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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Marcos 7.1-37

Leitura do dia 21/10.

Na postagem anterior vimos a rejeição de Jesus em Nazaré. O envio dos Doze. A morte de João Batista. A primeira multiplicação dos pães e peixes. O Senhor andando sobre o mar. E curando os enfermos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/marcos-61-56.html

Agora, caminharemos através do capítulo sete de Marcos.

Certo dia acontece algo impressionante. Alguns fariseus chegaram de Jerusalém para ouvir Jesus. Quando lemos até aqui, podemos até ficar animados, pensando que, finalmente resolveram ouvi-Lo de verdade. Mas não, estavam observando Seus discípulos, que comeram a refeição sem lavar as mãos. Logo perguntaram, sem preâmbulos porque eles transgrediam a tradição dos líderes religiosos, não lavando as mãos antes de comer.

Mais uma vez gostaria de ter uma placa nas mãos, escrita: “Aplausos”. Jesus também era direto. Seu compromisso era com a verdade. Ele os chama de hipócritas. E, como Isaías, havia dito, honravam o Senhor apenas com os lábios. Seus corações estavam longe dEle. Sua adoração era uma farsa. Seus ensinos, doutrinas de homens.

Então deu um exemplo. Cita um dos dez mandamentos, o que fala sobre honrar pai e mãe. Disse-lhes que usavam como desculpa a tradição para não cuidarem de seus pais. Diziam que o que podiam lhes oferecer haviam dado em oferta ao Senhor. Essa oferta podia ser administrada por eles mesmos. Logo, não ofertavam ao Senhor. O que faziam era não cuidar de seus pais e invalidarem o mandamento usando uma tradição como desculpa. Jesus foi bem claro ao dizer que estavam anulando a palavra de Deus por causa de suas tradições. E isso era apenas um exemplo, entre muitos que poderiam ser citados.

Sinceramente, estou boquiaberta. Fico olhando, paralisada e maravilhada. Esse é o meu Senhor. Completamente comprometido com a verdade. Corajoso. Não tem medo de “bater de frente” com os líderes religiosos de Seu tempo, mesmo sabendo da grande influência que exerciam nas autoridades civis.

Ele é transparente como água.

Continuo com minha plaquinha levantada. Não satisfeito em dizer a verdade aos fariseus e mestres da lei, que a essa altura deviam estar com “cara de tacho”, rangendo os dentes de raiva, Jesus chama a multidão para junto de Si. Todos deviam ouvir e entender o que iria falar. “Ouçam e entendam”, foi como começou Seu discurso.

Explica a todos que o que contamina o homem não é o que entra através de sua boca, mas o que sai de seu coração. Sim, o que sai do coração é o que realmente contamina o homem. Citou algumas das coisas desprezíveis que saem do coração humano.

Depois, retirou-se da Galileia. Foi para a região de Tiro e Sidom. Tiro ficava Fenícia, hoje Líbano. Queria ficar hospedado em segredo. Mas não foi possível. Imediatamente uma mulher daquele lugar, que ouvira falar dEle, caiu a Seus pés, desesperada, gritando. Implorou Sua misericórdia. Sua filha estava endemoninhada e sofria muito.

Observo cena com olhos arregalados. Aquela mulher não pertencia ao povo de Israel. Era grega. Nascida na Fenícia, na Síria. No entanto, sabia quem era Jesus. Dirigiu-se a Ele, clamando, pedindo-Lhe socorro!

Meus olhos quase saltam quando vejo o Senhor responder que primeiro os filhos devem ser alimentados. Fico parada. Atenta. Minha boca fica seca. Não posso acreditar em uma cena dessas.

Uma mulher clamando misericórdia. Jesus dizendo que os filhos precisam ser alimentados. E que não era justo tirar o alimento das criança para jogar aos cachorros. Meu coração está a ponto de sair pela boca. E partido. Não sei o que está acontecendo. Não entendo.

Por que está em uma região com tantos gentios? E os outros gentios que Ele atendeu? E Ele não é afinal, a luz para os gentios?

Nem sequer pisco. Aquela mulher vai sair furiosa dali, gritando horrores. Falando mal de Jesus.

Mas não. Ela concorda com Ele. Como ver uma cena dessas e não me desfazer em lágrimas? Ela clama desesperadamente pela filha, que jaz endemoninhada em casa. Encontra um Jesus que a chama de cachorro. E ela concorda com Ele!

Que diferença para os mestres da lei, fariseus e saduceus, que só se aproximavam dEle para questionamentos ridículos.

Fico pasma! Que mulher é essa? Ela diz que quer apenas uma migalha. Está debaixo da mesa. E só quer uma migalha que caia da mesa para os cachorros.

Continuo chorando. Aquela mulher concordou que era um cachorro, que não pertencia ao povo de Israel, mas sabia que podia ficar com algo simples como uma migalha. Aquele era o Senhor. Libertar sua filha de demônios era como uma migalha para Ele.

Meu coração acelera. Vejo algo no rosto de Jesus. Ele responde que sua resposta foi boa. Que ela vá para casa. Sua filha já está liberta.

Ufa! Esse é o Jesus que conheço. Misericordioso. Acessível a todos.

Já vi muitas explicações sobre esse texto. A mulher precisava ser tratada de seu orgulho e tantas outras coisas. Mas acredito que esse texto foi escrito para mim. Talvez para você.

Jesus foi até àquela região, habitada por muitos gentios. Sempre curava a todos. Não ia deixar de curar.

Jesus elogiou sua resposta. Era o que queria ver? Sua perseverança? Até onde iria para conseguir o que queria? Até onde iria pelo que amava?

Ele jamais iria até lá para não fazer nada. O único empecilho de milagres era a falta de fé, como aconteceu em Nazaré. Todos que se aproximaram dEle, com fé, receberam o que desejavam, precisavam.

Estou sentada no meio do caminho. Não consigo prosseguir agora. Preciso pensar. Sente-se comigo.

Quando os obstáculos vem, achamos que não quer nos abençoar? Desistimos, virando as costas?

Em nenhum momento aquela mulher pensou nisso. Continuou a clamar e adorar, mesmo sendo, aparentemente, rejeitada por Jesus.

Temos sido perseverantes? Temos clamado até que ponto pelo que amamos?

Diante do não do Senhor, viro as costas emburrada ou me prostro aos Seus pés e O adoro? http://www.espalhandoasemente.com/2017/04/quando-deus-diz-nao.html

Diante de Seu silêncio, continuo adorando, esperando por Ele? Ou viro as costas para Aquele que sei ser o único que tem todas as respostas às minhas perguntas, abandonando-O no caminho?

Saio pisando duro quando diz algo que não me agrada? Ou me ordena a fazer algo que não concordo? http://www.espalhandoasemente.com/2015/12/naama-e-o-processo.html

Muito a pensar. Muito a aprender com a atitude dessa mulher.

Se fosse eu naquela situação, será que agiria da mesma forma? Ou gritaria impropérios para Ele, me sentindo injustiçada, deixando que o ódio e o ressentimento tomassem conta de mim? Será que me prostraria a Seus pés ou cuspiria a Palavra como uma arma contra Ele, dizendo que aquilo não era justo?

Sondemos nossos corações.

Jesus sai dos arredores de Tiro. Atravessa Sidom, até o mar da Galileia e a região de Decápolis.

Algumas pessoas trazem a Ele um homem surdo, que mal falava. Suplicam que lhe imponha as mãos. Estão todos atentos para vê-Lo curar, inclusive nós, que não podemos perder essa cena.

O Senhor o leva à parte, longe da multidão. Nós O seguimos. Ele coloca os dedos nos ouvidos do homem. Em seguida, cospe e toca em sua língua. Levanta os olhos aos céus, suspira e diz: “Efatá!”, que significa “abra-se”. Os ouvidos do homem se abrem, a língua fica livre e ele começa a falar corretamente.

O Senhor ordena que não conte a ninguém. No entanto, quanto mais Ele proibia, mais falavam.

Imagine! Você é surdo e praticamente mudo, de repente, é curado. Como não falar? Como não contar a todos a maravilha que lhe aconteceu? Como não contar quem fez?

Todos ficam maravilhados. Dizem que Ele faz tudo muito bem. Até o surdo ouvir e o mudo falar.

Nosso Senhor é assim. Tudo que faz é bem feito. Faz tudo “muito bem”. Tem todas as informações. Vê todo o contexto. Toda “a cena”.

Age com Sua magnífica sabedoria. Não precisa que digamos a Ele o que ou como fazer algo.

Alguns Ele cura na frente de todos. Outros Ele leva à parte, a um lugar isolado. Precisa colocar os dedos em seus ouvidos. Cuspir em suas línguas. Não por Ele. Pelos que estão precisando de cura.

Somos todos tão diferentes! E Ele, em Sua sabedoria, age conosco de acordo com nossos temperamentos e necessidades. Faz com que me apaixone mais ainda. Não nos cura em série. É individualmente. Pessoalmente. Intimamente.

Ainda que a multidão grite e diga: "Ele precisa de cura! Toque nele!" Sabe como precisamos ser curados. Se no particular ou no meio do público. Sabe que tipos de processos precisamos. Que tipos de lições.

É um Deus relacional.

O que você precisa? Conte a Ele. Não importa o que a multidão grite, Ele quer saber de você. Não pode falar? Olhe em Seus olhos. Ele entende. Não Lhe diga como fazer, Ele sabe.

Vamos parar aqui. Precisamos adorá-Lo por nos enxergar dessa forma tão única. Por agir conosco, individualmente.

Amanhã prosseguimos. Leremos a partir do capítulo oito de Marcos. Até o capítulo dez

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Obadias 1.1-21

Leitura do dia 25/09.

Continuamos nossa caminhada pelo maravilhoso Livro dos livros.

Ontem lemos sobre as visões de Amós. Sua intercessão. Sua coragem. Sua ousadia. Seu chamado. Sua obediência. E o juízo do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/amos-71-915.html

Hoje, caminharemos através das páginas do livro de Obadias, composto por apenas um capítulo. E do primeiro capítulo do livro de Jonas.

Nesta postagem, apenas o livro de Obadias. Seu nome significa “Servo do Senhor”. Foi escrito após a queda de Jerusalém por Nabucodonosor, no ano 587 a.C. Era contemporâneo de Jeremias.

A palavra que recebeu da parte do Senhor foi contra Edom, descendentes de Esaú.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-361-43.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-21-329.html

O Senhor tornaria Edom pequeno entre as nações. Seria grandemente desprezado. Deixou-se enganar por seu orgulho, acreditando que, por morar nas fortalezas, não seria atingido. Ao contrário do que imaginavam, seriam completamente atingidos. Vasculhados e saqueados. Traídos por seus amigos e aliados.

Seus guerreiros mais poderosos ficariam aterrorizados. Seus sábios não mais existiriam. Todos seriam exterminados.

Tal destruição viria sobre Edom por terem agido com violência contra seus parentes, os israelitas.

Quando foram Israel foi invadido, ficaram afastados. Não quiseram ajudar. Agiram como se fossem um de seus inimigos. Não deveriam ter ficado satisfeitos com o que aconteceu. Não deveriam ter se alegrado quando o povo de Judá sofreu desgraça. Nem deveriam ter falado arrogantemente quando era templo de aflição.

Não deveriam ter saqueado Israel. Nem ficado satisfeitos com sua destruição. Muito menos roubado suas riquezas. Nem ficado nas encruzilhadas esperando para matar os que tentavam escapar. Ou entregá-los para serem escravizados.

Está próximo o dia em que o Senhor julgará todas as nações.

Toda a maldade de Edom cairá sobre sua própria cabeça. Todas as nações sofrerão pelos pecados que cometeram.

Chegará o dia em que o povo de Israel voltará para sua terra.

Chegará o dia em que os resgatados subirão ao monte Sião para governar sobre os montes de Edom e o reino será do Senhor. Aqui há uma dupla profecia. Uma já aconteceu. A outra refere-se aos remidos do Senhor. Essa ainda estamos aguardando. Quando o Reino será do Senhor.

"O sétimo anjo tocou sua trombeta, e fortes vozes gritaram no céu: 'O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre". - Apocalipse 11.15

Que aprendamos com os pecados de Edom. Que não nos alegremos, nem contribuamos com a queda de outros. O Senhor é justo. Ele julga a todos. Ninguém ficará sem ser julgado.

Que nossas mãos estejam limpas. Que nossos corações sejam misericordiosos.

“Felizes os misericordiosos, pois serão tratados com misericórdia. Felizes os que têm coração puro, pois verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, pois serão chamados filhos de Deus”. – Mateus 5.7-9

Continuamos na próxima postagem. Leremos o capítulo um do livro de Jonas.

Espero você. Até já.

sábado, 7 de setembro de 2019

Ezequiel 34.1.36-38

Leitura do dia 07/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro do profeta Ezequiel.

Ontem vimos mais advertências a Faraó e ao Egito. Sua queda é iminente. Cairá, como outras nações. Por causa do orgulho e da arrogância.

Também vimos que Ezequiel (e todos nós), somos chamados a ser vigias. Sentinelas que estão vendo o que outros não veem. Precisamos dar o aviso, a advertência. Somos responsáveis por outras vidas, além das nossas.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-321-3333.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo trinta e quatro. Até o capítulo trinta e seis.

Ezequiel recebe mais uma mensagem do Senhor. Agora, contra os pastores de Israel. O Senhor vê Israel como um rebanho de ovelhas. Seus líderes são seus pastores. O mesmo acontece hoje com Sua Igreja.

O Senhor ordena que o profeta advirta seus pastores. Uma grande aflição os espera! São pastores que não cuidam das ovelhas. Alimentam-se a si ao invés de alimentarem suas ovelhas. Não se importam com elas. Bebem seu leite. Vestem-se com sua lã. Abatem as melhores. E deixam o rebanho passar fome. Não cuidam das fracas. Não curam as doentes. Não enfaixam as feridas. Não procuram as desgarradas, nem as que se perdem. Tudo que fizeram foi conduzi-las com dureza e crueldade.

Por não terem pastores, Suas ovelhas se espalharam. Tornaram-se presas fáceis. Qualquer animal selvagem pode surpreendê-las e aniquilá-las. Andam sem rumo por toda a face da terra. E ninguém saiu para procurá-las. Não se importam com elas

Infelizmente parece que Ezequiel está descrevendo muitos de nossos líderes e pastores de hoje.
Não ficarão impunes. O Senhor não permitirá que continuem a liderar sobre Seu povo. Não apascentarão mais Suas ovelhas. Ele mesmo as livrará desses homens egoístas.

Ele procurará Suas ovelhas. E as encontrará. Será como o pastor que busca o rebanho espalhado. Ele lhes dará bom pasto. Cuidará delas. Encontrará lugar para que descansem. Procurará as que se perderam. Trará de volta as que se desgarraram. Enfaixará as feridas. Fortalecerá as fracas. As gordas, porém, serão apascentadas em juízo. Até se corrigirem. Esse é o propósito do juízo. A correção, o alinhamento.

Mas, não serão apenas os líderes e pastores que serão julgados. O povo também será.

Olhe para nós por um momento, como simples ovelhas, como o Senhor fez. Por que, Ele pergunta, não basta que as ovelhas fiquem com os melhores pastos? Por que precisam pisotear o resto, não deixando pasto para outras? Por que esse egoísmo? Não basta beberem água pura? Por que precisam enlamear o resto? Por que não pensar no outro, no próximo? Por que tanto egoísmo?

O Senhor chama essas ovelhas de gordas. São egoístas. Só pensam em si. Querem o pasto somente para elas. Bebem água e não se preocupam em deixar tudo limpo para as outras. Empurram as mais fracas. Chifram e não dão espaço para que as famintas e doentes se alimentem. Agem de tal forma que as espalham por terras distantes. Essas ovelhas também serão julgadas. Com toda certeza.

Após esse julgamento, haverá apenas um pastor. Ele as alimentará. Quando o Senhor fala de Davi, está falando de seu descendente. Está falando do Senhor Jesus, o Bom Pastor.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-bom-pastor-da-sua-vida.html

Ele fará uma aliança com Seu povo. Os animais ferozes serão expulsos da terra. Seu povo poderá acampar em segurança no deserto. Dormir sem medo nos bosques. Onde quer que estiverem, estarão em segurança. Sem precisar temer. Haverá chuva no tempo certo. Serão chuvas de bênçãos. Os pomares darão suas colheitas fartas.

O Senhor tornará Sua terra conhecida entre as nações. Haverá colheitas em abundância. Nada mais de miséria e fome. Assim, saberão que Ele é o Senhor. E Israel, Seu povo. Lembre-se, somos Seu Israel.

Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Deveria profetizar contra o monte Seir. Contra a terra de Edom, os filhos de Esaú.

Ele se colocou como inimigo de Edom. Serão totalmente destruídos. Por causa do profundo ódio ao Seu povo. Esse ódio os levou a matar indefesos, quando o Senhor já os havia castigado. Quando viram as terras de Israel e Judá destruídas, elevaram-se. Disseram que a possuiriam. Não importava se o Senhor estava lá. Se não eram dele. Agora seriam.

Após, o Senhor ordenou que Ezequiel profetizasse sobre os montes de Israel. Seriam novamente habitados. O Senhor traria Israel e Judá de todos os lugares onde foram lançados. Não porque mereciam, mas porque o Senhor não permitiria que Seu nome fosse desonrado entre as nações.

Israel deveria honrar o nome do Senhor entre todas as nações. Agora, Seu nome estava desonrado. Ele agiria de tal modo que as nações saberiam que Ele é o Senhor. Saberiam que Seu povo foi espalhado e humilhado porque não foram fieis e não porque o Senhor não foi capaz de cuidar deles.

Ele mesmo os purificaria. Daria um novo coração e um novo espírito. Removeria o coração duro e colocaria um coração afetivo no lugar. Também lhes daria Seu Espírito. Não seria para que se vangloriassem. Seria para que seguissem Seus decretos e tivessem o cuidado de obedecer Seus estatutos.

Ah, quem somos nós sem Seu Espírito? Somos como o povo de Israel. Sem Ele, somos idólatras, assassinos e adúlteros. Somente Seu Espírito nos capacita a seguir Seus decretos e a ter o cuidado de obedecer Seus estatutos. Sem Ele, não somos nada.

“Sim, Eu sou a videira; vocês são os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu nele, produz muito fruto. Pois, sem Mim, vocês não podem fazer coisa alguma”. – João 15.8

O Senhor promete que Israel será novamente habitado. As pessoas diriam que a terra que antes era deserta, transformou-se. Israel seria como o jardim do Édem. Suas cidades abandonadas e arruinadas estariam cheias de gente. Assim, as nações vizinhas saberiam que o Senhor os replantou.

Em Sua infinita bondade e misericórdia, em Seu amor incompreensível, Ele estava (está) disposto a ouvir a oração de Seu povo. E a curá-los. Assim, todos saberão que Ele é o Senhor.

Que nos voltemos para Ele. Que sejamos fieis. Que reconheçamos que somos o que somos por causa de Seu maravilhoso e Santo Espírito em nós. E, que, através de nossas vidas, todos saibam que Ele é o único Senhor, Criador dos céus e da terra.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo trinta e sete. Até o capítulo trinta e nove.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Ezequiel 30.1-31.18

Leitura do dia 05/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel.

Ontem vimos o fim da glória de Tiro, o portal para o mar. Por causa de seus muitos pecados. Chegou a hora do juízo.

Sidom também recebe uma palavra de juízo. Assim como o Egito.

Há uma promessa de restauração para Israel. E as palavras de Ezequiel serão ouvidas abertamente. Todos saberão que o Senhor é o único Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-271-2921.html

Hoje caminharemos através dos capítulos trinta e trinta e um. Apenas.

Ezequiel recebe uma mensagem do Senhor. O dia do juízo está se aproximando. Uma espada virá contra o Egito. O chão se cobrirá de mortos. Sua riqueza será levada. Seus alicerces serão destruídos. Seus aliados cairão. Seus ídolos serão despedaçados. O orgulho de seu poder se acabará. Os jovens morrerão nas batalhas. As mulheres serão levadas como escravas. Serão espalhados entre as nações do mundo inteiro. Mas, quando tudo acontecer, saberão que Ele é o Senhor.

O juízo do Senhor sempre tem o objetivo de nos alinhar a Ele. De voltarmos para Ele. De O desejarmos. De O conhecermos. Seu juízo viria (e veio) sobre o Egito, para que soubessem que Ele é o Senhor. E, sabendo, não ignorassem tal informação, mas se prostrassem a Ele. E O seguissem.

No dia 21 de junho de 587 a.C.., Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Ainda é uma mensagem a Faraó e seu povo.

O Egito era grande. Como a Assíria fora. Semelhante a uma árvore plantada próximo às águas, que tem ramos longos e espessos, raízes profundas. O problema foi que sua beleza e grandeza o tornou orgulhoso e arrogante. Elevou-se muito acima dos outros. Seu topo chegou às nuvens. Por causa de seu orgulho e arrogância, foi rejeitado pelo Senhor. Ele o entregará à Babilônia, uma nação poderosa. Que lhe dará o castigo merecido. Por causa de suas maldades. Será um dia de tristeza. Um dia de tremor em toda a terra. Mas, será o destino de Faraó e do Egito. Cair como as outras nações caíram. Rejeitados. Como árvore tombada.

Que nosso crescimento nos leve cada vez mais perto do Senhor. Que não nos orgulhemos do que Ele tem nos dado. Que sejamos humildes, reconhecendo que tudo é por Ele e para Ele. Que o Senhor não venha a nos rejeitar por causa de nosso orgulho e arrogância. Que nossos olhos estejam fixos apenas nEle.

"Assim diz o Senhor: Que o sábio não se orgulhe de sua sabedoria, nem o poderoso de seu poder, nem o rico de suas riquezas. aquele que deseja se orgulhar, que se orgulhe somente disto: de Me conhecer e entender que Eu sou o senhor, que demonstra amor leal e traz justiça e retidão à terra; isso é o que Me agrada. Eu o Senhor falei!".

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos trinta e dois e trinta e três.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Ezequiel 27.1-29.21

Leitura do dia 04/09.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Ezequiel.

Na postagem anterior vimos o julgamento do Senhor contra Amom, Moabe, Edom, Filistia e Tiro. Cidades que saberiam quem o Senhor é, através de Seu justo juízo. http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/ezequiel-251-2621.html

Agora, caminharemos através dos capítulos vinte e sete até o capítulo vinte e nove.

O Senhor ordenou que Ezequiel entoasse um cântico fúnebre para a cidade de Tiro. Ela era a entrada para o mar. Tinha relações comerciais com muitas nações. Se gloriava de sua beleza.

Quando o Senhor fala, no capítulo vinte e três, da Assíria, cita que o uniforme dos assírios eram azuis. O dos babilônios eram vermelhos, chamativos. Agora, Tiro, que negocia com diversas nações, tem seus toldos azuis e vermelhos. Sempre agrada a todos.

Navios de todas as nações negociavam mercadorias nesta cidade. Tinham um grande exército, de homens da Pérsia, da Lídia e da Líbia. Seus escudos e capacetes eram pendurados em seus muros, o que completava sua beleza e lhe dava honra.

Todo tipo de “mercadoria” era comercializada nesta cidade. Inclusive escravos, que vinham da Grécia, de Tubal e Meseque. Tiro possuía o monopólio do mercado de várias regiões litorâneas. Judá e Israel também comercializavam com ela. Os depósitos em sua ilha estavam sempre abarrotados. Reis até nos confins da terra se enriqueceram com seu comércio. Era uma cidade que não parava.

Agora, vindo o juízo, tudo se perderia. Como um navio naufragado. Naufragou junto com suas mercadorias e seus tripulantes.

Ezequiel também foi ordenado a entregar uma palavra ao príncipe de Tiro. Em seu grande orgulho ele acreditava que era um deus. Seu trono, divino, era no coração do mar. Estava enganado. Era apenas um homem. Acreditava ser mais sábio que Daniel. Que não existia segredo que não soubesse. Ficou rico por causa de sua sabedoria. Mas, sua riqueza o tornou muito orgulhoso. Morreria no fundo do mar, ferido violentamente. De forma vergonhosa. Na mão de estrangeiros.

Que nossa sabedoria nos leve a conhecer mais o Senhor e não a nos tornarmos orgulhosos.

O Senhor ordenou ao profeta que cantasse um cântico fúnebre sobre o rei de Tiro. Esse cântico é considerado como uma descrição de Lúcifer.

O rei de Tiro era o modelo de perfeição. Não um modelo, mas o modelo. Cheio de sabedoria e beleza. Estava no jardim do Senhor. Suas roupas eram enfeitadas com todas as pedras preciosas. Estas pedras foram todas trabalhadas, com cuidado, especialmente para ele. Sobre o ouro mais puro. E foram entregues no dia em que foi criado. O Senhor o escolheu e o ungiu como querubim guardião. Tinha acesso ao monte dEle. Andava entre as pedras cintilantes. Era irrepreensível. Até o dia em que se achou maldade nele. Seu rico comércio o levou à violência. Ele pecou.

Foi banido em desonra do monte do Senhor. Foi expulso de seu lugar entre as pedras cintilantes. Seu coração ficou cheio de orgulho por causa de sua beleza. Sua sabedoria foi corrompida, por causa de seu esplendor. Todos que o conheciam ficaram horrorizados com seu destino. Chegou a um fim terrível. Não mais existirá.

O que aconteceu também com o rei de Tiro.

O Senhor entregou uma mensagem a Sidom. Traria julgamento àquela cidade. Revelaria Sua santidade. E todos que observassem saberiam que Ele é o Senhor.

Ele promete que o povo de Israel voltará a viver em sua própria terra. Na terra que deu a Seu servo Jacó. Ele os recolherá de todos os lugares para onde foram enviados. E julgará as nações vizinhas que os trataram com desprezo. Quando o julgamento vier, saberão que Ele é o Senhor.

O Egito não ficou sem julgamento. O Senhor também se levantou contra Faraó. Este dizia que o Nilo era seu. Que o fez para si. Se tornaria uma nação desolada. Seriam espalhados pelo mundo. Durante quarenta anos. Depois voltariam, mas nunca mais seriam uma nação importante que dominasse outras nações. O que também, aconteceu.

O Senhor daria o Egito como presente a Nabucodonosor pelo que fez a Tiro. Quando a destruiu estava trabalhando para Ele. Ele usa quem quer para trazer Seu justo juízo.

Quando fosse julgado, todo o povo do Egito saberia que Ele é o Senhor.

Um dia a antiga glória de Israel reviveria e as palavras de Ezequiel seriam ouvidas abertamente. Então, saberiam que Ele é o Senhor.

Que consolo Ezequiel teve do Senhor. Suas palavras seriam ouvidas. Abertamente. Seriam entendidas. Um dia aconteceria. E saberiam que Ele é o Senhor. Não seria um profeta vão. Um dia colheria as sementes que lançou com tanta dor e tristeza. Seu chamado seria cumprido.

“Os que semeiam com lágrimas colherão com gritos de alegria. Choram enquanto lançam as sementes, mas cantam quando voltam com a colheita”. – Salmo 126.5,6

Que nossas palavras ecoem como as de Ezequiel, apontando sempre para o único Senhor Soberano.

Continuamos amanhã. Leremos os capítulos trinta e trinta e um.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Jeremias 49.1-50.46

Leitura do dia 22/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.

Na postagem anterior vimos as mensagens do Senhor ao Egito, à Filistia, e a Moabe. Serão julgados pelo Senhor. Por sua idolatria, orgulho e arrogância.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-461-4847.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e nove. Até o capítulo cinquenta.

O Senhor continua entregando mensagens a Jeremias. Fala sobre Amom. Os amonitas confiam em suas riquezas. Adoram Moloque. Sacrificam seus filhos a este ídolo, como era o costume. O Senhor os destruirá. Mas, no futuro, por Sua infinita misericórdia, os restaurará.

Damasco também cairá. Medo e angústia se apoderam dela. Como se fosse uma mulher na hora do parto.

Edom também será julgado. Foi iludido pelo medo que provoca aos outros, achando-se superior. Está cheio de orgulho. Vive em uma fortaleza de pedra. E controla os altos montes. O Senhor os derrubará. Até os guerreiros mais valentes tremerão como uma mulher em trabalho de parto. Mas, os órfãos que estiverem entre eles e as viúvas serão socorridos. Podem esperar pela ajuda do Senhor.

Ele expulsará Edom de sua terra. Colocará ali um líder que escolherá.

Quedar e Hazor também serão julgadas. O Senhor trará calamidade sobre eles.

Elão será perseguido à espada. No futuro, porém, o Senhor os restaurará.

O Senhor deu a Jeremias uma palavra de destruição à própria Babilônia. A grande Babilônia que estava conquistando a terra naquela época. Suas imagens e seus ídolos serão destruídos. Seus deuses sofrerão completa humilhação. Serão uma nação pequena. Um deserto. Uma terra seca e desolada.

Olhe para trás. Veja a história. Aconteceu exatamente o que o Senhor disse que aconteceria. Ele cumpre Suas promessas. Cumpre Seu julgamento. Que é sempre justo.

Babilônia também será exilada. Era um instrumento do Senhor para juízo, mas odiaram os povos que conquistaram. Agiram com total violência e brutalidade. Não deixaram seus ídolos. Sofrerão o mesmo que fizeram às outras nações.

Quanto a Israel e Judá voltarão chorando e buscando o Senhor. Perguntarão pelo caminho de Sião e voltarão para casa. Se apegarão ao Senhor. Numa aliança permanente.

Ele é o verdadeiro descanso. A esperança real.

Seu povo foi enganado por seus pastores. São como ovelhas perdidas, soltas nos montes. Perderam o rumo. São sabem encontrar o curral. Seus inimigos as atacaram, sem pudor nenhum. A desculpa era que pecaram contra o Senhor. Não tiveram misericórdia. Serão julgados.

Que clamemos ao Senhor por todos que pecaram e se afastaram do Senhor. Que sejamos misericordiosos.

Que Ele seja nosso descanso e esperança. Que nos voltemos para Ele a cada dia. Que ouçamos Sua voz. E não fiquemos perdidos nos montes, enganados por pastores egoístas, que amam apenas a si mesmos.

Continuamos na próxima postagem. Leremos os dois últimos capítulos de Jeremias.

Espero você. Até lá.

Jeremias 46.1-48.47

Leitura do dia 21/08.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Jeremias.

Na postagem anterior vimos Jeremias sendo levado para o Egito, em total desobediência do povo de Israel ao Senhor.

Também vimos que os acontecimentos são a colheita pelos pecados por eles cometidos. Estão sendo julgados pela idolatria. E não querem se arrepender. Ninguém escolheu servir o Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-431-454.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e sete. Até o capítulo quarenta e nove.

Jeremias foi chamado para profeta às nações. Não apenas a Israel.

O Senhor lhe entrega mensagens contra várias nações. E ele as entrega, corajosamente.

Fala da destruição do Egito. De seu exílio. Também é o tempo de seu castigo. Seus deuses, seu faraó e seu povo serão castigados.

Fala a Israel que está com eles, mas não podem deixar de ser disciplinados. Não podem ficar impunes. O Senhor os disciplinará com justiça. Ele é a própria justiça.

Jeremias também fala contra a Filistia. Também serão julgados. E destruídos. O mesmo com Moabe. Toda sua terra será destruída. Suas crianças gritarão aos prantos. Seus refugiados choram e gritam de terror. Por um motivo: Confiaram em sua riqueza e habilidade. Seu deus Camos será levado ao exílio, junto com seus sacerdotes e oficiais.

Ninguém escapará. A espada é do Senhor. É seu justo julgamento entrando em ação, e maldito é aquele que faz o trabalho do Senhor com negligência. O Senhor, no entanto, chora por Moabe. Seu coração geme como uma flauta. Mas, Moabe será destruída. Deixará de ser nação. Se exaltou diante do Senhor. Seu orgulho, arrogância, soberba e seu coração são altivos. O Senhor conhece sua insolência. Seu povo oferece sacrifícios aos ídolos e queima incenso a deuses falsos.

Como estamos? Podemos ficar tranquilos quando o Senhor nos julgar? Temos amado apenas a Ele ou ido atrás de ídolos que fizemos com nossas próprias mãos?

Ainda dá tempo de voltarmos. De obedecermos. E amá-Lo.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quarenta e nove. Até o capítulo cinquenta.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Jeremias 13.1-15.21

Leitura do dia 10/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro do profeta Jeremias.

Na postagem anterior vimos a destruição que a idolatria trouxe ao povo de Israel e de Jerusalém. Assim como traz a todos.

O Senhor é o único Rei. O Rei das nações. Esse título pertence somente a Ele. Judá quebrou Sua aliança e colherá o resultado do que plantou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-101-1217.html

Agora caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

O Senhor ordena que Jeremias compre um cinto novo. De linho. Ele deve vesti-lo, sem lavá-lo. Se fosse comigo, iria querer saber o motivo. Jeremias obedeceu. Sem questionar. Comprou o cinto e o colocou. Mesmo sem lavar. Depois que o vestiu, o Senhor ordenou que fosse ao rio Eufrates. Que o escondesse ali, num buraco entre as pedras. Ele foi e o escondeu. Como o Senhor ordenara. E pronto. Não perguntou o motivo. E o Senhor não falou nada por um bom tempo. Enfim, mais fácil que a ordem dada a Isaías de andar nu e descalço (Isaías 20.1-6).

Depois que passou muito tempo, o Senhor ordenou que Jeremias voltasse onde tinha escondido o cinto e o pegasse. Ele foi. Cavou onde havia escondido e o tirou dali. Sabe o que aconteceu com o cinto? Claro, estava podre. Não servia para nada. Completamente perdido.

Então, só então, o Senhor disse a Jeremias o significado de tudo aquilo. Ele faria apodrecer o orgulho de Judá e Jerusalém. Porque não queriam ouvi-Lo. Se tornariam como aquele cinto. Não serviriam para nada.

Ele os criara para que, assim como o cinto fica apegado à cintura do homem, eles se apegassem a Ele. Era para serem Seu povo, Seu louvor e Sua glória. Uma honra para Seu nome. Mas não quiseram ouvi-Lo. Não quiseram amá-Lo.

O povo não se arrependeu. Continuou vivendo em sua arrogância, sem olhar para o Senhor. Sem buscá-Lo. Uma grande aflição os esperava. Seriam levados para o exílio. Não quiseram se purificar.

O Senhor falou com Jeremias a respeito de uma grande seca. O comércio às portas de Jerusalém cessaria. Os poços secariam. Todos ficariam preocupados, com suas cabeças cobertas. Até a corça abandonaria sua cria. Não haveria pastagem. Nada.

Seu povo gostava de andar longe dEle. Não controlavam seus pés (Gênesis 4.7). Então, o Senhor também se afastaria deles. Lembraria suas perversidades. Receberiam Sua justiça.

Mais uma vez Ele ordena que Jeremias não interceda pelo povo. Ele não ouvirá. Não receberá seus jejuns. Não dará atenção ao seu clamor.

Jeremias está angustiado. Conta ao Senhor, que os profetas dizem que está tudo bem. Que não haverá guerra. Nem fome. Que certamente o Senhor os abençoaria com paz. O Senhor lhe responde que esses profetas são mentirosos. Falam mensagens que Ele não ordenou. Têm visões e revelações que nunca viram nem ouviram. Falam tolices. Inventadas em seus corações mentirosos. Morrerão na guerra e na fome. E os que têm acreditado em suas mentiras, terão seus corpos lançados nas ruas de Jerusalém, mortos pela fome e pela guerra. Não sobrará ninguém.

Jeremias continua clamando por socorro. O Senhor lhe diz que ainda que Moisés e Samuel intercedessem diante dEle em favor daquele povo, Ele não os ajudaria. Eles O abandonaram. Deram-Lhe as costas. Serão destruídos. Não quiseram abandonar seus maus caminhos. Serão alcançados por suas próprias maldades. A situação será tão terrível que até a mãe de sete filhos desmaiará. Ficará sem filhos. Envergonhada e humilhada. Sozinha.

Jeremias está aflito. Deseja nem ter nascido. É odiado em todos os lugares. Não deve a ninguém. Não é credor de ninguém. Mas é odiado como se não pagasse suas dívidas ou como se cobrasse seus credores, com ameaças.

O Senhor ouve Sua oração. Cuidará dele. E mais, nos tempos de calamidade e aflição, os inimigos de Jeremias lhe pedirão que interceda por eles (Mateus 5.44).

Jeremias pede que o Senhor lhe dê tempo. Que não permita que morra em sua juventude. Tem sofrido humilhações. Por causa de Seu nome. Mas não pode abandonar o Senhor. Quando descobriu Suas palavras, ele as devorou, faminto. Elas são a alegria e o prazer de seu coração tão sofrido. Afinal, ele pertence ao Senhor. Por isso, sentava-se sozinho. Para não participar das festas pecaminosas de seu povo. Apesar disso, está sofrendo. Não consegue enxergar Seu socorro. É como se contasse com um riacho inconstante. Ou uma fonte que já secou.

Mas o Senhor é nossa fonte inesgotável. Ele chama Jeremias de volta ao Seu esconderijo. Ele o restaurará. Lhe dará forças. Para que continue a servi-Lo. Exorta-o a parar de reclamar, de falar inutilidades. Que fale palavras valiosas. Assim, será Seu porta-voz. Ele influenciará pessoas, mas não deixará que o influenciem. Continuarão a lutar contra ele, mas não prevalecerão. O Senhor o protegerá e o livrará.

Que clamemos ao Senhor. E fiquemos em Seus braços. Em Seu esconderijo. Ele nos livrará. Que jamais o deixemos. Que cada um de nós seja Seu porta-voz.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Isaías 13.1-15.9

Leitura do dia 19/07.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Isaías.

Ontem vimos que uma grande aflição espera os juízes injustos e relapsos. Também haverá grande aflição para a Assíria, por causa do orgulho e arrogância de seu rei.

Também vimos as promessas do Senhor para o remanescente de Israel. Que se cumpriram, conforme escrito nos livros de Esdras e Neemias. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-101-126.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Isaías recebeu uma palavra sobre Babilônia. O Senhor convocou um grande e poderoso exército contra Babilônia. Guerreiros que se alegrarão quando o Senhor for exaltado. Eles serão as armas do Senhor para executar Sua ira.

Por causa da maldade o mundo será castigado. Os arrogantes terão sua pretensão esmagada. Os poderosos terão seu orgulho humilhado.

Todos na Babilônia correriam como uma gazela perseguida, tamanho o pavor que os alcançaria. O que de fato ocorreu. Jamais voltou a ser a gloriosa Babilônia.

Isaías também fala que haveria um consolo para os descendentes de Jacó. Pessoas de muitas nações os ajudariam a retornar para sua terra. O que aconteceu. Várias vezes.

O Senhor também entregou uma palavra sobre a Assíria. Sob juramento. Tudo aconteceria como Ele planejou. Como Ele decidiu. Eles seriam destruídos. Por causa de seu orgulho e arrogância.

O Senhor tem um plano para todas as nações da terra. Todas estão sob Sua mão. Quando Ele fala, ninguém pode mudar Seus planos. Quando levanta Sua mão, ninguém pode detê-la.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

No ano que o rei Acaz morreu, Isaías recebeu uma nova mensagem. Agora, a respeito da Filistia. O Senhor os exorta a não se alegrarem. O rei que os feriu será sucedido por um pior. Que os destruirá. Quanto aos pobres e necessitados, Ele cuidará.

Ele é o Senhor que reconstruiu Sião.

O Senhor também lhe fala a respeito de Moabe. Em uma só noite seriam arrasados. Até os guerreiros mais valentes gritariam de terror. Indefesos. Tremeriam de pavor.

Isaías chora por causa de Moabe, tamanha a destruição que os esperava.

Muitas vezes para nós é difícil entender tamanha destruição. Tenhamos em mente que o Senhor é bom. Seus juízos são justos. Seu julgamento é perfeito. Ele sempre soube o que fazer. Sempre sabe o que está fazendo. Toda correção é, antes de tudo, para trazer alguém de volta a Ele. Ninguém é julgado sem antes ter tido a oportunidade do arrependimento. Várias e várias vezes.

O Senhor disse a Ezequiel: "Filho do homem, transmita esta mensagem ao povo de Israel: Vocês dizem: 'Nossos pecados pesam sobre nós; estamos definhando! Como sobreviveremos?' Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Soberano, não tenho prazer algum na morte dos perversos. Antes, meu desejo é que se afastem de seus maus caminhos, para que vivam. Arrependam-se! Afastem-se de sua maldade! Por que morrer, ó povo de Israel?" - Ezequiel 33.10,11

Quando uma nação endurece a cerviz, ou seja, não se inclina a Ele, afastando-se dEle, seus atos tornam-se cruéis, egoístas e perversos. Suas escolhas acabam sendo equivocadas. O amor é deixado para trás. A sabedoria não é estimada. A prudência não é exercida.

É necessário um julgamento para alinhar-nos com o Senhor. Que é sempre bom. Foi o que aconteceu com essas nações. O limite de pecado chegou ao fim. O copo transbordou. O justo juiz se levantou. Cansou de ver opressão e morte.

Maravilhoso seria que ninguém precisasse ser julgado. Que nós mesmos nos julgássemos e nos consertássemos. Mas, infelizmente, não é o que acontece na maioria das vezes. Somos negligentes em consultar nossa consciência, em buscar o Senhor. E pior, muitas vezes, mesmo após o julgamento, não nos arrependemos.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Como nação.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Isaías 10.1-12.6

Leitura do dia 18/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Isaías.

Ontem vimos o Senhor falando a Acaz que não precisava temer. Jerusalém não seria invadida pela Síria e Israel. Também vimos o Senhor falar sobre uma futura invasão pela Assíria. Essa, ocorreria. De forma rápida e cruel. Mas, esse tempo de escuridão não duraria para sempre. A luz voltaria a brilhar. Isaías foi chamado a confiar no Senhor, apesar de todas as circunstancias à sua volta. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-81-921.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Isaías volta a falar da aflição que espera os juízes injustos, os que decretam leis opressoras, não fazem justiça aos pobres, negam os direitos dos necessitados, exploram as viúvas e tiram proveito dos órfãos. Não terão ajuda. Serão levados como prisioneiros ou estarão entre os mortos.

Uma grande aflição também espera o rei da Assíria. O Senhor o usará como vara de castigo a Israel. Mas ele não entenderá. Não consegue enxergar que é apenas um instrumento do Senhor. Seu desejo é somente destruir. Uma nação após outra. Acredita que o Senhor é como os demais deuses. Que destruiu as nações por causa de seu poder. Não do Senhor. Será castigado. Por causa de sua arrogância e orgulho.

Todos os orgulhosos serão derrubados, como árvores cortadas com um machado.

O Senhor fala que apenas sobrará um remanescente de Israel. Esse remanescente voltará para o Senhor e confiará fielmente nEle.

Mas haverá um dia glorioso. Em que um pequeno tronco da linhagem de Jessé, pai de Davi, brotará. Será um renovo. Um novo ramo que dará frutos. Está falando do Senhor Jesus e Seu reino milenar. O Espírito do Senhor está sobre Ele. Sabedoria. Discernimento. Conselho. Poder. Conhecimento e temor.

Ele não julgará pela aparência. Não acusará com base em fofocas. Fará justiça aos pobres. Suas decisões serão imparciais. Em favor dos oprimidos. O sopro de Sua boca destruirá os perversos. (“... mas o Senhor Jesus o matará com o sopro de Sua boca e o destruirá com o esplendor de Sua vinda”. – 2 Tessalonicenses 2.8b). A justiça será para Ele como um cinto. A verdade como uma cinta nos quadris. Ele se vestirá de justiça e verdade. Que lindo!

Nesse tempo haverá paz. E tranquilidade. Até o lobo viverá com o cordeiro. O leão comerá capim como a vaca. Nada mais de morte. Nem para a sobrevivência. A terra estará cheia de gente que conhece o Senhor. Ele será uma bandeira de salvação para todos. Do mundo inteiro. As nações virão para Ele. Reunir-se-ão a Seus pés. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Naquele dia Seu povo cantará. Louvará o Senhor que o resgatou. Ele será a força e o cântico de Seu povo. Todos os povos ouvirão que Seu nome é magnífico. Seu louvor será conhecido em toda a terra.

Que todos celebrem em alta voz. Com alegria. Bebendo das fontes da salvação.

Isaías fala de algo que está para acontecer em sua época. A destruição de Israel pela Assíria. Depois a destruição da Assíria. E a volta do povo a Jerusalém. Com a liderança de um descendente de Davi. Tudo aconteceu. Tal qual profetizado. Está escrito em Crônicas. Em Esdras e Neemias.

Mas, quando fala do tronco da linhagem de Jessé, também está profetizando sobre um futuro que não aconteceu. Um futuro profetizado em Apocalipse (19 e 20).

Tal qual Isaías, vivemos num tempo em que o Senhor operará Seu juízo. Seu justo juízo. E tal qual Isaías, podemos olhar com duas perspectivas. O juízo vem. Rápido e certeiro. Mas haverá um remanescente. Como seus dois filhos, Sear-Jasube, “Um remanescente voltará” e Maher-Shalai-Hash-Baz, “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.

Que nossa confiança esteja no Senhor. E apenas nEle. Que sejamos parte do Seu remanescente.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Isaías 2.1-3.26

Leitura do dia 15/07.

Na postagem anterior, vimos a infidelidade do povo do Senhor. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-11-31.html

Agora, continuamos através do capítulo dois de Isaías. Até o capítulo três.

Depois de sua palavra de repreensão, dada a ele pelo Senhor, Isaías teve uma visão. Dos últimos dias.

O monte da casa do Senhor sendo o mais alto. O principal. O mais importante. Elevado acima de todos os outros. E todos os povos indo até ele para adorar. Pessoas de muitas nações. Que chamarão outras para subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó.

Sim, a lei do Senhor sairá de Sião. Para todos os povos serem alcançados. O Senhor resolverá os conflitos das nações e as espadas serão transformadas em arados. Nos últimos dias haverá paz. As nações deixarão de lutar e não precisarão mais treinar para a guerra.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Que possamos ouvir Sua voz e andar em Sua luz.

Ele rejeitou Seu povo por causa de seus pecados. Encheram a terra de feiticeiros. Fizeram acordo com nações que não temiam o Senhor. Aprenderam seus costumes. Encheram a terra de ídolos. Serão humilhados quando o Senhor os julgar. O orgulho e a arrogância serão rebaixados.

Somente o Senhor será exaltado no dia do julgamento. Ele tem um dia preparado para um acerto de contas. Neste dia o Senhor sacudirá a terra.

Que nossa confiança não esteja no homem. Simples mortal, sem valor. Que nossos olhos estejam no Senhor, o único que pode nos socorrer.

Como o povo do Senhor está dependendo de outras coisas ao invés de depender dEle, Ele mesmo tirará tudo de que dependem: o alimento, a água, os heróis e soldados, os juízes e profetas, os adivinhos e autoridades, os oficiais do exército e altos funcionários, os conselheiros, magos e astrólogos. O povo do Senhor, que foi ensinado a confiar somente nEle, agora depende desses para viver. Ah, queridos! Nós, Igreja, não temos agido assim? Precisamos voltar para o Senhor.

O profeta compara Seu povo ao povo de Sodoma. Pecavam com orgulho. Exibiam seu pecado. Não procuravam escondê-lo. Rebelavam-se abertamente contra o Senhor. Trazendo desgraça sobre si. Sobre todos.

Os justos devem saber que serão bem sucedidos. Desfrutarão a recompensa de seus esforços. Quanto aos perversos, estão perdidos. Receberão exatamente o que merecem. Como sempre, cada um colhe o que planta.

O Senhor lamenta pelos líderes de Seu povo. São imaturos. Opressores. Enganadores. Egoístas. Pensam apenas em si. Seu crescimento. Seu rendimento. No dia do julgamento, Ele tomará Seu lugar no tribunal. Apresentará Sua causa. Contra Seu povo. Contra os líderes.

Quem é o homem para acabar com Sua videira, roubar do pobre e encher de bem suas próprias casas? Esmagaram Seu povo e esfregaram o rosto do pobre no pó. O Senhor exigirá uma resposta.

Em Seu justo julgamento, retirará de Jerusalém, “a mulher-cidade” símbolo de Seu povo, tudo que a enfeita. Ficará vestida de pano de saco. Será como uma mulher devastada. Encolhida no chão.

Haverá solução para Seu povo?

Isaías fala de Israel. De Jerusalém e Judá. Mas e hoje?

Essas palavras se aplicam a nós, Seu povo. Precisamos nos arrepender!

Que sejamos batizados com arrependimento, para não sermos como uma mulher devastada. Que perdeu tudo.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

Espero você. Até lá.

sábado, 13 de julho de 2019

Eclesiastes 7.1-9.18

Leitura do dia 10/07.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Eclesiastes.

Ontem vimos que é melhor serem dois do que um. Se andarem dois juntos e um cair, o outro o ajuda a levantar. Mas se estiver só, como se levantará?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/eclesiastes-41-612.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Salomão nos diz que uma boa reputação é mais valiosa que um perfume caro. E o dia da morte é melhor que o do nascimento. Assim como é melhor ir a um funeral que a uma festa. No funeral, os vivos lembram-se que também morrerão. E é bom sabermos disso.

A tristeza tem seus benefícios. Ela aperfeiçoa o coração.

É preferível ser repreendido pelo sábio que receber o elogio de um tolo.

A extorsão transforma o sábio num tolo. O suborno corrompe o coração. Nos desvia do bom caminho.

Terminar algo é melhor que iniciar. Não é bom completar um projeto? Chegar ao seu alvo?

A paciência é melhor que o orgulho. Não devemos nos irar facilmente. A raiva é a marca registrada dos tolos. Não dos sábios.

Não é sábio viver olhando para trás, morrendo de saudades dos dias passados, dos “bons e velhos tempos”. Olhemos para a frente e planejemos dias melhores.

É bom ter sabedoria e dinheiro. Ambos trazem certo tipo de proteção. Mas somente a sabedoria preserva a vida. O dinheiro, não.

Se estivermos em tempo de prosperidade, que a desfrutemos. Quando chegarem os tempos difíceis (eles virão), não nos ressintamos contra o Senhor. Não estamos imunes às dificuldades.
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

Embora Salomão não tenha encontrado sentido (nós também não), alguns justos morrem cedo, enquanto perversos têm vida longa. Justos são mal tratados, enquanto perversos são bem tratados.

A sabedoria torna o sábio poderoso. Mais que dez líderes poderosos de uma cidade.

Não existe uma única pessoa que sempre faça o bem e nunca tenha pecado. Graças ao Senhor pelo perdão!

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, contudo, alguém pecar, temos um advogado que defende nossa causa diante do Pai: Jesus Cristo, aquele que é justo”.  – 1 João 2.1

Salomão conta que sempre se esforçou para que a sabedoria guiasse seus pensamentos e ações. Disse a si mesmo que seria sábio. Não conseguiu. A sabedoria estava sempre distante. Difícil de encontrar. Procurou por toda parte. Até que desistiu e resolveu provar a si mesmo que a perversidade é tolice e a insensatez é loucura. Andou por outros caminhos.

Sabemos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Se O tememos, Ele nos ensinará o caminho da sabedoria. Não é um caminho fácil. É preciso escavar para encontrar os tesouros escondidos do Senhor. Quem quer facilidade, não encontrará sabedoria.

Salomão também descobriu, a duras penas, que a mulher sedutora esconde uma amargura pior que a morte. Sua paixão é uma armadilha. Suas mãos agarram e seguram como correntes. Salomão foi pego em suas armadilhas. Mulheres sedutoras o desviaram do Senhor. De maneira lamentável.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-101-1123.html

Ele conta que procurou um homem sábio. Entre mil, só encontrou um. Não encontrou nenhuma mulher. Como encontrar? Procurou nos lugares errados. O Senhor ordenou que não houvesse casamento com mulheres pagãs e foi tudo o que Salomão fez. Não teria como encontrar uma mulher sábia entre as que não temiam o Senhor (Provérbios 31.30).

Percebeu também que o Senhor nos criou para sermos justos. Mas nós, homens, buscamos todo tipo de maldade. Virando completamente as costas para o Senhor. Amando o pecado. Ignorando os mandamentos.

Reconheceu que é maravilhoso ser sábio. Analisar e interpretar coisas é muito bom. A sabedoria ilumina o rosto. Abranda a dureza das linhas faciais. Porque nos enche de entusiasmo.

Salomão dividiu um grande segredo conosco. Há um tempo e um modo apropriado para tudo. Mesmo em meio às dificuldades. O sábio encontrará esse tempo e esse modo apropriado. Para fazer o que é certo.

Sabemos que quando um crime não é castigado de imediato, as pessoas são incentivadas a fazer o mal. Acreditam na impunidade. Que não serão apanhadas. Isso não é bom. Precisamos que a justiça seja feita. Com rapidez.

Em alguns pontos, a amargura transborda do coração de Salomão. Afirma que é uma grande tragédia que todos tenham o mesmo destino. Seria. Se fosse verdade. Embora o homem morra, há uma recompensa após a morte.

“E, assim como cada pessoa está destinada a morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”, - Hebreus 9.27

Que tenhamos cuidado. Não deixemos nosso coração se encher de maldade. Nem sigamos o caminho da loucura.

Façamos tudo bem feito, enquanto temos oportunidade. Pode ser que nem assim, consigamos o sucesso que esperamos. Às vezes é preciso outras combinações. O importante é continuarmos fiéis ao Senhor.

Não temos como prever o futuro. Pessoas caem em desgraça de modo repentino.

De qualquer forma, é melhor ser sábio que possuir armas de guerra.

E um só pecador pode destruir muitas coisas boas.

Que não sejamos destruidores. Fomos chamados para construir. Para reparar. Restaurar.

“Reconstruirão as ruínas desertas de suas cidades e serão conhecidos como reparadores de muros e restauradores de ruas e casas”. – Isaías 58.12

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Provérbios 16.1-18.24

Leitura do dia 03/07.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Provérbios.

Ontem vimos muitos conselhos maravilhosos.

Como é bom ver um sonho realizado. Como é bom ser prudente. Como é bom ter um estábulo cheio de bois, trabalho e uma colheita farta. Como é bom encontrar refúgio até na morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-131-1533.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos dezesseis ao dezoito. Ainda são provérbios de Salomão. Sobre diversos assuntos.

Anote os que mais chamam sua atenção. Vou falar um pouco sobre os que mais chamam a minha.

No capítulo dezesseis, Salomão nos ensina que é da natureza humana fazer planos. A maioria das pessoas faz. Mas, a resposta certa vem do Senhor. Ele é quem dirige nossos passos. Se quisermos andar por Seus caminhos de paz.

Se confiarmos verdadeiramente no Senhor, em todas as áreas de nossas vidas, nossos planos serão bem sucedidos.

Ele examina a intenção de cada um de nós. Não apenas nossas obras. Mas a intenção de tudo que fazemos. O que importa é exatamente o que está dentro de nossos corações. E que só o Senhor pode ver.

Ele detesta orgulho. Precede a destruição. A arrogância precede a queda. Mas a humildade precede a honra. Os orgulhosos não ficarão sem castigo.

O temor do Senhor, que é o princípio da sabedoria, evita o mal. O amor e a fidelidade cobrem pecados.

Com toda a certeza, é melhor ter pouco com justiça, que ser rico e desonesto. Também é melhor viver humildemente com os pobres que repartir o despojo com os orgulhosos. Eles estão fadados à destruição.

Não é que ser orgulhoso, arrogante e soberbo pode levar à queda. É certo que a queda virá. Essas atitudes são precedidas da queda. Como um tsunami é precedido de um silêncio momentâneo e depois a correria de pássaro e animais.

O Senhor exige honestidade. Balanças e pesos exatos. Exatos. Sabe por que? Não somos nós, é Ele quem determina os padrões da imparcialidade. E seus padrões são corretos. Ele não aceita suborno de espécie alguma.

Os sábios têm conselhos sábios. Suas palavras são convincentes.

Palavras bondosas são como mel. Na alma entram com doçura e refletem na saúde até do corpo.

E o que você acha? Salomão diz que é melhor ser paciente que um poderoso conquistador. É melhor se controlar que conquistar uma cidade. Sem dúvida é. A falta de controle e paciência nos leva a muitos erros. Somos não apenas conquistados por falta de controle, somos subjugados.

No capítulo dezessete Salomão mais uma vez fala, com outras palavras, a mesma coisa. É melhor um pedaço de pão, mesmo que esteja seco, com paz, que uma casa cheia de banquetes e conflitos. Ah, como é bom ter paz. É como uma corrente de água que vai passando pelos sulcos da terra. Curando. Revigorando. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html

Para saber se o ouro e a prata são puros, eles são submetidos às altas temperaturas. O fogo provará sua pureza. Quanto ao Senhor, muitas vezes nos submete também “às altas temperaturas”, para que nosso coração seja revelado. Não que Ele não conheça. Ele conhece tudo. Nada Lhe está oculto. Somos nós que precisamos conhecer nossos corações.

E quanto à rebeldia? O rebelde sempre procura uma razão, uma desculpa para se rebelar. Ele será castigado. Não tem como não ser. É algo natural.

Duas vezes Salomão fala sobre algo detestável ao Senhor. Condenar o inocente e absolver o culpado. Lembra? É Ele quem decide e determina os padrões da imparcialidade.

O amigo verdadeiro é sempre leal. Em quaisquer circunstâncias. Em todo o tempo. Ele se torna um irmão na hora da dificuldade. Na verdade, é ainda mais chegado que um irmão.

Se estamos passando por dificuldades (e quase sempre estamos), devemos manter nosso coração cheio de esperança. A alegria é um bom remédio. Sustenta até o corpo do enfermo. Mas o espírito abatido consome nossas forças. Ninguém consegue suportá-lo. Acredite, já tive um espírito abatido.

Quem recebe suborno (sabemos de muitos nessa situação), são perversos. Desviam o rumo da justiça. Quem recebe é tão culpado (ou mais) que aquele que oferece.

O sensato mantém seus olhos fixos na sabedoria. Quer aprender. Dedica-se ao conhecimento. Os olhos do tolo, no entanto, ficam vagueando. Não conseguem se fixar em nada. Vagueiam por aí, sem qualquer compromisso. Até os confins da terra.

O capítulo dezoito começa com um alerta extremamente interessante. Quem vive isolado é egoísta. Preocupa-se apenas consigo. Rejeita a sabedoria e o bom senso.

Sabe aqueles momentos em que estamos mal? Que queremos nos isolar? Que ansiamos por um buraco bem fundo para ficarmos lá escondidos? Esses são os momentos que não podemos nos isolar. São os momentos que precisamos pedir ajuda. Precisamos aprender com a criança que, quando não consegue fazer algo sozinha, fala que precisa de ajuda. Não podemos viver isolados. É burrice. Quem vive assim está descambando para a depressão. E destruição.

Nosso trabalho deve ser feito com esmero. Aquele que é relaxado está agindo como o destruidor. Devemos fazer tudo como se estivéssemos fazendo para o Senhor (Colossenses 6.17-23).

Quem procura socorro no nome do Senhor, fica protegido. Quem confia em sua riqueza não está seguro.

Quem tem discernimento sempre deseja aprender mais. Não há limite para seu aprendizado. Seus ouvidos estão sempre abertos para o conhecimento.

E, se você feriu ou ofendeu um amigo, saiba que é mais difícil reconquistar sua amizade que uma cidade fortificada. As discussões separam como se fossem um forte portão trancado. Esse é um dos motivos para cuidar de nossa língua. O que falamos tem poder para trazer morte ou vida. Colheremos as consequências de nossas palavras.

O homem que encontra uma esposa encontrou um tesouro. Um tesouro muito precioso. Que deve ser guardado e cuidado como tal. Ele alcançou o favor do Senhor. É, sem dúvida, bem-aventurado.

Que aprendamos com tantas palavras de sabedoria que estão à nossa disposição.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezenove. Até o vinte e um.

Espero você. Até lá.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Provérbios 10.1-12.28

Leitura do dia 01/07.

Continuamos nossa caminhada pela estrada do livro de Provérbios.

Ontem vimos que devemos guardar os mandamentos no fundo de nossos corações, amar a sabedoria como se fosse nossa irmã e o discernimento como um membro de nossa família.

Também vimos que a sabedoria clama, desejando que todos aprendam seus caminhos de vida. Quem a procura e espera, a encontrará. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/proverbios-71-918.html

Agora, caminharemos através dos capítulos de dez a doze de Provérbios.

São vários provérbios de Salomão. Sobre vários assuntos. Vamos destacar alguns. Leia as Escrituras e destaque os que mais lhe chamam atenção. Lembre-se, se queremos conhecimentos, devemos garimpar a Palavra. Somente assim, encontraremos os tesouros escondidos nela.

As riquezas de origem desonesta, acabam logo. O preguiçoso também logo empobrece.

Uma vida justa livra da morte. Na hora do julgamento, não serão as riquezas que terão valor. Serão o tipo de vida que vivemos.

O que dorme durante a colheita é uma vergonha. O sábio não age assim. Estamos em tempo de colheita. Como temos agido? Estamos dormindo, sem prestar atenção ao que acontece ao nosso redor? Vamos deixar o tempo passar sem que colhamos?

O justo deixa boas lembranças. O sábio recebe os mandamentos de bom grado. Não torce o nariz para eles. Sabe que os mandamentos são bons. Existem para nossa proteção. E vida.

Enquanto as palavras dos perversos são carregadas de mentira e más intensões, destruindo até seus amigos, as palavras dos justos produzem cura, são fonte de vida, dão ânimo, são preciosas como prata fina, oferecem conselhos sábios, são proveitosas. O que temos falado? Vida ou morte?

O salário do justo também produz vida. Ele sabe onde e como gastá-lo. Ao contrário do perverso. Seu salário conduz ao pecado. É gasto de maneira desordenada. Onde não deveria. O que temos feito com nossos salários?

O insensato corre atrás de riquezas, mas a benção do Senhor é que traz a verdadeira riqueza. E Ele não permite que venha acompanhada de tristeza.

O Senhor odeia desonestidade. Em todas as áreas. De qualquer maneira. Nos mínimos detalhes. A desonestidade destrói. Quem é honesto em tudo Lhe dá alegria.

O orgulho é algo que leva à desgraça. Quem é humilde está procurando sabedoria. E vai encontrá-la.

É falta de bom senso desprezar o próximo. Uma cidade prospera pelos benefícios que os justos levam a ela. Os perversos a destroem apenas com suas palavras, que dirá com seus atos! Temos levado benefício às nossas cidades?

A mulher bondosa ganha respeito. Os homens cruéis só conseguem angariar riquezas. Só. Que não terão proveito no futuro. Não servirão para nada na eternidade.

Enquanto quem faz o bem beneficia a si mesmo, pois é melhor dar do que receber (Atos 20.35), quem pratica o mal, além de prejudicar a outros, está se prejudicando. O que ganha não tem valor algum.

Quem reparte com generosidade, prospera. Quem revigora outros, será revigorado quando precisar. O mesquinho, ao contrário, perde tudo. Quem o abençoará?

Quem procura o mal, será encontrado por ele. Pare e pense na seriedade dessa afirmação. Em sua veracidade. Assim como quem procura a sabedoria, consegue encontrá-la, quem procura o mal será encontrado pelo próprio mal.

Enquanto o insensato corre atrás de riquezas, o sábio conquista pessoas. O fruto do justo é árvore de vida. Melhor que qualquer tesouro.

Se queremos aprender, precisamos amar a disciplina. Não conseguimos garimpar tesouros, se não andarmos em disciplina. Se não buscarmos com diligência. Se formos relapsos, não encontraremos nada. Apenas trabalho em vão.

A mulher indiscreta despreza sua própria beleza. A virtuosa honra seu marido. A insensata é como câncer nos ossos. Que grande responsabilidade!

As palavras sábias produzem muitos benefícios. Palavras verdadeiras resistem á prova do tempo. Mentiras logo são descobertas. Têm "pernas curtas”.

Enquanto o engano enche o coração dos perversos, a alegria enche o coração dos que promovem a paz. Como é bom e agradável promover a paz. A união é revigorante.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1311-13521.html

Na verdade, o coração do perverso não tem valor algum. Ele não o guardou. Não colocou guardas à sua porta. Foi arrombado. O que tinha de valor, saqueado. Agora, só o engano está ali dentro. E dor. Ainda assim há esperança. Jesus disse: "Preste atenção! Estou à porta e bato. Se você ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e, juntos, fazermos uma refeição, como amigos". - Apocalipse 3.20

Enquanto o justo dá bom conselhos, o perverso desencaminha seus amigos.

O Senhor detesta lábios mentirosos. Mas quem diz a verdade, Lhe dá alegria.

A preocupação faz a pessoa ficar deprimida, mas uma palavra de incentivo a anima. A preocupação não resolve nada. Confiar no Senhor, resolve. Ao menos, nos dará forças para passar por aquela tempestade. E ânimo para suportar o que for preciso.

Que aprendamos a andar como justos. Que os caminhos dos ímpios sejam evitados por nós. Que nossos lábios falem vida. Que nos importemos em ganhar vidas e não riquezas passageiras. Que não durmamos durante a colheita, mas trabalhemos, como fiéis servos do Senhor.

Continuamos amanhã. Leremos do capítulo treze ao capítulo quinze de Provérbios.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

2 Crônicas 32.1-33

Leitura do dia 01/05.

Na postagem anterior, vimos a organização, doação, fidelidade, consagração e generosidade durante o reinado de Ezequias.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/05/2-cronicas-311-21.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo trinta e dois.

Depois de todos estes fatos históricos, e de tudo quanto Ezequias fez movido por sua fidelidade, Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá. Ele sitiou as cidades fortes com o propósito de conquistá-las.

Parece que estamos lendo outra história. Como assim? Depois de toda a fidelidade de Ezequias, o rei da Assíria invade Judá? Ele quer Jerusalém? É isso mesmo. Sim, é. O fato de sermos fiéis não nos deixa imunes aos ataques que, muitas vezes, precisamos enfrentar.

Assim que Ezequias percebeu que Senaqueribe tinha planos para invadir Jerusalém, buscou conselho com seus príncipes, oficiais e comandantes do exército. Sua ideia era mandar fechar a passagem de água das fontes do lado de fora da cidade. Eles o ajudaram.

Muitos homens foram reunidos. Fecharam todas as fontes e o riacho que atravessava a região, afinal, por que viriam os reis da Assíria e achariam água à vontade para saciar-lhes a sede? Não, isso não aconteceria.

Não vemos Ezequias se lamentando com o Senhor. Pelo contrário, estava fazendo tudo a seu alcance para enfrentar uma guerra. Em seguida, com grande zelo e dedicação, restaurou todos os trechos quebrados do muro. Construiu torres de vigia sobre ele. Edificou outro muro do lado de fora do primeiro. Reforçou o aterro da Cidade de Davi. Mandou produzir grande quantidade de lanças e escudos. Designou oficiais de guerra para comandar o povo.

Depois, reuniu-os na praça da porta da cidade e lhes falou profundamente ao coração, animando-os a serem fortes e corajosos, a não temerem, nem se assustarem por causa do rei da Assíria, nem por causa do seu enorme exército. Quem marchava com Judá era muito maior. Com ele estava apenas um braço humano, mas com Judá estava o braço forte do Senhor, para ajudá-los e até para travar suas batalhas.

Todo o povo, naquele mesmo momento, se encheu de confiança com as palavras proferidas por Ezequias, rei de Judá. Como não se encher?

Mais tarde, Senaqueribe, rei da Assíria, e todo seu exército movimentavam-se para sitiar a cidade de Laquis. Ele mandou oficiais a Jerusalém com uma advertência a Ezequias e a todo o povo que habitava nessas terras. Perguntou em quem estavam depositando a confiança, para ficarem cercados em Jerusalém. Disse que, quando Ezequias prometia que o Senhor os salvaria das mãos do rei da Assíria, estava simplesmente enganando a todos, a fim de deixá-los morrer de fome e sede.

Para confundir o povo, perguntou se não era esse mesmo Ezequias que havia destruído os altares desse deus, ordenando a Judá e a Jerusalém que apenas diante de um único altar se prostrassem e apenas sobre ele oferecessem perfumes, queimados como incenso sagrado.

Depois fez uma pergunta com a intenção de que as pernas de todos tremessem: “Não sabeis vós o que eu e meus antepassados fizemos a todos os povos das terras?” Eles sabiam. O povo de Judá e Israel sabia. Conheciam as histórias.

Senaqueribe foi além, perguntou: “Porventura, alguma vez os deuses daquelas nações tiveram forças para livrar a sua gente das minhas mãos? Algum deles conseguiu salvar seu povo de mim?” Eles também sabiam. Nenhum deus havia salvado os povos. A Assíria vinha conquistando o que queria.

Então, fez o ataque final. Perguntou: “Sendo assim, como então o deus de vocês poderá livrá-los de minhas mãos?”

Aconselhou que não se deixassem iludir por Ezequias. Que ele não os enganasse de maneira alguma. Não deviam lhe dar crédito. A verdade era que nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum, teve poder para livrar seu povo de seus exércitos nem das mãos de seus antepassados. Tampouco o deus deles conseguiria livrá-los de suas garras. Não era nem de suas mãos, era de suas garras.

Os oficiais de Senaqueribe esbravejaram ainda mais impropérios contra o Senhor e contra o rei Ezequias, seu servo.

Senaqueribe escreveu cartas, para blasfemar por escrito do Senhor Deus de Israel, e para falar contra Ele, desafiando-O. Dizia que assim como os deuses dos povos das outras nações não puderam livrar seu povo de suas mãos, da mesma maneira o deus de Ezequias não livraria sua gente de suas garras.

Em seguida, todos os comandantes e servos de Senaqueribe bradaram na língua dos judeus contra o povo de Jerusalém, que estava sobre a muralha. Seu objetivo era atemorizar e desesperar. E com isso conquistar toda a cidade.

Gritaram ultrajes contra o Deus de Jerusalém da mesma forma como ridicularizavam os deuses das nações pagãs, que de fato não passam de obras produzidas pelas mãos humanas. Mas o Senhor não é comparável a esses deuses. O Senhor é Deus. O Deus verdadeiro. Único.

Diante dessa situação amedrontadora, Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amóz, clamaram em oração ao Senhor. O Senhor ouviu. E respondeu prontamente.

Enviou um anjo que aniquilou todos os experientes soldados, líderes e oficiais. No próprio acampamento do rei assírio. Ele “bateu em retirada” para suas terras sob profundo sentimento de derrota e vergonha.

Certo dia, ao caminhar pela nave do templo do seu deus, alguns de seus próprios filhos investiram contra ele. Assassinaram-no ao fio da espada.

Assim o Senhor salvou Ezequias e toda Jerusalém das garras sanguinárias de Senaqueribe, rei da Assíria, e das mãos de todos os outros. Concedeu plena paz e descanso em todas as fronteiras.

Então o povo se mobilizou. Muitos trouxeram a Jerusalém ofertas para o Senhor e presentes valiosos para homenagear Ezequias. Desde essa guerra, vencida pelo Senhor, o rei Ezequias passou a ser muito respeitado por todas as nações.

Naquela época Ezequias ficou muito enfermo. À beira da morte. Será? Sim. Nossa fidelidade não nos deixa imune a passarmos por enfermidades. Ele suplicou ao Senhor, que respondeu concedendo-lhe um sinal miraculoso.

Ah não, estava tudo tão bom até aqui! Mas a próxima palavra é um todavia.

Todavia o quê?

Todavia Ezequias deixou-se dominar pelo orgulho. Não correspondeu à misericórdia com que foi agraciado. Por isso a ira do Senhor se acendeu e veio como juízo sobre ele. Igualmente sobre todo Judá e Jerusalém.

Diante disso, Ezequias se humilhou, ufa! Reconheceu sua atitude arrogante, assim como todo o povo de Jerusalém. Então, a ira do Senhor se aplacou e não veio sobre eles durante o reinado de Ezequias.

Teve muitas riquezas e glória em abundância. Mandou construir muitos depósitos onde guardou seus tesouros de ouro, prata, pedras preciosas, especiarias, escudos e todo tipo de objetos de grande valor.

Também proveu-se de armazéns para colheita de cereal, vinho e azeite. De estrebarias para toda espécie de animais e redis para os rebanhos. Edificou diversas cidades e comprou muitos rebanhos, porquanto Deus lhe concedia muitas riquezas.

Foi ele quem bloqueou o manancial superior da fonte de Giom e mandou canalizar a água para a parte oeste da Cidade de Davi. Prosperou em toda a obra que se dispôs a realizar.

Contudo... Mais um “contudo”. Quando os embaixadores dos príncipes da Babilônia lhe foram enviados para se informarem do prodígio que se dera naquela nação, o Senhor o desamparou, a fim de prová-lo e deixar transparecer tudo que havia no mais profundo do seu coração. Sim, é isso mesmo que você leu. O Senhor deixou que Ezequias agisse conforme quisesse, para que viesse à tona o que estava em seu coração. Acontece conosco também. Precisamos saber onde realmente está nossa riqueza.
http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/tesouro-verdadeiro.html

Todas suas realizações, inclusive seus atos de zelo e dedicação ao Senhor, estão escritos na Visão do Profeta Isaías, filho de Amoz, e na História dos Reis de Judá e Israel.

Ezequias repousou com seus antepassados. Foi sepultado na colina onde estão os túmulos dos grandes reis, descendentes de Davi. Todo Judá e o povo de Jerusalém prestaram-lhe as mais expressivas homenagens fúnebres.

Seu filho Manassés passou a assentar-se em seu trono e reinou em seu lugar.

E agora? Como será Manassés? Seguirá os exemplos de seu pai? De seu avô? Dos reis de Israel?

Amanhã prosseguimos. Leremos a partir do capítulo trinta e três. Até o trinta e seis.

Antes, porém, gostaria de convidá-lo a ler os textos, ainda sobre Ezequias:
http://www.espalhandoasemente.com/2017/06/quem-e-o-seu-deus.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/07/quem-e-o-seu-deus-parte-2.html

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/estamos-imunes.html

segunda-feira, 29 de abril de 2019

2 Crônicas 26.1-23

Leitura do dia 29/04.

Na postagem anterior, vimos que Amazias, ao vencer a guerra, não olhou para o Senhor. Escolheu olhar para os ídolos de seus inimigos, adotando-os e prestando-lhes culto. Abandonou o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-cronicas-251-28.html

Agora, andaremos pelas páginas do capítulo vinte e seis.

Judá escolheu Uzias para ser rei em lugar de Amazias, seu pai.

Estava com dezesseis anos de idade. Reinou cinquenta e dois anos. Reconquistou e reconstruiu Elate.

Lembre-se que quando perdemos um território, primeiro precisamos reconquistá-lo para depois reconstruí-lo. E nesse processo há muito que destruir e derrubar, para reconstruir em alicerce adequado. É muito mais difícil reconstruir do que construir. É necessário muito mais trabalho. Pense nisso. Precisamos proteger os territórios conquistados, para que a próxima geração não precise lutar para reconquistá-los.

Uzias andou no caminho correto e agradável ao Senhor durante toda a vida de Zacarias, que era seu mestre e o instruiu no temor do Senhor. Enquanto procurou agradá-Lo, Ele o fez prosperar.

A prosperidade vem do Senhor. Ele a dá quando procuramos agradá-Lo e não a nós mesmos. Sua prosperidade é diferente da nossa. Muitas vezes, completamente diferente.

Prosperidade não significa riquezas. Significa fazer uma boa viagem. Ter tudo que precisamos para essa viagem. Muitas vezes achamos que precisamos de algo que atrapalha nossa caminhada. Malas demais para carregar. Falsa prosperidade. Pedras de tropeço.

É triste ver que Uzias foi fiel enquanto Zacarias o instruiu. E depois, como será?

Uzias atacou os filisteus. Conseguiu derrubar o muro de três cidades. Edificou cidades na região de Asdode e em vários outros lugares no território dos filisteus. Tudo porque o Senhor estava ao seu lado.

Os amonitas pagavam impostos a Uzias. Sua fama se espalhou até a fronteira do Egito. Ele e seu reino se tornaram muito poderosos e respeitados. Porque o Senhor o promoveu.

Uzias construiu torres em Jerusalém. Na porta da Esquina, na porta do Vale e junto ao Ângulo. Também construiu torres no deserto. Perfurou muitas cisternas. Era proprietário de muitos rebanhos. Nas planícies e na Sefelá, os planaltos de Judá.

Mantinha trabalhadores em seus campos e vinhas. Nas colinas e nas terras férteis. Gostava muito de agricultura.

Possuía um exército bem treinado. Organizado em grupos de acordo com o número de soldados convocados. Seu exército era comandado por dois mil e seiscentos chefes de famílias. Guerreiros corajosos e decididos. Um exército poderoso de trezentos e sete mil e quinhentos soldados. Uzias equipou esse exército com escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e atiradeiras de pedras. Estavam à sua disposição.

Em Jerusalém, construiu máquinas, projetadas por especialistas, para serem posicionadas nas torres e nos cantos das muralhas. Elas deviam atirar simultaneamente grande quantidade de flechas e arremessarem grandes pedras contra as forças inimigas, na defesa das esquinas. Era um homem que pensava. Tanto no ataque quanto na defesa. Tinha visão estratégica. Como devemos ter.

Sua fama foi contada e divulgada até em terras muito distantes. O Senhor o ajudou, de forma extraordinária, até que se tornou bastante conhecido e poderoso.

Então...

Zacarias, seu mestre morreu. Ele não tinha uma experiência individual com o Senhor. Não tinha o coração como o de Davi. Não conhecia o Senhor. Iniciou-se sua queda.

Assim que começou a vangloriar-se de suas conquistas e poder, seu coração se encheu de orgulho e soberba.

Sabemos o resultado do orgulho e da soberba. Essa atitude o conduziu à queda e ao insucesso. Deixou de ser ajudado pelo Senhor. Deixou de ser próspero.

Por causa de seu afastamento do Senhor, não sabia mais sua identidade, nem sua posição.

Entrou na Casa do Senhor para queimar incenso no altar, o que era permitido apenas aos sacerdotes.
Azarias, o sacerdote, foi atrás dele. Com oitenta sacerdotes do Senhor, homens ilustres e corajosos. Muitos corajosos. Afinal, era o rei. Podia ordenar a morte de todos.

Com grande coragem, opuseram-se a Uzias. Advertiram-lhe que não era sua competência incensar diante do Senhor. Somente os sacerdotes, descendentes de Arão, podiam incensar. Foram consagrados para isso. Uzias havia sido consagrado para ser rei.

Ordenaram-lhe, mesmo sendo o rei, que saísse do santuário. Disseram que havia sido infiel e pecado terrivelmente. Que já não tinha direito à glória que vem do Senhor.

Quanto isso é sério! Desprezou a glória do Senhor através de sua soberba. Perdeu o direito a ela. E a glória do homem é totalmente vã.

Uzia estava com o incensário na mão. Pronto para oferecer a queima do incenso sagrado, quando se encolerizou contra os sacerdotes.

Quando o sumo sacerdote Azarias e todos os sacerdotes olharam para ele, estava leproso na testa.
Apressadamente o lançaram fora. Até ele ficou apressado para sair quando notou que o Senhor o ferira.

Sofreu dessa grave doença de pele até o dia da sua morte. E pior, teve que viver, por ser considerado leproso, numa casa separada. Foi excluído da Casa do Senhor. Foi excluído da convivência com sua família. Foi excluído de seu próprio palácio. Não pôde mais reinar. Jotão, seu filho, passou a ter que administrar o reino em seu lugar, até sua morte.

Quando morreu, foi sepultado próximo a seus antepassados, em um cemitério de propriedade dos reis em Jerusalém. Não foi sepultado no tradicional túmulo dos grandes reis, por ser leproso.

Seu estado fez dele um excluído. Até em sua morte. Tudo porque a soberba e o orgulho passaram a dirigir sua vida, que não tinha mais lugar para a direção do Senhor. Esqueceu quem o havia promovido.

É muito triste vermos que os que escolhem se vangloriar em suas obras e dão lugar à soberba e ao orgulho, perdem suas identidades. Não conseguem mais saber quem são. Não conseguem mais identificar suas posições. São excluídos. Como leprosos que precisavam ficar separados de todos os outros.

Que tenhamos cuidado em tudo. Que reconheçamos que Ele é quem luta por nós. Quem nos ajuda. Quem nos abençoa. Quem nos promove.

É Ele quem nos dá vitória. E só a Ele pertence a glória. Se queremos nossa glória, perdemos a dEle.

Amanhã prosseguimos. Leremos do capítulo vinte e sete até o vinte e nove.

Espero você. Até lá.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/ele-se-esqueceu.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Deuteronômio 8.1-10.22

Leitura do dia 18/02.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Deuteronômio.

Ontem vimos que Moisés encorajou Israel e obedecer ao Senhor, alertou-os contra a idolatria, separou três cidades refúgios.

Iniciou seu segundo discurso, lembrou os dez mandamentos que o Senhor entregou nas tábuas da aliança, chamou Israel a um compromisso total com Ele, de corpo, alma, coração.
Falou do privilégio de ser um povo separado para o Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-41-49.html
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-51-726.html

Hoje, caminharemos através dos capítulos oito a dez.

Moisés lembra novamente Israel da importância da obediência. Seu coração pesa, prestes a deixar o povo. Acredito que, se pudesse, abria seus corações e plantava lá todos os mandamentos, decretos e preceitos do Senhor. Para nunca deixarem de amá-Lo e serví-Lo, obedecendo-O em tudo.

Ele lembra a situação prestes a tornar-se realidade. Não vão mais estar no deserto. Dependendo completamente do Senhor para saciar sua fome e sede.

Entrarão na terra. Construirão casas boas. Seus rebanhos e suas riquezas multiplicarão. Comerão o melhor da terra. Ah, que perigo!

É muito mais difícil servir ao Senhor no palácio, como José fez, que no deserto. Muito mais difícil serví-Lo em Canaã, em meio à prosperidade, que no deserto.
http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/amo-filmes.html

Moisés sabia disso. Viveu quarenta anos como filho da filha de Faraó. Em um palácio.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-11-10.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/01/a-escola-secreta.html
Ele queria, de todas as formas possíveis, incutir a Palavra do Senhor no coração de Israel. Que não batessem no peito e dissessem que foram eles que conseguiram tudo que tinham. Que se lembrassem do Senhor e Sua bondade. De como os conduziu pelo deserto. Como os provou para depois suprí-los.

Além disso, Moisés queria que ficasse claro que o Senhor lhes dava a terra por causa de Suas promessas a seus antepassados. Não expulsaria aquelas nações diante deles por serem bons, mas pela perversidade das nações, que estavam vivendo o tempo de Seu justo juízo.

Moisés lembrou também do bezerro de ouro. Ele teve que subir novamente ao monte Sinai onde ficou mais quarenta dias e quarenta noites sem comer e sem beber, clamando que o Senhor não os destruíssem. http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/exodo-321-35.html

E aqui, finalmente, vemos que o Senhor desejou destruir Arão, mas Moisés também intercedeu por ele. E o Senhor o ouviu.

Lembra também que o Senhor escreveu novamente em duas tábuas. Moisés havia ficado tão indignado quando viu o bezerro de ouro, que quebrara primeiro.

E, mais uma vez, chama Israel a amar e obedecer ao Senhor. Era o que o Senhor desejava. Que eles O temessem e vivessem de maneira agradável aos Seus olhos, amando-O e servindo-O de todo o coração e alma. Que deixassem de ser teimosos. E fossem obedientes.

Afinal, o Senhor é o Deus dos deuses, Senhor dos senhores. O grande Deus, o Deus poderoso e temível, que não mostra parcialidade e não aceita subornos.

Não adiantaria servirem-No parcialmente, oferecendo barganhas. Ele não aceita subornos. Ele é totalmente reto e justo. Ele faz justiça ao órfão e à viúva. E ama o estrangeiro. Ele é o único digno do nosso louvor.

Esse é o Senhor de Israel. O nosso Senhor. Que o amemos de todo nosso coração e alma, como Moisés ensinou. Obedecendo-O com alegria e sinceridade. Não importa se estamos no deserto ou no palácio. No deserto ou na terra prometida. Que sejamos totalmente dEle!

Nosso texto de hoje termina aqui.

Amanhã continuamos através dos capítulos de onze a quatorze.

Espero você. Até lá.