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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Salmos 52.1-56.13

Leitura de 07/06.

Na postagem anterior, vimos que não devemos pecar. Mas, se pecarmos, que nos arrependamos, como Davi. Que não sejamos perseguidos pelo pecado. Que o encaremos de frente. E peçamos perdão ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmo-511-19.html

Continuamos a partir do Salmo cinquenta e dois. Até o cinquenta e seis.

O Salmo cinquenta e dois também foi composto por Davi. Quando soube que Doegue, o edomita, disse a Saul que o vira na casa do sacerdote Aimeleque. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-211-14.html

Ele se pergunta porque um grande guerreiro conta vantagem de seus crimes. Não sabe que o amor do Senhor dura eternamente. O que tem uma coisa com outra? Davi está certo de que é amado pelo Senhor. Sendo amado, está protegido. Para sempre.

Esse guerreiro trama destruição o dia todo. Sua língua é mentirosa. Corta como navalha afiada. Ama o mal. Fala mais mentiras que verdades. Gosta de destruir os outros com palavras.Davi afirma, com razão, que o Senhor destruirá pessoas assim. Os justos verão e temerão. Proclamarão o que acontece com poderosos guerreiros que não fazem do Senhor sua fortaleza. Confiam em suas muitas riquezas e se refugiam em suas próprias maldades.

Mas ele não é assim. É como a oliveira que cresce na casa do Senhor, contemplando-O a cada dia. Sempre confiará nEle e em Seu bom nome. E O louvará para sempre.

O Salmo cinquenta e três também é de Davi. Nele, canta que os tolos dizem em seu coração que Deus não existe. Como não têm temor, são corruptos e praticam o mal.

O Senhor olha para toda a humanidade. Procura alguém que seja sábio. Que busque ao Senhor. O que percebe, com tristeza, é que todos se desviaram. Todos se corromperam. Não encontrou ninguém.

Sua alma grita: “Acaso os que praticam o mal jamais aprenderão?” Não conseguem enxergar o fim? Eles devoram o povo do Senhor como se fosse pão. Nem passa por suas cabeças a ideia de orar ao Senhor. Por isso, um grande terror se apoderará deles. Serão humilhados, rejeitados por Ele.

Davi pede que venha alguém, do monte Sião, para salvar Israel. E sabe que, quando o Senhor restaurar Seu povo, haverá grande alegria e exaltação.

O Salmo cinquenta e quatro, também de Davi, foi composto quando os zifeus contaram a Saul que Davi estava escondido entre eles. Era para ser acompanhado com instrumentos de corda.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-231-29.html

Davi pede ao Senhor que venha e, com a força do Seu nome, o salve. Que o defenda, com Seu grande poder. Que ouça sua oração. Desconhecidos o atacam. Pessoas violentas tentam matá-lo. Pessoas que não se importam com Deus. Pessoas sem limites.

Reconhece que o Senhor é seu auxílio. O Senhor o mantém com vida. Que as tramas dos violentos se voltem contra eles mesmos.

Oferece ao Senhor sacrifício voluntário. Esse sacrifício é seu louvor. Porque o Senhor é bom. Sabe disso. E, canta que o Senhor o livrou de suas aflições. O Senhor o ajudou a vencer seus inimigos.

O Salmo cinquenta e cinco, de Davi, deveria ser acompanhado também com instrumentos de corda. Davi pede socorro ao Senhor. Seus inimigos gritam contra ele. Seu coração está acelerado. O terror da morte apodera-se dele. Está tão tomado de medo e pânico que não consegue parar de tremer. Deseja ter asas como uma pomba. Voaria para longe. Fugiria. Encontraria sossego no deserto. Se apressaria a fugir para um lugar distante da tempestade que está vivendo.

Pede que o Senhor confunda o plano de seus inimigos. Tudo o que vê é violência e conflito. O tempo todo os muros são guardados por causa dos invasores. Mas a perversidade e a maldade estão do lado de dentro. Tudo está desmoronando. Ameaça e engano estão soltos nas ruas. E correm.

É muito mais perigoso quando o inimigo está do lado de dentro. Ainda que os muros estejam guardados, é em vão. O desmoronamento vem de dentro. O que fazer?

Que tenhamos cuidado com nossos corações. Com nossos pensamentos. Que estejamos firmes no Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/guardando-meu-tesouro.html

Davi se queixa que seu adversário não é um desconhecido. É seu companheiro e amigo chegado. Lembra-se que tinham comunhão e iam juntos à casa do Senhor. Ah, como é difícil passar por uma situação assim. A traição dói porque é feita por alguém que amamos. Um estranho não pode nos trair. Apenas alguém a quem amamos nos trai. Por isso dói tanto.

Em sua angústia, espera que seus inimigos sejam apanhados de surpresa. A maldade mora dentro deles.

Ele, porém, invocará o Senhor, que o livrará. Davi clama ao Senhor o tempo todo, cheio de angústia. O Senhor ouve sua voz. Ele o resgata e o mantém a salvo na batalha, mesmo que sejam muitos os que estão contra ele.

Quanto a seus inimigos, não querem mudar de atitude. Não temem ao Senhor. Seu companheiro traiu amigos, não apenas ele. Não cumpriu suas promessas. Embora sua fala fosse macia como manteiga, seu coração era belicoso. Ainda que suas palavras parecessem suaves como azeite, na verdade eram punhais.

Davi aconselha que todos entreguem suas aflições ao Senhor. Ele, com certeza, cuidará de cada um. Jamais permite que o justo tropece e caia.

O Salmo cinquenta e seis, também de Davi, foi composto quando os filisteus o prenderam em Gate. Era para ser cantado com a melodia “Pomba em carvalhos distantes”. E, claro, gostaria de saber como era tal melodia. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-221-23.html

Clama ao Senhor por Sua misericórdia. Está sendo perseguido. Seus inimigos o atacam o dia todo. Muitos, abertamente. Nem se preocupam em disfarçar ou armar armadilhas.

Diante dessa situação terrível, Davi canta uma frase simplesmente fantástica: “Quando eu tiver medo, confiarei em Ti”. Sabe que o medo virá. No Salmo anterior, cantou que estava tão apavorado, que não parava de tremer.

Muitas vezes, por mais que tentemos não temer, estamos sim, com medo. E o que fazer nesta situação? Davi diz que, quando temer, quando estiver com medo, quando estiver tremendo de medo, confiará no Senhor. E mais. Ele O louva por Suas promessas. Ainda não aconteceram. São promessas. Mas confia no Senhor. E, no fim, não temerá. O que podem lhe fazer os homens quando tem o Senhor por Seu escudo?

“Que podemos dizer diante de coisas tão maravilhosas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” – Romanos 8.31

Em sua canção, Davi conta que seus inimigos distorcem o que diz. Passam dias tramando prejudicá-lo. Reúnem-se para espioná-lo. Estão ansiosos para matá-lo. Pede que o Senhor os castigue. Sabe que o Senhor o conhece bem. Conhece bem todas as suas angústias. Está certo que suas lágrimas não são em vão. Todas foram recolhidas num jarro. Pelo Senhor. E registradas em Seu livro. Seu coração enxerga o Deus amoroso em quem confia. E isso, em meio às calúnias e perseguições que sofre.

Sabe que, quando clama ao Senhor, seus inimigos batem em retirada. Pode não saber muita coisa, mas tem certeza de saber pelo menos uma: O Senhor está ao seu lado. Por isso O louva. Louva por Suas promessas. Confia nEle. Não terá medo. Antes, cumprirá seus votos e oferecerá sacrifício de gratidão. Sabe que a gratidão é um sacrifício que, de fato, honra o Senhor (Salmo 50.23a). Ele o livrará da morte. Não deixará que tropece. A calma retornou. Pode andar em Sua presença. Pode andar em Sua luz. Que dá vida. Que o tira do vale da sombra da morte. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-231-6.html

Que sigamos seu exemplo. Quando o medo vier, vamos confiar no Senhor. Ofereçamos a Ele, sacrifícios de louvor. E continuemos em Seus caminhos, andando sob Sua luz.

Continuamos amanhã. Leremos do Salmo cinquenta e sete ao sessenta e um.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

1 Crônicas 20.1-8

Leitura do dia 19/04.

Na postagem anterior, vimos o perigo da imprudência. Ela escraviza e mata. Precisamos ter muito cuidado. Devemos ser prudentes. E lutar em união. Com um propósito específico.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/1-cronicas-191-19.html

Agora, andaremos pelo capítulo vinte de 1 Crônicas.

A primavera chegou. Era o tempo em que os reis tinham o costume de partir para suas batalhas. Davi ficou em Jerusalém.

O autor não nos conta. Mas está escrito em Reis. Algo terrível aconteceu na vida de Davi e de muitos outros. É interessante ler. 
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html; 
http://www.espalhandoasemente.com/2017/03/nata-sua-obediencia-e-coragem.html; 
http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html

Enquanto Davi ficou em Jerusalém, Joabe conduziu o exército até à terra dos amonitas. Destruiu-a por completo. Sitiou Rabá, sua capital. Deixou-a em ruínas.

Mandou chamar Davi para completar a conquista. Sabia que a honra não podia ser sua. Sabia que a coroa não lhe pertencia. Tiraram a coroa da cabeça de Moleque, rei deles. Era feita de ouro puro, pesando trinta e cindo quilos, toda ornamentada com pedras preciosas. Colocaram-na sobre a cabeça de Davi.

Davi trouxe muitos bens da cidade. Trouxe também seus moradores. Eles foram encarregados da execução de várias tarefas específicas, trabalhos com serras, picaretas de ferro e machados. Ele agiu dessa maneira com todas as cidades amonitas. Depois, voltou com seu exército para Jerusalém.

Logo a seguir, houve uma guerra contra os filisteus. Nesse tempo, Sibecai matou Sipai, um dos descendentes dos gigantes. Os filisteus foram subjugados.

Mais tarde houve outra guerra. Elanã, filho de Jair, matou Lami, irmão de Golias.

Depois, em outra batalha, na cidade de Gate, Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi, matou um descendente do gigante Rafa. Um homem enorme. Possuía seis dedos em cada mão e em cada pé. Jônatas o matou porque havia desafiado e insultado o povo de Israel.
Esses homens enormes eram descendentes dos refains, os gigantes de Gate, e foram mortos por Davi e seus soldados.

Esse texto também nos ensina muito.

Devemos estar no lugar certo de acordo com os tempos. Se é tempo de guerra, esteja na guerra. Davi não foi. Se distraiu e caiu. Terrivelmente.

Joabe agiu corretamente quando mandou buscar Davi para finalizar a conquista da capital dos amonitas. Devemos nos lembrar que somos soldados, não o rei. A honra deve ser do rei e não nossa. Nosso papel é conquistar para o rei, não para nossa glória. A coroa não nos pertence. A coroa pertence ao Rei.

Se há gigantes em nossos caminhos, devemos destruí-los. Não há como fazer amizade com eles. São inimigos. Sempre estarão nos desafiando e insultando. Precisamos fechar suas bocas. Derrotando-os, acabando com eles. Definitivamente.

Que aprendamos essas preciosas lições.

Continuamos na próxima postagem. 

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/a-coroa-nao-e-nossa.html

quarta-feira, 27 de março de 2019

2 Samuel 18.1-18

Leitura do dia 27/03.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de 2 Samuel. Estamos quase chegando ao fim.

Nas postagens anteriores, vimos Absalão deixar-se dominar pela amargura. E rebelar-se completamente contra seu pai e rei. Ele toma o trono e Davi foge de Jerusalém. Ziba encontra Davi com mantimentos. Simei o amaldiçoa. Aitofel, seu conselheiro, alia-se a Absalão. Husai, amigo de Davi, consegue contestar o conselho de Aitofel. Aitofel se mata. Husai avisa Davi dos planos de Absalão.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-151-37.htmlhttp://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-161-23.html

Vimos também os valorosos amigos de Davi que esperavam por ele e os que o acompanhavam, com tudo que precisavam, sabendo que estariam muitos famintos, cansados e sedentos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-171-28.html

Hoje leremos os capítulos de dezoito a vinte.

Na primeira postagem, o capítulo dezoito. Até o versículo 18.

É hora de guerrear. Enfrentar Absalão.

Davi passa em revista seus soldados. Nomeia generais e capitães. Divide seu exército em três grupos. Seus comandantes são Joabe; Abisai, seu irmão; e Itai, de Gate.

O rei disse que iria com eles. Agora não quer ficar de fora. A última vez que ficou foi devastador para si http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-111-27.html. Mas, neste caso, seus homens dizem que ele é muito importante para arriscar sua vida. Vale por dez mil de seus soldados. Não o deixam ir.

Davi concorda. Fica em Maanaim. Mas, não está dormindo tranquilamente ou passeando à toa. Está junto ao portão da cidade. Enquanto seus soldados saem em grupos de cem e de mil.

Antes do exército sair, o rei disse a seus três comandantes, diante de todos, que por sua causa, tratassem a Absalão com bondade. Seu coração está sangrando.

A batalha começou nos bosques de Efraim. E foi violenta. Vinte mil homens perderam a vida. Morreram mais homens por causa do bosque do que da espada. O exército de Israel foi derrotado.

Absalão encontrou cara a cara com alguns homens de Davi. Tentou fugir. Ficou preso nos galhos de uma árvore. Seus cabelos ficaram enroscados. A mula em que estava continuou e ele ficou suspenso.

Um soldado contou a Joabe onde Absalão estava. Joabe repreendeu-o por não tê-lo matado. Disse que teria dado a ele dez peças de prata e um cinturão de guerreiro.

O soldado responde que não podia cometer tal traição contra o rei. Todos ouviram quando pediu que tratassem Absalão com bondade. Não mataria Absalão nem por mil peças (aproximadamente doze quilos) de prata.

Joabe disse que não perderia mais tempo com ele. Foi até onde estava Absalão. Pegou três dardos. Atravessou seu peito, enquanto ainda estava vivo. Dez de seus escudeiros o cercaram e o mataram.

Que cena terrível. O comandante do exército de Davi mata o homem que Davi pedira para ser tratado com bondade, seu filho.

Joabe é extremamente passional. Viu Davi triste por causa de Absalão, encontrou uma forma de trazê-lo de volta. Mas, agora que Absalão trai o rei, ele o mata, sem compaixão. Sem lembrar das palavras de Davi.

Quando Absalão estava morto, Joabe tocou a trombeta. Seus homens pararam. Israel fugiu.

Os homens de Joabe enterraram Absalão numa cova profunda. E colocaram pedras sobre ela.

A história de Absalão também poderia ter sido diferente. Mas, suas escolhas o levaram à morte. Sim, permitiu que a raiz de amargura se transformasse em uma imensa árvore. E morreu agarrado nela. http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/saul-podia-ter-dado-certo.html

Essa amargura dominou tanto sua vida a ponto de construir um monumento para si mesmo, chamado “Monumento de Absalão”. Ele o ergueu porque dizia que não tinha nenhum filho para dar continuidade ao seu nome. Tinha três filhos. E uma filha. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-1323-1433.html

A amargura nos afasta de todos e de tudo. E nos leva à morte. Sempre. Precisamos encarar o que nos deixa amargurados. Resolver. Perdoar. E seguir em frente.

Antes de continuar, quero convidá-lo a ler o texto "Absalão e sua destrutiva amargura".
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/absalao-e-sua-destrutiva-amargura.html

Espero você na próxima postagem. Até já.

sábado, 23 de março de 2019

2 Samuel 6.1-23

Leitura do dia 23/03.

Na postagem anterior vimos Isbosete, filho de Saul, sendo covardemente assassinado.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/2-samuel-41-525.html

Agora, continuamos nossa caminhada através do capítulo seis de 2 Samuel.

Davi reuniu seus melhores guerreiros. Trinta mil. Foram até Baalá. Queriam buscar a arca do Senhor. Estava lá desde que os filisteus a haviam devolvido a Israel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-61-21.html

Puseram-na em um carro novo e a levaram da casa de Abinadabe, que ficava num monte. Seus filhos foram conduzindo a carroça. Aiô à frente. Uzá atrás.

O povo de Israel ia celebrando diante do Senhor. Cantando e tocando vários instrumentos musicais.
De repente, na eira de Nacom, os bois tropeçaram. Uzá estendeu a mão e segurou a arca. Na mesma hora, morreu.

Davi ficou indignado porque Uzá havia morrido. Desistiu de levar a arca para a Cidade de Davi.

A arca foi levada para a casa de Obede-Edom, em Gate. Ficou lá durante três meses. O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom. Contaram a Davi.

Antes de vermos o que Davi fez, quero lembrar que a arca não podia ser tocada. Estava na Lei. Sem exceções. Ponto final. Davi não teve nenhum motivo para se sentir indignado.

Outra coisa: A arca deveria ser carregada apenas por levitas. Não por bois ou vacas. Os filisteus colocaram-na em cima de uma carroça porque não sabiam como devolvê-la. O Senhor aceitou. Mas não significa que era o certo. Que deviam repetir o que os filisteus, que não conheciam ao Senhor, fizeram. Precisamos tomar cuidado! Nem sempre o que dá certo é o certo.

Ela devia ser carregada nos ombros dos levitas, pelas varas que estavam nelas, próprias para isso.

Quando Davi soube que a casa de Obede-Edom fora abençoada por causa da presença da arca, resolveu novamente ir. Agora, traria a arca da maneira correta.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/delegando-o-indelegavel.html

Os levitas a carregavam. Quando davam seis passos, Davi sacrificava um boi e um novilho gordo. O povo fez grande festa, levando a arca para a Cidade de Davi.

Davi estava vestido com um colete sacerdotal de linho. Dançava diante do Senhor, com o coração grato, com todas as suas forças. Levaram a arca do Senhor com grande alegria, ao som de gritos e trombetas.

Quando a arca chegava à cidade, Mical, filha de Saul, esposa de Davi, o viu dançando diante do Senhor. Ela o desprezou em seu coração.

A arca foi colocada no lugar que Davi providenciara. Uma simples tenda. Davi ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas. Quando terminou, abençoou o povo em nome do Senhor. Não os deixou voltar para casa de mãos vazias. Entregou a cada pessoa que ali estava, um pão, um bolo de tâmaras e um bolo de passas.

Então, foi para sua casa, abençoar sua família.

Quando Mical o viu, saiu a seu encontro. Censurou-o por seu comportamento. Disse que havia se tornado desprezível aos olhos das servas.

Davi foi duro com ela. Disse que era rei, porque o Senhor o escolhera. No lugar de Saul e de toda a família dela. O Senhor o nomeara líder de Israel, o povo do Senhor. Por isso, ele continuaria celebrando ao Senhor. Não se importava de continuar se humilhando, se fosse necessário, nem de se tornar desprezível. Mas o certo era que, essas servas que ela disse terem-no desprezado, na verdade o considerariam digno de honra.

Mical morreu sem ter filhos. O Senhor não a abençoou com o dom da maternidade.

Como é sério desprezar um homem, ungido do Senhor, por estar fazendo algo correto aos olhos do Senhor.

Que aprendamos a ter cuidado.

Nossa leitura de hoje termina aqui. Amanhã leremos 2 Samuel, do capítulo sete ao capítulo dez.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 21 de março de 2019

1 Samuel 29.1-30.31

Leitura do dia 21/03.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do livro de 1 Samuel.

Ontem vimos Davi poupando novamente a vida de Saul e ir morar com os filisteus por medo de Saul o encontrar.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-261-2712.html

Também vimos, com grande tristeza, Saul procurar uma médium e acreditar que estava falando com Samuel.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-281-25.html

Hoje, continuamos nossa leitura. Serão os três últimos capítulos desse fantástico livro.

Na primeira postagem, os capítulos vinte e nove e trinta.

Lembra que Aquis, rei de Gate disse que Davi e seus homens iriam com ele? Pois é, os outros comandantes filisteus não concordaram. Tinham medo de que, no meio da batalha, Davi fosse contra eles e os entregasse nas mãos de Saul para obter seu perdão. Não sabiam que Davi não havia feito nada para ser perdoado.

Aquis tentou convencê-los dizendo que desde que Davi chegara, não viu uma falta sequer nele. Mas não teve jeito. Precisou conversar com Davi e dispensá-lo, para não desagradar os outros comandantes.

Davi perguntou o que fizera para merecer tal tratamento. Aquis respondeu que o via tão leal como um anjo de Deus, mas os outros comandantes não queriam que ele e seus homens fossem para a guerra.

No dia seguinte, assim que clareou, Davi e seus homens voltaram para casa. Os filisteus seguiram para Jezreel. Como falei em alguma postagem anterior, Jezreel é um lugar amplo, onde dois exércitos podem se enfrentar, como se fosse um campo próprio para guerra.

O caminho de volta levou três dias. Quando chegaram a Ziclague viram que os amalequitas (esse povo dá trabalho) tinham destruído e queimado a cidade. Não havia nenhum morto. Também não havia ninguém. Levaram as mulheres, as crianças e os demais. Como prisioneiros.

Davi e seus homens choraram e lamentaram até não ter mais forças. Seus homens ficaram tão amargurados que falaram em apedrejá-lo. Davi ficou muito aflito. Mas, encontrou forças no Senhor. Não podia ficar prostrado. Tinha que agir.

Pediu que Abiatar, o sacerdote, trouxesse o colete sacerdotal. Perguntou ao Senhor se deveria perseguir os saqueadores e se teria êxito em alcançá-los. O Senhor respondeu que sim. Certamente recuperaria tudo o que fora roubado.

Davi e seus seiscentos homens partiram. Quando chegaram ao ribeiro de Besor, duzentos homens ficaram. Estavam exaustos para atravessar o ribeiro e continuar a perseguição. Ficaram com as bagagens. Os demais continuaram.

No caminho encontraram um rapaz. Levaram-no a Davi. Deram-lhe comida e água. Fazia três dias e três noites que não comia, nem bebia nada. Após comer e recuperar suas forças, Davi perguntou a quem pertencia. E de onde vinha.

Ele disse que era egípcio. Escravo de um amalequita. Seu senhor o abandonara porque ficara doente. Eles estavam voltando de um ataque que fizeram a Ziclague.

Davi pediu que o levasse aos saqueadores. O rapaz respondeu que se Davi jurasse, por Deus, que não o mataria, ele os levaria. E assim foi.

Os amalequitas estavam espalhados. Comendo. Bebendo. E festejando pelo saque que haviam empreendido. Tinham saqueado muitos bens. Tanto na terra dos filisteus, como em Judá.

Davi e seus homens caíram sobre eles. Mataram muitos. Apenas quatrocentos escaparam, montados em camelos.

Recuperaram tudo. Como o Senhor falara. Não faltou absolutamente nada.

Quando chegaram ao ribeiro onde os duzentos homens haviam ficado, eles saíram ao encontro de Davi e os demais. Ele os cumprimentou com alegria.

Mas, entre eles haviam alguns homens que a Bíblia chama de perversos. Eles falaram que não dividiriam os despojos com os que ficaram. Que ficassem apenas com suas mulheres e seus filhos. E fossem embora.

Davi disse que não seria assim. Que não deveriam ser egoístas com o que o Senhor lhes dera. Tudo seria dividido igualmente. Entre todos. Ele fez disso um decreto. Quem ficasse com a bagagem teria o mesmo direito dos que fossem à guerra.

Quando chegou a Ziclague enviou presentes aos líderes de Judá, que eram seus amigos. Um presente que fora tirado dos inimigos do Senhor. Os presentes foram enviados por todos os lugares onde Davi passara.

Que aprendamos a buscar ao Senhor em tudo. Davi estava muito aflito. Prestes a ser morto, a pedradas. Ao invés de se defender, se fortaleceu no Senhor. Sabia que precisava ir atrás dos saqueadores, mas antes, buscou Sua orientação e a seguiu. Com certeza estava exausto, mas prosseguiu naquilo que precisava fazer.

Que aprendamos a respeitar os limites dos outros, assim como os nossos. Davi não criticou os que ficaram. Ele os apoiou.

Que aprendamos a dividir as bênçãos que o Senhor tem nos dado. Davi dividiu com os duzentos que não aguentaram seguir. E deu presentes a seus amigos, que o haviam apoiado em algum momento.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

quarta-feira, 20 de março de 2019

1 Samuel 26.1-27.12

Leitura do dia 20/03.

Continuamos nossa caminhada através do livro de 1 Samuel, meu preferido.

Ontem vimos Davi protegendo Queila, mas não sem antes pedir orientação ao Senhor, ainda que parecesse óbvio. Saul continua sua perseguição ferrenha. O Senhor o entregou nas mãos de Davi, mas ele o poupou. Não tocará no ungido do Senhor. Jamais. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-231-29.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-241-22.html

Também vimos seu pedido a Nabal. Sua decisão de matar todos os homens daquela casa. E seu encontro com Abigail, mulher inteligente e bonita, que livrou sua casa da morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-251-44.html

Hoje continuamos nossa caminhada, do capítulo vinte e seis ao capítulo vinte e oito.

Nesta primeira postagem, leremos os capítulos vinte e seis e o vinte e sete.

Mais uma vez uns homens de Zife foram a Saul e lhe contaram onde Davi estava escondido. Novamente Saul escolhe três mil de seus melhores soldados. E sai em perseguição a Davi.

Davi fica sabendo. Envia espiões para confirmar. Depois de confirmado, ele mesmo vai ao acampamento. Quer dar uma olhada. Tentar descobrir alguma coisa.

Pergunta a Aimeleque, o hitita e a Abisai, filho de Zeruia quem se oferece para ir com ele. Abisai se oferece, mais que depressa.

Quando entram no acampamento, veem Saul e Abner dormindo dentro de um círculo formado por seus homens. A lança de Saul está fincada ao seu lado, no chão. Os soldados também dormem.

Abisai disse a Davi que agora, certamente, o Senhor o entregara em suas mãos. Pediu que Davi o deixasse ir e encravar a lança em Saul. Seria necessário apenas um golpe.

Davi ordena que Abisai não o mate. Ninguém que ataque o ungido do Senhor será considerado inocente. E mais uma vez pede que o Senhor o livre de matar seu ungido.

Davi pega a lança e o jarro de água que estavam perto de Saul. Vai embora. Ninguém os viu. Ninguém acordou. O Senhor fez cair um profundo sono sobre eles.

Como não admirar um homem desses? Enquanto Saul prepara armadilhas para matar Davi com as mãos de outros, Davi impede qualquer um que deseja matá-lo. E que autoridade ele tem! Consegue dominar seiscentos homens, que adorariam ter Davi como rei. Teriam suas dívidas perdoadas. Seria muito bom para eles.

Quando Davi está a uma distância segura, grita para Abner, chefe do exército de Saul, ordenando que acorde.

Abner fica indignado. Quem ele era para acordar o rei aos gritos?

Davi responde que Abner é um grande homem. Incomparável. Então, por que não protegeu o rei, seu senhor? Ele e seus homens mereciam morrer. Onde estão a lança e o jarro do rei?

Saul reconhece sua voz. Pergunta se era ele mesmo.

Davi responde que sim. E pergunta porque “seu senhor” continua a perseguí-lo. O que havia feito? Qual era seu crime?

Não consegue entender a inveja de Saul. Em nenhum momento seu reino correu qualquer risco de um golpe por Davi. Ele sabia esperar. Não colocaria “os carros à frente dos bois”. Esperaria o tempo do Senhor.

Fala a Saul que se foi o Senhor quem o incitou contra ele, que o Senhor aceite sua oferta. Mas, se foram os homens, que o Senhor os amaldiçoe. Por causa disso, Davi foi expulso de seu lar. Não pode mais viver entre seu povo. Querem que ele sirva a outros deuses. Será que deve morrer longe do Senhor, em terra estrangeira?

Saul responde que pecou. Manda Davi voltar para casa. Não mais o procurará para fazer-lhe mal. Sua vida foi considerara importante para Davi. Reconhece que tem sido insensato e tem cometido erros graves.

Davi pede que o rei mande um de seus servos para recuperar sua lança. Sua oração é que o Senhor considere sua vida preciosa, como considerou a vida de Saul.

Saul responde abençoando Davi. Sabe que realizará muitos feitos heroicos e com toda certeza será bem sucedido.

Mais um encontro entre os dois. Mais uma vez Davi poupa Saul. Mais uma vez Saul volta para casa. Davi não.

Ele pensa que um dia Saul o cercará. Resolve ir para a terra dos filisteus. Acha que lá estará seguro.

Ele e seus seiscentos homens vão a Aquis. Agora não teme. Não está mais sozinho. Davi, seus homens e suas famílias se estabelecem em Gate.

Quando Saul fica sabendo, deixa de perseguí-los.

Davi pede a Gate para morar no campo. Não via necessidade de morar na cidade real. Aquis lhe dá Ziclague.

Dali, Davi e seus homens partiam e atacavam os gesuritas, os gersitas e os amalequitas. Não deixava ninguém vivo, para que Aquis não soubesse onde estava atacando.

Quando Aqui perguntava, dizia que havia atacado o sul de Judá, a região dos jerameelitas e dos queneus, assim o rei acreditava que Davi era odiado em Israel e o serviria para sempre.

Que aprendamos a agir com Davi. Esperar o tempo certo para o cumprimento das palavras do Senhor, sem passar por cima de nada, muito menos de alguém.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 18 de março de 2019

1 Samuel 21.1-14

Leitura do dia 18/03.

Na postagem anterior, vimos que Saul decidiu matar Davi. Ele precisa fugir. Jônatas, seu grande amigo, o ajuda. http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-201-42.html

Continuamos agora, através do capítulo vinte e um de 1 Samuel.

Davi vai até Nobe para encontrar-se com o sacerdote Aimeleque. Quando Aimeleque o viu, teve medo. O que Davi estava fazendo ali sozinho?

Davi disse-lhe que estava em uma missão secreta. Pediu algo para comer.

O sacerdote disse que não tinha nada além dos pães consagrados ao Senhor. Se ninguém tivesse se contaminado deitando-se com mulher, podia comer. Davi pegou os pães sagrados, que haviam sido trocados naquele dia. Estavam frescos.

Sempre há pães frescos na presença do Senhor, disponíveis para nós.

Também perguntou se havia alguma lança ou espada que pudesse usar. Havia saído tão apressadamente que não teve tempo de armar-se.

A espada de Golias estava ali. Era a única arma. Aimeleque disse que Davi podia levá-la.

Um problema: Doegue, de Edom, chefe dos pastores de Saul, estava ali cumprindo alguma promessa ao Senhor e viu Davi. Será que contará a Saul que o viu ali?

Davi pegou a espada e os pães. Fugiu até Gate. Apresentou-se ao rei Aquis. Mas, enquanto estava ali, ouviu os oficiais do rei perguntando entre si se aquele não era Davi, o rei da terra de Israel, que cantavam a canção (aquela que Saul detestava) que Saul matou milhares e Davi dezena de milhares.
Quando Davi ouviu esses comentários ficou com muito medo de ser morto. Como não podia fingir-se de morto, fingiu-se de louco. Começou a arranhar as portas e a babar.

Aquis ficou indignado. Precisavam levar a ele mais um louco? Não bastavam todos os que já estavam ali? É, parece que palácios são lugares de loucos...

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

domingo, 17 de março de 2019

1 Samuel 17.1-57

Leitura do dia 17/03.

Na postagem anterior, vimos Samuel ungir Davi, filho de Jessé, o caçula, rei sobre Israel. Mas, ao invés de ir ao palácio para reinar, ele vai para acalmar Saul, tocando para ele.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-161-23.html

Continuamos agora, através do capítulo dezessete de 1 Samuel.

Novamente os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel. Saul responde reunindo suas tropas. Eles ficam frente a frente. Cada um em uma colina. O vale entre eles.

Muitas vezes é o vale, onde não queremos estar, que nos separa de nossos inimigos.

Um guerreiro de Gate, chamado Golias, saiu das fileiras. Era muito alto. Um gigante. Com 2,90m de altura. Seu capacete era de bronze. Sua couraça de escamas também, pesava aproximadamente sessenta quilos. Usava caneleiras de bronze. No ombro carregava um dardo de bronze. A haste de sua lança era pesada e grossa, parecia o eixo de um tecelão. A ponta de ferro de sua lança pesava aproximadamente sete quilos. Seu escudeiro ia à sua frente.

Ufa! Só de ler sua descrição, fico apavorada! Não conseguiria carregar nem ao menos sua lança.
Consegue imaginar seu tamanho? Enquanto Saul, alto como era, impunha respeito e beleza, esse Golias, impõe completo pavor.

Ele grita às tropas israelenses que não havia necessidade de todos irem à guerra. Que apenas um soldado de Israel se apresentasse. Lutariam. Um contra um. Quem perdesse seria escravo do outro.

Quando Saul e seus guerreiros ouviram (e o viram), ficaram completamente aterrorizados e abalados. Lembre-se de Saul, como era corajoso! Agora está aterrorizado. E seus guerreiros? Eram os valentes e fortes de Israel. Abalados!

Davi estava indo e vindo de Belém. Ficava um pouco com Saul e voltava para ficar com seu pai, já idoso, e cuidar das ovelhas.

Quando os dois exércitos estavam acampados, cara a cara, Davi estava com seu pai. Jessé o chamou. Carregou o carro com mantimentos e presentes. Ordenou que Davi fosse encontrar seus irmãos no acampamento para ver como estavam. Queria notícias. Os três irmãos mais velhos de Davi serviam no exército de Saul.

Davi deixou as ovelhas com outro pastor e na manhã seguinte partiu, como seu pai ordenara. A unção não “subiu à sua cabeça”. Continua servindo. Continua obedecendo. Continua cuidando das ovelhas.

Enquanto isso, durante quarenta dias seguidos, Golias se apresentava e desafiava o exército de Israel. Pela manhã e à tarde. Eles permaneciam parados, aterrorizados e abalados. A espera de um milagre?

Quando Davi chegou ao acampamento, os exércitos estavam se reunindo. Cada um em uma colina. Israel com seus gritos de guerra. Os filisteus com o desafio de Golias.

Davi deixou os suprimentos com o responsável e correu à frente da batalha para conversar com seus irmãos. Estava conversando com eles quando Saul saiu das fileiras. Davi o ouviu gritando seu costumeiro desafio.

Isso lhe é familiar? O inimigo e seu costumeiro desafio?

Quando os israelitas, homens valentes, fortes e corajosos, viram Golias, começaram a fugir. Apavorados.

Comentavam uns com os outros que todos os dias ele desafiava Israel. O rei dissera que recompensaria quem o matasse. Uma ótima recompensa. O herói se tornaria genro do rei e sua família seria isenta de impostos. Mas quem tinha coragem? Ninguém!

Davi ouviu. Perguntou aos soldados próximos a ele qual seria a recompensa para quem matasse Golias.

E, pasme, Davi perguntou quem era aquele incircunciso para desafiar o exército do Deus vivo. Ele não enxerga a aterrorizante altura do gigante. Nem sua poderosa armadura. Ou sua voz de trovão gritando com Israel. Ele enxerga o que Golias era. Um incircunciso. Ou seja, alguém que não tinha uma aliança com o Senhor. Para que temê-lo? Diferente de Golias, ele e o Senhor tinham uma aliança.

Quando Eliabe, seu irmão mais velho, viu Davi conversando com os soldados, ficou furioso. Perguntou-lhe o que estava fazendo ali. Deveria estar tomando conta das poucas ovelhas de seu pai. Menosprezou Davi e seu trabalho. E Eliabe viu quando Samuel o ungiu. Pelo jeito, não levou a sério.

Disse mais. Disse que conhecia a arrogância e as más intenções de Davi. Estava ali apenas porque queria ver a batalha. Arrogância de Davi? Onde?

Davi responde que só havia feito uma pergunta. Saiu de perto de seu irmão e perguntou a mesma coisa a outros soldados. Recebeu a mesma resposta. Era surdo? Não. Precisava arranjar uma forma de ser convocado pelo rei. Não poderia aparecer diante dele e dizer que lutaria.

Saul foi avisado. E mandou chamá-lo.

Ah, amo como Davi se apresenta a Saul. Ele diz que ninguém precisa ficar preocupado com aquele filisteu. “Seu servo” lutaria com ele.

Saul responde que não é possível. Não pode lutar e vencer. É apenas um rapaz. Enquanto o filisteu é um guerreiro desde que era jovem.

Davi não se deixa intimidar. Contou que cuidava das ovelhas de seu pai. Quando um leão ou um urso vinha para levar uma de suas ovelhas. Ele saía atrás. Com seu cajado. Tirava o cordeiro da boca do animal. Se o animal o atacava, ele o segurava pela mandíbula e dava golpes, com o cajado, até o animal morrer. Fizera assim com um leão e com um urso. Faria o mesmo com aquele filisteu incircunciso. O Senhor que o livrou das garras do leão e do urso também o livraria do filisteu. Simples assim.

Saul acabou consentindo. Não havia ninguém mais na fila. Nenhum candidato. Apenas Davi.

Saul lhe deu sua própria armadura, sua couraça e seu capacete. Também de bronze.

Davi prendeu a espada e tentou andar. Não conseguiu. Nunca havia usado tais roupas. Não era um soldado. Era um pastor.

Tirou tudo. Pegou cinco pedras lisas de um riacho. Colocou em sua bolsa de pastor. Era o que ele era. Um pastor. Armado apenas com seu cajado e sua funda, apresentou-se ao filisteu.

Quando Golias viu, desprezou Davi. Riu do belo rapaz moreno que era. Perguntou se era um cachorro para que Davi fosse até ele com um pedaço de pau. Chegou a amaldiçoá-lo em nome de seus deuses. Disse que daria sua carne às aves e animais selvagens.

Davi respondeu que Golias o enfrentava com uma espada, mas ele ia enfrentá-lo em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel. Que ele desafiara. Disse que, naquele dia, o Senhor o entregaria em suas mãos.

Davi o mataria. Cortaria sua cabeça. E daria os cadáveres de seus homens às aves e aos animais selvagens.

E sabe o que Davi disse que aconteceria? Todo o mundo saberia que há Deus em Israel. E todos que ali estavam saberiam que o Senhor salva seu povo, mas não com espada e lança. A batalha era do Senhor. E Ele os entregaria nas mãos de Israel.

Se temos uma batalha para enfrentar e, com certeza temos, que sigamos com nossas armas. Não nos será de utilidade alguma vestir as roupas de outro. Precisamos das nossas. Precisamos ser quem somos. A batalha é nossa e do Senhor. E Ele nos livrará. Como já fez antes.

Não precisamos temer a “maldição de Golias”. Porque “Como o pardal que alça voo e a andorinha que atravessa o céu, a maldição imerecida não pousa sobre quem ela é dirigida”. – Provérbios 26.2

Nossa vitória mostrará quem o Senhor é. Há Deus em Israel. O mundo todo precisa saber! Davi era um jovem de visão. A revelação do Senhor era (e é) para o mundo todo.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Quando Golias se aproximou para atacar, Davi foi correndo ao seu encontro. Colocou a mão em sua bolsa. Pegou uma pedra. E atirou com sua funda.

A pedra atingiu exatamente a testa de Golias. Ficou encravada. O gigante caiu. Para a frente. Rosto em terra. Onde estava sua aterrorizante força? Abatida.

Davi correu até ele, puxou a espada do gigante, e o matou. Depois, cortou sua cabeça.

Davi venceu o gigante. Com uma funda. E uma pedra. Aparentemente. A verdade é que o Senhor era com ele. Por isso, venceu.

Quando os filisteus viram, saíram correndo. Fugiram a toda velocidade.

Os soldados de Israel deram um grito de guerra em foram atrás. Até Gate. Até os portões de Ecrom. Os corpos dos filisteus ficaram pelo caminho. Depois, voltaram e saquearam o acampamento abandonado.

Pelo jeito Saul não se lembrava de Davi. Perguntou a Abner, o chefe de seu exército, quem era o pai daquele jovem. Abner não sabia.

Quando Davi voltou, após matar Golias, Saul perguntou-lhe quem era seu pai. Davi respondeu que era Jessé, de Belém.

Assim termina esse capítulo.

Antes da próxima postagem, leia o texto "Davi, você, eu e os processos".
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/davi-voce-eu-e-os-processos.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-voce-eu-e-os-processos-parte-2.html

Espero você. Até já.

quarta-feira, 13 de março de 2019

1 Samuel 5.1-12

Leitura do dia 13/03.

Na postagem anterior vimos Israel sendo derrotado diante dos filisteus. Eli, Hofni e Fineias morreram. A arca foi levada.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/03/1-samuel-41b-22.html

Agora continuamos através do capítulo cinco de 1 Samuel.

A arca da aliança foi levada para Asdode. Lá, os filisteus colocaram-na no templo de Dagom, seu deus. Ela ficou ao lado de uma estátua de Dagom.

Pela manhã, os filisteus viram que a estátua de Dagom estava caída com o rosto em terra, diante da arca do Senhor.

Não entenderam o que aconteceu. Não há ninguém comparável ao Senhor, o único Senhor.

Colocaram a estátua em seu lugar. Na manhã seguinte porém, a estátua, que na verdade eles criam ser Dagom, estava novamente caída com o rosto em terra diante da arca da aliança. Desta vez, porém, a cabeça e as mãos de Dagom estavam quebradas, junto à porta.

Ah, que oportunidade maravilhosa para voltar às costas a Dagom e servir o Senhor de Israel. Infelizmente não foi o que aconteceu.

A mão do Senhor pesou sobre os moradores de Asdode e das cidades vizinhas. Quando o povo de Asdode percebeu o que estava acontecendo, clamaram que não podiam ficar com a arca do Deus de Israel. Sua mão pesara sobre eles e seu deus. Reuniram os governantes das cidades dos filisteus e perguntaram: “O que devemos fazer com a arca do Deus de Israel?”

Ao invés de tentarem conhecer ao Senhor, quiseram se livrar da arca. Mandaram-na para Gate.
Quando lá chegou, aconteceu o mesmo que acontecera em Asdode. O pânico tomou conta da cidade.

Mandaram a arca para Ecrom. Quando seus habitantes viram que estava entrando na cidade, se desesperaram. Estavam querendo matá-los?

Reuniram-se com os governantes filisteus mais uma vez. Suplicaram que a arca fosse levada para sua própria terra, antes que todos fossem mortos. Um pavor mortal se espalhara por todas as cidades dos filisteus. Os que não morreram, gemiam tanto que seu clamor subiu até o céu.

E quanto a nós? O que faremos com a arca do Deus de Israel?

Vamos procurar conhecê-Lo, cada dia mais? Ou, ao invés de temor, teremos pavor e O mandaremos para longe de nós?

"Ah, como precisamos conhecer o Senhor; busquemos conhecê-Lo! Ele nos responderá, tão certo como chega o amanhecer ou vêm as chuvas da primavera". - Oseias 6.3

Continuamos na próxima postagem. Espero você. Até já.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Cuidado!

Continuamos nossa caminhada através de 1 Reis.

Ontem vimos que a imprudência pode ser letal.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/imprudencia-pode-ser-letal.html

Realmente o poder da morte e da vida estão na língua (Provérbios 18.21).

Hoje continuaremos a caminhar pelas páginas do segundo capítulo. A partir do versículo 36. Até o final.

Como vimos, Salomão mandou convocar Simei. Lembra de Simei? Ele havia amaldiçoado Davi quando este fugiu de Absalão.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/que-conselhos-dar-ao-seu-sucessor.html

Salomão ordenou que ele construísse uma casa em Jerusalém para nela morar. Não poderia sair de Jerusalém. O dia em que saísse e atravessasse o vale do Cedrom, morreria. E mais, seria o único responsável por sua morte.

Simei, a essa altura já sabia da morte de Adonias e Joabe. Esperava também ser morto pelo novo rei. Considerou a ordem ótima. Disse ao rei que sua ordem era boa e que faria exatamente o que o rei lhe ordenara.

E assim foi. Permaneceu muito tempo em Jerusalém.

Até que...

Depois de passados três anos, dois escravos de Simei fugiram. Alguém viu seus escravos na casa de Aquis, rei de Gate e contou-lhe.

Já reparou que quando passamos muita raiva, normalmente deixamos que essa raiva nos domine e esquecemos de agir como deveríamos?

Pois é. Aconteceu com Simei. Dois escravos fugidos! E ainda trabalhando em outra casa! Era demais para ele.

Não pensou duas vezes. Selou seu jumento. Foi até a casa de Aquis. E trouxe seus escravos de volta.

Sempre tem alguém que vê, certo? Pois é, viram e contaram a Salomão. Simei havia saído de Jerusalém em viagem a Gate. E já estava de volta.

O rei imediatamente mandou executar Simei. Mas antes recordou-lhe de seu aviso. No dia em que saísse para ir onde quer que fosse morreria. E seria o único responsável por sua morte. Lembrou-lhe que Simei achou boa essa ordem.

O rei ainda falou que em seu coração ele sabia muito bem que havia prejudicado a Davi, seu pai. Agora o Senhor fazia recair sua maldade sobre sua própria cabeça.

O rei deu ordem a Benaia, que a essa altura você sabe perfeitamente quem é, que o matasse. E foi o que aconteceu.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/davi-e-seus-valentes.html

Assim, o reino se consolidou mais ainda, nas mãos de Salomão.

Conseguimos perceber o que Simei fez? Trocou sua vida pela recuperação de dois escravos.

Que nada nos faça esquecer as ordens que temos recebido de nosso Rei. Nem que isso nos faça ferver de raiva como aquela fuga deve ter feito com Simei.

Nada neste mundo é mais valioso que nossas vidas. Absolutamente nada.

“Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” – Marcos 8.36

Sejamos obedientes em tudo, ao nosso Rei.

Amanhã prosseguimos. Espero você.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

A coroa não é nossa

Continuamos nossa caminhada através das páginas de 1 Crônicas.

Ontem vimos o perigo da imprudência. Ela escraviza e mata. Precisamos ter muito cuidado. E sermos prudentes.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/imprudencia-escraviza-e-mata.html

Hoje vamos andar pelo capítulo 20.

A primavera chegou. Era o tempo em que os reis tinham o costume de partir para suas batalhas. Davi ficou em Jerusalém.

O autor não nos conta. Mas está escrito em Reis. Algo terrível aconteceu na vida de Davi e de muitos outros.

É interessante ler. http://www.espalhandoasemente.com/2016/02/davi-e-seus-tragicos-erros.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/03/nata-sua-obediencia-e-coragem.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html

Enquanto Davi ficou em Jerusalém, Joabe conduziu o exército até à terra dos amonitas. Destruiu-a por completo. Sitiou Rabá, sua capital. Deixou-a em ruínas.

Mandou chamar Davi para completar a conquista. Sabia que a honra não podia ser sua. Sabia que a coroa não lhe pertencia. Tiraram a coroa da cabeça de Moleque, rei deles. Era confeccionada em ouro puro, pesando trinta e cindo quilos, toda ornamentada com pedras preciosas. Ela foi colocada sobre a cabeça de Davi.

Davi trouxe muitos bens da cidade. Trouxe também seus moradores. Eles foram encarregados da execução de várias tarefas específicas, trabalhos com serras, picaretas de ferro e machados. Davi agiu assim com todas as cidades amonitas. Depois, voltou com seu exército para Jerusalém.

Logo depois houve uma guerra contra os filisteus. Nesse tempo, Sibecai matou Sipai, um dos descendentes dos gigantes. Os filisteus foram subjugados.

Mais tarde houve outra guerra. Elanã, filho de Jair, matou Lami, irmão de Golias.

Depois, em outra batalha, na cidade de Gate, Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi, matou um descendente do gigante Rafa. Esse homem era enorme. Possuía seis dedos em cada mão e em cada pé. Jônatas o matou porque havia desafiado e insultado o povo de Israel.

Esses homens enormes eram descendentes dos refains, os gigantes de Gate, e foram mortos por Davi e seus soldados.

Esse texto também nos ensina muito
.
Devemos estar no lugar certo de acordo com os tempos. Se é tempo de guerra, esteja na guerra. Davi não foi. Se distraiu e caiu. Terrivelmente.

Joabe agiu corretamente quando mandou buscar Davi para finalizar a conquista da capital dos amonitas. Devemos nos lembrar que somos soldados, não o rei. A honra deve ser do rei e não nossa. Nosso papel é conquistar para o rei, não para nossa glória. A coroa não nos pertence. A coroa pertence ao Rei.

Se há gigantes em nossos caminhos, devemos destruí-los. Não há como fazer amizade com eles. São inimigos. Sempre estarão nos desafiando e insultando. Precisamos fechar suas bocas. Derrotando-os, acabando com eles. Definitivamente.

Que aprendamos essas preciosas lições.

Amanhã continuamos. Espero você.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

A vitória é dada pelo Senhor

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de 1 Crônicas.

Ontem vimos que Davi desejou construir uma casa para o Senhor. Embora o Senhor tenha dito “não”, Davi continuou com o coração grato, adorando o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/06/aprendendo-ser-grato.html

Hoje, caminharemos através do capítulo 18.

Davi venceu os filisteus. Subjugou-os. Tomou de suas mãos a cidade de Gate, seus povoados e vizinhanças. Venceu também os moabitas. Foram feitos seus súditos, pagando-lhe tributos.

Davi derrotou também Hadadezer, rei de Zobá, quando procurava obter o controle na região do rio Eufrates. Davi tomou mil carros de guerra, sete mil cavaleiros e vinte mil soldados de infantaria. Mandou aleijar todos os cavalos que conduziam carros de guerra, exceto cem, que foram escolhidos e separados.

Os sírios vieram socorrer Hadadezer. Davi e seu exército mataram vinte e dois mil de seus soldados. Estabeleceu guarnições militares para ter um governo em Damasco. Eles se tornaram súditos de Davi. Pagavam impostos.

O Senhor dava vitórias e mais vitórias em todos os lugares aonde Davi ia. Ele trouxe para a cidade de Jerusalém os escudos de ouro usados pelos oficiais de Hadadezer. De suas cidades e seus povoados, Davi trouxe grande quantidade de bronze. Davi guardou esse bronze para ser usado por Salomão na construção do templo. Salomão usou para fazer o tanque de bronze, as colunas e vários utensílios da Casa do Senhor.

Quando Tóu, rei de Hamate, inimigo de Hadadezer, soube que Davi havia aniquilado todo o exército de Hadadezer, mandou seu filho Hadorão saudar e parabenizar Davi por ter lutado bravamente e vencido. Hadadezer era muito temível, e sempre atacava o povo de Tóu.

Hadorão ficou tão grato a Davi que lhe enviou todo tipo de utensílios de ouro, de prata e de bronze. Davi consagrou esses utensílios ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que trouxera de todas as demais nações.

Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, também foi à guerra. Derrotou mil edomitas no vale do Sal. Ao vencer, estabeleceu guarnições militares em Edom, sujeitando-os a Davi.

O Senhor seguia acrescentando vitórias a Davi, por onde quer que ia.

Davi reinou sobre toda a nação de Israel. Administrava a justiça e a equidade a todo o seu povo e súditos.

Joabe, filho de Zeruia, era comandante do exército.

Josafá, filho de Ailude, era cronista, o arquivista real.

Zadoque filho de Aitube, e Abimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes.

Sausa era escrivão e secretário.

Benaia, um de meus preferidos, filho de Joiada, um dos valentes de Davi, comandava os queretitas e os peletitas. Estes eram servos de Davi.

E os filhos de Davi eram seus mais importantes conselheiros.

Embora Davi tenha aprendido a ser um guerreiro valoroso e mesmo tendo um exército de homens valorosos, era o Senhor que ia acrescentando dia a dia vitórias.

Davi governava com justiça e equidade. Como precisamos de governantes com essas qualidades! Como carecemos de homens assim!

Que clamemos por homens que ajam com justiça e equidade, tementes ao Senhor.

Que sejamos tementes ao Senhor. Que sejamos guerreiros valorosos. Que Ele nos dê Suas vitórias. Que sejamos administradores que ajam com justiça e equidade. A cada dia.

Amanhã continuamos.