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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Lucas 21.1-38

Leitura do dia 31/10.

Na postagem anterior vimos a autoridade de Jesus sendo questionada. A parábola dos lavradores maus. O imposto para César. A discussão sobre a ressurreição dos mortos. A pergunta do Senhor sobre Cristo. E Sua crítica aos mestres da lei.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/11/lucas-201-47.html

Agora, continuamos através do capítulo vinte e um de Lucas.

Jesus está no templo. Observa os ricos colocarem suas contribuições nas caixas de ofertas. De repente, uma viúva pobre coloca ali apenas duas moedas pequenas.

Ele disse que aquela pequena oferta era maior que todas. Os ricos deram do que lhes sobrava. Ela deu o que tinha.

Cada palavra que fala me faz pensar. Tenho oferecido ao Senhor o que me sobra ou tudo que tenho?

Quando saem do templo, Seus discípulos elogiam a construção. O Senhor diz que tudo será completamente destruído. Não ficaria pedra sobre pedra. Refere-se à destruição no ano 70 d.C..

Alguns de Seus discípulos perguntam quando “aquelas” coisas aconteceriam. Quais os sinais de que estariam prestes a se cumprir.

Jesus nos instrui a não deixar que ninguém nos engane. Muitos viriam em Seu nome. E enganariam a muitos.

Eles (nós) ouviriam falar de guerras e ameaças de guerras. Nada de entrar em pânico. É necessário que tais coisas aconteçam. Ainda não era o fim. Uma nação se levantaria contra outra. Um reino contra outro. Terremotos em vários lugares. Fome. Era apenas o começo das dores, como num parto.

Deveriam ter cuidado. Seriam entregues em tribunais e açoitados nas sinagogas. Julgados, por Sua causa. Era uma oportunidade para falar a Seu respeito, não para ter medo. O Espírito falaria por eles (por nós).

Haveria traição, rebeldia, ódio. Por Sua causa. Quem se mantivesse firme até o fim, seria salvo.

Quando vissem Jerusalém cercada de exércitos, saberiam que chegou a hora de sua destruição.

Se dissessem que estava em algum lugar, era mentira. Que não acreditassem. Muitos falsos cristos e falsos profetas se levantariam. Realizariam sinais e maravilhas, com o fim de enganar. O máximo de pessoas possível.

A ordem é ficar atento!

Depois dessas angústias, disse que o sol escureceria e a lua não daria sua luz; estrelas cairiam do céu, e os poderes celestes seriam abalados.

Depois disso, veriam o Filho do Homem, o Senhor Jesus, vindo nas nuvens com grande poder e glória.

Alerta a aprendermos a lição da figueira. Quando seus ramos estão renovados e suas folhas brotando, sabe-se que o verão está próximo. Da mesma maneira, quando virmos estas "coisas" acontecendo, devemos saber que o Senhor está próximo, às portas.

Não sabemos exatamente como acontecerá, mas é certo que acontecerá. Suas palavras são verdadeiras e jamais passarão.

Ninguém sabe o dia e a hora que essas coisas acontecerão. Então, que fiquemos alertas, atentos! Que vigiemos! Sua vinda está próxima!

Sondemos mais uma vez nosso coração. Como estamos agindo? Quem temos sido? A quem amamos? Estamos preparados para nosso encontro com Ele? É certo que acontecerá. Como será?

Jesus nos alerta a não deixamos nosso coração se entorpecer com farras, bebedeiras e preocupações dessa vida. Que estejamos sempre alertas, preparados. Que possamos ser considerados dignos de estar em pé em Sua presença.

Ele ia ao templo todos os dias para ensinar. O povo se reunia bem cedo no templo para ouvi-Lo falar.
Passava Suas noites no monte das Oliveiras. Na presença do Pai.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e dois. Até o capítulo vinte e quatro.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Mateus 24.1-51

Leitura do dia 18/10.

Na postagem anterior, vimos o Senhor Jesus criticar os líderes religiosos. Ele odeia religiosidade. Também vimos Seu lamento sobre a cidade de Jerusalém.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-231-39.html

Agora, prosseguimos através do capítulo vinte e quatro de Mateus.

Jesus saiu do templo. Caminha com Seus discípulos que se aproximam dEle para mostrar-lhe as construções do templo, que eram magníficas. Ele olha e pergunta se os discípulos estão, de fato, vendo toda aquela magnífica construção. E, à queima-roupa garante que ali não ficará pedra sobre pedra. Todas serão derrubadas”.

Os discípulos permanecem quietos por um bom tempo. Com certeza, vão pelo caminho pensando. O que acontecerá? Como? Quando? De novo, ficaremos sem templo?

Finalmente chegam ao Monte das Oliveiras. Jesus assenta-se. Os discípulos aguardavam um momento a sós com Ele para perguntar-Lhe quando aconteceriam “aquelas coisas” e qual seria o sinal de Sua vinda e do fim dos tempos. Desses tempos que conhecemos até hoje. Parece que estão começando a entender que Ele "iria" para poder voltar.

O Senhor ordena que tenham cuidado. Para não serem enganados por ninguém. Muitos viriam em Seu nome dizendo que eram o Cristo e infelizmente enganariam a muitos. Fato comprovado ao longo da história, até aos dias de hoje.

Continua dizendo que ouviriam falar de guerras e rumores de guerras. Outro fato. Mas não deveriam ter medo. Seu conselho, Sua ordem. Esclareceu que era necessário que acontecesse isso. Ainda não era o fim.

Foi um pouco mais além esclarecendo que nação se levantaria contra nação e reino contra reino. Haveria fomes e terremotos em muitos lugares. Seria apenas o início das dores.

Mas as “coisas” continuariam acontecendo. Seus discípulos seriam entregues, perseguidos e condenados à morte. Seriam odiados por todas as nações por Sua causa. Muitos ficariam escandalizados, trairiam e odiariam uns aos outros.

E mais: numerosos falsos profetas surgiriam e mais uma vez, Ele afirma, enganariam a muitos. Falsos cristos e falsos profetas.

Estou atenta a cada informação que dá. Sentada ali a Seu lado, ouvindo tudo. Com ouvidos que ouvem e olhos que vêem. Tantas coisas acontecerão quando Sua volta estivesse próxima. Ah, o princípio das dores, sabemos, já começou há muito tempo. Temos visto.

Tudo que falou até agora são tristes informações. Então meu coração se entristece de maneira mais profunda. Por causa do aumento da maldade, o amor de muitos esfriará.

Consigo ter esperança quando fala que os que perseverarem até o fim serão salvos. Graças a Deus.

Ele também fala que o evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, como testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Todas as nações terão oportunidades de ouvir e entender o evangelho.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Lembre-se que estamos caminhando através das páginas de Mateus. Não nos cabe um debate teológico. Cabe a nós, alertas e reflexões. Hoje queremos mudança de atitude e vida.

A cada dia que passa fica mais claro que a volta do Senhor Jesus se aproxima. Nos próximos versículos deste capítulo, Ele continuará falando.

Vamos dar uma pausa e ficar aqui mais um pouco.

O que mais chama sua atenção? Guerras, rumores de guerras, falsos cristos, falsos profetas, a maldade se multiplicando, o amor esfriando, fome, terremoto?

O que parte meu coração é o amor de muitos se esfriar por causa da maldade. Não são esses os dias que estamos vivendo? Maldade para todos os lados? É quase insuportável assistir a um Telejornal ou ver as notícias pela Internet. Elas espirram maldade em todas as direções. Coisas que considerávamos até pouco tempo inconcebíveis. E muitos desistindo. Para que amar?

Se deixarmos nosso amor esfriar, perderemos tudo. Paulo disse em 1 Coríntios 13.13 que devem permanecer a fé, a esperança e o amor. Esses três, porém o maior de todos é o amor. Como ter fé e esperança se não tivermos amor? Não consigo enxergar essa possibilidade. É o amor que me trará a fé e a esperança. A fé que atua pelo amor, como o mesmo Paulo disse em Gálatas 5.6.

Prostremo-nos diante dEle, do Todo-Poderoso que é Amor. Clamemos por nós. Que nosso amor não se esfrie. Que não nos tornemos como robôs gelados e sem vida. Que amemos. Ao Senhor. A nós mesmos. Ao próximo. E até mesmo quem não merece amor. Precisamos esquentar esse mundo que a cada dia esfria mais, perdendo um pouco mais de vida.

Lembra dos maiores mandamentos? Lembra que a lei se cumpre no amor? Amemos então.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-221-46.html

Fiquemos próximos ao Senhor para não permitir que a geleira da falta de amor nos esfrie e nos mate.
Se for para o amor de alguém esfriar, que não seja nem o meu, nem o seu.

Mas se o seu amor já esfriou, venha para o lado dEle. Venha, mesmo se arrastando. Venha, mesmo sangrando. Ele irá derreter o gelo e esquentá-Lo de novo. É assim que Ele faz. Sempre.
https://www.youtube.com/watch?v=951YV69gYaQ&list=RD7BoTTLK1K_4&index=4

Precisamos perseverar. Todos os dias. Até o fim. Cruzar a linha de chegada.

Então, prossigamos.

Ele fala sobre acontecimentos que, ao longo da história, já aconteceram e outros que ainda estão por vir.

“O sacrilégio terrível” do qual Daniel falou (Daniel capítulo doze), aconteceu no ano 168 a.C., quando Antíoco Epifânio levantou um altar a Zeus, no templo. Depois voltou a acontecer no ano 70 d.C., quando da destruição de Jerusalém. E ainda acontecerá outra vez.  Acredito, num futuro próximo.

Ele descreve a dificuldade desse tempo. Onde estivessem, deveriam fugir., sem se preocupar em pegar algo em casa. Correr por sua vida.

Como é difícil fugir estando grávida ou amamentando! E no tempo do frio. E no sábado, já que os judeus não podiam andar muito aos sábados.

No ano 70 d.C muitos fugiram assim, para os campos, lutando por suas vidas.

O Senhor continua afirmando que haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo e nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém escaparia. Ninguém.

Os falsos profetas e falsos cristos continuarão a agir nesses dias. Realizarão grandes sinais e maravilhas, tentando enganar todos.

Devemos tomar cuidado. O Senhor nos avisou antecipadamente. Que estejamos atentos. Olhos, ouvidos e coração.

Quando o Senhor voltar será como um relâmpago no céu. Todos verão. Não podemos acreditar que está aqui ou ali. Sua volta será estrondosa.

Ele afirma que onde houver um cadáver, os abutres se ajuntarão. Sabemos que é assim. Essa cena nos remete à destruição e morte, guerras, rumores de guerras, terremotos e fome.

O julgamento do Senhor virá. Por Ele ser justo. Não devemos temer Seus julgamentos. Eles são verdadeiros. Imparciais. O cetro do Seu Reino é a equidade (Salmos 45.6, Hebreus 1.8). A justiça vai à Sua frente (Salmos 85.13).

O resultado do julgamento dependerá individualmente de quem somos. De quem temos sido.

Em outros textos nos ensina que devemos estar preparados. Não sabemos o dia, nem a hora. Sabemos os sinais. Devemos estar atentos. E preparados o tempo todo. Se vier hoje, como nos encontrará?

Precisamos ser como um soldado que está em serviço. De plantão. Não sabe o que pode acontecer, nem quando. Mas está preparado. Se o alarme soar, está pronto. Seu preparo não é apenas estar alerta. Ele estudou. Se preparou intelectual, física e emocionalmente para estar atento e preparado. Temos que ser assim. Em todo o tempo. Somos soldados em serviço.

Que sigamos Seus conselhos. Que não sejamos enganados por ninguém, por mais que "operem" grandes sinais e maravilhas. Ele nos avisou. Temos a premissa de julgar pelos frutos.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/10/mateus-71-29.html

Que fiquemos atentos também às palavras de Paulo: "Que seja amaldiçoado qualquer um, inclindo nós, ou mesmo um anjo do céu, que anunciar boas-novas diferentes das que nós lhes anunciamos". - Gálatas 1.8

Precisamos conhecer o verdadeiro para discernir o falso.

Esse texto fala de um sonho que tive. Leia. É bem interessante. E esclarecedor.

Jesus prossegue. Continua falando sobre Sua volta. Os discípulos estão assentados ao Seu redor. Nós também. Queremos ouvir. Queremos aprender. Queremos estar preparados.

Antes, os dias de tribulação, que antecedem esse glorioso dia. O sol escurecerá e a lua não dará a sua luz; estrelas cairão do céu, os poderes celestes serão abalados. Não sabemos exatamente como acontecerá, mas é certo que acontecerá. Do contrário, não nos alertaria nem revelaria a João tudo que está escrito no livro de Apocalipse.

Depois desses acontecimentos, aparecerá no céu o sinal do Senhor. Todas as nações da terra se lamentarão e O verão, vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará Seus anjos com trombetas, para reunir Seus eleitos, dos quatro cantos da terra.

O Senhor alerta a aprender a lição da figueira. Quando seus ramos estão renovados e suas folhas brotando, sabe-se que o verão está próximo. Da mesma maneira, quando virmos estas "coisas" acontecendo, devemos saber que está próximo, às portas.

Ele assegurou a Seus discípulos, e a nós, que esta geração que presenciará esses acontecimentos terríveis não passará, até que tudo aconteça.

Como é maravilhoso poder confiar em Sua palavra. O céu e a terra passarão, mas Suas palavras não. Jamais.

Ah, e desde que as pessoas tomaram conhecimento desse assunto, muitos marcaram datas para a volta de Jesus. Mas Ele afirmou que quanto ao dia e à hora ninguém sabe. Apenas o Pai. Por isso mesmo é que devemos estar preparados.

Como na época de Noé. Em 2 Pedro, capítulo 2, versículo 5, Pedro deixa claro que Noé pregava a justiça. Pelo que conhecemos da história, podemos dizer que ninguém quis ouvi-lo. Antes do dilúvio, o povo vivia, comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento. Vivendo naturalmente. Em situações cada vez mais pecaminosas e catastróficas. Como se nada fosse acontecer. Até que Noé entrou na arca e veio o dilúvio.

O Senhor disse que será assim na Sua vinda. As pessoas estarão trabalhando e vivendo normalmente. Uns serão levados, por Ele, outros não.

Sua ordem? Vigiar, já que não sabemos quando virá. Será em uma hora em que podemos não estar esperando. E ai? Precisamos estar preparados. Com nossas vestes limpas e com óleo sobre nossas cabeças (Eclesiastes 9.8). Em todo o tempo. Sempre. Ele nos ordenou enquanto estamos aqui. Afirmou que seremos felizes se quando voltar, nos encontrar fazendo o que ordenou.

Ah, mas se acharmos que está demorando e começarmos a fazer diferente do que nos ordenou, oprimindo pessoas e negligenciando nosso serviço, teremos o mesmo lugar que os hipócritas. Não será um lugar agradável. Ali haverá choro e ranger de dentes. Ranger de dentes nos lembra dor, muita dor.

Mais uma vez, não importa exatamente como acontecerá e sim, que é certo que acontecerá. Precisamos estar preparados. Como um atleta está preparado para começar sua atividade, assim que o juiz apitar. Ele não se preparou apenas estando alerta ao apito. Passou horas e horas treinando seu corpo ao extremo para enfrentar o que quer que seja dentro do campo de sua atividade. Preparou-se emocionalmente também para qualquer tipo de revés. Agora, apenas espera o apito do início. Assim devemos estar, aguardando a volta de Jesus. 

Precisamos ter intimidade e comunhão com Ele. Conhecer Sua palavra. E obedecer.

Sondemos mais uma vez nosso coração. Como estamos agindo? Quem temos sido? A quem amamos? Estamos preparados para nosso encontro com Ele? É certo que acontecerá. Como será?

Prosseguimos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Miqueias 6.1-7.20

Leitura do dia 29/09.

Continuamos nossa caminhada através do livro de Miqueias.

Na última postagem vimos o reino futuro do Senhor. A volta de Israel do exílio. O nascimento do Messias em Belém. E a purificação do remanescente.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/09/miqueias-41-515.html

Hoje, caminharemos pelos dois últimos capítulos.

O Senhor pergunta o que fez a Seu povo para que se cansasse dEle. Que respondam. Afinal, Ele os tirou do Egito. Resgatou da escravidão. Seu povo não se lembra de como o rei de Moabe quis amaldiçoa-los, e Ele transformou a maldição em benção. Não se lembra da sua viagem do Vale das Acácias até Gilgal, quando lhes revelou sua fidelidade.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/numeros-231-2425.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/06/so-faltam-tres-dias.html

Seu povo faz perguntas incoerentes. Devem trazer-Lhe holocaustos? Devem se prostrar diante dEle com ofertas de bezerros de um ano? Devem oferecer milhares de carneiros e dez mil rios de azeite? Devem sacrificar seus filhos primogênitos para pagar por seus pecados? Quanta estupidez!

O Senhor já lhes declarara o que é bom. O que Ele requer de cada um. A prática da justiça, do amor e da misericórdia e ander humildemente com Seu Deus. Ele não quer sacrifícios. Quer relacionamento.
Quem for sábio, terá temor.

O pecado de Seu povo é muito grande. Suas casas estão cheias de tesouros conquistados pelo engano. Calculam o peso dos cereais com medidas falsas. Seus comerciantes usam balanças e pesos mentirosos. Os ricos conseguiram suas riquezas com extorsão e violência. Estão acostumados com a mentira. Suas línguas não conseguem dizer a verdade.

Por tudo isso, o Senhor estava enviando um exército de destruição. Por causa de seus pecados, ficariam em ruína. Comeriam e não se fartariam. Continuariam a sentir dores de fome. Mesmo que tentassem economizar, ficariam sem nada. O pouco que conquistassem seria dado a seus conquistadores. Semeariam e não colheriam. Espremeriam azeitona e não se ungiriam com o óleo. Pisariam usas e não teriam vinho.

Obedecem às leis do rei Onri ao invés de obedecerem às leis do Senhor. Seguem às práticas do rei Acabe, não às de Davi. Serão tratados com desprezo onde estiverem. Servirão de exemplo para que todos aprendam o que acontece com quem desvia seus caminhos do Senhor.

Miqueias sofre por seu povo. Sente-se como alguém que apanha frutas depois da colheita e nada consegue para comer. Não há um cacho de uva sequer, nenhum figo para saciar sua fome. Os fiéis e honestos desapareceram da terra. Olha ao redor. Só vê assassinos. Pessoas que preparam armadilhas até para seus irmãos. Suas  mãos estão adestradas. Para fazer o mal.

Governantes e juízes exigem subornos. Os mais influentes mandam em tudo. Fazem o que querem. Tramam juntos para perverter a justiça. O mais honesto deles é mais perigoso que uma cerca de espinhos. Parece muito com os dias que também estamos vivendo.

Ele também fala que não pode confiar em ninguém. Nem no melhor amigo. Ou na esposa. Ou no pai. No filho. Na mãe. Na filha. Na nora. Na sogra. A situação é desesperadora.

Mas, o dia que o Senhor anunciou está se aproximando.

Miqueias dá um brado. Ainda que todos estejam afastados do Senhor, não deixará de buscá-Lo. Espera nEle. Confiante em Sua salvação. Sabe que o Senhor o ouvirá. Sabe que, ainda que caia, se levantará. Por causa do Senhor. Ainda que esteja em trevas, Ele será sua luz.

Identifica-se com seu povo. Será paciente enquanto é castigado por causa de seus pecados. Depois do castigo, sabe que Ele defenderá sua causa. Fará o que é direito. O Senhor o levará para a luz. Verá Sua justiça. Seus inimigos verão que o Senhor está a seu lado. Ficarão envergonhados de terem perguntado onde Ele estava.

Miqueias também vê o dia que se aproxima, quando muitos virão até Israel. Para conhecer o Senhor. Ele realizará grandes milagres por Seu povo. Como fez quando os tirou da terra do Egito. Todas as nações ficarão admiradas. Sairão de seus esconderijos ao encontro do Senhor. Elas O temerão e tremerão em Sua majestosa presença.

O coração do profeta se enche de alegria ao lembrar que não há ninguém como Ele, que perdoa e esquece os pecados. Que não permanece irado para sempre. Que tem prazer em mostrar Seu amor. Que tem compaixão. E lança os pecados nas profundezas do mar, onde não pode ser mais visto ou alcançado. Ele mostrará Sua fidelidade e amor. Como prometeu há muito tempo, a Abraão e Jacó.

Terminamos aqui o livro do profeta Miqueias.

Que aprendamos com ele a buscar o Senhor e esperar confiantemente nEle. Apenas e tão somente nEle.

Continuamos amanhã. Leremos o livro do profeta Naum. Apenas três capítulos.

Espero você. Até lá.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Ezequiel 4.1-6.14

Leitura do dia 27/08.

Continuamos nossa caminhada pelas páginas de Ezequiel.

Ontem lemos sobre a impressionante visão da glória do Senhor, seu chamado e comissão. Deve falar as palavras do Senhor, sempre que as receber.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/ezequiel-11-327.html

Hoje, caminharemos a partir do capítulo quatro. Até o capítulo seis.

O Senhor ordena que Ezequiel pegue um tijolo e nele desenhe a cidade de Jerusalém. Deve fazer uma encenação do cerco à cidade. Seria um sinal de advertência para o povo de Israel.

Após, o Senhor ordenou que se deitasse sobre seu lado esquerdo e colocasse sobre si os pecados de Israel. Lembre-se, era tudo uma simbologia. Um sinal de advertência. Ficaria deitado sobre seu lado esquerdo durante trezentos e noventa dias. Um dia para cada ano do pecado do povo de Israel.

Depois, deitaria sobre seu lado direito por quarenta dias. Também um dia para cada ano de pecado de Judá. Deveria deitar-se olhando para a encenação que fizera com o tijolo. Seu braço descoberto para profetizar contra Jerusalém.

O Senhor o amarraria com cordas para que não pudesse se virar de um lado para o outro. Até que completasse os dias que o Senhor lhe ordenara. Mais de um ano deitado sobre seu lado esquerdo! Bem, melhor que andar nu como Isaías andou. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-191-2117.html

Pegaria um pouco de cereais e misturaria em uma vasilha. Comeria apenas 240 gramas por dia, em horas determinadas. A água também seria racionada. Beberia pouco mais de meio litro por dia. Também em horas determinadas. Assaria sua comida à vista de todo o povo. O combustível seria fezes humanas secas.

Ezequiel não contestou ao Senhor por ficar deitado trezentos e noventa dias do lado esquerdo, comendo apenas 240 gramas por dia ou bebendo um pouco mais de meio litro de água. Mas, questionou comer o alimento feito sobre fezes humanas. Era um sacerdote. Nunca havia comido nada impuro em sua vida. Jamais fora contaminado. O Senhor ouviu sua queixa. Ordenou que em lugar de fezes humanas, usasse esterco de vaca.

Tudo era um sinal de quanto a água e a comida ficariam escassas durante o cerco de Jerusalém. Seu povo definharia debaixo de seu castigo. Por causa de seus muitos pecados.

Imagine o quanto Ezequiel deve ter emagrecido depois de todos esses dias comendo e bebendo tão pouco. E sem se mexer.

Depois o Senhor ordenou que tomasse uma espada afiada e, com ela, raspasse sua cabeça e sua barba. Lembre-se que os homens não tinham o costume de raspar a cabeça e retirar a barba. Era sinal de vergonha. Usaria uma balança para pesar seu cabelo, dividindo-o em três partes. Uma parte colocaria no meio do desenho de Jerusalém e, depois da encenação, queimaria. A outra, espalharia ao redor do desenho e cortaria com a espada. A terceira parte seria espalhada ao vento. Ainda guardaria um pouco de cabelo amarrado, em seu manto. Desse pouco, pegaria uns fios e jogaria no fogo. Era uma ilustração do que aconteceria com o povo de Jerusalém.

Lembre-se que voltamos uns anos no tempo. Ainda não aconteceu o final do livro de Jeremias, quando Jerusalém foi cercada, no ano 586 a.C.

O Senhor lembra que colocou Jerusalém no centro das nações. Deveria ser benção, mas revoltou-se contra Seus estatutos e decretos. Foi pior, mais perversa, que as nações ao seu redor. Ele a castigaria diante das nações para servir de advertência a todas as nações. Elas veriam o que acontece quando o Senhor castiga uma nação e a repreende.

Jerusalém profanou Sua terra. Profanou Seu templo com imagens de ídolos repugnantes e pecados detestáveis.

Ezequiel recebeu outra mensagem do Senhor. Que voltasse seu rosto para os montes de Israel e profetizasse contra eles. Estava prestes a fazer uma guerra. Todos seus altares idólatras seriam demolidos. Seus lugares de adoração, destruídos. Seu povo morreria diante de seus ídolos, que não podiam fazer absolutamente nada por eles. A cidade ficaria cheia de cadáveres, então, saberiam que somente o Senhor é Deus.

Quando estivessem exilados entre as nações, lembrariam dEle. Reconheceriam o quanto O entristeceram com sua infidelidade e adoração a ídolos. Finalmente ficariam com nojo de si mesmos por todos seus pecados detestáveis. E, saberiam que tudo que o disse Senhor não era brincadeira. Ele falava sério quando disse que viria calamidade sobre eles se não se arrependessem.

Agora, porém, morreriam de guerra, fome e doença. Seriam arrasados e suas cidades ficariam desoladas.

O que, de fato, aconteceu.

Que nossos olhos estejam fixos no Senhor. Somente nEle.

Que nossos corações sejam fieis a Ele. Que O obedeçamos de coração.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo sete. Até o capítulo nove.

Espero você. Até lá.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Lamentações de Jeremias 4.1-5.22

Leitura do dia 25/08.

Continuamos nossa caminhada através das Lamentações de Jeremias.

Na postagem anterior vimos a grande tristeza de Jerusalém. A ira do Senhor por causa do pecado. E a esperança na fidelidade do Senhor.

Que não sejamos conquistados pelo inimigo para que nossos filhos tenham um futuro e uma esperança.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/lamentacoes-de-jeremias-11-366.html

Agora, caminharemos pelos dois últimos capítulos de Lamentações.

O terror é tanto que as pedras sagradas estão espalhadas pelas ruas. O clamor dos filhos é completamente ignorado. As crianças imploram por um pedaço de pão. Ninguém atende. A culpa do Seu povo é maior que a de Sodoma.

Os que morreram pela espada foram mais felizes. Morrer de inanição é muito pior. A fome é tão desesperadora que mulheres de bom coração fazem o impensável. Cozinham seus próprios filhos. E os comem. Para sobreviverem.

Nenhum rei da terra poderia imaginar que os muros de Jerusalém seriam derrubados. Que o inimigo entraria por suas portas. Mas aconteceu.

E sabe por que aconteceu? Por causa do pecado de seus profetas. E da maldade de seus sacerdotes. Os que deveriam ensinar o povo a andar nos caminhos do Senhor profanaram a cidade. Derramaram sangue inocentes. Estão tão contaminados de sangue que andavam sem destino pelas ruas. Como cegos. Sim, o pecado cega. Completamente.

Ninguém tem mais respeito por eles.

Jerusalém esperava ajuda de nações incapazes de livrá-la. Pensavam que estariam protegidos debaixo da sombra de seu rei, por considerá-lo ungido do Senhor, mas ele mesmo foi capturado.

Edom, que se alegra com a desgraça de Jerusalém também será capturado. Beberá do cálice da ira do Senhor. Passará pelo julgamento. Seus muitos pecados serão expostos.

Jeremias clama ao Senhor. Que Ele se lembre do que aconteceu com Judá e Jerusalém. Sua herança foi entregue a estranhos. Suas casas a estrangeiros. Não têm mais pai. São órfãos. Sua mãe agora é uma viúva. Completamente desprotegida. Estão exaustos, mas os que os perseguem não lhe dão tempo para descanso. Seus antepassados pecaram e morreram. Agora, eles, recebem o castigo que aqueles também mereciam.

Não há ninguém que possa resgatá-los. Escravos agora são senhores. A violência tomou conta do deserto. Para conseguir alguma comida é preciso arriscar a vida. As mulheres são violentadas. Os príncipes pendurados pelas mãos. Os idosos são tratados com desprezo. Os jovens são levados para trabalhar nos moinhos. Os meninos cambaleiam com o trabalho pesado. As autoridades não se sentam mais à porta da cidade. Não há mais julgamento. Os rapazes não tocam mais nenhuma música. A alegria desapareceu. As danças se transformaram em pranto. A coroa caiu de suas cabeças. Todas essas aflições vieram por causa do pecado.

Jeremias lembra que o Senhor reina eternamente. Seu trono permanece a cada geração. Pede que o Senhor os restaure. Os faça voltar para Ele. Devolva a alegria de outrora.

Ah, meus queridos, que sejamos fieis. Que clamemos ao Senhor por nossos profetas. Para que voltem a Ele. Para que proclamem Suas palavras. Para que não ajam mais com arrogância e egoísmo. Que não nos aconteça o pior. Por não termos uma atalaia do Senhor. Que as trombetas sejam tocadas. E que atendamos ao Seu chamado. https://www.youtube.com/watch?v=bQ2acobG4sc

Que nos arrependamos para que não haja mais fome em nossas terras. Que não corramos mais risco de vida. Que as mulheres não sejam mais violentadas. Que os príncipes sejam honrados. Que os idosos sejam cuidados e respeitados. Que os jovens tenham empregos dignos. Que os meninos brinquem e aprendam. Que as autoridades julguem corretamente. Que os rapazes voltem a tocar. Que a alegria reapareça em nossos corações. Que nosso pranto se transforme em dança.

Clamemos ao Senhor.

Continuamos amanhã. Um novo livro. Um novo profeta. Ezequiel. Leremos do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Jeremias 43.1-45.4


Leitura do dia 20/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro de Jeremias.

Na postagem anterior vimos que Jeremias permaneceu em Judá. O povo precisa de sua orientação.

Também vimos o governo de Gedalias. A esperança de Judá. O aviso de Joanã. Os assassinatos cometidos por Ismael. A consulta do povo sobre o que fazer e para onde ir. E a resposta do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-401-4222.html

Agora, caminharemos a partir do capítulo quarenta e três. Até o capítulo quarenta e cinco.

A arrogância dos comandantes de Israel falou mais alto. Chegaram ao cúmulo de dizer que Jeremias estava mentindo. Que o Senhor não os proibira de ir morar no Egito. Ainda disseram que Jeremias tinha sido vendido para Baruque e falado o que este queria. Para serem mortos pelos babilônicos. Ou levados ao exílio.

Juntaram todo o povo e foram para Tafnes. No Egito. Quando lá chegaram, o Senhor entregou outra mensagem a Jeremias. Ordenou que, à vista de todos, enterrasse umas pedras grandes, na frente do palácio de Faraó. Ele obedeceu. O Senhor faria com que, seu servo, Nabucodonosor, fosse até o Egito. Quando chama Nabucodonosor de servo não é porque este O amava, mas, estava sendo usado pelo Senhor para trazer juízo àquelas nações que estava conquistando. Ali, em cima daquelas pedras, colocaria seu trono. Ele queimaria os templos dos deuses dos egípcios e levaria esses deuses como despojo. Traria morte aos destinados à morte. Exílio e guerra.

O Senhor lembra que Jerusalém e Judá estão destruídas e desertas por toda perversidade e idolatria que cometeram. Ele repetidamente enviou Seus profetas, admoestando-os que não agissem assim. Não quiseram ouvir. Abandonaram o Senhor. Continuaram a queimar incenso aos deuses.

Ele pergunta por que destroem a si mesmos. Por que provocam Sua ira adorando ídolos que fizeram para si. Não mostram remorso nem temor. Ninguém, veja bem, ninguém escolheu obedecer Sua lei e Seus decretos. Seriam castigados. Na verdade, é apenas uma colheita. Colheriam o que plantaram. Quem os salvaria se confiavam em deuses inúteis, que nada podem fazer?

As mulheres se levantaram, junto com seus maridos. Falaram que continuariam a oferecer suas ofertas à Rainha do céu e adorá-la. Não ouviriam as mensagens de Jeremias em nome do Senhor. Fariam o que quisessem. Seus maridos estavam cientes de seus atos e continuariam a fazer. Cumpririam todas as promessas e votos que fizeram. O pecado não era mais pessoal, tornara-se familiar e coletivo. Nacional.

Jeremias lhes informou que o Senhor também estava ciente dessa idolatria. Por isso estavam ali, fugitivos, exilados de sua terra natal. Que cumprissem todos os seus votos. Morreriam por causa de seus pecados. Então saberiam quem falava a verdade. Eles ou o Senhor.

Baruque está temeroso. Cercado por aflições. Está exausto de tanto gemer. Mas o Senhor o conhece. Não está alheio. Em meio a toda a calamidade que virá sobre Seu povo, Ele ordena que Baruque não procure por grandes coisas para si mesmo. Que se aquiete. Dará sua vida como recompensa aonde quer que vá.

Se tivermos ídolos, quaisquer que sejam, que os derrubemos. Só o Senhor merece ser adorado. Que voltemos nossos corações para Ele. Teremos nossa vida como recompensa. Ele é o único que pode nos resgatar. O único que nos resgata.

Que nos levantemos para dizer que ouviremos o Senhor e O serviremos. Para sempre.

Continuamos na próxima postagem. Leremos a partir do capítulo quarenta e seis. Até o capítulo quarenta e oito.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Jeremias 19.1-21.14

Leitura do dia 12/08.

Continuamos nossa caminhada através das páginas do livro de Jeremias.

Ontem vimos que Jeremias precisa alertar o povo sobre seus pecados. Não conseguem enxergar que estão pecando. Também vimos sua perseverança em servir ao Senhor, ainda que seu próprio povo zombasse dele. Também vimos que somos o barro. Ele é o oleiro.

Jeremias fica despedaçado quando descobre que querem matá-lo. Ele que continuava intercedendo pelo povo, tentando protege-los da ira do Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-161-1823.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo dezenove. Até o capítulo vinte e um.

Para que o povo entenda, o Senhor gosta de falar por símbolos. Ordena que Jeremias compre um vaso de barro. Peça a alguns líderes e sacerdotes que o acompanhem. Eles o seguem. Com o vaso que comprou, vão até o depósito de lixo. No vale de Ben-Hinom. Junto ao portão “dos Cacos”. Lá Jeremias proclama a mensagem do Senhor.

Sua mensagem é que o Senhor trará uma grande calamidade sobre aquele lugar. O motivo? Seu povo O abandonou. Transformou aquele vale em um lugar de perversidade. Ali queimam incenso a deuses estrangeiros. Ídolos que eram desconhecidos àquela geração. Ídolos novos, porém inúteis, como quaisquer outros. Ali sacrificam o sangue de crianças inocentes. Construíram altares a Baal e lhe queimaram seus filhos. Como sacrifício.

Por tudo isso, o Senhor permitirá que Seu povo seja massacrado. Jerusalém se transformará em um grande monumento. À sua própria tolice. A fome será tanta que comerão seus próprios filhos e amigos. Absoluto desespero tomará conta deles.

Depois dessa mensagem, Jeremias, por ordem do Senhor, quebrou o vaso. Assim o Senhor faria com Seu povo. Seriam despedaçados, por terem se recusado a ouvi-Lo.

Ele volta. Para em frente ao templo do Senhor. Entrega mais uma mensagem. O Senhor fala novamente que trará calamidade a Jerusalém e aos povoados ao redor. Por teimarem em não ouvi-Lo.

Quando Pasur, sacerdote encarregado do templo do Senhor ouviu, imediatamente ordenou que o prendesse e o açoitassem. Como alguém poderia falar contra Jerusalém? Foi posto junto à porta de Benjamim, em um tronco. Passou a noite ali.

No dia seguinte, foi solto. Jeremias disse a Pasur que o Senhor havia mudado seu nome! Que coragem a de Jeremias. Pasur agora chamaria “Homem que vive em terror”. O Senhor enviaria terror sobre ele e seus amigos. Veria quando fossem mortos pelas espadas do inimigo. Ele e sua casa seriam levados para o exílio em Babilônia. Lá morreriam.

O coração de Jeremias está triste. Pesado. É motivo de zombaria. Todos os dias. Todos riem dele. Quando abre sua boca é só para gritar: “Violência e destruição!”. Não há outra mensagem. As mensagens do Senhor o transformaram em alvo de piadas. O tempo todo. Até pensou que nunca mais mencionaria o Senhor, nem falaria em seu nome. Mas não consegue. Sua palavra arde como fogo em seu coração, em seus ossos. Não consegue contê-la. É simplesmente impossível. Ele tem um relacionamento com o Senhor. Não pode deixar de falar. Ainda que sejam palavras duras. Ainda que tenha se tornado objeto de zombaria.

Até seus amigos, que se diziam íntimos, esperam que cometa algum erro. Desejam que caia. Querem se vingar dele. Embora seu coração doa, Jeremias sabe que o Senhor está a seu lado. Como um poderoso guerreiro. Seus perseguidores tropeçarão diante dEle. Não conseguirão derrota-lo. Por causa do Senhor.

Em meio à sua dor, Jeremias louva o Senhor. Ele salva o pobre e o necessitado. Livra-os dos opressores. Apesar disso, amaldiçoa o dia em que nasceu. Está tão perdido que não sabe mais o motivo de seu nascimento. Considera toda sua vida apenas sofrimento, tristeza e vergonha. Ele está certo? Sim. Sua vida tem sido apenas sofrimento, tristeza e vergonha. Sofre pelo povo que continua pecando, que não deseja ouvir o Senhor. Sua tristeza é enorme. Seus próprios amigos se voltaram contra ele. Não querem ouvir o Senhor. Traz consigo a marca da vergonha, por todas as vezes em que é zombado. Por que nasceu?

Muitas vezes não nos sentimos assim? Parece que tudo está contra nós. Nada está a nosso favor. Por que ainda estamos vivos? Por que não morremos assim que nascemos?
http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/jaco-jose-nao-morreu-acredite.html

Jeremias não é um super-homem. É um homem comum, que o Senhor escolheu. Ainda antes do ventre. Ele o separou. Para ser profeta às nações. Ele o nomeou para falar Suas palavras. Onde quer que fosse. Por isso nasceu. O Senhor lhe respondeu antes que perguntasse. Lhe respondeu assim que o chamou. Nasceu para ser um profeta. Profetas não têm vida boa. Profetas sofrem. São perseguidos. Presos. Maltratados. Martirizados. Pergunte a João Batista, Isaías, Ezequiel, ou ao próprio Jeremias. Pergunte ao Senhor Jesus. http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-11-19.html

Quando Nabucodonosor estava atacando Judá, o rei Zedequias ordenou que Pasur e Sofonias, ambos sacerdotes, fossem procurar Jeremias. Que lhe suplicassem para pedir socorro ao Senhor. Ah, agora acreditam em Jeremias? Acreditam que é um verdadeiro profeta do Senhor? Até acham que o Senhor, quem sabe, possa fazer um de seus milagres poderosos, como no passado?

Mas a resposta do Senhor não foi agradável. Jerusalém será queimada. De alto a baixo. Serão mortos sem compaixão.

Mas há uma escolha que ainda pode ser feita (Ah, como o Senhor é misericordioso). Essa escolha é entre a vida e a morte. Quem se entregar a Nabucodonosor, terá como recompensa a vida. Quem ficar na cidade morrerá. A morte será por guerra, fome ou doença.

O Senhor também ordena que Jeremias fale à família real que, a cada manhã, façam justiça ao povo. Que ajudem os explorados. E livrem-se dos opressores. Se não obedecerem, o Senhor lutará contra eles. Se acreditaram que estão seguros porque estão em Jerusalém, serão castigados. O Senhor acenderá um fogo em seus bosques e queimará tudo ao redor.

Como é sério endurecer o coração e não ouvir o Senhor. Como é sério não obedecê-Lo. Como é sério não se arrepender. Como é sério não fazer justiça.

Que tomemos cuidado com os novos ídolos, importados de outras nações, se esgueirando para dentro de nossas igrejas e tomando o lugar do Senhor e de Sua palavra. Que sejamos como Jeremias. Que seja impossível nos afastar dEle e de Sua palavra.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo vinte e dois. Até o capítulo vinte e quatro.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Jeremias 13.1-15.21

Leitura do dia 10/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro do profeta Jeremias.

Na postagem anterior vimos a destruição que a idolatria trouxe ao povo de Israel e de Jerusalém. Assim como traz a todos.

O Senhor é o único Rei. O Rei das nações. Esse título pertence somente a Ele. Judá quebrou Sua aliança e colherá o resultado do que plantou.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/jeremias-101-1217.html

Agora caminharemos a partir do capítulo treze. Até o capítulo quinze.

O Senhor ordena que Jeremias compre um cinto novo. De linho. Ele deve vesti-lo, sem lavá-lo. Se fosse comigo, iria querer saber o motivo. Jeremias obedeceu. Sem questionar. Comprou o cinto e o colocou. Mesmo sem lavar. Depois que o vestiu, o Senhor ordenou que fosse ao rio Eufrates. Que o escondesse ali, num buraco entre as pedras. Ele foi e o escondeu. Como o Senhor ordenara. E pronto. Não perguntou o motivo. E o Senhor não falou nada por um bom tempo. Enfim, mais fácil que a ordem dada a Isaías de andar nu e descalço (Isaías 20.1-6).

Depois que passou muito tempo, o Senhor ordenou que Jeremias voltasse onde tinha escondido o cinto e o pegasse. Ele foi. Cavou onde havia escondido e o tirou dali. Sabe o que aconteceu com o cinto? Claro, estava podre. Não servia para nada. Completamente perdido.

Então, só então, o Senhor disse a Jeremias o significado de tudo aquilo. Ele faria apodrecer o orgulho de Judá e Jerusalém. Porque não queriam ouvi-Lo. Se tornariam como aquele cinto. Não serviriam para nada.

Ele os criara para que, assim como o cinto fica apegado à cintura do homem, eles se apegassem a Ele. Era para serem Seu povo, Seu louvor e Sua glória. Uma honra para Seu nome. Mas não quiseram ouvi-Lo. Não quiseram amá-Lo.

O povo não se arrependeu. Continuou vivendo em sua arrogância, sem olhar para o Senhor. Sem buscá-Lo. Uma grande aflição os esperava. Seriam levados para o exílio. Não quiseram se purificar.

O Senhor falou com Jeremias a respeito de uma grande seca. O comércio às portas de Jerusalém cessaria. Os poços secariam. Todos ficariam preocupados, com suas cabeças cobertas. Até a corça abandonaria sua cria. Não haveria pastagem. Nada.

Seu povo gostava de andar longe dEle. Não controlavam seus pés (Gênesis 4.7). Então, o Senhor também se afastaria deles. Lembraria suas perversidades. Receberiam Sua justiça.

Mais uma vez Ele ordena que Jeremias não interceda pelo povo. Ele não ouvirá. Não receberá seus jejuns. Não dará atenção ao seu clamor.

Jeremias está angustiado. Conta ao Senhor, que os profetas dizem que está tudo bem. Que não haverá guerra. Nem fome. Que certamente o Senhor os abençoaria com paz. O Senhor lhe responde que esses profetas são mentirosos. Falam mensagens que Ele não ordenou. Têm visões e revelações que nunca viram nem ouviram. Falam tolices. Inventadas em seus corações mentirosos. Morrerão na guerra e na fome. E os que têm acreditado em suas mentiras, terão seus corpos lançados nas ruas de Jerusalém, mortos pela fome e pela guerra. Não sobrará ninguém.

Jeremias continua clamando por socorro. O Senhor lhe diz que ainda que Moisés e Samuel intercedessem diante dEle em favor daquele povo, Ele não os ajudaria. Eles O abandonaram. Deram-Lhe as costas. Serão destruídos. Não quiseram abandonar seus maus caminhos. Serão alcançados por suas próprias maldades. A situação será tão terrível que até a mãe de sete filhos desmaiará. Ficará sem filhos. Envergonhada e humilhada. Sozinha.

Jeremias está aflito. Deseja nem ter nascido. É odiado em todos os lugares. Não deve a ninguém. Não é credor de ninguém. Mas é odiado como se não pagasse suas dívidas ou como se cobrasse seus credores, com ameaças.

O Senhor ouve Sua oração. Cuidará dele. E mais, nos tempos de calamidade e aflição, os inimigos de Jeremias lhe pedirão que interceda por eles (Mateus 5.44).

Jeremias pede que o Senhor lhe dê tempo. Que não permita que morra em sua juventude. Tem sofrido humilhações. Por causa de Seu nome. Mas não pode abandonar o Senhor. Quando descobriu Suas palavras, ele as devorou, faminto. Elas são a alegria e o prazer de seu coração tão sofrido. Afinal, ele pertence ao Senhor. Por isso, sentava-se sozinho. Para não participar das festas pecaminosas de seu povo. Apesar disso, está sofrendo. Não consegue enxergar Seu socorro. É como se contasse com um riacho inconstante. Ou uma fonte que já secou.

Mas o Senhor é nossa fonte inesgotável. Ele chama Jeremias de volta ao Seu esconderijo. Ele o restaurará. Lhe dará forças. Para que continue a servi-Lo. Exorta-o a parar de reclamar, de falar inutilidades. Que fale palavras valiosas. Assim, será Seu porta-voz. Ele influenciará pessoas, mas não deixará que o influenciem. Continuarão a lutar contra ele, mas não prevalecerão. O Senhor o protegerá e o livrará.

Que clamemos ao Senhor. E fiquemos em Seus braços. Em Seu esconderijo. Ele nos livrará. Que jamais o deixemos. Que cada um de nós seja Seu porta-voz.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dezesseis. Até o capítulo dezoito.

Espero você. Até lá.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Isaías 55.1-57.21

Leitura do dia 02/08.

Continuamos nossa caminhada pelo livro do profeta Isaías.

Na postagem anterior, vimos a promessa de livramento. O sofrimento do Messias descrito em detalhes, tal qual aconteceu com o Senhor Jesus. Também vimos que a salvação vem do Senhor. Ele agirá em favor de Seus servos. Ele fará justiça.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/08/isaias-521-5417.html

Hoje caminharemos a partir do capítulo cinquenta e cinco. Até o cinquenta e sete.

O Senhor, através de Isaías, nos convida a ir a Ele. Se temos sede podemos nos chegar a Ele. E beber. Mesmo sem dinheiro. O que nos oferece é de graça. Ele mesmo pagou o preço. Se O ouvirmos, comeremos o que é bom. Nos deliciaremos com os alimentos mais saborosos. http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/jesus-e-mulher-samaritana.html;
http://www.espalhandoasemente.com/2018/05/o-pao-do-ceu.html

Que nos cheguemos a Ele, com os ouvidos bem abertos. Se O escutarmos, encontraremos vida. A vida que só Ele pode nos dar.

O Senhor promete uma aliança permanente. O amor que fielmente prometeu a Davi. Que O invoquemos, enquanto podemos. Enquanto está perto. Que os perversos mudem de conduta. Que se arrependam. Que deixem de lado até a ideia de fazer o mal. Que voltem ao Senhor, para que Ele tenha misericórdia e generosamente os perdoe.

Seus pensamentos são muito diferentes dos nossos. Seus caminhos vão muito além. Como os céus são mais altos que a terra. Seus caminhos são mais altos que os nossos. Seus pensamentos também.
Sua palavra sempre produz fruto. Ela nunca volta vazia. Sempre faz o que Ele deseja. Sempre prospera.

O Senhor promete alegria e paz. O que resultará em Sua glória. Como um sinal permanente de Seu nome. Que nunca será destruído.

Sua ordem é fazer o que é certo. É ter cuidado de agir conforme Sua vontade. Honrar Seus desejos. Evitar o mal. Acolher o estrangeiro. Os improváveis.

O Senhor ordena que Seu povo jamais permita que o estrangeiro, comprometido com o Senhor, seja discriminado. Nem que o eunuco se sinta como uma árvore seca, sem filhos e sem futuro. Ele abençoará os eunucos e estrangeiros, comprometidos com Ele.

Sua casa será chamada casa de oração para todas as nações. O Senhor não se importa apenas com Israel. Ele se importa com todos os povos. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

Enquanto muitos estrangeiros e eunucos, desprezados, são acolhidos pelo Senhor por serem comprometidos com Ele, os líderes de Seu povo, embora devessem ser vigias, são cegos e ignorantes. São como cães de guarda que não latem. Não avisam quando o perigo se aproxima. Têm prazer em ficar deitado. Dormindo e sonhando. Como cães gulosos. Que nunca se satisfazem. Os líderes de Seu povo são pastores ignorantes. Egoístas. Cada um segue seu próprio caminho. Procuram seus próprios interesses. Não se preocupam com ninguém além de si. Só pensam em festas. Cada vez maiores. Para sua própria honra.

Por causa da atitude desses vigias e pastores, o justo perece e o fiel muitas vezes morre cedo. Ninguém se importa. Nem sequer perguntam o porquê isso tem acontecido. Mas é o Senhor quem os está poupando do mal que está por vir.

Os que adoram os ídolos, sacrificam seus filhos nos vales, cometem adultério em qualquer monte alto, sendo infiéis, enchendo as batentes das portas com símbolos pagãos; os que abandonaram o Senhor, comprometendo-se com ídolos, até com Moloque; os que enviam mensageiros até ao mundo dos mortos, procurando respostas, não serão ajudados. Confiam em ídolos que podem cair até mesmo com um sopro de vento. Serão destruídos.

O Senhor ordena que o caminho seja preparado para Seu povo passar. Ele habita nos lugares altos e santos. Mas também habita com os que têm o espírito oprimido e humilde. Ele dá um novo ânimo aos abatidos. Dá coragem aos de coração arrependido.

Sua misericórdia é tão grande que curará os feridos. Consolará os que choram. E lhes dará paz. A todos que se voltarem a Ele.

Quanto aos perversos, são como o mar quando está agitado. Nunca se aquietam. Revolvem-se na lama e na sujeira. Sem parar. Esses não tem paz.

Que deixemos de lado todo caminho que não agrada ao Senhor. Que derrubemos todos os ídolos que nos afastam dEle.

Que sejamos o que têm um coração arrependido. Aqueles que Ele consolará e curará. Os que sempre têm paz.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo cinquenta e oito. Até o capítulo sessenta.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Isaías 8.1-9.21

Leitura do dia 17/07.

Na postagem anterior, vimos o Senhor dizer que livraria Judá e Jerusalém do ataque da Síria e Israel. http://www.espalhandoasemente.com/2019/07/isaias-71-25.html

Agora, continuamos a partir do capítulo oito de Isaías. Até o final do capítulo nove.

O Senhor ordenou que Isaías escrevesse em uma grande placa, de modo bem claro “Maher-Shalal-Hash-Baz”. Será o primeiro outdoor de todos os tempos?

Isaías chamou dois homens conhecidos por sua honestidade para que fossem testemunhas. A mensagem significava “Veloz para saquear e rápido para levar embora”.

Isaías se deitou com sua esposa. Ela engravidou e deu a luz um menino. O sinal de Acaz. O Senhor ordenou que o menino fosse chamado de Maher-Shalal-Hash-Baz, porque antes que soubesse dizer papai ou mamãe, o rei da Assíria levaria embora os bens de Damasco e as riquezas de Samaria, capital de Israel.

Mais uma vez o Senhor falou com Isaías. Disse que Seu cuidado para com Judá era suave como as águas de Siloé fluíam. Mas eles não O quiseram. Rejeitaram-no. Agora estavam alegres com o que aconteceria a Rezim e Peca.

Como não quiseram o cuidado do Senhor, Ele faria vir sobre Judá uma inundação. O rei da Assíria. Não ia adiantar prepararem-se para a batalha. Nem desenvolver qualquer tipo de estratégia.

Então o Senhor dá uma palavra pessoal a Isaías. Uma palavra que serve diretamente a cada um de nós. Seu servo não deveria pensar como todos os outros pensavam. Seus pensamentos deveriam ser diferentes. Enquanto todos pensavam que tudo era uma série de conspiração, Isaías não deveria ter medo. Que considerasse o Senhor em sua vida. Era ao Senhor que deveria temer. Era o Senhor o único que deveria fazê-lo estremecer. Agindo assim, o Senhor o manteria seguro. Deveria observar Seus mandamentos e confiar Sua lei aos que O seguem.

Isaías disse que obedeceria. Esperaria pelo Senhor. Colocaria nEle sua esperança. Estava consciente de que ele e sua família serviriam como sinal e advertência para Israel. Que também sejamos.

Para o povo de Judá, completamente afastado, o Senhor seria uma pedra de tropeço. Muitos cairiam e jamais se levantariam.

Ao invés de pedirem orientação ao Senhor, o povo queria consultar os médiuns e os que consultavam os espíritos dos mortos. Coisas completamente abomináveis ao Senhor (Deuteronômio 18.14-22).

A ordem era consultar a lei e os ensinamentos dEle.

Os que contradizem Sua palavra jamais verão a luz. Andam sem saber para onde estão indo. Esgotados. Famintos. Amaldiçoando. Olham para o céu. Olham para a terra. Para onde olham, só veem problemas, angústia e desespero. Estão em trevas.

Mas, aleluias, o tempo de escuridão e desespero não duraria para sempre. A terra de Zebulom e Naftali seria humilhada, mas no futuro, a Galiléia dos gentios se encheria de glória. Mais uma promessa da vinda do Senhor Jesus, que se cumpriu. O povo que andava na escuridão viu grande luz. Viviam em trevas profundas e uma luz brilhou (Mateus 4.16). http://www.espalhandoasemente.com/2017/11/comeca-o-ministerio-de-jesus.html

O Senhor promete um rei eterno. Que reinará, do trono de Davi, com imparcialidade e justiça. Não esqueceu Sua promessa a Davi, ainda que seus filhos tenham se afastado dEle.

Por causa de Seu zelo anuncia que “um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre Seus ombros, e Ele será chamado de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz”. Seu governo e sua paz jamais acabarão. Aleluias ao Rei Jesus!
http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/os-lindos-nomes-do-senhor.html

Mas antes, o Senhor pronunciou Seu julgamento, o que aconteceu algum tempo depois. Seu justo juízo. Sua mão estava levantada para castigar. Nem mesmo o castigo fez o povo se arrepender. Não O buscaram.

O Senhor pronuncia o mal sobre os líderes e os profetas mentirosos de Israel. Que enganaram Seu povo e os conduziram pelo caminho da destruição.

É muito sério ser líder. Conduzir o povo a um caminho de morte dizendo que é um caminho de vida. Se somos líderes que sondemos nossos corações. Para onde estamos conduzindo o povo do Senhor? Se somos liderados, atrás de quem estamos indo? Que caminho estamos tomando? Estamos seguindo o Senhor? Estamos obedecendo Seu conselho e pensando como Ele deseja? Ou estamos seguindo nossos líderes, de olhos fechados, sem conferir com a Palavra aquilo que temos aprendido com eles (Atos 17.11)?

A destruição que viria sobre Israel seria tão terrível que vizinhos se levantariam contra vizinhos. Ninguém pouparia sequer seu irmão. Chegariam a um ponto tão desesperador que comeriam seus próprios filhos, tamanha desgraça e fome. Nem assim, como o Senhor observou, eles se arrependeram.

Que sejamos obedientes ao Senhor. Em tudo.

Isaías tinha dois filhos. Um apontava para a destruição que viria a toda velocidade, saqueando e levando o povo ao cativeiro. O outro apontava para a esperança. Um remanescente voltaria. Isaías acreditava nas duas mensagens do Senhor. As duas eram verdadeiras. Uma servia de alerta. Sua confiança precisava estar no Senhor. A outra servia de consolo. Sua esperança estava no Senhor. A destruição viria, mas não seria total. Nem definitiva.

Continuamos amanhã. Leremos a partir do capítulo dez. Até o capítulo doze de Isaías.

Espero você. Até lá.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Salmo 105.1-45

Leitura do dia 19/06.

Continuamos nossa caminhada pelo livro maravilhoso de Salmos, os cânticos que eram louvores, profecias, lamentações, recordações, e até desesperados clamores.

Ontem vimos a oração de um aflito, derramando seus problemas diante do Senhor, o único que poderia socorrê-lo. Também vimos Davi louvando de todo coração. E o salmista descrever o Todo Poderoso com grandiosidade. http://www.espalhandoasemente.com/2019/06/salmos-1021-10435.html

Agora, caminharemos através dos Salmos cento e cinco e cento e seis. Na primeira postagem, o Salmo cento e cinco.

Nele, o salmista inicia convocando todos a louvarem o Senhor. A proclamarem Seu nome. A anunciar entre os povos o que tem feito. É preciso falar a todos sobre Suas maravilhas. E buscar Sua presença continuamente. http://www.espalhandoasemente.com/2016/03/o-deus-de-todas-as-nacoes.html

A busca por Sua presença não pode ser apenas nas datas comemorativas. Ou no culto da ceia, uma vez por mês. Ou ainda nos cultos de domingo. Nem mesmo nos cultos durante a semana. Precisa ser contínua. Diária. E pessoal. http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/isaias-1.html

Precisamos nos lembrar de Suas maravilhas. Dos milagres que fez. Dos juízos que pronunciou. Ele é o Senhor. Nosso Deus. Vemos Sua justiça em toda a terra. Sim, Ele é fiel.

O salmista continua cantando sobre Suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó. E, num resumo conta a história de Israel. Desde que eram apenas uma família que vagava pelas terras de Canaã, a terra que pertenceria a seus descendentes, por promessa do Senhor.

Sim, Ele fez a fome chegar. E pasme, mandou José ao Egito, adiante deles. Foi vendido como escravo. Seus pés foram presos e feridos com correntes. Seu pescoço sentiu os ferros. Ainda assim, estava sendo enviado pelo Senhor. Foi provado. Sabe até quando? Até que chegou a hora do Senhor cumprir Sua palavra.

Quando essa hora chegou, Faraó mandou chamar José. E o libertou. Ninguém menos que o governante de nações abriu a porta de sua prisão. Porque havia chegado a hora. Ele foi encarregado do palácio. Não qualquer palácio. O palácio do rei do Egito, a nação mais poderosa daquela época. Simplesmente tornou-se o administrador de todos os bens de Faraó. E mais, tinha a liberdade de instruir todos os assistentes de Faraó. E ensinar seus conselheiros.

Uau! Foi enviado adiante de Israel pelo Senhor. Escravo. Preso. Provado. Em um instante, quando chegou a hora de cumprir o propósito do Senhor, foi liberto. Mudou-se para o palácio real. Tornou-se administrador dos bens do Egito. E instruía os assistentes e conselheiros da corte. Simples assim.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/01/um-instante.html

Claro que não foi nada simples. José sofreu. Longe de sua terra. De sua família. De sua casa. Tendo sido vendido por seus próprios irmãos. Mas havia uma missão. E foi enviado pelo Senhor. Não por seus irmãos. Nem pelos que o compraram. http://www.espalhandoasemente.com/2015/11/amo-filmes.html

O salmista continua contando a história de Israel. Chegaram ao Egito. O Senhor os multiplicou. Os egípcios tornaram-se opressores. O Senhor enviou Moisés e Arão. Cobriu o Egito com pragas. Tirou o Seu povo de lá. Guardou-os pelo deserto. Deu-lhes a terra que prometera. Colheram o que outros plantaram.

E, tudo isso aconteceu, com o propósito de guardarem Seus decretos e obedecerem Suas leis!

Sim, como o salmista, devemos cantar: Louvado seja o Senhor.

Continuamos na próxima postagem.

Espero você. Até já.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

2 Reis 25.1-30

Leitura do dia 12/04.

Na postagem anterior, vimos que o justo juízo do Senhor chegou a Judá e Jerusalém. Vimos também que Zedequias se rebelou contra Nabucodonosor, rei da Babilônia.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-241-20.html

Agora, caminharemos através do capítulo vinte e cinco.

No nono ano do reinado de Zedequias, no dia dez do décimo mês, por causa de sua rebelião, Nabucodonosor atacou Jerusalém. Com todo o seu exército.

Ele a sitiou. Construiu rampas de ataque ao redor de toda a cidade. Jerusalém foi mantida sob cerco militar até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias.

No nono dia do quarto mês, a fome em toda a cidade havia se tornado tão terrível que não havia absolutamente mais nada com que se alimentar. O povo estava em total desespero. A muralha da cidade foi rompida.

Todos os soldados que ainda restavam, fugiram durante a noite pelo caminho da porta entre os dois muros, que ficava junto ao jardim do rei.

Zedequias fugiu em direção ao vale do Jordão. Mas o exército babilônico o perseguiu. Foi alcançado nas campinas de Jericó. Todo seu exército se dispersou.

Ele foi preso. E conduzido a Ribla, diante de Nabucodonosor, para ser julgado. Degolaram seus filhos diante dele. Em seguida perfuraram seus olhos. Prenderam-no com correntes de bronze e o levaram para a Babilônia.

A última imagem que Zedequias viu foram seus filhos sendo degolados. Que tristeza! Que terrível dor. Tudo por ter virado às costas para o Senhor.

No dia sete do quinto mês do décimo nono ano do governo de Nabucodonosor, Nebuzaradão, comandante da guarda imperial e seu conselheiro pessoal, partiu para Jerusalém. Assim que chegou, incendiou o templo, o palácio real, todas as casas de Jerusalém e os edifícios importantes. O exército babilônico, que acompanhava Nebuzaradão, colocou abaixo os muros da cidade.

Meu coração se parte com tanta desolação na cidade conhecida como a Cidade do Grande Rei. Tudo queimado, derrubado, destruído.

Em seguida, levaram cativo o restante do povo que havia permanecido na cidade. Os desertores e o resto da multidão. http://www.espalhandoasemente.com/2018/08/indo-para-o-exilio.html

Nebuzaradão deixou apenas o povo mais pobre, os que trabalhavam nas vinhas e na lavoura em geral.

Destruíram as colunas de bronze que ficavam no templo, os suportes e o tanque de bronze que estavam guardados no interior da Casa do Senhor. Levaram todo o bronze para a Babilônia.

Tomaram as caldeiras, pás, cortadores de pavio, vasilhas e todos os utensílios sagrados de bronze que eram usados no serviço religioso. Também os incensários e as bacias de aspersão, tudo o que era feito de ouro puro ou de prata.

O bronze das duas colunas, do tanque e dos suportes que Salomão tinha mandado fazer com arte para o templo do Senhor era tão pesado que não havia balança que o pudesse pesar. A altura da coluna era oito metros e dez centímetros. O capitel de bronze no alto de cada coluna tinha um metro e trinta e cinco centímetros de altura e era decorado com uma fileira de romãs de bronze ao redor. Obra de artista. Tudo muito lindo. Agora, destruído. Sendo arrastado para Babilônia.

Nebuzaradão levou também Seraías, o chefe dos sacerdotes, Sofonias, o vice-sacerdote, e os três guardas do portão. Levou o oficial responsável pelos soldados de batalha, e cinco oficiais do rei que ainda permaneciam na cidade, além do secretário do exército, principal líder e coordenador do alistamento militar de Judá. E mais sessenta homens do povo.

Ele os conduziu todos cativos à presença do rei da Babilônia, em Ribla. Ali, Nabucodonosor determinou a execução sumária de todos os prisioneiros de Jerusalém.

Assim Judá foi para o exílio, para longe de sua terra. Tudo porque viraram as costas para o Senhor. Esqueceram-se dEle e de Suas ordenanças. Não O desejaram, nem O amaram.

Que aprendamos a seguir ao Senhor e amá-Lo a cada dia. Como eles não fizeram.

Nabucodonosor, nomeou Gedalias, filho de Alcam, neto de Safã, como governador dos pobres e doentes que ficaram em Judá. Ele ficou em Mispá.

Quando Ismael, filho de Netanias, Joanã, filho de Careá, Seraías, filho de Tanumete e Jazanias souberam que o rei da Babilônia havia nomeado Gedalias como governador em Judá, eles e seus soldados foram até Mispá. Eram todos chefes de exército.

Gedalias assumiu um compromisso mediante juramento diante deles. Declarou que não deviam temer servir os babilônicos. Se permanecessem na terra e servissem ao rei da Babilônia, tudo correria bem.

Mas, no sétimo mês, Ismael, que tinha sangue real, foi com dez homens e assassinou Gedalias e todos que estavam com ele em Mispá, judeus e babilônicos.

O povo de Judá, de crianças a idosos, inclusive os líderes do exército, fugiram para o Egito, com grande medo dos caldeus.

Que situação lastimosa! Fugiram de suas terras, com medo dos caldeus e foram abrigar-se no Egito, onde haviam sido escravos.

No trigésimo sétimo ano do exílio babilônico de Joaquim (leia novamente: trigésimo sétimo ano), Amel-Marduque, foi proclamado rei da Babilônia. Joaquim havia ido para o exílio antes de Zedequias. Amel-Marduque decidiu perdoá-lo e libertá-lo da prisão, no vigésimo sétimo dia do décimo segundo mês.

Depois de trinta e sete anos de exílio, Joaquim foi tratado pelo novo rei, com misericórdia e dignidade. Passou a ocupar o lugar mais honrado entre os outros reis que estavam com ele na Babilônia. Teve o direito de trocar suas roupas de prisioneiro. Passou a fazer suas refeições à mesa real. E seu sustento foi garantido diariamente pelo rei caldeu.

Assim termina a história de 2 Reis. O reino de Judá já não existe. Jerusalém está destruída, abandonada. Os judeus fugiram para o Egito. Outros, vivem como prisioneiros na Babilônia.

Frutos sendo colhidos em função de várias gerações terem abandonado ao Senhor. Escolhido a maldição ao invés da benção, como Moisés havia lhes alertado.

Ainda que estivessem com o gabarito nas mãos, escolheram a maldição. Até que suas terras foram destruídas e foram levados cativos para a Babilônia, enquanto outros fugiram para o Egito.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/deuteronomio-111-1429.html

Que nos sirva de lição.

Temos a oportunidade, diariamente, de escolher entre a benção e a maldição. De escolher amar ao Senhor, vivendo uma vida surpreendente ao Seu lado ou escolher outros deuses e suportarmos Seu justo juízo, quando vier. E ele vem. Acredite. Com a função de, mais uma vez, tentar nos aproximar dEle. Sempre. Esse é o desejo do Seu coração.

"Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Soberano, não tenho prazer algum na morte dos perversos. antes, meu desejo é que se afastem de seus maus caminhos, para que vivam. Arrependam-se! Afastem-se de sua maldade! Por que morrer, ó povo de Israel?" - Ezequiel 33.11

Ficamos por aqui. Amanhã começaremos 1 Crônicas. Leremos do capítulo um ao capítulo três.

Espero você. Até lá.

Textos semelhantes:
http://www.espalhandoasemente.com/2019/02/depois-do-juizo-destruicao-total.html

quinta-feira, 4 de abril de 2019

2 Reis 4.38-44

Leitura do dia 06/04.

Na postagem anterior, vimos que o Senhor é o Deus do impossível. Eliseu mais uma vez foi usado para trazer vida. Onde antes não havia nada e depois só havia  morte.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/04/2-reis-417-37.html

Continuamos ainda pelas páginas do capítulo quatro, a partir do versículo trinta e oito. Até o final.

Eliseu voltou a Gilgal. A fome assolava toda a região.

Os discípulos dos profetas estavam sentados à sua frente. Em sua mesa. Ele pediu a seu servo que colocasse uma panela grande no fogo e preparasse uma sopa para os profetas.

Mas não havia o que comer. Nem ao menos algo para fazer a sopa. Um deles saiu ao campo para apanhar verdura. Encontrou uma espécie de trepadeira silvestre. Apanhou alguns frutos e encheu deles sua capa.

Chegando em casa, cortou-os e colocou-os no caldeirão do ensopado, embora ninguém soubesse o que era. Não conheciam aquela trepadeira.

O ensopado foi servido aos homens. Assim que o provaram, gritaram a Eliseu que havia morte na panela. Não conseguiram mais comer. Claro.

Mais uma vez Eliseu se depara com uma situação de morte. O que fazer? Provavelmente alguns haviam comido. Estavam agora apavorados. Outros, nem quiseram experimentar. Quem queria ser envenenado? Ninguém!

Consegue imaginar o pavor do discípulo que foi pegar a verdura e trouxe veneno?

Gosto da proatividade de Eliseu. Ordenou que trouxessem farinha. Despejou na panela e orientou que os homens fossem servidos para que pudessem se alimentar em paz.

Sim, a panela é a mesma panela. A verdura é a mesma verdura. A tal da trepadeira que ninguém conhecia. Mas, depois que Eliseu colocou a farinha, já não havia mais qualquer perigo naquele caldeirão. A morte foi dizimada.

E eles comeram. Ninguém questionou. Sabiam quem era Eliseu e quem era o Deus que Eliseu servia. Se dizia que podiam comer em paz, podiam.

Depois, um homem veio de Baal-Salisa. Lembre-se que são tempos difíceis. A fome assolava aquela região. Mas esse homem veio de outra cidade, trazendo consigo pães das primícias, vinte pães de cevada, feitos dos primeiros grãos da colheita, e também algumas espigas verdes. Era uma oferta.

Eliseu orientou que seu servo servisse ao povo. Não desejou guardar os pães, escondê-los apenas para si. Se importava com as pessoas. Cada vez que o vemos em cena, Eliseu demonstra a importância que dá aos outros. Está sempre abençoando. Mulheres. Homens. Crianças. Famílias. Cidades. Reinos.

O servo de Eliseu ficou horrorizado. Como servir vinte pães e algumas espigas a cem homens? Os mais “espertos”, os mais “rápidos”, os que estivessem mais próximos aos pães, comeriam. Os outros não. Impossível. São cem homens. Apenas vinte pães!

Eliseu simplesmente respondeu que servisse, porque a palavra do Senhor era que comeriam e ainda sobraria. Diante dessa Palavra do Senhor, dita através de Eliseu, seu servo começou a repartir o pão. Não tinha como duvidar.

Sabe o que aconteceu? Todos se alimentaram e ainda sobrou. Simples assim. Como vimos na última postagem, para o Senhor não há nada impossível.

Ele pode suprir todas as nossas necessidades. E pode até suprir as necessidades de outros através de nós, mesmo quando temos pouco. Basta que nos coloquemos na posição que Eliseu se colocou, de ser um abençoador.

Qual tem sido nossa posição? Quando temos algo, guardamos apenas para nós mesmos porque não sabemos como será o dia de amanhã ou repartimos com os que nada tem?

Que sigamos o conselho de Salomão em Eclesiastes 11.1,2: “Envie o grão da sua colheita mar afora, com o tempo isso lhe trará retorno. Invista seus recursos em vários lugares, pois desconhece os riscos adiante“. Ou: "Dê com generosidade, pois mais adiante suas dádivas voltarão para você". Ou ainda: "Distribua com generosidade o teu pão como se o atirasse sobre águas e depois de algum tempo o receberás de volta. Reparte com sete e mesmo com oito o que tens, pois não sabes que desgraça pode vir sobre a terra”.

A matemática do Senhor é diferente. Se eu guardo, perco. Se reparto, tenho.
http://www.espalhandoasemente.com/2016/05/eliseu-voce-e-eu-disponiveis-para.html
http://www.espalhandoasemente.com/2016/04/confio-em-deus-em-meio-as-adversidades.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/continuamos-nossa-viagem-atraves-do.html
http://www.espalhandoasemente.com/2017/12/a-segunda-multiplicacao-dos-paes-e.html

Nos importamos com as pessoas? Suas necessidades? Suas dores? Suas dificuldades?

Continuamos.

Espero você. Até já.

Texto semelhante:
http://www.espalhandoasemente.com/2018/11/posso-repartir-o-pouco-que-tenho.html

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Gênesis 47.13-31

Leitura do dia 14/01.

Na postagem anterior, vimos que os filhos de Jacó foram para Gósen, o melhor da terra do Egito. Não sem antes afirmarem suas identidades aos egípcios, ainda que estes viessem a desprezá-los.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-471-12.html

Agora, continuamos nossa caminhada, no capítulo quarenta e sete de Gênesis, do versículo treze ao versículo trinta e um.

A fome e a escassez aumentavam a cada ano.

Com o tempo, José arrecadou todo dinheiro que havia no Egito e em Canaã, em troca de cereais. Depositou tudo nos tesouros de Faraó.

Quando o dinheiro acabou, foram até José implorar que não os deixassem sem alimento. José trocou os animais pelos alimentos. Para mais um ano.

No ano seguinte, o povo voltou a implorar por alimento. Não tinham mais nada. Exceto suas terras e eles mesmos.

Assim, José tomou toda a terra do Egito, exceto a terra dos sacerdotes. As demais terras passaram a ser de Faraó, assim como o povo, de uma extremidade do Egito à outra.

A terra dos sacerdotes não foi vendida a Faraó porque o próprio Faraó alimentava os sacerdotes.

Depois de tudo isso, ainda havia fome na terra. José disse ao povo que os havia comprado. Agora faria da seguinte maneira: daria sementes para que cultivassem o campo. A quinta parte de tudo que fosse colhido seria de Faraó. O restante serviria para plantar e alimentar a todos, inclusive as crianças.

Os egípcios ficaram gratos a José, pois ele impediu que morressem. A partir de então foi instituído “o quinto”, a lei que dizia que um quinto das colheitas pertencia a Faraó. Quando Moisés escreveu o livro de Gênesis, ainda era assim. E assim continuou por um bom tempo.

Enquanto tudo isso acontecia entre os egípcios, o povo de Israel se estabelecia em Gósen. Ali, adquiriram propriedades e tiveram muitos filhos.

Jacó viveu mais dezessete anos depois que chegou ao Egito. Quando estava próximo de sua morte, chamou José. Pediu-lhe que jurasse que o enterraria junto de seus antepassados, em Canaã.

José jurou. Ao ouvir seu juramento, Jacó curvou-se humildemente à cabeceira de sua cama. Sabia que voltaria à Canaã, como o Senhor prometera. O tempo estava próximo.

Este capítulo termina aqui.

Continuamos na próxima postagem.

A leitura de Gênesis 45 a 47 é de segunda-feira, dia 14/01.

Amanhã tentarei colocar a leitura dos dias 15 (Gênesis 48-50) e 16 (Êxodo 1-3).

Espero você. Até lá.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Gênesis 43.1-34

Leitura do dia 13/01.

Na postagem anterior, vimos que os irmãos de José foram ao Egito comprar alimento. Ele os reconheceu na hora, eles não. Como imaginar que seu irmão, vendido aos midianitas, era o governador do Egito?
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-421-38.html

Agora, caminharemos pelas páginas do capítulo quarenta e três.

A fome piorou em Canaã. Jacó ordenou que seus filhos voltassem ao Egito e comprassem mais alimento.

Judá lembrou a seu pai que só poderiam voltar se levassem Benjamim com eles.

Jacó não se conformava de terem falado que tinham mais um irmão. Mas Judá disse-lhe que o governador perguntou. Eles só responderam suas perguntas. Como saberiam que iria querer comprovar que tinham outro irmão?

Então Judá se responsabilizou por Benjamim. Garantiu pessoalmente sua segurança. Disse que se não o trouxesse de volta, carregaria a culpa para sempre.

Por fim, Jacó resolveu deixá-los ir. Não havia outro jeito.

Ordenou que levassem o dobro do dinheiro. Para devolver o primeiro pagamento. Deveriam levar também os tesouros da terra de Canaã para aplacar o governador. E que o Senhor, o Todo-Poderoso tivesse misericórdia quando estivessem diante do “tal homem”, para que libertasse Simeão e deixasse Benjamim voltar.

Jacó disse que se tal não acontecesse, se tivesse que perder seus dois filhos, que assim fosse.

Quando chegaram ao Egito e José viu que Benjamim estava entre eles, disse ao administrador que os levassem a seu palácio. Almoçariam com ele.

Quando seus irmãos viram que estavam sendo levados ao palácio do governador, ficaram apavorados. Acreditavam que ele planejava acusá-los de ladrões. Que seriam seus escravos. Que seus jumentos seriam tomados.

Ah, como a imaginação, muitas vezes, pode ser tão diferente da realidade!

Quando entraram no palácio onde José morava, falaram com o administrador para devolver o dinheiro. O administrador disse que deve ter sido o Deus deles, o Deus do pai deles que devolveu-lhes o dinheiro. Ele estava certo que havia recebido o pagamento.

Foram levados para lavar os pés. Seus jumentos ganharam ração. E foram avisados que almoçariam, ao meio dia, com o governador.

Assim que José chegou, entregaram-lhe os presentes que haviam trazido, encurvando-se até o chão.
José os cumprimentou e perguntou se o pai deles ainda estava vivo. Responderam que sim. E encurvaram-se mais uma vez diante de José.

José olhou para Benjamim e perguntou se era o irmão mais novo que haviam lhe falado. Abençoou Benjamim. E teve que retirar-se. Ficou muito emocionado. Foi para seu quarto. E chorou.

Depois de lavar o rosto, mais controlado, voltou e ordenou que o almoço fosse servido.

Sentaram-se em três mesas. Uma era de José. Outra de seus irmãos e outra dos egípcios que almoçavam com eles.

Os egípcios não almoçavam junto com os hebreus porque os desprezavam.

Os irmãos de José sentaram-se em ordem. Do mais velho ao mais novo. Receberam suas porções. Benjamim recebeu cinco porções ao invés de uma.

Eles comeram e beberam à vontade com José.

Assim termina o capítulo quarenta e três.

Continuamos na próxima postagem. Até já.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Gênesis 26.12-33

Leitura do dia 08/01 (Leitura Bíblica Anual).

Na postagem anterior, vimos Isaque agindo como Abraão. E Abimeleque, rei dos filisteus, mostrando ser temente ao Senhor.
http://www.espalhandoasemente.com/2019/01/genesis-261-11.html

Continuamos através do capítulo vinte e seis, a partir do versículo doze, até o versículo trinta e três.

Naquele ano, mesmo com a fome que assolava a terra, Isaque plantou e colheu cem vezes mais do que havia semeado. Sua semente gerou a “cem por um”, por um motivo, o Senhor o abençoou. Isaque prosperou. Tornou-se rico e influente. Três situações diferentes. Ele prosperou. Prosperidade significa ter o que precisamos para fazer uma boa viagem. Além de ser próspero, tornou-se rico e mais que isso, tornou-se influente. Adquiriu tanta riqueza que os filisteus tiveram inveja dele. Em retaliação, fecharam com terra todos os poços de Isaque. Aqueles que tinham sido cavados por seu pai.

Veja que os filisteus não o atacaram diretamente. Não queimaram, nem roubaram suas plantações. Ou servos. Eles foram além. Fecharam seus poços. Sem água não há vida. A situação chegou a tal ponto que Abimeleque ordenou que Isaque fosse para outro lugar. Havia se tornado muito poderoso. Poderoso demais para conviverem juntos. Isaque partiu. Foi ao vale de Gerar. Reabriu os poços que seu pai havia cavado e que os filisteus haviam fechado após a morte de Abraão. Colocou-lhe os mesmos nomes.

Seus servos também cavaram no vale de Gerar. Encontraram uma fonte de água corrente. Melhor que um poço. Mas os pastores daquele lugar entraram em conflito com seus pastores. Disseram que aquela água era deles. Lembre-se, eles estão em uma terra onde água é mais valiosa que ouro puro.

Os servos de Isaque cavaram mais um poço. Também discutiram. Então Isaque abandonou esse poço. Mandou que seus servos cavassem mais à frente. Dessa vez ninguém discutiu. Isaque chamou o poço de Reobote. Significa lugar espaçoso. Finalmente o Senhor havia criado espaço suficiente para que prosperassem naquela terra. Consegue pensar como Isaque era próspero, rico e influente?

Dali, Isaque foi para Berseba. Na noite de sua chegada o Senhor apareceu a ele. Disse que era (e é) o Senhor de seu pai. Que não tivesse medo. O Senhor estava com ele. Reafirmou Suas promessas. Isaque construiu um altar ali e invocou o nome do Senhor. Armou acampamento naquele local e cavaram mais um poço.

Um dia Abimeleque foi até ele. Estava acompanhado de seu conselheiro e o comandante de seu exército. Isaque perguntou o que estavam fazendo ali. Não era uma visita de amigos, uma vez que era evidente que o odiavam, já que o expulsaram de suas terras. Responderam que viam claramente que o Senhor estava com ele. Por isso queriam fazer uma aliança, sob juramento. Pediram que Isaque jurasse que nunca lhes faria mal, como eles não fizeram a ele enquanto estava em suas terras. Disseram que o trataram bem e o despediram em paz. Agora viam como o Senhor o abençoara.

Isaque lhes preparou um banquete. Eles comeram e beberam juntos. Na manhã seguinte, juraram solenemente não interferir na vida um do outro. Isaque os despediu e partiram em paz. No mesmo dia seus servos notificaram que haviam achado água em um novo poço cavado. Isaque chamou o poço de Seba, “juramento”. Até hoje aquela cidade chama-se Berseba (até hoje mesmo!).

Continuamos na próxima postagem. O capítulo vinte e sete de Gênesis. Até já.