ele respondeu que não havia mais nenhuma. Todas estavam cheias. Então, somente então, o azeite parou de correr.

Ela foi ao encontro de Eliseu. Contou tudo que havia acontecido. Ele a orientou que vendesse o azeite e pagasse todas as suas dívidas. Assim, ela viveria em paz, com seus filhos, do que restasse da venda.

Mais uma vez vemos Eliseu se importando com alguém. Dando solução para problemas que aparentemente eram insolúveis. Abençoando pessoas. Levando seu legado de vida.

Vemos uma mulher que obedeceu, sem questionar. Poderia ter perguntado o motivo de pedir vasilhas emprestadas, e para que colocar em várias vasilhas, azeite que cabia em apenas uma. Não. Ela simplesmente obedeceu. 

O azeite multiplicou. Encheu todas as vasilhas disponíveis. Só parou de correr quando não havia mais recipientes vazios. Foi suficiente para aquela mulher, que não possuía renda alguma, pagasse todas as dívidas deixadas pelo marido. Seus filhos não seriam mais vendidos e ainda viveria da renda do restante.

Como Deus é lindo, maravilhoso e poderoso. E se importa conosco. Com nossas dificuldades e necessidades.

Precisamos de algo? O que temos em casa? O que Ele pode usar para nos abençoar? Ele pergunta: “O que você tem em casa?”

Como responderemos?

Ele é Aquele que nos supre. Nos socorre. Sempre. Ele é Aquele em quem podemos confiar.

Alguém ao nosso lado precisa ser abençoado. O que faremos? Temos a mesma disposição de Eliseu? Nos importamos com as pessoas? Estamos disponíveis?

Continuamos na próxima postagem. 

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/o-que-voce-tem-em-casa.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lucas 15.1-32

Leitura do dia 29/10.

Na postagem anterior vimos Jesus curando no sábado. Ensinando sobre humildade. Contando a parábola do grande banquete. Explicando o custo do discipulado. Quer simplesmente tudo de nós.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-141-35.html

Agora, continuamos através do capítulo quinze de Lucas.

Os cobradores de impostos e outros pecadores iam até Jesus. Queriam ouvir Seus ensinos. Lembre que os cobradores de impostos eram até expulsos das sinagogas, pois cobravam impostos para os romanos. Os fariseus e mestres da lei O criticam duramente. Ele se reúne com pecadores e até come com eles! Consideravam tal atitude um absurdo completo.

Jesus lhes conta uma parábola, falando da importância de uma pessoa.

Se um pastor tiver cem ovelhas, noventa e nove estiverem bem, dentro do aprisco, e uma se perder, esse pastor irá atrás da que se perdeu. Irá procurá-la. Até encontrar. Não importa se foi ela que se desgarrou, que se afastou do pastor, que não ouviu sua voz. Continuará procurando. Até encontrar.

Então, quando a encontrar, ficará muito feliz. Carregará a ovelha alegremente em seus ombros e a levará para casa. Quando chegar, reunirá seus amigos e vizinhos para que se alegrem com ele. Esse é o caráter do Senhor. Veio para os doentes e não para os sãos. Para os que precisam.

Ele afirma que há mais alegria no céu por causa de um pecador que estava perdido e se arrepende, do que por noventa e nove justos que não precisam mais de arrependimento.

O Senhor importa-se conosco, em nossas individualidades. Importa-se com os pequeninos.

Você pode até olhar no espelho e achar que não tem valor, mas Ele morreu por você, individualmente. E quer se relacionar conosco, também individualmente.

Que possamos aprender com o Senhor a valorizar cada pessoa, independente de quem seja, ou o que tenha. Todos são importantes a Seus olhos.

Jesus continua contando parábolas.

Pergunta qual a atitude de uma mulher que, possuindo dez dracmas, perde uma. Ele mesmo responde que ela acenderá uma candeia, varrerá sua casa procurando atentamente, até encontrar. Encontrando, reunirá suas amigas e vizinhas e pedirá que alegrem-se com ela, pois encontrou sua moeda perdida.
Jesus diz que, da mesma forma, há alegria nos céus por um pecador que se arrepende.

Prossegue dizendo que um homem tinha dois filhos. O mais novo disse que queria sua parte da herança. O pai repartiu sua propriedade entre os dois.

Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo que tinha e foi para uma região distante. Lá desperdiçou seus bens vivendo irresponsavelmente.

Depois que gastou tudo, veio uma grande fome em toda aquela região. Começou a passar necessidade.

O único emprego que conseguiu foi cuidando de porcos, uma ocupação completamente inapropriada para um judeu, já que os porcos eram imundos. A fome era tanta, que desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam. Mas ninguém lhe dava nada.

Um dia, caiu em si. Lembrou-se que os empregados de seu pai tinham comida de sobra. E, ele, estava ali, morrendo de fome. Pensou em voltar para seu pai. Quando chegasse lhe diria que havia pecado contra o céu e contra ele. Já não era digno de ser chamado "filho". Pediria que o tratasse como um dos empregados. Decidiu, levantou-se e foi.

Estando ainda longe, seu pai o viu. Cheio de compaixão correu até ele. O abraçou e beijou.

O filho disse o que havia pensado em dizer. O pai, porém, disse aos servos que depressa trouxessem a melhor roupa para vesti-lo. Ordenou que colocassem um anel em seu dedo e uma sandália em seus pés. Mandou também que trouxessem o novilho que estava gordo e o matassem.

Disse que fariam uma festa para comemorar. Pois aquele seu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado. Começaram imediatamente a festejar.

Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando chegou próximo da casa, ouviu a música e a dança. Chamou um dos servos e perguntou o que estava acontecendo.

O servo respondeu que o irmão havia voltado. Seu pai havia matado o novilho gordo para comemorar.

O filho mais velho encheu-se de ira. Não quis entrar. Quando soube, o pai saiu e insistiu que entrasse para comemorar também. Respondeu que durante muitos anos havia trabalhado como um escravo a serviço do pai. Nunca havia desobedecido suas ordens. E o pai nunca havia dado a ele nem um cabrito para que festejasse com seus amigos (quanto mais o novilho gordo). Agora, aquele filho que esbanjou os bens com as prostitutas é recebido com uma festa onde se mata o novilho gordo! Estava furioso.

O pai disse que era seu filho, que estava sempre com ele. Tudo que tinha era dele. Mas tinham que comemorar e alegrarem-se, porque aquele seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado.

Que parábolas maravilhosas descrevendo o amor do Todo Poderoso por nós!

A ovelha perdida e a procura do pastor. Sua alegria quando a encontrou. O Senhor comparou à festa que há no céu quando um pecador se arrepende.

A dracma perdida e a procura incansável da mulher para encontrá-la. A festa que fez com suas amigas quando encontrou. O Senhor também comparou à festa que há no céu quando um pecador se arrepende.

E a história desses três homens?

Gostaria que você pensasse em cada um deles. Como cada um se comportou diante de acontecimentos que os afetaram de modos diferentes e como nós podemos aprender com as atitudes de todos os três. O que fazer e o que não fazer.

Vamos acompanhar o primeiro homem?

Naquela época e naquela cultura, o filho primogênito recebia o dobro da herança.

Estamos acompanhando o filho mais novo. Audaciosamente, pediu ao pai sua parte da herança.

Acredito que o relacionamento do pai com esse filho era muito bom, para gerar no filho essa coragem de pedir que repartisse, em vida, a herança.

O pai atendeu o filho e repartiu. O texto não fala do pai questionando o filho sobre o que faria com sua parte da herança. Simplesmente repartiu e deu a parte que cabia ao filho mais novo. Era dele. Podia fazer o que desejasse. Ah, o tão famoso livre-arbítrio!

Logo que estava de posse de sua herança, esse homem, o filho mais novo, reuniu tudo que possuía. Saiu de casa. Foi embora.

Foi a uma região distante. Onde provavelmente não era conhecido. Não era o filho mais novo. Não tinha nenhuma responsabilidade de representar uma família. Nada o prendia. Era livre. Totalmente livre, graças a seu pai que, bondosamente, atendeu seu pedido. Ah, a liberdade!

Nesta região distante, não abriu um negócio para si. Não investiu seu dinheiro. Queria se divertir, “aproveitar a vida” como ouvimos tantas pessoas falarem.

Desperdiçou todos os seus bens, vivendo irresponsavelmente. O que importava era o hoje. Não pensava no dia de amanhã. Não se preocupava em contabilizar seus gastos. Queria prazer. Para hoje. Esqueceu que todas as decisões de hoje impactam o amanhã. O futuro, para ele, não existia.

Depois que havia gasto tudo, veio uma grande fome em toda aquela região. Começou a passar necessidade. Quando há escassez, os preços aumentam. Exorbitantemente. Não tinha mais recursos. Não tinha mais nada.

Teve que procurar um emprego. Os “amigos” que angariou em seu tempo de desperdício, de repente, sumiram. Não tinha mais ninguém.

Em tempo de escassez não há demanda de emprego. Somente procura.

Conseguiu apenas um. Foi para um campo. Cuidar de porcos. Era judeu. Esse emprego o deixava o tempo todo imundo. Um emprego que lhe causava asco. Era muito humilhante. Aceitou. Não havia alternativa.

Então, percebeu que apesar de estar “empregado”, não havia o que comer. Ninguém lhe dava nada. A comida era escassa. Sentia muita fome. Logo ele, que havia comido regaladamente.

Seu estômago roncava, dava voltas. Passou a desejar comer as vagens de alfarrobeira. Mas era a comida separada dos porcos. Não era para ele. Não o deixavam comer.

Um dia, caiu em si. Olhou para o espelho. Olhou sua imagem refletida em algum lugar e percebeu quem havia se tornado. Percebeu o que havia perdido. Lembrou quem havia sido.

Conhecia a bondade do pai. Seus empregados tinham comida de sobra. Ele estava ali, morrendo de fome.

Pensou: “Vou voltar para meu pai”. Lembrou-se de tudo que havia feito. Agindo completamente diferente do que havia aprendido. Mas havia uma chance, pensou, "vou falar com meu pai e pedir que me trate com um de seus empregados. Reconheço que não sou digno de ser chamado de filho. Mas estarei em casa, mesmo sem usufruir os direitos que possuía antes. Vou ser um empregado. Pelo menos não morrerei de fome. Ele há de me aceitar como um simples empregado".

Esse homem reconheceu sua situação. Reconheceu quem era, o que havia perdido e quem havia se tornado. Decidiu mudar de vida, ainda que não houvesse como voltar a ser filho. Ser um empregado de seu pai era melhor que sua vida agora. Levantou-se. Seguiu seu caminho.

Ficou muito tempo na estrada. Lembra? Ele foi para um lugar distante.

Aos poucos, a paisagem começou a mudar. Tornou-se familiar.

A cada passo que dava, ia se aproximando das terras que outrora foram suas. Da casa em que nascera.
Seu coração batendo mais forte. Uma oração ecoava dentro de seu peito. “Meu pai terá compaixão de mim e me contratará como um de seus empregados”.

De repente, seu estômago dá reviravoltas. Vê um homem ao longe. Seu coração dispara. Suas pernas estão bambas. Quem será?

O homem sai do lugar onde estava. Começa a correr em sua direção. “É meu pai”, percebe. “É o jeito que ele corre”.

Não consegue dar mais um passo. Está magro. Fraco. Imundo. Fedendo. Esfomeado. Seu pai está correndo em sua direção. Seu pai!

Mesmo estando imundo e fedendo, seu pai o abraça e o beija. Seu coração está na boca. “Como pode meu pai me abraçar e beijar? Não sou digno”.

Com um pouco de dificuldade, diz a fala que havia decorado ao longo do caminho. “Pai, pequei contra o céu e perante ti, já não sou digno de ser chamado seu filho. Trata-me como um de seus empregados”.

Os servos contemplam a cena. O pai não responde. Vem andando com ele até em casa. Seu coração está saltando de prazer. Ah, o cheiro de casa. Vai poder ficar. Será um dos empregados e será muito feliz. Sabe o que desperdiçou. Sabe que não tem mais direito nenhum de filho.

Mas então seu pai fala aos servos que depressa tragam a melhor roupa para vesti-lo. Toma um banho. A água escorre. Leva embora toda a sujeira. Veste roupas lindas. Limpas. Cheirosas. Seu pai ordena que coloquem um anel em seu dedo e uma sandália em seus pés. Não sabe o que fazer.
https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA&list=RDVa8srvjwgAA

Como o pai pode ser assim tão bom e amá-lo tanto? Não merece. Não merece, mas aceita aquela amor. Agora deseja ser amado e cuidado pelo pai.

E mais. O pai mandou que trouxessem um novilho. Aquele que estava sendo engordado para uma ocasião especial.

Seu pai diz a todos: “Vamos festejar. Vamos comemorar. Este meu filho estava morto. Voltou à vida. Estava perdido. Foi encontrado". E festejaram.

Está comendo novamente. E não é qualquer comida. É o novilho gordo. Parece que está em um sonho.

Não consegue entender tão grande amor. Como seu pai continua a amá-lo é uma total incógnita.

Já vimos essa história. É a história da humanidade. É a minha história. A sua história.

Foi isso que fizemos com o Pai, nosso Criador, o Todo Poderoso. E Ele, sim Ele, foi atrás de nós. Promoveu nossa salvação através da morte do Senhor Jesus na cruz do Calvário. E correu atrás de nós. Por becos e lugares nojentos. Até que reconhecemos, finalmente, quem éramos. Quem havíamos nos tornado. E quem Ele era. E voltamos para casa. https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqM&index=2&list=RDVa8srvjwgAA

Houve uma festa em nossa homenagem. Apesar de tudo que fizemos. Trocou nossas roupas. Restaurou nossa identidade. De filho.

Não consigo entender um amor assim. Tão grande. Incondicional. Mas aceito. E quero. Todos os dias.
Não sou um de seus empregados. Sou filha. Assim como você. Se aceitar Seu sacrifício. E Seu amor.
Jesus é o único caminho para voltarmos para o Pai. Para voltarmos para casa.

Se ainda está faminto, comendo as bolotas dos porcos, tome uma decisão. Venha para a casa do Pai. Ele irá correndo ao seu encontro. Aceite-O como Seu resgatador, Rei e Senhor.

Ainda há dois personagens. Vamos observar o segundo personagem dessa maravilhosa parábola que o Senhor Jesus contou?

Um pai. Tinha dois filhos. O mais novo foi até ele e pediu sua parte na herança.

O que se passou em seu coração? Pode imaginar? O filho simplesmente quer sua parte da herança. Enquanto seu pai ainda está vivo!

Pois bem, o pai repartiu sua propriedade entre os dois. O mais velho continuou ali. Morando com ele e ajudando-o. O mais novo juntou tudo que possuía e foi embora. O pai ficou desolado. Seu filho mais novo, seu caçula, não queria mais estar em sua companhia.

A casa ficou em silêncio, vazia. Algo estava faltando. Alguém estava faltando.

Ansiava receber notícias do filho. Mas o filho queria liberdade. Não lhe dava notícias. O tempo passava. Nenhuma carta. Nenhum recado. Nenhuma palavra. Nada. O coração do pai doía.

Todos os dias ia à sacada de sua casa e olhava ao longe. Quem sabe seu filho percebesse que não existe melhor lugar que a casa do pai e voltasse? Os dias passavam e nada. Seus olhos lacrimejavam de tanto esperar, olhando para o horizonte. Nada.

Um dia, olha ao longe, como sempre fazia. Vê um homem andando vagarosamente, passos inseguros. Parece seu filho, mas esse homem é mais magro. Não anda com a segurança e a rapidez de seu querido filho. Ele continua ali, olhando. O homem se aproxima. Ele reconhece. É seu filho!

Seu coração dispara. As lágrimas correm de seus olhos. Ele corre. Só para quando encontra o filho. Enche-se de compaixão por ele.

Abraça-o. Sente o fedor de suas roupas. Está tão magro! O rosto encovado. Mas é seu filho. Beija-o. Não importa como está, é seu filho.

De repente o filho solta do abraço e diz: “Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado seu filho. Por favor, contrata-me como um de seus empregados”.

O pai não responde. Sabe quem ele é. Seu filho. Quando chegam em casa, fala para os servos trazerem a melhor roupa. Roupa de filho amado.

Manda que coloquem nele um anel e sandálias. Restaura sua identidade de filho. Seu coração está cheio de amor. https://www.youtube.com/watch?v=Va8srvjwgAA&list=RDVa8srvjwgAA

Ordena que o novilho cevado seja morto. Ordena que todos celebrem com ele. Festejem com ele. Afinal, aquele seu filho estava morto e reviveu. Estava perdido e foi achado. Sua alegria é imensurável.

De repente, alguém lhe informa que o filho mais velho, seu primogênito querido, seu braço direito, seu companheiro, está do lado de fora. Recusa-se a entrar. Não quer comemorar a volta do irmão. Está cheio de ira.

Vai até onde seu primogênito está. Insiste com ele para entrar e comemorar o retorno do irmão.

Espanta-se com a resposta. Ouve boquiaberto seu filho dizer que tem trabalhado como um escravo. Sem nunca desobedecer. E nunca recebeu sequer um cabrito para festejar com seus amigos. Joga em sua cara que o filho que esbanjou os bens com prostitutas é recebido em casa, com uma festa onde se mata o novilho gordo.

O pai percebe que seu filho mais velho não sabe quem é. Diz ao filho que ele é seu filho. Seu herdeiro. Tudo que tem é dele. Não havia necessidade de pedir. Era dele. Poderia ter matado um novilho gordo para festejar com seus amigos. A hora que quisesse.

Termina o diálogo dizendo que era necessário comemorar a volta daquele filho que estava perdido e foi achado, estava morto e reviveu.

Esse pai representa o Senhor Todo Poderoso, Criador dos céus e da terra. Ele vai ao nosso encontro. Nos chama pelo nome. Nos resgata.

Se quisermos, restaura nossa identidade de filho e nos recebe em Sua casa. https://www.youtube.com/watch?v=80SJ8XHqKqM&list=RD80SJ8XHqKq

Se ainda não O encontrou, pare agora. Peça a Ele perdão. Não merecemos, mas Ele nos perdoa. Peça restauração. Peça que o receba como filho. E Ele fará.

Se já voltou para casa, como eu, adore-O pelo maravilhoso Pai que é.

Ainda falta um personagem nessa linda história de amor contada por Jesus. Agora o último. O filho mais velho.

Era o primogênito. O herdeiro. A benção estava sobre ele. Sua porção era dobrada.

Trabalhava com o pai. Aprendendo a lidar com tudo que um dia seria dele e de seus filhos. Seu pai o ensinava, com prazer.

Seu irmão não se interessava em aprender. E um dia foi embora.

Ele continuou ali. Ao lado do pai. Trabalhando incansavelmente. Mas não sabia quem era. Sentia-se como um escravo.

Era o herdeiro. Tudo que era de seu pai, era dele. Mas não conseguia se enxergar assim. Obedecia por temor e não por amor.

Quando chega em casa uma tarde, após seu dia de trabalho, ouve um alarido de festa. Não entende. Não tem nada planejado. Ele é daqueles que tem tudo planejado. Um religioso. Que obedece por temor.

Pergunta a um empregado da casa. É informado que seu irmão voltou. Seu pai mandou matar o novilho gordo e está dando uma festa em sua homenagem.

A ira toma conta dele. Como assim? O irmão mais novo foi embora. Sem dar notícias. E ainda por cima, ficara sabendo, desperdiçara tudo que tinha, vivendo irresponsavelmente. Desfrutando de prazer. Pelo puro prazer. Sem se preocupar com nada.

Não vai entrar em casa. Não participará dessa festa ridícula.

Seu pai vai até onde está. Tenta convencê-lo a entrar. Está cansado. E desabafa: “Todos esses anos tenho te servido como um escravo e você nunca me deu sequer um cabrito para festejar com meus amigos. Agora, vem esse seu filho, que desperdiçou tudo com prostitutas, é recebido com festa e você manda matar o novilho gordo para ele? Que injustiça!”.

O pai pacientemente responde que estão sempre juntos. Que não é um escravo, afinal tudo que o pai tem pertence a ele. Ele é o primogênito. Um filho. Amado.

E conclui: “Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado”.

Será que somos como esse filho mais velho?

Servimos o Senhor por amor ou por religiosidade? Por amor ou temor? Temos consciência de onde nos tirou? Temos consciência de que nos tornou Seus filhos quando não éramos nada?

Será que O servimos por ter medo dEle, mas no fundo, nos sentimos como escravos? Ele nos deu o livre arbítrio. Podemos escolher. Claro, a melhor escolha é Ele. Mas somos livres para escolher. E quando O escolhemos, descobrimos o verdadeiro significado da liberdade!

Somos como esse filho mais velho que se recente quando alguém que não merecia perdão, o recebe gratuitamente do Senhor? Esquecemos que nós também não somos merecedores do perdão que recebemos?

A verdade é que, por mais que façamos por merecer, nunca mereceremos. Ele nos amou. Foi graça.  Nos perdoa. Foi graça.

Que aceitemos Seu amor. Que nos alegremos quando alguém não merecedor, como nós, encontra o perdão e a restauração.

Amanhã prosseguimos nossa caminhada através de Lucas. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

O que você tem em casa?

Continuamos nossa caminhada pelas páginas do livro de 2 Reis.

Na última postagem vimos que, embora a água tenha acabado, havia uma solução. Vinda do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/10/acabou-agua-havera-solucao.html

Hoje, caminharemos através do capítulo quatro. Do versículo um ao versículo sete.

Um dia a esposa de um dos discípulos dos profetas foi até Eliseu. Foi falar sobre seu marido que havia morrido. Era servo de Eliseu. Ela disse que Eliseu sabia o quanto seu marido amava com zelo ao Senhor. Mas havia deixado dívidas. E agora, morto, não teria como saudá-las. Um credor chegou à sua casa para levar seus filhos como escravos, pelo pagamento da dívida.

Eliseu não questionou o fato do discípulo ter deixado dívidas. Não recriminou sua esposa. Não disse que ela precisava passar por aquela situação para aprender algo. Não. Ele fez duas perguntas. A primeira foi “que posso fazer por ti” e a segunda foi "o que tens em casa".

Ela respondeu, humildemente, chamando-o de senhor, que a única coisa que havia em sua casa era uma vasilha com azeite. Nada mais.

Eliseu ordenou-lhe que pedisse a todos os vizinhos, vasilhas vazias, emprestadas. Muitas. Tantas quantas pudesse recolher. Depois, entrar em sua casa e fechar a porta. Quando ela e seus filhos estivessem dentro de casa, deveria derramar do azeite puro que brotaria em todos os vasos, colocando-os de lado à medida que ficassem cheios.

Ela não questionou. Obedeceu. Pediu as vasilhas emprestadas. Trancou-se em sua casa com seus filhos e começou a enchê-las. Quando todas estavam cheias, a mulher pediu a um de seus filhos que trouxesse mais uma. Ele respondeu que não havia mais nenhuma. Todas estavam cheias. Então, somente então, o azeite parou de correr.

Ela foi ao encontro de Eliseu. Contou tudo que havia acontecido. Ele a orientou que vendesse o azeite e pagasse todas as suas dívidas. Assim, ela viveria em paz, com seus filhos, do que restasse da venda.

Mais uma vez vemos Eliseu se importando com alguém. Dando solução para problemas que aparentemente eram insolúveis. Abençoando pessoas. Levando seu legado de vida.

Vemos uma mulher que obedeceu, sem questionar. Poderia ter perguntado o motivo de pedir vasilhas emprestadas, e para que colocar em várias vasilhas, azeite que cabia em apenas uma. Não. Ela simplesmente obedeceu. http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html

O azeite multiplicou. Encheu todas as vasilhas disponíveis. Só parou de correr quando não havia mais recipientes vazios. Foi suficiente para aquela mulher, que não possuía renda alguma, pagasse todas as dívidas deixadas pelo marido. Seus filhos não seriam mais vendidos como escravos e ainda viveria da renda do restante.

Como Deus é lindo, maravilhoso e poderoso. E se importa conosco. Com nossas dificuldades e necessidades.

Precisamos de algo? O que temos em casa? O que Ele pode usar para nos abençoar? Ele pergunta: “O que você tem em casa?”

Como responderemos?

Ele é Aquele que nos supre. Nos socorre. Sempre. Ele é Aquele em quem podemos confiar.

Alguém ao nosso lado precisa ser abençoado. O que faremos? Temos a mesma disposição de Eliseu? Nos importamos com as pessoas? Estamos disponíveis?
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html

Continuamos na segunda. Espero você. Até lá.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lucas 19.1-48

Leitura do dia 31/10.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Lucas, o médico.

Ontem vimos a parábola do administrador astuto e desonesto. Os fariseus e a lei. A história do rico e do mendigo Lázaro.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-161-31.html

O ensino sobre perdão e fé. A cura dos dez leprosos. A vinda do Reino. http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-171-37.html

Também vimos a parábola da viúva persistente e do juiz injusto. A parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Jesus abençoa as crianças. O homem rico que amava suas riquezas. As recompensas do discipulado. Jesus prediz Sua morte e ressurreição. E cura um mendigo cego, em Jericó.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-181-42.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Na primeira postagem, apenas o capítulo dezenove.

Agora Jesus entra em Jericó. E atravessa a cidade. Nós O acompanhamos.

Ali mora um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Um homem muito rico.

Ele queria ver quem era o Senhor. Mas era baixinho. E não conseguia. Por causa da multidão. Sei bem o que é isso! Todo mundo na sua frente e você não enxerga nada. Só costas e cabeças.

Assim, antes que Jesus passasse, correu e subiu em uma figueira brava para poder vê-Lo. Eu, teria feito o mesmo.

Ficou ali, assentado, aguardando Jesus passar.

Quando o Senhor chega àquele lugar, olha para cima. Seu olhar chama atenção. O que está vendo?
Ele diz: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje”.

Uau! Você aceitaria esse oferecimento?

Quase como eu faria, Zaqueu desce rapidamente. Creio que eu pularia da árvore, feito uma doida.
Zaqueu recebe o Senhor, em sua casa, com muita alegria.

Meu coração também fica cheio de alegria. O Senhor sabia que estava em cima da árvore, para vê-Lo. Sabia seu nome. Sabia até quem era.

O povo não pensa como eu. Começa a se queixar dizendo que o Senhor se hospedou na casa de um pecador. Como se houvesse alguém nesse mundo capaz de hospedá-Lo que não fosse um pecador.
Mas a história não termina aí. No meio da visita, Zaqueu levanta-se e diz ao Senhor que, a partir daquele momento, está dando a metade de seus bens aos pobres, e se de alguém extorquiu qualquer coisa, devolverá quatro vezes mais. Quatro vezes mais! Está disposto a abrir mão de muita coisa!

Estou maravilhada! Levanto minha plaquinha. Sei que aconteceu algo com esse homem. Era chefe dos publicanos. Quanto dinheiro deveria ter! Quantas vezes deve ter extorquido alguém?

Agora, fala que está dando metade do que tem aos pobres e que restituirá a quem tiver extorquido, quatro vezes mais. Esse homem só pode ter sido tocado profundamente pela presença do Senhor.
Isso é arrependimento. Isso é conversão. Isso é mudança de vida. Isso é “metanoia”.

Então Jesus diz: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão!”. Aleluias! Há festa no céu! Jesus veio buscar e salvar os perdidos!

Ah, o Senhor testemunhou sobre Zaqueu! Zaqueu não pode se importar com o que o povo diz depois de ouvir essas palavras da boca do próprio Senhor!

Esse é o testemunho que quero ouvir! O Senhor testemunhando a respeito de mim. E você?

Qual testemunho prefere? Da multidão ou de Jesus?

Não importa quem você ou eu fomos antes de sabermos quem Jesus é. Importa quem Ele nos tornou depois que nos encontramos com Ele e fomos por Ele tocados.

Vamos continuar caminhando.

Ao perceber que a multidão estava atenta, ouvindo, Jesus conta mais uma parábola.

Iam para Jerusalém e o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato e politicamente.

Ele conta que havia um homem que era nobre de nascimento. Esse homem foi para uma terra distante para ser coroado rei. E depois voltar.

Chamou dez dos seus servos e lhes deu dez moedas de prata (equivalia a cerca de meio quilo de prata, o salário por três meses de trabalho). Disse que deveriam fazer esse dinheiro render até que voltasse.

Mas, seus súditos o odiavam e enviaram uma delegação para lhe dizer que não queriam que fosse o rei. Mesmo assim foi feito rei. Depois voltou. Mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro. Queria saber quanto tinham lucrado.

O primeiro veio prestar contas e disse que as moedas haviam rendido outras dez. Elogiou o servo, dizendo que por haver sido confiável no pouco, governaria sobre dez cidades.

O segundo prestou contas e disse que as moedas haviam rendido cinco vezes mais. Seu senhor também o elogiou e o colocou sobre cinco cidades.

Veio outro servo e devolveu as moedas, disse que as conservou guardadas num pedaço de pano. Teve medo porque sabia que ele era um homem severo, que tirava onde não colocara e colhia onde não semeara.

Seu senhor lhe respondeu que o julgaria por suas próprias palavras. Chamou o servo de mau. Se sabia que seu senhor era severo, que tirava onde não colocara e colhia onde não semeara, por que não colocou o dinheiro no banco? Assim, ao menos quando o senhor voltasse o receberia com juros.

O senhor disse aos que estavam ali que tomassem suas moedas e dessem ao que tinha dez.

Questionaram-no dizendo que já possuía dez moedas. Ele respondeu que a quem tem, mais será dado, mas ao que não tem, até o que tiver lhe será tirado.

Ordenou que trouxessem os homens que não queriam que reinasse. Mandou que fossem mortos. Em sua frente.

Após contar essa parábola, Jesus seguiu adiante, subindo para Jerusalém.

Vamos parar aqui e pensar um pouco.

É interessante que o Senhor não explicou a parábola, como muitas vezes fez. Pelo menos, Lucas não conta que tenha feito. Nem conta se alguém perguntou sobre seu significado.

Podemos entender que esse nobre é Jesus. Rei por direito. Os servos somos nós. Ele nos dá talentos e espera que os desenvolvamos. Alguns desenvolvem com mais facilidade, e conseguem “multiplicar” como aquele que rendeu dez vezes mais. Outros têm um pouco mais de dificuldade, ainda assim, rendem cinco vezes mais.

Os talentos, com os quais devemos servir ao Senhor e às pessoas, nos ensinarão a desenvolver o que precisamos para sermos recompensados na eternidade. Se formos fiéis no “pouco”, o Senhor nos colocará sobre o “muito”, na eternidade.

Novamente gostaria de dizer que ninguém vai passar a eternidade deitado em uma nuvem, tocando harpa e morrendo de tédio. Acredite, Ele nos reserva grandes surpresas para aqueles dias.

Algumas pessoas são como aquele homem que teve medo e guardou as moedas, escondidas, para não roubarem. Não desenvolveu seu talento. Tinha uma imagem distorcida do Senhor, como infelizmente muitos têm, acreditando que o Senhor é um velho rabugento e ranzinza, que adora implicar conosco.

Esse homem ficou sem nada, uma vez que não deu valor ao que foi lhe concedido e não se preocupou em desenvolver. Perdeu o que tinha. Não foi fiel no pouco, não havia como ser colocado sobre “o muito”. Não era confiável.

Ainda há os homens que não queriam que o Senhor reinasse sobre eles. Tiveram um destino triste. Foram chamados à Sua presença, julgados e condenados.

Muitos acham que é “história da carochinha”, mas a verdade é que Jesus um dia voltará.

O que temos feito com os talentos que nos deu? Estamos sendo como mordomos fiéis ou temos enterrado nossos talentos e “aproveitado a vida” a nosso bel-prazer?

Que o Senhor nos ajude. Que sejamos fiéis em tudo que tem nos concedido. Um dia prestaremos contas diante dEle.

Sondemos nossos corações, motivações e atitudes.

Jesus está se aproximando de Jerusalém. Sabe o que O espera. Sabe também como entrará na cidade.

Quando chega ao Monte das Oliveiras, pede a dois discípulos que vão até ao povoado em frente. Lá encontrariam um jumentinho amarrado. Esse jumentinho nunca fora montado. Deveriam desamarrá-lo e levá-lo até Ele. Se alguém perguntasse, deviam responder que o Senhor precisava dele. Simples assim.

Chegar a Jerusalém pelo Monte das Oliveiras é fantástico! Você vê a cidade toda diante de si. Ao entardecer, é dourada, devido às pedras de suas construções. Enquanto os discípulos foram buscar o jumentinho, Jesus deve ter ficado ali, olhando.

Os discípulos foram como Jesus lhes ordenara, e tudo aconteceu como Ele dissera.

Naquela época, a realeza andava em jumentos. O profeta Zacarias (Zacarias 9.9), havia profetizado o Rei entrando em Sião montado em um jumento. Foi o que aconteceu naquele dia.

Os discípulos trouxeram o jumentinho e colocaram sobre ele seus mantos. Jesus montou.

Fico imaginado o “alvoroço” no mundo espiritual quando uma profecia desse “calibre” se cumpre.

Ah, e não posso deixar de falar do privilégio desse jumentinho, ser montado pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores. Devia ser só sorrisos. Se tivesse uma plaquinha como a minha, levantaria.

À medida que Jesus vai passando, as multidões estendem seus mantos pelo caminho, fazendo uma estrada, digna de um Rei.

Ele ia em meio a uma grande multidão, que gritava: “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!”.

Consegue imaginar? Precisamos de um drone para observar essa cena. Por todos os lados.

Jerusalém, a cidade dourada, a cidade do Grande Rei. Jesus sentado em um jumentinho, e como o Rei que é, entrando pela porta da cidade. Uma multidão adiante dele. Uma multidão seguindo-O. E todos gritando, reconhecendo que Ele é o Salvador e o Rei legítimo, filho de Davi.

Jerusalém, cercada por montes, ecoa essa saudação e esse reconhecimento por suas ruas. Com toda certeza, anjos cantam, celebrando o Grande Rei. A atmosfera era toda de louvor e adoração, como não se via ou se ouvia desde a época em que a Tenda de Davi estava ali.

Uma de minhas cenas preferidas. O Rei entrando em Sua cidade, sendo aclamado por todos.

Aquela multidão não conseguiu perceber a magnitude do que estava acontecendo. Você e eu podemos. Sabemos que de fato era o Rei que estava entrando em Sua cidade. O Rei que alguns dias depois daria Sua vida por nós. Entrou na cidade como Rei. Sairia dela como maldito, por minha causa, por sua causa.

Tenho que ficar aqui. Observar diversas vezes essa cena. Gritar com a multidão, a plenos pulmões, pois sei quem está sentado naquele jumentinho, “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas!”.

Nem sei por onde anda minha plaquinha de aplausos. Meus braços estão erguidos em louvor a Ele, o Único Rei da minha vida, o legítimo herdeiro do trono de Davi. Meu coração parece saltar pela boca. Que privilégio poder louvá-Lo. Venha e louve-O comigo.

Mas, alguns fariseus que estavam entre a multidão, fazendo sabe se lá o quê, pedem que Jesus repreenda a multidão. Ele responde que se a multidão calar, as próprias pedras clamarão! Ah, como gostaria de ver essa cena. Pedras bendizendo Seu glorioso nome, reconhecendo Sua identidade. Aqueles fariseus devem ter ficados horrorizados.

Ele continua indo e subindo para Jerusalém.

Ao se aproximar, vê a cidade.

Já tive esse privilégio. Por três vezes. Do alto do Monte das Oliveiras, podemos contemplar a “cidade do grande Rei”.

Quando o Senhor a vê, chora sobre ela. Sente pesar porque Jerusalém não compreende o que lhe dá paz. Estava em oculto. “Seus olhos” não conseguiam enxergar.

Chorando, o Senhor diz que virão dias em que os inimigos de Jerusalém construiriam trincheiras contra ela. Rodeando e cercando-a de todos os lados. Não somente isso, mas também a lançariam por terra. A “ela” e aos seus filhos. Não deixando pedra sobre pedra. Tudo porque não reconheceu que o Eterno a visitou.

No ano 70 d.C., aconteceu essa destruição. Jerusalém foi rodeada, cercada, lançada por terra, queimada. Seus filhos destruídos.

Meu coração dói junto com o do Senhor. E penso não apenas em Jerusalém, mas em todas as nações, cidades e pessoas que não reconheceram e não reconhecem o tempo da visitação do Senhor. Não reconhecem Sua identidade, rejeitando-O. Que triste destino!

Hoje temos a oportunidade de ouvi-Lo, percebê-Lo, reconhecê-Lo, segui-Lo. Que não sejamos como Jerusalém foi naqueles dias. Que não sejamos como tantos que O rejeitam.

Que não sejamos os que deixam para "amanhã", para "depois", para "mais tarde".

“Por isso o Espírito Santo diz: ‘Hoje, se ouvirem Sua voz, não endureçam o coração, como eles fizeram na rebelião, quando Me puseram à prova no deserto.” – Hebreus 3.7,8

Se abrirmos nossos corações, conseguiremos enxergar a verdade. A verdade que liberta. E conheceremos quem de fato o Senhor Jesus é!

Jesus vai ao templo. Ao chegar, depara-se com a seguinte cena: o pátio do templo é um mercado. Compradores, vendedores e cambistas. Fica indignado. Expulsa todos que estavam ali vendendo.
O comércio no pátio do templo havia se tornado natural.

Cambistas estavam ali para trocar a moeda corrente pela moeda do templo, que era diferente. Animais eram vendidos para o sacrifício a preços exorbitantes.

Ele diz em alto e bom som: “As Escrituras declaram: ‘Meu templo será casa de oração’, mas vocês o transformaram num esconderijo de ladrões!”.

Como atrair nações para o Deus de Israel, se o pátio onde essas nações deveriam orar, é utilizado para comércio?

Jesus os chamou de ladrões, afirmando que aqueles homens estavam transformando a casa de oração em um covil. Covil é uma cova de animais selvagens. Não passou "panos quentes". Não disse palavras amenas. Somente selvagens para transformar a casa de oração em esconderijo de ladrões. Sua ira é santa e legítima. É justa. O complexo do templo havia se transformado em um lugar de comércio. Comércio e oração não combinam. Oração é relacionamento.

Fico imaginando se o Senhor fizesse isso hoje. Se visitasse todos os lugares que são denominados na atualidade como "templo". Quantos comerciantes expulsaria? Quão indignado e irado ficaria?

Ele passou a ensinar todos os dias no templo. Mas, pasmem, quando os principais sacerdotes e os mestres da lei e outros líderes do povo viram, planejaram matá-Lo. Não conseguiam pensar em uma armadilha perfeita pois o povo ouvia tudo que Ele dizia. Atentamente.

Vamos ficar um pouco aqui. Analisando Suas atitudes, Suas prioridades, Sua ira santa e justa. Analisemos nossas atitudes também. Temos ficado alheios ao que tem sido feito "no templo"? Sua casa tem sido feita casa de oração ou covil de ladrões? Somos os que expulsam os vendedores ou os que organizam o comércio? O zelo pela Sua casa tem nos consumido como consumia o Senhor (Salmos 69) ou temos sido consumidos por todo tipo de comércio em Sua casa?

Nossas vidas têm sido vidas de oração ou vidas de comercialização?

Jesus seria aceito em nossos templos? Ou seria odiado como os chefes dos sacerdotes e mestres da Lei odiaram-No?

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Salmo 119.1-176

Leitura do dia 23/06.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Salmos.

Ontem vimos que devemos apenas adorar o Senhor. Tornamo-nos semelhantes ao que adoramos. Os ídolos são cegos, surdos, mudos, inertes. Não podemos adorá-los. Seremos como eles.

Também vimos a pergunta do salmista: “Que posso oferecer ao Senhor por tudo que Ele me tem feito?” Sua resposta, como a nossa deve ser, é celebrar Seu livramento e louvar Seu nome. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1151-11829.html

Hoje, caminharemos pelos versículos do Salmo cento e dezenove. O capítulo mais longo das Escrituras. Este Salmo também é um poema acróstico. Possui vinte e duas estrofes. Cada uma começa com uma letra do alfabeto hebraico. Em sucessão. Cada estrofe possui oito versículos. Cada um destes versículos começa com a letra referente à sua estrofe.

Quem me conhece sabe que amo “ordem alfabética”. É assim que guardo meus CD’s, DVD’s e livros. Rigorosamente em ordem alfabética. Gosto disso. Mas gosto ainda mais do assunto deste salmo. Que criatividade a do salmista! Iniciemos nossa caminhada. Passo por passo. Estrofe por estrofe. Versículo por versículo. Cada postagem uma estrofe, uma letra.

Álef
Quem conhece o Senhor e O segue sabe que o salmista está certo ao dizer que esses são felizes. Sim, os íntegros. Integridade é completude. Só somos íntegros se estivermos no Senhor. Foi Ele quem nos fez. Sabe como funcionamos. Conhece nosso espírito, nossa alma, nosso corpo. Nos entende. Nos dá a felicidade que é como Sua paz, excede todo o entendimento (Filipenses 4.7).

Os que obedecem Seus mandamentos são felizes. Seus mandamentos não são restritivos como muitas vezes pensamentos. Seus mandamentos são protetivos. Como um pai que ordena que o filho não mexa no fogo para não se queimar.

Quem obedece Seus mandamentos não pratica o mal. Não consegue. Está andando em Seus caminhos. Os caminhos que Ele nos encarregou de seguir fielmente.

Que desejemos como o salmista, termos em nossas ações os reflexos de Seus decretos. Assim, não ficaremos envergonhados quando meditarmos em Seus mandamentos. Estaremos seguindo-os. Obedecendo.

Daremos graças ao Senhor por vivermos corretamente, à medida que aprendermos Seus justos estatutos. Como é uma constante e uma caminhada ascendente, cada vez daremos graças com mais alegria.

Sim, Senhor, obedeceremos Seus decretos. Por favor, não desista de nós! Somos falhos, precisamos de correção. Muitas vezes não passamos pelas lições. Não obedecemos como deveríamos. Ainda assim, clamamos, não desista de nós.

Bêt
O Salmista, preocupado com o jovem, pergunta como este pode se manter puro. Ele mesmo, sabiamente, responde. A única maneira do jovem (ou qualquer um) manter-se puro é obedecendo às Palavras do Senhor. Não há outro caminho. Não há outra maneira. Não existe um “sabão espiritual”.

Ele pede ao Senhor que o conserve, que não permita que se desvie de Seus mandamentos. Afinal, de todo seu coração buscou ao Senhor. Guardou Sua palavra no coração para não pecar contra o Senhor. Não é suficiente guardarmos Sua palavra em nossa mente. É preciso que a guardemos também em nosso coração. É em nosso coração que decidimos. Antes até que em nossa mente.

Está tão empolgado com os mandamentos do Senhor que O louva, pedindo que ensine Seus decretos. Ate os recitará em alta voz. Para que todos conheçam. E aprendam.

Alegrou-se com o caminho que foi apontado pelos Seus preceitos, tanto como com muitas riquezas. Ah, que alegria essa! Seus caminhos são maravilhosos. Podemos nos alegrar com eles. Tanto como com, não apenas uma, mas muitas riquezas. Esse caminho, apontado por Seus preceitos, é o melhor caminho, o que nos conduz ao verdadeiro sucesso, à verdadeira felicidade.

"A benção do Senhor traz riqueza, e ele não permite que a tristeza a acompanhe". - Provérbios 10.22

Por isso, meditará em Suas ordens e refletirá em Seus caminhos. Terá prazer em Seus decretos. Não se esquecerá de Suas palavras.

Que façamos o mesmo.

Guímel
O salmista pede que o Senhor o trate com bondade. Que abra seus olhos. Considera-se um estrangeiro na terra. Pede que o Senhor não esconda Seus mandamentos dele. Que não permita que zombem dele. Sua alma está angustiada. Até os príncipes se reúnem para falar dele. Contra ele. Que situação!

Ainda assim, deseja viver e obedecer à Palavra. Quer ter os olhos abertos para ver as maravilhas da Sua lei. Somente com nossos olhos abertos, pelo Senhor, conseguimos enxergar essas maravilhas. Conseguimos ser gratos pela Sua lei, que não nos reprime, nos protege.

Constantemente tem intenso desejo pelos decretos do Senhor. Sabe que dão vida. Continua obedecendo Seus preceitos. Meditando em Seus decretos. Tendo prazer em Seus preceitos. São Seus preceitos que dão os sábios conselhos dos quais precisa para viver.

Como deve ser conosco.

Dálet
O salmista está muito angustiado. Prostrado no pó. Pede que o Senhor restaure sua vida através de Sua Sua palavra. Sabe que a Palavra do Senhor é vida.

Ele relatou seus planos ao Senhor. O Senhor o respondeu. Agora pede que ensine Seus decretos. Que o ajude a entender Suas ordens, para que possa meditar em Suas maravilhas.

Sua alma chora de tristeza. Pede que o Senhor o fortaleça. Pela Sua palavra. Que o afaste do caminho da mentira. Que lhe dê o privilégio magnífico de conhecer Sua lei.

Muitas vezes não conseguimos entender Suas ordens, ainda assim, precisamos meditar em Suas maravilhas. E obedecer. Dizer sim.

Que façamos como o salmista. Ele escolheu o caminho da verdade. Decidiu viver de acordo com os estatutos do Senhor. Foi uma escolha que fez. Tomou uma decisão. Apegou-se a Seus preceitos. Pede que o Senhor não permita que seja envergonhado.

Buscará Seus mandamentos. O Senhor aumentou o entendimento que tinha. Sim, os que buscam Seus caminhos têm entendimento.

Que sejamos como ele.

He
O salmista continua pedindo que o Senhor lhe ensine Seus decretos. Ele os guardará até o fim.

Pede que lhe dê entendimento. Assim, obedecerá Sua lei e de todo coração a colocará em prática. Ponto principal. De nada adianta conhecer se não colocarmos em prática. De todo o coração.

Pede que o Senhor o ensine a andar por Seus mandamentos. Sente prazer neles. Consigo imaginar os mandamentos do Senhor, uma após o outro, fazendo um grande e lindo caminho. Pelo qual devemos andar.

Faz uma oração muito impressionante. Pede que o Senhor lhe dê entusiasmo (sopro de Deus) pelos Seus decretos, não pela ganância. Não consigo ver o sopro de Deus misturado à ganância. Mas, infelizmente, muitos confundem a euforia pela ganância com algo vindo do Senhor. Que possamos orar como o salmista. E nos livrarmos dessa euforia. Que sejamos tomados pelo entusiasmo por Seus decretos, não por riquezas. Ou cargos. Ou bens. Ou influência. Ou poder.

Que desejemos também que nossos olhos parem de olhar coisas inúteis. E que sejamos restaurados por Sua palavra. Que sejamos afastados de nossos próprios caminhos vergonhosos. Acredite, os estatutos do Senhor são bons. Seus caminhos são caminhos de vida.

Que, como o salmista, desejemos obedecer Suas ordens e tenhamos nossas vidas restauradas por Sua justiça.

Como ser restaurado por Sua palavra se não a conhecermos? Que nossas Bíblias estejam abertas, riscadas, rabiscadas, envelhecendo pelo uso. E não mofando num canto qualquer. Esquecida.

Vav
O salmista pede ao Senhor que lhe dê Seu amor e a salvação prometida. Assim, poderá responder aos que o insultam.

Pede também que não retire dele a palavra da verdade. Confia em Sua palavra. Seus estatutos são sua esperança. Não colocou sua esperança em riquezas, mas nos estatutos do Senhor. Que são verdadeiros. E eternos.

Afirma que continuará obedecendo Sua lei. Para sempre.

Canta que andará em liberdade pois se dedicou às ordens do Senhor. Diferente do que muitas vezes acreditamos, obedecer Suas ordens nos dá liberdade. O que causa escravidão é o pecado. Não obediência ao Senhor. Suas ordens são acompanhadas de liberdade. Seus mandamentos são protetivos. Não opressivos.

O Senhor disse a Caim: "Se você fizer o que é certo, será aceito. Mas, se não o fizer, tome cuidado! O pecado está à porta, à sua espera, e deseja controlá-lo, mas é você quem deve dominá-lo" (Gênesis 4.7). Se algo nos domina, somos escravos. Não livres.

Por ser livre, falará de Seus preceitos a reis. Sem sentir vergonha. Se os reis obedecerem ao Senhor, serão bem-aventurados.

"Provem e vejam que o Senhor é bom! Como é feliz o que nEle se refugia!" - Salmos 34.8

Ah, ele tem prazer em Seus mandamentos. Ama cada um deles. A ponto de celebrá-los. E, como devemos fazer, medita constantemente em Seus decretos.

Sabemos que os que meditam dia e noite na Sua lei e tem prazer nela, serão como árvores plantadas à margem dos rios. Dão fruto no tempo certo. Suas folhas nunca murcham. Prosperam em tudo que fazem (Salmo 1.2,3).

Zain
O salmista começa com uma oração. Pede que o Senhor lembre da promessa que lhe fez.

Sua promessa é sua esperança. Ele crê que a promessa se cumprirá. Virá à existência. Ele a verá. Ela renova suas forças. Consola-o nos tempos de aflição. Ele pode olhar para trás e ver a bondade e a misericórdia do Senhor a seguí-lo. Pode olhar para frente, crendo em Sua promessa. E prosseguindo.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Os orgulhosos o desprezam. Ainda assim, confia e não se desvia das leis do Senhor. Medita em Seus estatutos. Que são muito antigos. Eles o consolam de maneira magnífica.

O salmista fica furioso com os perversos por rejeitarem a lei do Senhor. Quanto a ele, canta Seus decretos. Eles são o tema de suas canções.

À noite, depois que todos os afazeres terminam e ele descansa, pensa no Senhor. Em Sua identidade. Quem é o Senhor? Tem aprendido em Sua palavra. Por isso, obedece Sua lei. Como não obedecer um Senhor que nos ama de forma incondicional?

Passa seus dias como devemos passar os nossos. Obedecendo Suas bondosas ordens.

Hêt
O salmista declara que o Senhor é sua herança! Oh, que herança maravilhosa. Tê-Lo para sempre. Nada pode ser comparado a tão grande tesouro.

Ele promete obedecer Suas palavras. Busca Seu favor de todo coração. Pede que o Senhor tenha misericórdia, como lhe prometeu.

Refletiu sobre o rumo de sua vida e resolveu seguir Seus preceitos. E quanto a nós? Refletimos também? Para onde estamos indo? Que rumo temos tomado? Diante dessa reflexão, o que resolvemos? A quem seguiremos?

Estamos sempre seguindo alguém. Mesmo se estivermos escondidos embaixo de nossas camas, sem nada querer encarar. Que tomemos a decisão de seguir os preceitos do Senhor. Eles nos levarão ao caminho certo. Ao caminho da vida.

Que façamos como o salmista. Depois que refletiu, decidiu. Depois que decidiu, se apressou para, sem demora, obedecer Seus mandamentos.

Não foi fácil. Os perversos tentaram arrastá-lo. Não querem cometer suas maldades sozinhos. Ele, porém, não se deixou levar. Não se esquecerá da lei do Senhor.

"Meu filho, se os pecadores quiserem seduzi-lo, não permita que isso aconteça". - Provérbios 1.10

Levanta-se à meia-noite e dá graças ao Senhor por Seus estatutos. Como valoriza os mandamentos do Senhor! É amigo de todos que O temem. Dos que obedecem Suas ordens.

Olha para e terra e vê que Seu amor a enche. Por isso, deseja aprender, a cada dia, Seus decretos.

Que façamos como ele!

Que sigamos o conselho do Senhor: “Arrependam-se e afastem-se de seus pecados, e não permitam que eles os derrubem. Deixem toda a sua rebeldia para trás e busquem um coração novo e um espírito novo. Por que morrer, ó povo de Israel? Não é meu desejo que morram, diz o Senhor Soberano. Arrependam-se e vivam!” (Ezequiel 18.30a-32).

Tét
O salmista começa dizendo que o Senhor tem feito muitas coisas boas. Para ele. Tal qual prometeu. Suas promessas não falham.

Podemos ver tantas coisas boas que o Senhor tem nos feito. Podemos, como aquela velha canção diz, contar as benção. Veremos surpresos quanto o Senhor já vez. https://www.youtube.com/watch?v=de9M-_SztJY

Sua oração é que o Senhor lhe dê conhecimento. Ele crê em Seus mandamentos. Lembra-se e canta para todos ouvirem, que antes de ser disciplinado vivia desviado. Agora, segue a palavra do Senhor de perto.

Não podemos ficar sem disciplina. Não podemos viver sem limites. Limites nos protegem. Tal qual a lei da gravidade.

Ainda que tenha sido disciplinado e na verdade, por ter sido disciplinado, reconhece que o Senhor é bom e faz somente o bem. Deseja aprender Seus decretos.

Os arrogantes mentem a respeito do Senhor. Não reconhecem Seu cuidado, Sua bondade. Não querem regras, leis, limites.

Ele tem prazer em sua lei. O sofrimento foi bom. Ele o ensinou a dar atenção aos decretos do Senhor. Como uma criança que desobedece o pai e cai em uma ribanceira. Vai aprender a obedecer. Verá que a ordem era para sua proteção. O decreto foi dado por amor.

Por tudo que aprendeu, o salmista considera a lei do Senhor preciosa. Mais preciosa que milhares de peças de ouro e de prata.

Ah, que aprendamos também. Não apenas a obedecer, mas a valorizar Suas leis. Elas são realmente mais valiosas que milhares de peças de ouro e prata. Ninguém pode roubar Seus ensinamentos de nós. Tornam-se parte de nossas vidas. Para sempre.

Iode
O salmista reconhece que foi formado pelo Senhor. Pede que lhe dê entendimento para aprender Seus mandamentos.

O que é aprender Seus mandamentos? Não são fáceis?

Ah, precisamos aprender o que está por trás de cada mandamento. Qual a motivação de cada um deles. Assim, realmente aprenderemos. Não os saberemos de cor. Viveremos cada um deles.

Seu desejo é ser um motivo de alegria para todos que temem ao Senhor. Que seja exemplo. Colocou toda sua esperança em Sua palavra. Sabe que Seus estatutos são justos. Que foi disciplinado por causa da fidelidade do Senhor. Que agora, depois de disciplinado, Seu amor o console. Que Sua compaixão o cerque. Para que viva. Tem prazer em Sua lei.

Deseja que os arrogantes, que mentiram a seu respeito, sejam envergonhados. Ele, no entanto, meditará nas ordens do Senhor. Que todos que O temem unam-se a ele. Sim, todos que conhecem Seus preceitos.

E, ah, que seja inculpável na obediência a Seus decretos. Assim, jamais será envergonhado. Que essa seja nossa oração. Sermos inculpáveis.

Que sigamos o conselho de Paulo: “Levem uma vida pura e inculpável como filhos de Deus, brilhando como luzes resplandecentes num mundo cheio de gente corrompida e perversa. Apeguem-se firmemente à mensagem da vida”. – Filipenses 2.15b-16a

Kaf
O salmista está cansado. Como muitas vezes ficamos. Sente-se exausto de tanto esperar pelo livramento do Senhor, que a seu ver está demorando. Ah, como nos sentimos assim também. Esperamos e esperamos, achando que nunca virá. Ainda assim precisamos colocar nossa esperança em Sua palavra.

Seus olhos estão se esforçando para ver Sua promessa cumprir. Ele grita: quando o Senhor me consolará? Sente que, de tanto esperar, está enrugado, como uma vasilha de couro exposta por muito tempo à fumaça. Ainda assim, não se esquece de Seus decretos. Não pode. Como também não podemos. Mesmo quando estamos cansados. Exaustos. Com o rosto enrugado. E os olhos lacrimejados.

Está em perigo. Os arrogantes que não seguem a lei do Senhor (se seguissem, não seriam arrogantes). Abriram uma cova funda para pegá-lo. Quase acabaram com ele. Por isso está angustiado. Cansado de esperar. Ainda assim, cansado, confia que todos os mandamentos do Senhor são confiáveis. Não abandonou Suas ordens. Continuará obedecendo Seus preceitos. Pede que o Senhor o proteja daqueles que o perseguem sem motivo. Que, por Seu amor, preserve sua vida.

Está difícil? Vamos continuar. Só mais um pouco. Ele, com certeza, não nos abençoará. Suas promessas são fiéis. http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html

Que clamemos por Seu renovo. Que confiemos nEle. Em Sua palavra.

“Mas os que confiam no Senhor renovam suas forças; voam alto, como águias. Correm e não se cansam, caminham e não desfalecem”. – Isaías 40.31

Lâmed
O salmista fala da palavra do Senhor. Ela está firme nos céus. Sua fidelidade se estende através das gerações. Duradoura como a terra. Seus estatutos permanecem até hoje. Ela é atual. Leia e verá que foi escrita para nós. Nossos dias. Nossas circunstâncias. E tudo está a serviço de Seus planos. Volte a ler a última frase. Sim. Tudo está a serviço de Seus planos.

“E sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam e que são chamados de acordo com Seu propósito”. – Romanos 8.28

Será que é verdade? Sim, tudo está a serviço dEle e Seus planos. Lembra-se de José? Foi Ele, não seus irmãos que o levaram ao Egito.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1051-45.html
http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/amo-filmes.html

Mesmo quando estamos sofrendo e chorando, Ele fará com que aquela situação coopere para o nosso bem. Mesmo quando não conseguimos enxergar. Mesmo quando nos sentimos como o salmista versículos atrás, enrugados, de tanto esperar, como uma vasilha de couro na fumaça (Salmo 119.83).

Para passarmos por essas situações precisamos ter Sua lei como nosso prazer. Se não, com certeza, morremos em nosso sofrimento e não enxergamos Seus propósitos. Isso quase aconteceu comigo.

Que jamais esqueçamos Suas ordens. É por meio dela que o Senhor nos dá vida. Somos dEle. Que Ele nos salve. Temos buscado conhecer e obedecer Suas ordens. Mesmo que o perverso fique à espreita. É em Seus preceitos que devemos meditar. Não nas circunstâncias ao nosso redor.

O salmista percebe que até a perfeição tem limite. Mas não há limite para os mandamentos do Senhor. Eles nos protegem. Nos dão vida.

Mem
Nesta estrofe, o salmista começa reconhecendo o quanto ama a lei do Senhor. Pensa nela o dia todo.

Seus mandamentos o fazem mais sábio que seus inimigos. Seus mandamentos o guiam.

Por causa de Seus mandamentos e de viver meditando neles, tem mais prudência até que seus mestres. Tem mais entendimento que os idosos porque obedece Suas ordens.

E assim ele segue a vida. Com prudência. Recusando-se a andar em qualquer tipo de caminho mau. Não se afastará de Seus estatutos. O Senhor foi um excelente professor. Ensinou muito bem.

Suas palavras são doces. Mais doces que o mel. Suas ordens dão discernimento. Nos livra dos caminhos falsos. Discernimento significa reconhecer o que é certo e o que é errado.

Que possamos amar Sua lei, tal qual o salmista. Que tenhamos discernimento. E andemos pelos caminhos verdadeiros do Senhor. Que odiemos e nos afastemos de todo caminho falso.

Nun
O salmista começa a estrofe declarando que a palavra do Senhor é lâmpada para seus pés. Luz para seu caminho.

Pensemos um pouco naquela época. Quando anoitecia, normalmente as pessoas estavam em suas casas. E, na maioria das vezes, prontas para dormir. Mas, se precisassem, por qualquer motivo que fosse, sair à noite, como fazer? Havia uma “lâmpada” que iluminava apenas uns passos à frente, para a pessoa não tropeçar. Ela precisava olhar para a lâmpada, para saber o caminho que estava andando.

Sim, Sua palavra é lâmpada para nossos pés. Luz para nossos caminhos. Ela nos guia a cada passo. Nos mostra se estamos ou não no caminho certo. Tem dúvida de alguma coisa? Abra sua Bíblia. Estude-a. Alimente-se dela. Ame-a. Ela é luz para nossos caminhos.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/isaias-1.html

Lembra que uma vez prometeu ao Senhor que obedeceria a Seus justos estatutos. Agora, volta a prometer. Não se afastará deles.

Sofreu muito. Pede que o Senhor restaure sua vida. Como havia prometido. Também pede que aceite Sua oferta de louvor. Uma oferta agradável ao Senhor. Que não envolve nenhum tipo de barganha. Também pede que lhe ensine Seus estatutos.

Está sempre em perigo. Sua vida está por um fio. Ainda assim, não se esquecerá da lei do Senhor. Há armadilhas preparadas contra ele, por toda a parte. Não cairá nelas. Não se desviará de Suas ordens.

Os preceitos do Senhor são seu tesouro permanente. O prazer de seu coração. Está decidido a cumprir Seus estatutos. Para sempre. Até seu último suspiro.

Qual tem sido nosso tesouro? Seus preceitos são um tesouro que ninguém pode roubar. Se estiverem guardados em nossos corações.

Que, como o salmista, estejamos decididos a cumprir Seus estatutos. Afé o fim.

Sâmeq
O salmista não suporta pessoas inconstantes, que uma hora seguem o Senhor, outra não. Ele ama Sua lei. O Senhor é seu refúgio. Seu escudo. Sua palavra é sua esperança. Não quer a companhia dos que praticam o mal. Ao contrário destes, obedecerá os mandamentos do Senhor, seu Deus.

Pede que o Senhor o sustente, como prometeu. Para que viva. Que sua esperança não seja frustrada. Se o Senhor sustentá-lo, será salvo. Salvo, poderá meditar continuamente em Seus decretos.

Lembra que o Senhor rejeita todos que se afastam de Seus decretos. Se afastam dEle. Enganando a si mesmos. O Senhor remove os ímpios da terra.

O salmista declara que estremece diante do Senhor. Sente um temor reverente por Seus estatutos.

Que nossa esperança também esteja nEle. Que amemos Sua lei. Que Ele seja nosso refúgio. Nosso escudo. A cada dia.

Que O obedeçamos e tenhamos temor reverente por Seus estatutos. Ah, que não modifiquemos ou interpretemos a Palavra a nosso bel prazer, para nos satisfazer, mas que tenhamos temor reverente. Sua palavra ilumina nossos caminhos.

Áin
O salmista, sempre em constante luta, como temos visto ao longo do Salmo, pede que o Senhor não o entregue a seus inimigos.

Tem agido de maneira justa e correta. Clama que o Senhor lhe garanta o bem. Que não permita que os arrogantes o oprimam.

Em meio às lutas e angústias, seus olhos se esforçam para que veja o livramento do Senhor. O cumprimento de Sua justa promessa. Como precisamos fazer.

Lembra ao Senhor que é Seu servo. Que o Senhor o trate conforme Seu amor. E lhe ensine Seus decretos. Que lhe dê discernimento. Para que entenda Seus preceitos. Essa também deve ser nossa oração. Que o Senhor nos dê discernimento em meio a um mundo egocêntrico, que anda na contramão do Senhor. Que torce leis e direitos.

Seu coração grita que já é hora do Senhor agir. Violaram Sua lei.

Não temos, também, clamado dessa maneira? Em breve o Senhor se levantará. Creia.

Que, tal qual o salmista, amemos Seus mandamentos. Mais que o ouro. Sim, mais que o ouro puro. Que as riquezas, o poder, ou qualquer outro ídolo não ganhe nossos corações. Que amemos o Senhor mais que o ouro. Cada um de Seus mandamentos é reto. https://www.youtube.com/watch?v=0rU0ZNV8L7U

Que odiemos todo e qualquer caminho falso. Só há apenas um caminho. Só Jesus é o caminho, a verdade e a vida.

“Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém pode vir ao Pai senão por mim”. – João 14.6


O salmista declara, com toda razão, que os preceitos do Senhor são maravilhosos. Por isso ele os obedece. Sim, Seus preceitos são maravilhosos. Não são mesquinhos. Estão sempre visando o nosso bem.

O ensinamento da Sua palavra esclarece. Até os ingênuos passam a ter entendimento. Sua palavra é viva. Não é difícil como muitos acreditam. Que oremos e voltemos nossos olhos para ela, para seus ensinamentos.

Como são maravilhosos, o salmista suspira de desejo pelos mandamentos do Senhor. Pede que o Senhor venha e lhe mostre Sua misericórdia. Sabe que o Senhor a mostra a todos que amam Seu nome. E quem conhece Seus mandamentos, ama Seu nome. Impossível não amar.

Pede que seus passos sejam firmados em Sua palavra. Para que o pecado não o domine. Quem é dominado, é escravo. Se não seguimos o conselho do Senhor, dado primeiramente a Caim, seremos escravos, como ele foi. Completamente dominado. A ponto de assassinar seu irmão. Por inveja.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-41-26.html

"Se você fizer o que é certo, será aceito, Mas, se não o fizer, tome cuidado! O pecado está à porta, à sua espera, e deseja controlá-lo, mas é você quem deve dominá-lo." - Gênesis 4.7

O salmista pede ainda que o Senhor olhe para ele com favor. Que lhe ensine Seus decretos. Mas, não está preocupado apenas com ele. Como tem observado os mandamentos do Senhor, sabe que também precisa se importar com os outros. Em sua canção nos diz que chora muito, como se rios de lágrimas brotassem de seus olhos. Qual o motivo? Não tem dinheiro? Não ocupa determinado cargo? Não gera certa influência? Não tem um excelente emprego? Não tem o carro ou a casa que deseja? Não está satisfeito com sua aparência? Não. Ele chora porque as pessoas não cumprem a lei do Senhor. Sabe como tudo seria muito diferente se as cumprisse. Por isso chora. Por um motivo verdadeiramente digno.

Que também choremos pelas pessoas que não cumprem Suas leis. Que intercedamos por elas. Que as alcancemos com orações e amor.

Tsade
Essa estrofe começa com o reconhecimento de que o Senhor é justo. Seus estatutos são totalmente imparciais. Seus preceitos, perfeitos. Confiáveis.

O salmista se indigna porque seus inimigos desprezam a palavra do Senhor. Se fosse diferente, não seriam seus inimigos, certo?

Já viveu o cumprimento das promessas do Senhor. Foram plenamente comprovadas. Por isso, ele as ama. Considera-se pequeno, insignificante e até desprezado, ainda assim, não se esquece das ordens do Senhor.

Sabe que Sua justiça é eterna. Sua lei é verdadeira. Quando está em aflição e angústia, encontra prazer em Seus mandamentos. Seus preceitos são sempre justos. Sempre. Pede que o Senhor o ajude a entendê-los. Para que viva.

Que sejamos como o salmista. Que reconheçamos que o Senhor é justo. Que Seus estatutos são imparciais. Ele é imparcial. Podemos seguir Seus preceitos. São perfeitos e confiáveis.

Que, quando a aflição e a angústia vierem sobre nós, pesando nossas vidas, nos puxando para baixo, que encontremos prazer em Seus mandamentos. Eles nos dão vida.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-381-4113.html

“Esperei com paciência pelo Senhor; Ele se voltou para mim e ouviu meu clamor. Tirou-me de um poço de desespero, de um atoleiro de lama. Pôs meus pés sobre uma rocha e firmou meus passos.” – Salmo 40.1-2

Qof
Esta estrofe é iniciada com uma oração profunda. O salmista ora de todo coração. Clama que o Senhor o responda. Obedecerá Seus decretos. Pede que o livre. Para que obedeça Seus preceitos.

Ele se levanta cedo. Antes do nascer do sol. Quando ora. E coloca sua esperança nas promessas do Senhor. Desperta de madrugada. Para refletir em Suas palavras.

Sua mente está sempre voltada para o Senhor. Como a nossa deve estar.

“Uma vez que vocês ressuscitaram para uma nova vida com Cristo, mantenham os olhos fixos nas realidades do alto, onde Cristo está sentado no lugar de honra, à direita de Deus. Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra”. – Colossenses 3.1,2

Temos pensado nas coisas do alto ou nossos corações estão travados aqui na terra?
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/como-guardar-meu-unico-bem.html

Pede ao Senhor que ouça seu clamor. Por causa de Seu maravilho amor. Que restaure sua vida conforme escrito em Seus estatutos.

Conta que pessoas más se aproximam dele. Para atacá-lo. Elas estão distantes da lei do Senhor. Se estivessem próximas, não o atacariam.

Mas, ainda que clame e chore, reconhece que o Senhor está perto. Que todos Seus mandamentos são verdadeiros. Ele sabe, há muito tempo, que Seus preceitos são eternos. Não têm prazo de validade. São tão verdadeiros hoje como eram milhares de anos atrás.

Que nossos pensamentos também estejam no Senhor. Em Suas promessas. Em Sua palavra.

Rêsh
O salmista continua sua oração. Pede que o Senhor veja seu sofrimento. E o livre. Nunca se esqueceu de Sua lei. Mesmo nos momentos mais terríveis de sua vida. Pede que o Senhor defenda Sua causa. Que o liberte. Que o proteja. Como Ele mesmo prometeu.

"Aquele que habita no abrigo do Altíssimo encontrará descanso à sombra do Todo-Poderoso". - Salmo 91.1

Lembra que os perversos estão longe da salvação. Motivo: não dão importância aos decretos do Senhor.

Não é seu caso. Sabe que o Senhor é misericordioso. Por isso, clama que o restaure. Muitos são os que o perseguem. Os que o afligem. Ainda assim, continuou fiel.

Quando olha para os que não obedecem a palavra do Senhor, fica desgostoso. Ele ama Suas ordens. E continua clamando por salvação.

E, em meio a toda sua dor, reconhece que a própria essência de Suas palavras é a verdade. Todos Seus estatutos são justos. E permanecerão eternamente. Por isso espera. Sabe que pode confiar. Encontrará refúgio no Senhor.

Ah, que aprendamos com o salmista. Que não desistamos de clamar ao Senhor. Somente Ele pode nos responder. Mesmo que pareça demorado. Sua misericórdia não tem fim. Seus preceitos são eternos. E atuais. Continuemos a clamar e a obedecê-Lo. Até o fim. A cada dia.

Shin
O salmista continua contando ao Senhor que os poderosos o perseguem. Sem motivo. Mas não está tremendo. Seu coração só treme diante de Sua palavra. Nela, também se alegra. Sabe como? Como se tivesse descoberto um tesouro enorme. E, na verdade, descobriu.

Detesta a falsidade, ama Sua lei. Sete vezes por dia louva o Senhor. Porque Seus estatutos são justos. Que nos lembremos de louvá-Lo. Não apenas sete vezes por dia. O dia todo. Todos os dias. Suas misericórdias não tem fim. Sua bondade nos acompanha. Mesmo em meio às lutas. Nele, podemos confiar. https://www.youtube.com/watch=KDJBZ_JsVFs&list=RDEMDghz1d3AgAO47QA1LC4lQw&index=15

Reconhece que todos que amam a lei do Senhor estão totalmente seguros. Não tropeçam. Sua lei nos protege.

Anseia por Seu livramento. E continua cumprindo Seus mandamentos. Ele os ama. O Senhor pode comprovar, pois vê tudo que faz.

Consideramos Sua palavra um grande tesouro? Ou a desprezamos como um livro antiquado, que não tem mais valor diante de tantos métodos e ensinamentos novos?

Onde procuramos as resposta que sempre estamos precisando?

Sua palavra é eterna. Suficiente para nos ensinar tudo que precisamos para viver uma vida melhor. Dentro de Sua vontade. Uma vida feliz. E abundante. Que a coloquemos no lugar certo. Um lugar de destaque em nossas vidas. Como deve estar.

Que nossas Bíblias estejam abertas, riscadas, pintadas, rabiscadas, anotadas. E não empoeiradas, emboloradas e mofadas.

“Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho”. – Salmo 119.105

Necessitamos de Seus ensinos.

Tau
Sua oração continua. Pede que o Senhor ouça seu clamor. Que lhe dê entendimento. Como prometeu. Que ouça sua oração. E o livre. Conforme Sua palavra.

Sabe que o Senhor tem lhe ensinado. Pelo ensino de Seus decretos, deseja que o louvor transborde de Seus lábios. E que sua língua cante sobre Sua palavra, falando de seus mandamentos que são todos justos.

Quando ouço as músicas de hoje, tenho vontade de correr. Se tivesse uma arma, acho que atirava em muitas caixas de som por aí. A maioria das canções é lixo. Não deveriam sequer ser consideradas músicas.

O que tem transbordado de nossos lábios? O que nossas línguas tem cantado? Sobre Seus justos mandamentos? Sobre Sua palavra? Temos transbordado com Seus louvores?

“Pois a boca fala do que o coração está cheio. A pessoa boa tira coisas boas do tesouro de um coração bom, e a pessoa má tira coisas más do tesouro de um coração mau”. – Mateus 12.34c,35

De que nosso coração está cheio? Jesus continuou Seu discurso: “Eu lhes digo: no dia do juízo, vocês prestarão contas de toda palavra inútil que falarem. Por suas palavras vocês serão absolvidos, e por elas serão condenados”. – Mateus 12.36

O salmista continua sua oração. Que o Senhor estenda Suas mãos para ajuda-lo. Sua lei é seu prazer. Deseja viver para louvá-Lo. Com a ajuda de Seus estatutos. Que nos ensinam o caminho correto a seguir. O caminho da vida.

Reconhece que sua angústia o fez andar sem rumo. Sente-se como uma ovelha perdida. Pede que o Senhor o busque. Mesmo andando sem rumo, não se esqueceu de Seus mandamentos.

Já aconteceu com você? Comigo já. Algumas vezes. Não sabemos para onde ir. O que fazer. O que pensar. Muitas vezes, nem o que orar. Mas o Senhor nos entende. Ele nos fez. E nos ouve. E, como o bom pastor que dá Sua vida pelas ovelhas, Ele vem nos buscar. E nos coloca no lugar de descanso. Sua vara e Seu cajado, ao invés de apenas nos corrigir, nos consolam.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Que encontremos nEle o refúgio.

Aqui, findamos a leitura do Salmo cento e dezenove. Como o salmista, não nos desviemos dos mandamentos do Senhor, mesmo nas maiores angústias. Ele está conosco.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do Salmo cento e vinte. Até o cento e trinta. Não se assuste. São salmos pequenos e deliciosos de ler.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Lucas 8.1-56

Leitura do dia 27/10.

Na postagem anterior vimos a fé de um oficial romano. Jesus ressuscitou o filho da viúva. A pergunta de João Batista. O testemunho de Jesus sobre ele. A unção de Jesus por uma mulher no jantar na casa de um fariseu chamado Simão.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-71-50.html

Agora, caminharemos através do capítulo oito de Lucas.

Logo Jesus começou a percorrer as cidades e povoados vizinhos. Sempre anunciando as boas novas do Reino. Os Doze iam com Ele. Algumas mulheres também. Tinham sido curadas de enfermidades e libertas de demônios.

Uma delas era Maria Madalena, de quem Ele expulsara sete demônios. Outra era Joana, esposa de Cuza, administrador de Herodes. Suzana e muitas outras. Elas contribuíam com seus próprios recursos para o sustento de Jesus e Seus discípulos.

Pense um pouquinho. Mulheres, que não eram praticamente nada naquela época, contribuíam com seus próprios recursos para o sustento de Jesus e Seus discípulos. Elas iam com Ele pelas cidades. Que mulheres eram essas? Como eu gostaria de saber mais a respeito! Uma coisa é certa: eram corajosas, audaciosas, virtuosas e estavam além de sua época.

Certo dia reuniu-se ao seu redor uma grande multidão. Vieram de várias cidades para ouvi-Lo. Ele lhes contou uma parábola. .

A semeadura era feita à mão. O semeador saiu a semear. Impossível ficar sentado olhando o campo e esperar que a semente voasse até lá sozinha. O semeador precisa sair e semear. Assim como uma borboleta, uma abelha e um morcego que espalham sementes. Sementes são espalhadas quando saímos e semeamos.

Como somos movimento, devemos e estamos sempre semeando. É necessário que prestemos atenção ao tipo de semente que espalhamos. Como “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12.33b), as sementes por nós espalhadas carregam o que somos.

Então, o semeador saiu de seu conforto e semeou. Enquanto lançava a semente, uma parte dela caiu à beira do caminho. Foram pisadas. E as aves comeram. Jesus explicou que essas sementes são as que “caem” no coração de pessoas que ouvem e não entendem a mensagem do Reino. O Maligno vem e arranca o que foi semeado. Por isso Jesus sempre enfatiza a ouvir e entender. A ter ouvidos “que ouvem”.

E o semeador continua. Parte da semente cai em terreno pedregoso. Nesse terreno, a semente logo cresce porque a terra não é profunda. Mas, por não ser profunda não tem raiz em si mesma. Permanece pouco tempo. Quando vem alguma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo a abandona.

Como ter raiz em si mesmo? Quando uma árvore cresce, primeiro lança raízes, se espalha pela terra, procura fontes de águas e então, começa a crescer e brotar. Não vemos o que está acontecendo embaixo da terra. Somente o resultado final. Se queremos ter raízes profundas, inabaláveis, precisamos gastar tempo em comunhão e oração com a Palavra, o Verbo-Vivo, Jesus e conhecer a Palavra escrita, que o Senhor nos deixou para nos alimentarmos. É o nosso tempo a sós com o Senhor que fará com que criemos raízes profundas.

Outra parte da semente caiu entre os espinhos. Os espinhos, e não as sementes, cresceram e as sufocaram. Os espinhos são as preocupações desta vida e o engano das riquezas, que tornam a pessoa infrutífera. Pessoas preocupadas não conseguem espalhar boas sementes. Só falam em suas preocupações, como um “disco arranhado”. E as riquezas seduzem, nos levando a pensar que são nossos objetivos. Queremos mais, mais e mais e nunca nos satisfazemos. Não que não devamos desejar o melhor. Claro que sim. Queremos, sim, viver de forma agradável. Mas não podemos nos deixar ser enganados e seduzidos pelas riquezas. Devemos, acima de tudo, ser e não apenas ter. É o que somos que realmente importa e isso não é um chavão. É a verdade.

Por fim, uma parte da semente caiu em boa terra. Deu boa colheita. É o caso do que ouve a Palavra e a entende. Esse permanece, apesar das tribulações, perseguições, preocupações, seduções e enganos. Esse produz fruto.

Quando Jesus terminou de contar essa parábola, novamente frisou: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça”!

Os discípulos perguntam o motivo dEle ensinar ao povo por parábolas. O Senhor cita Isaías 6.9,10. Se não tivermos olhos que vejam, ouvidos que ouçam, corações que entendam, não vamos nos converter e não poderemos ser por Ele curados.

Quero lembrar que somos semeadores. É importante sabermos o que temos semeado. E mais, nosso papel como semeadores é semear. Sairmos e semear, procurando alcançar o máximo de corações que conseguirmos.

Que tenhamos a percepção de que estamos semeando em todo o tempo. Que encontremos terra boa para a semeadura. Terra que dê boa colheita. E que, enquanto terra, nossos corações sejam de excelente qualidade.

A verdadeira semente é a Palavra. É essa a semente que estamos espalhando?

Vamos olhar para nossas mãos, coração, vida.

Em seguida, o Senhor fala que não se acende uma lâmpada para depois cobri-la com uma vasilha ou escondê-la debaixo da cama. A lâmpada é colocada em um lugar onde sua luz pode brilhar. Assim, tudo que está escondido será revelado. Tudo que está oculto virá à luz. Um dia, não existirão mais segredos.

Então, Sua mãe e seus irmãos foram vê-Lo. Não conseguem chegar onde está, por causa da multidão. Alguém disse ao Senhor que estavam fora e queriam vê-Lo. Ensina que todo que faz a vontade do Pai faz parte de Sua família. Sua verdadeira família é comporta por todos que O seguem, que O obedecem.

Somos parte de Sua família? Temos feito a vontade do Pai?

Certo dia o Senhor pediu aos discípulos para passarem ao outro lado do mar da Galileia. Durante a travessia, Jesus dormiu. Temos a tendência de esquecer que Ele era homem, sujeito às mesmas coisas que você e eu. Estava cansado. Arrumou um "travesseiro". Dormiu.

Levantou um tremendo vendaval. O barco começou a se encher de água. O fato de Jesus nos mandar "subir no barco" e atravessar o mar não nos isenta de tempestades. Mesmo tendo sido Ele, as ondas se lançam para dentro do barco, querendo afundá-lo. Na verdade, é quase sempre o que acontece. E ficamos meio aturdidos. Até desnorteados.

É complicado ficar sem norte. No meio de uma tempestade. Dentro de um barco. Nesse caso, só uma coisa para nos socorrer. Seu Nome. Sua identidade. "... Se vocês caminham na escuridão, sem um raio de luz sequer, confiem no Senhor e apoiem-se em seu Deus". - Isaías 50.10. Ah, amo esse versículo.

Quantas vezes entrei nesse barco que Ele me chamou e a tempestade nos jogava de cá para lá e a água entrando sem parar no barco! A única alternativa era confiar.

Às vezes pego a pontinha do travesseiro e deito a Seu lado. Está tão escuro que mal consigo enxergar Sua face, mas escuto Sua respiração tranquila e me convenço de que se Ele está dormindo, posso dormir também e deixo "o pau quebrar". Outras vezes esqueço tudo que Ele ensinou. Tudo que vivi. E o pavor me engole. Não posso me deitar ao seu lado! Vamos perecer! É demais para mim! Não posso deixá-Lo dormindo sossegado. Quero chacoalhá-Lo. Então, dou um grito como os discípulos fizeram e O desperto. Às vezes gritando por socorro, às vezes dizendo na maior cara de pau: "Não se importa que morramos? Não está vendo que o barco vai afundar? E foi o Senhor quem nos colocou nessa situação!”. Ah, como Ele sempre é paciente e bondoso comigo! E age na hora certa!

Nunca O vi virar para o outro lado e continuar dormindo, alheio ao meu desespero. Sabe que se eu cair na água, já era! Afogamento certo! Morte certa! Ele se levanta, com a maior calma, sem nenhum "chilique". E simplesmente fala ao vento e ao mar: "Aquieta-te! Silencia-te!" Fico olhando boquiaberta. Tenho certeza que vi uma covinha de riso em Seu rosto. Completa bonança! Não é que diminuiu o vendaval. Acabou!  E antes que eu tenha tempo de esboçar uma reação, Ele me repreende: "Por que a covardia? Você ainda não tem fé”?

Um filme passa pela minha cabeça. Ele é amor. O perfeito amor lança fora o medo! Da próxima vez vou me deitar. Segurar na Sua mão, só para ter certeza que Ele está comigo. Às vezes não me basta simplesmente ouvir Sua respiração tranquila e dormir ao Seu lado. No mesmo travesseiro. Preciso sentir Sua mão.

E o filme continua passando e olho incrédula para mim! Quantas vezes já atravessamos esse mesmo mar? De dia. De noite. Na tempestade. No sol escaldante. No frio congelante. Na calmaria. Em outros vendavais. E até tsunamis! Nós dois. Sozinhos. Eu, de olhos fechados, com medo de abrir, e olhar o tamanho das ondas. Correndo às vezes daqui para ali. Deixando o barco estável. Porque, como um dia li, às vezes Ele acalma a tempestade e às vezes o marinheiro. O fato é que hoje, Ele simplesmente ordenou e tudo se fez bonança!

E mais uma vez só o que posso fazer é prostrar-me a Seus pés. Agradecer e adorar. "Quem é esse que ordena e até os ventos e o mar Lhe obedecem?”.

Sei quem Ele é. Conheço o Seu nome!  E como João, tenho que cantar: "Oh Rei das nações quem não temerá, quem não glorificará Teu nome?”. https://www.youtube.com/watch?v=FuAU17sJTAA

E gentilmente, ah como Ele é gentil! E como amo Sua gentileza! Com firmeza ordena ao mar e ao vento. Me repreende com amor, gentilmente me aquieta, e com Sua doçura, coloca a mão sobre Seu travesseiro e me chama para descansar ao Seu lado. “Vem! Deita aqui comigo! Vamos chegar ao outro lado. Calma! Aquieta-te!”.

Percebo que fala comigo as mesmas palavras ditas ao vento e ao mar. Mas comigo Seu tom é diferente. Encharcado de amor. Atendo Seu convite e deito. Mãos dadas com Ele. Deus lindo! Como não confiar? Como não amá-Lo? Como não querer agradá-Lo? Não dá para imaginar um barco afundando com Ele dentro! Descansar é a palavra chave!

Digo a mim mesma, mas olhando em Seus olhos - está escuro, mas agora O vejo: "Da próxima vez, vou confiar.” Seu olhar me diz que ainda que eu grite, Ele vai entender e me socorrer! Sabe que estou "no processo" e que preciso desesperadamente dEle. Então diz baixinho: "Sem mim, você não pode fazer nada". É Ele quem age em meu favor! Em qualquer circunstância! Sempre! Lembro que embora tenha me concedido tantas maravilhas, só preciso dEle!

Sim, Ele é tudo que preciso! O Amado da minha alma! Percebo que não apenas meus olhos estão fitos nos dEle. Seus olhos estão fitos em mim. Tenho Sua total atenção. Nada O distrai! Sou dEle. E Ele é meu! Estou segura! Vamos sim, chegar ao outro lado! E ali, no mesmo travesseiro que Ele, sob o olhar incrédulo dos outros, adormeço sem perceber!

Sei que continua sendo bom. Ele continua sendo Deus. https://www.youtube.com/watch?v=c5U6FDoaCvQ

Quando chegaram ao outro lado do mar da Galileia, aportaram em uma cidade gentia, na região dos gerasenos (ou gadarenos).

Lucas nos conta que um homem possesso por demônios, foi ao encontro de Jesus. Fazia tempo que não tinha casa, nem roupas. Vivia num cemitério. Fora da cidade. Esse homem era tão violento que ninguém podia detê-lo. Mesmo se o acorrentassem, arrancava as algemas e despedaçava as correntes e corria para o deserto. Que vida miserável!

Quando o Senhor ordenou aos demônios que estavam nele que saíssem, pediram que não os atormentassem. Jesus perguntou seu nome. Disseram que era legião. Havia muitos dentro dele.
Imploraram que não os mandasse para o abismo. Suplicaram que os deixasse entrar nos porcos que pastavam ali perto. Jesus permitiu.

Os judeus não criavam porcos. Eram considerados alimentos impuros, mas os moradores daquele lugar, que não eram judeus, criavam normalmente.

Quando os que cuidavam dos porcos viram o que havia acontecido, saíram correndo. Foram a uma cidade próxima e seus arredores. Contaram tudo. O povo correu ao encontro de Jesus. Viram o homem que fora liberto dos demônios. Estava sentado aos pés do Senhor. Vestido. Totalmente são. Tiveram medo e, pasmem, pediram que saísse de lá.

É triste percebermos que, muitas vezes animais e até objetos são considerados mais importantes que pessoas.

A cidade não se regozijou pela libertação daquele homem que vivia em situação tão deplorável, morando entre os túmulos. Tão violento que ninguém era tão forte quanto ele. A cidade ficou apavorada porque os porcos, possessos, se jogaram precipício abaixo.

Que lição tirar desse texto? Durante muito tempo não conseguia entender. Mas aprendi, finalmente, que pessoas são mais valiosas. Sempre. Certa vez Jesus disse que uma alma vale mais que o mundo inteiro.

Que amemos as pessoas com mais intensidade. Com compaixão e misericórdia. Com ações. Num nível diferente, profundo. Como o Senhor amou. E ama.

Jesus entrou novamente no barco para voltar ao outro lado. O homem que fora liberto suplicou que pudesse ir com Ele. Jesus não deixou. Deu-lhe uma missão. Mandou que fosse para casa. Que voltasse para sua família e contasse a ele tudo que Deus fizera por ele.

O homem não se contentou em dizer apenas à sua família. Percorreu a cidade inteira e anunciou tudo que Jesus lhe fizera.

Do outro lado do mar da Galileia, uma grande multidão reuniu-se a Seu redor. Com alegria. Estavam esperando Sua volta.

Então, um homem chamado Jairo, que era um dos líderes da sinagoga veio a Seu encontro. Possuía um excelente status na religião. Ainda assim, teve a humildade de, em meio a essa grande multidão, prostrou-se aos pés de Jesus, implorando que fosse à sua casa. Que curasse sua filhinha. Ela estava com cerca de doze anos. À beira da morte. Ele não apenas pediu, "implorou encarecidamente", tal foi a intensidade com que se humilhou.

Não se importou com sua reputação. Cria que Jesus podia curar sua filha se O quisesse e era o que importava. Enquanto Jesus ia com Jairo até sua casa, para no meio do caminho, no meio de uma multidão, e pergunta: “Quem me tocou?”.

Nós dois estamos ali. Não queremos perder essa visita de Jesus à casa de Jairo. Não sei você, eu estou boquiaberta, queixo caído. “Como assim? Quem me tocou?”. Uma multidão nos aperta de todos os lados e Ele para e pergunta quem O tocou? Decididamente, não estou entendendo! E eu que sou lógica pura, embora seja coração também, fico angustiada. Temos que correr, antes que seja tarde. Embora ame detalhes, não quero saber desse. Quem tocou a Jesus no meio dessa multidão não tem a menor importância. Vamos logo, antes que seja tarde! Estou angustiada. Sinto compaixão por esse pai desesperado.

Mas, Ele continua ali parado, olhando. Esperando alguém se manifestar. Disse que certamente alguém O tocou. De um modo diferente. Porque saiu poder dEle.

Minha agonia é tão grande que estou quase indo lá, eu mesma para puxá-Lo pelo braço e explicar a situação. Não deve ter entendido! Olho para Jairo.  Está a ponto de desmaiar de tanto desespero! Transparente! Meu estômago dá voltas!

Finalmente! Uma mulher. Não é conhecida. Aproxima-se. Prostra-se a Seus pés. Conta sobre sua hemorragia. Já durava doze anos! Uau! Começo a entender porque Ele parou.

Mas enquanto escutamos, nossa atenção se volta para algumas pessoas que chegam. Ah não! O que estão falando? Meu coração quase para! Estão dizendo que sua filha morreu! Não há necessidade de incomodar mais o mestre! Não há mais esperança! Afinal, quem pode com a morte?

Está aí outro que creu contra a esperança! Aquelas pessoas ministraram desânimo e derrota. Mas estavam falando a verdade. Seguro-me em você. Acho que vou desmaiar. Já havia imaginado toda a cena: Jesus chegando e curando a menina!  E a alegria voltando àquela casa! Agora isso! Tenho que usar todo meu autocontrole para não me jogar no chão aos prantos!

E agora? COMO Jesus vai se desculpar com Jairo? Não há desculpas para isso! Se tivesse andado mais rápido. Se não tivesse parado! Tudo gira ao meu redor. Se eu não estivesse segurando em seu braço teria sido pisoteada, porque estou a ponto de cair.

Vejo que Jesus não deu a mínima atenção àquelas palavras. Simplesmente olha para Jairo e fala que não tenha medo, que continue crendo. Que apenas continue crendo Estou sem fôlego! O que vai acontecer? Meu coração novamente se enche de ânimo e esperança. Volto a respirar! Aperto seu braço.

Embora Jairo soubesse que seus familiares falavam a verdade, preferiu crer nas palavras de Jesus. Creu no impossível. Sempre a escolha: Fé ou vista?

Quando da cura daquela mulher, Jairo recebeu dois tipos de ministrações. Como o povo de Israel em Números 13.1-14, quando os espias voltaram de Canaã. "Jesus ficou se importando com o simples fato de alguém tocar-Lhe enquanto minha filha está naquele estado. Sua lentidão vai fazer com que não haja mais cura! Onde já se viu? Parar por causa de uma simples mulher do povo, ao invés de ir correndo até minha filha? A filha de um dos principais da sinagoga!". A outra ministração: "Essa mulher foi curada somente por ter crido em Seu poder. Ter tocado nEle! E nem foi Ele quem a tocou! Mais uma prova de que, impondo Suas mãos, vai curar minha filha! Ele sabia o que ia acontecer! Não iria me acompanhar para simplesmente ir comigo ao enterro!”.

Essa foi a ministração que escolheu. A de vitória! A que aparentemente era a verdade, ele rejeitou. Não aceitou. Sua escolha era: "E agora? Escolho o real, o aparente, o que se vê? Que é tão terrível, tão triste, tão sem retorno, tão sem vitória? Ou escolho o impossível? O que não se vê, que é tão bom, mas tão irreal?".

Para sua felicidade e de sua família, escolheu as absurdas palavras de Jesus e continuou até sua casa. Por certo ia pensando a cada passo: "Ele vai colocar Suas mãos nela e curá-la. Ela não está morta! Ele mandou que eu cresse. Que não tivesse medo. Apenas cresse. Ele vai curá-la. Ela vai viver. Vai viver. Vai viver! Eu creio. Eu creio. Eu creio!".

Nunca aquele caminho foi tão longo. Não aguento mais andar. Alguém trocou sua casa de lugar. Nunca chega!

Ufa. Finalmente.

Mas, quando chega à sua casa tudo era contra o que Jesus havia dito. As pessoas que faziam o velório lá estavam. Jairo se agarra às palavras de Jesus. Não andou por vista, mas por fé. Naquela hora poderia ter dito: "É Jesus, não adiantou mesmo. Pode voltar. Obrigado por Sua boa vontade, mas agora não há mais solução. Tudo acabou. A fé foi em vão!”.

Não falou nada! Continuou crendo nas palavras de Jesus, ainda que tenham rido dEle, continuou crendo! E mais uma vez creu no impossível. Jesus disse que a menina apenas dormia! Ora, se fosse de fato "real", os "veladores profissionais" não estariam ali. Mas ele creu!  E Jesus, mais uma vez ministrou fé ao seu coração e mais uma vez Jairo escolheu Sua ministração ao invés de crer no aparente. "Ela não está morta. Está dormindo. Só dormindo. Eu creio. Creio! Ele vai impor Suas mãos e ela será curada! Essas pessoas é que estão loucas. Não Ele! Ele diz a verdade! Ele é o Criador da Vida. O médico-mor. Ela está dormindo. Não morreu. Só dorme. Ele vai curá-la. Ela vai viver! A derrota não é real. Real é o que Ele falou. O mundo natural é que está mentindo. O espiritual é que é verdadeiro. Ela está dormindo. Não morreu!". Essa sou eu. Fico repetindo o que Deus me fala. Até crer!

Jairo entrou em sua casa com Jesus. Impossível entrar sem Ele. Até aqui não havia visto sua filhinha. O momento crucial: entrar no quarto onde a menina está. Meu coração acelera. Foi aí que Jairo viu sua filha. Pálida. Inerte. Sem cor. Sem respirar. Morta! "Ela não está morta. Ele disse que ela só dorme. Ele fala a verdade! Ele é a Verdade. Não vou olhar para a aparência. Vou olhar para Ele. Não vou "ouvir" esse silêncio mortal, mas a voz dEle!". Seus olhos focam Jesus!

Então Jairo presencia sua fé e o poder de Jesus mudarem aquela situação! Novamente viu Jesus ministrar cura. Vida. Vitória.

Jesus tomou a mão de sua filhinha e falou. Simplesmente falou com ela, e ela se levantou! Como das outras vezes em que havia falado desde que Jairo O encontrara. Falou novamente. O mesmo tipo de palavra. Cheia de certeza. De verdade. De poder. Pouquíssimas palavras, porém verdadeiras, que produziram ação!

Ele viu sua filha se levantar! Sua palavra é digna de aceitação. Mesmo que pareça absurda. Impossível. Irreal. É a palavra dEle! Ele falando. O Logos. O Verbo Encarnado. Aquele que estava com Deus no princípio. Aquele que criou os mundos pela Sua palavra. Imutável e poderosa. Criativa. Curadora. Solucionadora. Palavra que produz ação. Palavra que não volta vazia. Que maravilha! Quando fala, o mundo espiritual move o natural e o natural move o espiritual. Na terra como no céu. Não é lenda! É real!

Fico maravilhada com a fé de Jairo. Continuou crendo no poder de Jesus para solucionar sua situação catastrófica mesmo recebendo tanta ministração contrária. No caminho. Até mesmo antes de falar com Jesus. Em frente à sua casa. Quando viu sua filha.

Mesmo assim creu. Creu até o fim. Contra todas as evidências. Como Paulo, combateu o bom combate. Até o fim. E guardou a fé. Não permitiu que ela se perdesse pelo meio do caminho, à vista das circunstâncias. Continuou acreditando em Jesus. Ministrando Sua palavra à sua mente.

Jairo honrou seu nome. Jairo, “o iluminador, o que ilumina”. Clareou a situação, mesmo sendo negra. Sua fé em Jesus fez com que sua situação se iluminasse por completo. A negra morte não conseguiu vencer. Venceu a luz!  A vida! Tudo porque olhou para Jesus. Seus olhos estavam fitos nEle e não na aparência negra e sem solução da situação! Fé ou vista? Que disposição para crer!

Quando nos deparamos com situações em que sabemos que só Jesus tem poder para solucionar e depois "vemos" que não há solução, que "nem Jesus pode", quantas vezes ouvimos e acreditamos no "Não temas, crê somente?". Quantas vezes não O deixamos ali plantado, no meio do caminho, impedindo-O de ir conosco até o desfecho da situação, até à hora da solução? Não deixamos que Ele venha conosco. O abandonamos no meio do caminho e vamos correndo preparar o enterro já que agora "nem mesmo Jesus" pode solucionar ou fazer algo. Somos nós quem O abandonamos no meio do caminho e escolhemos seguir o restante sozinhos, para ver e chorar o nosso morto. Ah, quantas vezes agi dessa forma!

Mas não deve ser assim.  Não pode ser assim. Para Deus, NADA é difícil. Ele sempre tem a solução. Ele é a solução. O EU SOU! Ele NUNCA chega tarde demais. Nunca age tarde demais. Sempre no momento certo. A derrota NUNCA triunfa sobre Ele!

Como é importante o lugar para onde estamos olhando. O modo como estamos olhando. Olhar para Jesus. Não para as circunstâncias. Ele tudo sabe. Tudo pode. Se nossos olhos olham apenas o aparente, o natural, que situação tenebrosa teremos! “Se a nossa luz são trevas, quão grandes trevas serão”!

Jairo ignorou o mundo natural.  Recusou-se a olhar o aparente. Dirigiu seus olhos para Jesus. Seus olhos se encheram de luz e as trevas foram dissipadas!

Ah, Senhor, ensina-nos a seguir esse exemplo. Ensina-nos a prosseguir até o fim. Crendo somente na Tua palavra. Ignorando as evidências contrárias a ela. Ensina-nos quão importante é o modo como olhamos. Como enxergamos cada situação. Ensina-nos a entender que tudo depende de como vemos! Ensina-nos a olhar com os Seus olhos. Sob o Seu ponto de vista.  Ensina-nos a ouvir Tua palavra, que diz: "Não temas, crê somente".

Que nossos olhos olhem direito. Para frente. Sem olhar para trás.

Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que ocorrera e, como é doce e gentil, ordenou que dessem de comer à menina.

Agora, vamos voltar ao versículo quarenta e três e lermos sobre a mulher do fluxo de sangue? Sua fé é impressionante! Bastou "ouvir" falar de Jesus para crer em Seu poder. Não O viu falando nem fazendo nenhum milagre. Apenas ouviu. Mas a fé vem pelo ouvir. Doze anos sofrendo de hemorragia!

Foi privada do convívio com as pessoas. Não podia tocar em ninguém. Vivia á parte. À margem. Gastara tudo que possuía. Sofrera muito sob o cuidado de vários médicos. Experimentado todo tipo de tratamento. Falavam algo para ela, fazia, na expectativa da cura. Nada! E assim se passaram doze anos. Doze. Anos.

Devia ser fraca. Extremamente magra. Pálida. Raquítica. Anêmica. Quanto sofrimento! Quantas dificuldades para fazer o serviço diário. Até para andar. Provavelmente solteira. Não devia passear. Não ia ao poço. Não ia à sinagoga. Não ia a festas.

Já sofri algumas hemorragias. Enfraquece. Acaba com você. Um dia. Imagina doze anos!

Jesus era a única esperança que lhe restara. Os meios naturais já haviam se esgotado por completo. Restava agora apenas crer no que ouvira. E ela creu. Creu de tal forma que seus pensamentos foram mudados e começou a pensar, com convicção, que se tocasse  nEle, somente tocasse em Suas vestes, seria curada. Seu raciocínio, seu modo de ver a situação, não foi o aparente, o natural. Foi o irreal. O impossível. O ilógico. A fé!

Já havia se tratado durante anos. Gasto todo seu dinheiro. Ido a médicos e mais médicos. Médicos de renome. De perto e de longe. Nada adiantou. Sua situação só piorava. Usou remédios caseiros. Seguiu conselhos de amigos, parentes, vizinhos. Nada! Mas quando ouviu falar de Jesus, mudou seu modo de ver a situação. Pensou: “Ele pode! Vou tocar-Lhe e ficarei curada!”. Creu em sua cura. Esqueceu sua situação miserável e foi em busca do que agora via: seu restabelecimento. Tudo é possível ao que crê! E embora não pudesse tocar em ninguém, foi atrás de seu mais ousado ato: Tocar o Mestre!

Ah, mas não seria fácil. Uma multidão O cercava de todos os lados. E ela baixinha (isso é por minha conta, imaginando-me naquela situação) e frágil. “Como alcançá-lo? Como vencer todas aquelas pessoas? Aquele monte de homem em volta dela? Aquele monte de gente alta?”. E ela foi. Se esgueirando entre a multidão. Ignorando que não podia tocar em ninguém. Ignorando sua condição. Sua fraqueza. Brigando. Empurrando. Lutava por ela. Por sua vida. Seus sonhos. Seu futuro. Sua história. De repente O viu. Aproximou-se. Em um ato profundo de fé, O tocou!

Sua fé obteve resultado. Assim que tocou Suas vestes, sua hemorragia cessou. De tal forma que ela sentiu a diferença em seu corpo. Aquele fluxo estancou. A energia foi voltando ao seu organismo. O ouvir dessa mulher foi aquele ouvir que produz ação e resultado. Teve ouvidos para ouvir! Tocou em Jesus de uma forma especial. Ele sentiu que havia saído poder curador de Si.

Muitas vezes precisamos tocar em Jesus ao invés de esperar que Ele toque em nós. Ele está ali. A nosso alcance. Basta querermos tocar. Quando O tocamos assim, não tem como ficar alheio! "Quem me tocou?”.

A mulher era nada! Mal podia abrir sua boca. Cheia de medo, prostrou-se a Seus pés. Contou-Lhe o que havia acontecido. Não podia deixar de contar que fora ela. Estava consciente da cura que recebera. Cura que mudaria toda sua vida. Precisava falar. Mesmo gaguejando. Estava livre. Ia começar a viver! Adeus ida e visitas de médicos e conversas só relacionadas à sua doença! Adeus “modo de sobrevivência!”. Ia começar a viver. Finalmente. Re-viver!

Jesus a honrou publicamente. Como não fazê-lo? Confirmou sua cura! Chamou-a de filha! O Verbo Encarnado. O Princípio de todas as coisas sabia quem ela era. Tudo o que precisava. E ainda que estivesse em uma importante missão, acompanhando o líder da sinagoga, em uma missão urgente, parou para lhe falar, lhe dar atenção.

Para Jesus, sempre somos prioridade. Para nós não existe fila. Ele está sempre disposto a nos ouvir, nos socorrer, nos auxiliar, mudar nossa história. Basta que O toquemos!

Toque-O! Não deixe para depois!

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.